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  • As riquezas não me trouxeram felicidade
    Despertai! — 1977 | 22 de agosto
    • As riquezas não me trouxeram felicidade

      EMBORA seja provável que não me conheça pessoalmente, é possível que já tenha sido um convidado à casa de meus pais. Isso é, se fizer parte das assistências que, através da televisão, já a visitaram. Seu lar tem sido usado como cenário de filmes e programas de TV, inclusive de um que recentemente obteve vários Troféus Emmy.

      As companhias cinematográficas usualmente pagam de US$ 1.500 a US$ 2.500 (Cr$ 22.500,00 a Cr$ 37.500,00) por dia de aluguel. A casa, construída por volta do despontar do século, e situada no sul da Califórnia, abrange aproximadamente cinqüenta aposentos. Se construída hoje, é provável que custasse entre um e dois milhões de dólares.

      Certamente é um primor de elegância em todo sentido da palavra — estando repleta de antiguidades inestimáveis e de tapetes orientais, muitos aposentos sendo lindamente revestidos de mogno, alguns recobertos de ouro puro. Dispõe dum salão cerimonial de baile de cerca de 23 metros de comprimento, piscina interna e muitos quartos de dormir. Do lado de fora há jardins convencionais e uma quadra particular de tênis.

      Vida Inicial Favorecida

      Desde a infância até que me tornei adulto, meus pais sempre foram muito generosos comigo; eu possuía mais, em sentido material, do que realmente necessitava. Eles compraram lindos carros para mim, e custearam extensiva educação, inclusive um curso completo de direito. Eram igualmente generosos com meu irmão mais moço. Ele possuía vinte carros antes de ter idade suficiente para poder ser um motorista habilitado!

      Papai trabalhara muito nos seus primeiros anos a fim de prover para nós o que considerava ser “as melhores coisas da vida”. Ele me ensinou tudo sobre investimentos, desejando que eu me tornasse milionário. Assim, esse era meu alvo, e não havia dúvida em minha mente de que, por fim, o alcançaria.

      Éramos uma família muito unida e fazíamos muitas coisas juntos. Com freqüência, passávamos os fins-de-semana em um dos iates de nossa família. Meus pais, também, estavam interessados em que eu recebesse instrução religiosa. Assim, mandavam-me à Igreja Luterana aos domingos.

      Com toda essa riqueza material me cercando, talvez imagine que eu devia ser felicíssimo. Na realidade, acontecia justamente o contrário.

      Fontes de Infelicidade

      Uma coisa que me aborrecia era que muitos dos meus amigos só me admiravam pelo que eu possuía em sentido material, e alguns procuravam associar-se comigo por tal motivo. Embora gozasse do reconhecimento advindo de ser filho dum homem rico, jamais me interessei pelo “mundo social”. Odiava o esnobismo de tantas dessas pessoas.

      Tendo terrível complexo de inferioridade, tinha problemas de me relacionar com as pessoas. Para me ajudar a vencer isso, fiquei muitíssimo interessado nas atividades físicas. Mais tarde, competi com êxito na luta livre e em outros esportes. Com o tempo, participei de competições físicas e fui usado como modelo para classes de arte. Apreciava o reconhecimento que eu obtinha.

      Com o tempo, meu complexo de inferioridade veio a ser substituído pelo orgulho e pela arrogância. Considerava as moças como simples objetos a ser usados para meu próprio prazer egoísta, e tal companheirismo envolvia o modo de vida imoral.

      Desiludido com o mundo, perdi toda a confiança nas pessoas que não eram de minha própria família. Sentia que eu precisava de algo que não obtinha, embora não soubesse o que era. Cada vez mais, compreendia quão imenso é o abismo entre o “prazer” e a “felicidade”. As pessoas talvez imaginassem quão “felizardo” eu era, e quanto gostariam de “trocar de lugar comigo”, mas eu não podia imaginar que houvesse alguém mais infeliz do que eu.

      Em resultado disso, por certo tempo minha mente entreteve idéias de suicídio. Num aposento remoto da mansão, eu chorava e suplicava a Deus que me ajudasse a encontrar aquilo de que eu mais necessitava. Tinha boa instrução escolar, boa saúde física e ofertas de empregos muitíssimo bem pagos. Tinha as “chaves” para abrir muitas portas, em sentido material, mas a “chave” que me faltava era a “chave da felicidade”.

      É a Religião a Solução?

      Tinha desistido da religião organizada como meio de encontrar a felicidade, visto que podia divisar sua hipocrisia. Durante anos, era evidente para mim que as igrejas haviam mantido o povo em ignorância, de modo a aproveitar-se dele materialmente. Também achava que muitas das coisas que as igrejas faziam eram contrárias à Bíblia. Por exemplo, certa vez compareci a um casamento de pessoas nuas, presidido por um ministro nu! Pensei comigo mesmo: “Esse homem é muito mais hipócrita do que eu!”

      Todavia, tinha grande interesse na Bíblia e com freqüência a lia em particular. Certo dia, um menino veio até minha casa com as revistas A Sentinela e Despertai!. Eu as aceitei, e, mais tarde, ele mandou duas senhoras para conversarem comigo. Eu as convidei para entrar, com a intenção de expor suas crenças tolas. Ao invés disso, tivemos uma palestra agradável. No fim dela, perguntaram se poderiam mandar um rapaz, mais ou menos da minha idade, para me visitar, proposta que eu acolhi.

      Na noite de nosso encontro, o rapaz chegou e foi levado à biblioteca no andar de cima, para ali esperar por mim. Eu havia estudado livros contrários às Testemunhas de Jeová e achava que estava bem preparado para expor sua religião. No entanto, após falar com ele por cerca de trinta minutos, fiquei surpreso de ver quanto ele conhecia da Bíblia. Falou com autoridade e, mesmo assim, com incomum humildade e interesse para comigo. Embora não tivesse a mesma instrução formal que eu, ele explicou o programa educativo superior que sua religião lhe proporcionava. Isto me deixou muitíssimo impressionado, e aumentou meu respeito pelas Testemunhas de Jeová.

      Ele rapidamente confirmou minha própria idéia de que a Bíblia era deveras divinamente inspirada, e, mais tarde, ajudou-me a compreender muitos ensinos bíblicos. Em virtude da minha instrução anterior na Igreja Luterana, eu cria que a Bíblia ensinava uma Trindade — que o Deus Todo-poderoso consistia em três pessoas em um só Deus. Também cria que os humanos tinham uma alma imortal. Toda semana, durante cerca de três meses, o rapaz considerava comigo todos os textos da Bíblia que eu achava que apoiavam tais ensinos.

      Depois de cuidadosa comparação, fiquei convencido de que tinha sido vítima do ensino falso em minha igreja anterior. Outro ponto que tive dificuldade em aceitar é o da responsabilidade de o cristão permanecer politicamente neutro. (João 17:16; 18:36) Eu achava que os cidadãos dum país devem defender sua bandeira ao ponto de dispor-se a morrer por ela. Mas, neste sentido, eu tinha realmente sido hipócrita, visto que, pessoalmente, não tinha nenhum desejo de envolver-me com os militares e estava disposto a fazer tudo que pudesse para evitar isso.

      Indecisão, daí, a Mudança

      Embora estudasse a Bíblia por algum tempo, e pudesse ver quão razoáveis eram seus ensinos, hesitava em fazer algo a respeito. Fazer tal coisa exigiria abandonar minha vida imoral. Assim, dentro de mim se travava uma batalha.

      No ínterim, conheci uma linda moça de quem me apaixonei. Diferente de mim, ela era acanhada e considerada, e era muito boa para mim. Por outro lado, eu a tratava mal e lhe disse que só me casaria com ela caso não objetasse a que tivesse interesse em outras mulheres. Apesar disso casamo-nos e fomos passar nossa lua-de-mel na Europa.

      Minha esposa provinha duma família muito religiosa, e continuamente discutíamos sobre aquilo que eu aprendia. Ela começou a ver que meu interesse pela Bíblia não era simplesmente casual, visto que eu ficava absorto em estudá-la durante várias horas por dia. Lentamente comecei a mudar, tentando levar uma vida moralmente limpa e esforçando-me de controlar meu gênio. Poder-se-ia naturalmente esperar que tais mudanças trouxessem a aprovação de minha esposa e de minha família. Mas, aconteceu justamente o contrário.

      À medida que aumentou meu interesse nas Testemunhas de Jeová, minha esposa, pela primeira vez, expressou pesar de ter-se casado comigo. Até mesmo minha própria família tomou o lado dela, e parecia que caminhávamos para um casamento rompido. Papai me disse que, se eu fizesse isso à minha esposa — querendo dizer, caso eu me tornasse Testemunha de Jeová — ele me deixaria sem um centavo sequer.

      No entanto, eu estava determinado a me apegar à sabedoria bíblica que eu adquiria, que era a possessão mais valiosa que já adquirira. Pela primeira vez na vida, começava a sentir-me verdadeiramente feliz. Vez após vez, eu lia Provérbios 3:13-15, que declara: “Feliz o homem que achou sabedoria e o homem que obtém discernimento, porque tê-la por ganho é melhor do que ter por ganho a prata e tê-la como produto é melhor do que o próprio ouro. Ela é mais preciosa do que os corais, e todos os outros agrados teus não se podem igualar a ela.”

      Alcancei Verdadeira Felicidade

      Com o tempo, minha esposa decidiu estudar a Bíblia junto comigo, e passou a aceitar e aplicar as coisas que aprendia. Felizmente, ambos fomos batizados como Testemunhas de Jeová em 21 de novembro de 1970, simbolizando assim nossa dedicação a Jeová Deus. Minha esposa logo entrou na obra de pregação de tempo integral. Cerca de um ano depois, decidi fazer a mesma coisa, ao invés de começar a trabalhar de tempo integral num escritório de advocacia.

      Visto que meus pais se opunham à minha decisão, resolvi que seria melhor deixar a mansão e mudar para um apartamento pequeno. Havendo tal mudança drástica em nosso modo de vida, tivemos de reduzir nosso padrão pessoal de vida. Vendi minha coleção de carros, e compramos um carro econômico e uma bicicleta.

      O tempo amiúde suaviza até mesmo os maiores desapontamentos. Com o tempo, minha família pôde ver que eu e minha esposa éramos deveras felizes, e nossos amigos que eram Testemunhas pareciam ser pessoas decentes, de boa moral, preocupados em ajudar outros. Era evidente que, sendo pessoas estáveis, as Testemunhas de Jeová não sofrem devido ao alcoolismo, que é comum entre os ricos.

      Depois de algum tempo, meus pais concordaram em estudar comigo a Bíblia, e ocasionalmente, quando tenho o privilégio de realizar um casamento ou proferir um discurso público bíblico, eles até vêm ao Salão do Reino das Testemunhas de Jeová. Também, consegui realizar estudos bíblicos com várias empregadas da casa deles. O zelador da propriedade, de 89 anos, assiste agora regularmente às reuniões cristãs. Isto me deixa muito feliz, visto que ele tem sido como que um avô para mim.

      Tanto eu como minha esposa aprendemos a contentar-nos com pouca coisa, materialmente, assim como agora podemos ficar contentes com a abundância, visto que achamos a “chave da felicidade”. Abrem-se agora “portas” que nunca se abriram antes. Temos paz mental e amigos que nos amam como se fôssemos membros de sua própria família. Mais importante, porém, é que estamos contentes em saber que travamos boas relações com nosso Criador. — Contribuído.

      [Destaque na página 22]

      “A ‘chave’ que me faltava era a ‘chave da felicidade’.”

      [Destaque na página 23]

      “Parecia que caminhávamos para um casamento rompido.”

  • Riquezas e felicidade
    Despertai! — 1977 | 22 de agosto
    • Riquezas e felicidade

      ● As pessoas pensam, comumente, que se acumularem riquezas, serão felizes. Mas, vez após vez isto resultou enganoso. Certa atriz de Hollywood explicou recentemente:

      “Já provei as riquezas e todas as coisas materiais. Não significam nada. Há o psiquiatra que acompanha cada piscina por aqui, para não mencionar os divórcios e os filhos que odeiam seus pais.” — Sunday News de Nova Iorque, 28 de nov. de 1976.

      As riquezas, apenas, jamais trazem felicidade. É preciso algo mais. Há muito, um homem sábio identificou isto com a “devoção piedosa junto com a auto-suficiência”. Esse homem observou ainda mais o seguinte, sendo suas palavras registradas na Bíblia:

      “Pois não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas. No entanto, os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores.” — 1 Tim. 6:6-10.

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