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  • Ela encontrou motivo para maior alegria
    A Sentinela — 1982 | 15 de maio
    • Ela encontrou motivo para maior alegria

      Relato animador procedente de Trinidad.

      “PROFESSORA demite-se do serviço para tornar-se missionária.” Em 1955, essas palavras encabeçavam um artigo do nosso diário local, The Trinidad Guardian. Quem era essa professora? O que a induziu a tomar tal decisão? Perdeu ela alguma coisa por dar tal passo? É ela ainda missionária?

      Sylvia nasceu numa aldeia rural, pacata, chamada Flanagin Town, na região central de Trinidad. A pequena comunidade era pouco alfabetizada, e a única escola existente era operada por professores católicos e dirigida por um sacerdote que visitava a região uma vez por semana. Sylvia foi instruída ali e depois tornou-se aluna-instrutora na mesma escola. Na década de 1940, ela começou a receber instrução espiritual dum casal idoso, ambos Testemunhas de Jeová. O homem e sua esposa foram desprezados pelos outros aldeões, que tinham preconceitos religiosos, mas eles continuaram a proclamar corajosamente a mensagem da Bíblia a todos na aldeia. Outro casal juntou-se a eles, e este pequenino grupo usava fonógrafos portáteis para tocar sermões bíblicos gravados, após o que ofereciam publicações que explicavam a mensagem.

      Início da Alegria

      A avó de Sylvia escutava os sermões gravados, adquiria alguma publicação, e a guardava sem nunca lê-la. Mas Sylvia lia as publicações. Por isso, quando tinha 17 anos, ela procurou as Testemunhas e assediou-as com perguntas. Sylvia logo começou a assistir às reuniões de estudo da Bíblia com as quatro Testemunhas em sua aldeia. Todos os cinco sentavam-se e consideravam as Escrituras à luz duma lâmpada de querosene, visto que não havia eletricidade.

      A próxima medida que Sylvia adotou foi falar à avó e a certos professores sobre as coisas que estava aprendendo.Espalhou-se rapidamente a notícia no povoado de que Sylvia estivera assistindo secretamente às reuniões das Testemunhas de Jeová. Como podia uma católica praticante fazer isso? Não era ela membro do coro e “Filha de Maria”? Não era ela aluna-instrutora na escola católica? O que diria o “Padre”? O que faria ele? O sacerdote demitiu Sylvia, informando-a por carta que seu trabalho como professora na escola havia terminado por causa de sua persistência em assistir aos serviços duma religião falsa, do ponto de vista dele.

      Isto não diminuiu sua alegria. De fato, algum tempo depois disso, ela foi batizada em símbolo de sua dedicação a Jeová Deus.

      Em 1949, ingressou na Escola Normal do governo e se formou em 1950. Durante os próximos cinco anos, ensinou em escolas do governo, mas, em 1955, deixou o magistério para devotar todo seu tempo a transmitir a outros as “boas novas” da Bíblia. (Mateus 24:14) Por que desistiu Sylvia de seu cargo? Por que desconsiderou ela o atrativo dum salário regular para pregar por tempo integral como “pioneira” sem uma renda garantida?

      Por Que Ser Pioneira?

      Pergunte a Sylvia e ela lhe fornecerá vários motivos interessantes. Em primeiro lugar, embora se opusesse às Testemunhas, sua mãe deixava que a jovem Sylvia passasse todos os períodos de férias com uma tia que era Testemunha. Ela gastava então a maior parte do seu tempo transmitindo a outros a mensagem da Bíblia. Sylvia apreciava muito tais férias e retornava à casa espiritualmente fortalecida e cada vez mais convencida da necessidade de falar das gloriosas “boas novas” a tantos quanto possível. Além disso, chegou a reconhecer que na lista de prioridades do cristão o Reino deve vir em primeiro lugar. (Mateus 6:33) Na situação em que se encontrava, Sylvia percebeu que era mais importante para ela proclamar a verdade da Bíblia do que empenhar-se no serviço secular de tempo integral.

      Mesmo hoje, Sylvia pode falar da forte impressão causada por certas pioneiras, Constance Mills e Maude de Freitas. Lembra-se claramente do regozijo delas em Jeová, o abundante zelo delas pelo serviço de tempo integral e a notável habilidade delas de falar sobre o Reino e fazê-lo parecer tão real para ela. Sylvia admirava também o idoso irmão William Jordan, e recorda-se vividamente das palestras que tinha com ele na hora do almoço e de como estas a ajudaram a fixar a mente no serviço de Jeová. Por isso renunciou ao magistério para tornar-se pioneira. O que perdeu ela? “Tornar-me pioneira envolvia abandonar uma casa confortável e minha carreira. Tive de desistir de minha apólice de seguro e da idéia de comprar um carro”, disse ela. “Mas, compreendia que tudo o que eu possuía estava dedicado a Jeová, e isto resolveu a questão.”

      Sylvia lhe diria que tornar-se pioneira foi uma de suas várias decisões importantes. Outra envolvia a questão pessoal do casamento. É solteira e não se considera infeliz por isso. Embora não promova uma campanha pessoal de incentivo à vida solteira, tomou a decisão de não se casar. “Não que irmãos não me tenham pedido. Tive minha parcela de ‘propostas’”, diz ela. “Mas tomei minha decisão, e minha vida é feliz e plena. Não sinto estar perdendo algo. Em todo caso, estou ocupada demais para me preocupar com esse tipo de coisa.” — Mateus 19:10-12.

      Bênçãos Aumentam a Alegria

      Algo que foi uma bênção disfarçada foi a redesignação de Sylvia para Trinidad como pioneira especial, depois de se formar na escola missionária de Gileade, em 1959. Esperara ansiosamente servir num país estrangeiro, e diz francamente: “Fiquei um tanto desapontada quando ouvi que seria enviada de volta a Trinidad, para enfrentar o mesmo ambiente familiar.” Mas acabou isto sendo bom para ela?

      Sylvia conta sobre como Jeová a usou: “Ele me usou em participar em ajudar grupos de seis, quatro, três e algumas vezes uma ou duas pessoas. Tive o privilégio de ajudar quatro irmãos e irmãs carnais e seus respectivos cônjuges. Acalenta o coração ver e ouvi-los expressar-se a favor de Jeová e do seu reino.” É difícil passar uma sessão de batismo sem que haja um dos estudantes de Sylvia entre os candidatos à imersão em água.

      Nem sempre as coisas iam bem. Ora, certo ano a casa de Sylvia queimou-se totalmente, e ela e sua companheira perderam tudo! Mas outras Testemunhas as alojaram e lhes forneceram roupas até que se restabelecessem. — Marcos 10:29, 30.

      Em 1968, Sylvia teve de decidir se continuaria no serviço de tempo integral. Assim é que ela conta: “Confrontei-me com a questão do sangue, visto que tinha de me submeter a séria cirurgia abdominal. A cirurgia foi bem sucedida. Nenhum sangue foi usado, mas deixou-me muito fraca e deprimida. Tive de resolver se continuaria ou não no serviço de tempo integral. Algumas Testemunhas achavam que eu devia deixar o serviço de tempo integral por estar fraca demais. Mas Jeová ouviu minhas orações e ergueu-me novamente. Renovou minhas forças, e, após três meses, estava de volta ao campo, em busca de suas ‘ovelhas’. (Isaías 40:28-31) Pessoalmente, acho que sou agora capaz de fazer mais do que fazia antes da cirurgia, graças a Jeová.”

      Sylvia tem uma personalidade cativante. Pode-se vê-la na rua, à frente — a figura duma moça esbelta, vestida de modo sensato e com bom gosto, com um sorriso simpático no rosto amável. É só natural que as pessoas aceitem sua oferta de publicação bíblicas. Ao passo que ela fala, os ouvintes ficam contagiados pela sua alegria de viver. Ela indica a Jeová como a fonte de felicidade: “Sentir seu cuidado amoroso e carinhoso no decorrer dos anos e trabalhar com ele têm sido uma experiência muito recompensadora e emocionante. Agradeço humildemente a Jeová.” Deveras, ‘os mansos incrementam a sua alegria em Jeová’ — Isaías 29:19.

  • Cristãos ativos numa época crítica
    A Sentinela — 1982 | 15 de maio
    • Cristãos ativos numa época crítica

      VOCÊ, assim como outros em volta do globo, talvez esteja bem apercebido de que vivemos em tempos críticos.

      Muitos se dão conta de que os tempos são críticos porque se dá muita atenção a armas e à guerra. Outros percebem que é uma época crítica devido a problemas econômicos. Ou, se lhe perguntassem por que é crítica nossa época, talvez refletisse no crescente crime e violência. Tais problemas não são senão evidências de que vivemos durante um período predito: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.” — 2 Timóteo 3:1-5.

      Mas, no domingo 13 de setembro de 1981, houve um acontecimento especial que ilustrou bem que, mesmo em nossos “tempos críticos”, os cristãos podem estar espiritualmente ativos e ser otimistas quanto ao futuro. Que acontecimento foi esse? Como podemos tirar proveito dele?

      Formatura da Escola de Gileade

      O acontecimento especial que se deu em Nova Iorque, E.U.A., foi a formatura da 71.ª classe da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. Faremos bem em refletir em alguns pontos salientados durante o programa.

      O orador principal foi F. W. Franz, presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.) e também da Escola. Seu discurso de uma hora iniciou com uma recapitulação

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