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Devem os “biorritmos” regular a sua vida?Despertai! — 1979 | 8 de outubro
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altos e que os desastres sucedem quando tais níveis são baixos? Interessante, neste particular, são os resultados da pesquisa feita por um grupo da Universidade Laurentian, em Ontário, Canadá. Os pesquisadores examinaram 400 acidentes nas minas. À base dos resultados desta investigação, a revista Newsday de 25 de setembro de 1978 veiculou: “Escrevendo no periódico ‘Perceptual and Motor Skills’ (Perícias de Percepção e Motoras), os pesquisadores argumentam que os dados ‘não apóiam quaisquer das predições básicas do biorritmo . . . Os acidentes de mineração (tanto na superfície como no subsolo) não tinham maior probabilidade de ocorrer nos dias críticos, em torno dos dias críticos ou durante as posições descendentes dos vários ciclos’.”
Um artigo em Psychology Today (Psicologia Atual, abril de 1978) publicou os resultados de uma experiência com lançadores de beisebol (que obviamente precisam estar em boas condições físicas e mentais para fazer bons lançamentos). Explica o escritor:
“Examinei exatamente 100 jogos com lançamentos que marcaram pontos consecutivos nas ligas principais, de 1934 até 1975, inclusive. Incluíam todos os lançamentos que marcaram pontos durante o período por indivíduos de per si . . . Eu queria determinar se os 100 lançadores, tomados como grupo, tinham traçados incomumente favoráveis de biorritmos. Havia um número anormalmente grande de traçados ‘positivos’ em seus ciclos físicos — ou mesmo em seus ciclos emocionais e intelectuais? A resposta em toda a linha, era não. À base dos perfis dos seus biorritmos, jamais adivinharia que tais homens estavam realizando seus maiores desempenhos em suas carreiras. Poderia ter sido tão fácil quanto uma amostragem de 100 indivíduos escolhidos a esmo.”
Uma Forma de Adivinhação
Como deve ser encarada a teoria dos biorritmos por pessoas desejosas de agradar a Deus? A Bíblia não contém nenhuma menção específica sobre biorritmos. Mas a Palavra de Deus deveras relata os esforços de certa pessoa em determinar de antemão o dia correto para a realização de certa ação. Diz:
“Aman, tendo ouvido isto, e tendo conhecido por experiência que Mardoqueu não dobrava os joelhos diante dele e não o adorava, concebeu grande ira, porém parecia-lhe nada vingar-se só em Mardoqueu, porque tinha ouvido dizer que era judeu de nação; e quis antes acabar com toda a nação dos judeus, que viviam no reino de Assuero. No ano duodécimo do reinado de Assuero, no primeiro mês, chamado Nisã, foi diante de Aman lançada na urna da sorte, que em hebreu se chama Fur, para se saber em que dia e em que mês devia ser trucidada a nação dos judeus, e caiu a sorte no duodécimo mês, chamado Adar.” — Ester 3:5-7, Matos Soares.
Lançar sortes deste modo era uma forma de adivinhação. Segundo a Bíblia, todos os esforços de discernir o futuro mediante a adivinhação são proibidos a pessoas que desejam agradar a Deus. Lemos: “Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová, e é por causa destas coisas detestáveis que Jeová, teu Deus, as expulsa de diante de ti. Deves mostrar-te sem defeito para com Jeová, teu Deus.” — Deu. 18:10-13.
Naturalmente, a teoria do biorritmo não envolve lançar sortes. Mas envolve deveras os esforços de discernir o futuro mediante a adivinhação por um método de numerologia. Um artigo publicado na revista Time teceu os seguintes comentários:
“A mania do biorritmo proveio das especulações místicas de Wilhelm Fliess, interessante médico de Berlim que era o amigo mais íntimo de Sigmund Freud por mais de uma década. . . . Fliess publicou livros e ensaios de impenetrável matemática, todos girando em torno de seus números místicos, 23 (representando o princípio masculino ou físico) e 28 (representando o princípio feminino, emocional e, presumivelmente, baseado no ciclo menstrual de 28 dias). Por certo tempo, Freud ficou tão impressionado que estava seguro de que morreria com 51 anos de idade, a soma dos dois números. Um jovem paciente de Freud, Hermann Swoboda, desenvolveu o primeiro calculador do biorritmo, com base na crença de Fliess nos ciclos de 23 e 28 dias. Mais tarde, os fliesseanos acrescentaram um ciclo de 33 dias, representando a vida mental humana.”
“O Tempo e o Imprevisto Sobrevêm a Todos”
O interesse nos biorritmos provém do desejo, por parte de muita gente, de tornar previsíveis a sua vida. No entanto, as Escrituras (em especial o livro de Eclesiastes) tornam claro que a vida humana não pode ser mapeada de antemão assim deste modo. Lemos: “Retornei para ver debaixo do sol que a corrida não é dos ligeiros, nem a batalha dos poderosos, nem tampouco são os sábios os que têm alimento, nem tampouco são os entendidos os que têm riquezas, nem mesmo os que têm conhecimento têm o favor; porque o tempo e o imprevisto sobrevêm a todos.” — Ecl. 9:11.
Muitos eventos surgem inesperadamente. Tais acontecimentos ocasionais desafiam os esforços de se predizer as ocasiões favoráveis ou desfavoráveis de se fazerem as coisas. Interessante, neste particular, é o conselho adicional de Eclesiastes: “Envia teu pão sobre a superfície das águas, pois no decorrer de muitos dias o acharás de novo. Dá um quinhão a sete ou mesmo a oito, pois não sabes que calamidade ocorrerá na terra.” — Ecl. 11:1, 2.
Com poucas exceções, as ‘calamidades’ que recaem sobre as pessoas são algo que elas ‘não sabem’, deveras, não podem saber, de antemão. As circunstâncias felizes, também, amiúde surgem de forma súbita, inesperadamente. Por isso, o modo mais sábio de utilizar o tempo da pessoa é ser generoso dador a ampla variedade de pessoas, ‘dando um quinhão a sete, ou mesmo a oito’, por assim dizer. Sempre que assola uma calamidade inesperada, o dador generoso verifica que as pessoas reciprocam prestimosamente em ampla medida. — Luc. 6:38.
As fórmulas baseadas em “números místicos”, tais como as empregadas para o cálculo dos biorritmos, são desprovidas de base científica e vão mal quando comparadas aos fatos conhecidos. Mais importante é que, como forma de adivinhação, tais cálculos chocam-se com o ensino bíblico. Em vista do que se delineia acima, os biorritmos jamais poderiam ser um meio benéfico de regular a sua vida.
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Ela sabia o que fazerDespertai! — 1979 | 8 de outubro
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Ela sabia o que fazer
EXATAMENTE quão valiosa é a matéria publicada em Despertai!? Uma carta de uma leitora diz, em parte: “Quero escrever e expressar meus agradecimentos pelos muitos artigos, tanto de Despertai! como de A Sentinela. Em dezembro de 1977, tive motivos de mostrar-me especialmente grata. Num acidente doméstico, ambas as minhas pernas ficaram gravemente queimadas. Lembrando-me instantaneamente da informação dada sobre como tratar queimaduras com água fria, pulei dentro da banheira e deixei a água fria escorrer sobre minhas pernas. Mais tarde, no hospital, o médico me disse que tal medida me poupou de ter de fazer enxertos de pele. Partes das queimaduras ainda eram profundas queimaduras, de segundo grau, ou superficiais, de terceiro grau.
“Graças às informações fornecidas na Despertai! [22 de janeiro de 1967, páginas 12-17, edição em português] minimizou-se um acidente potencialmente muito grave. Muitas pessoas comentaram que não teriam pensado em utilizar esse tratamento ou que jamais antes tinham ouvido falar em fazer isso.”
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