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  • Em que templo pode Deus ser encontrado?
    A Sentinela — 1974 | 1.° de outubro
    • terreno tinha um reposteiro na sua frente, que impedia toda a vista do compartimento Santo lá dentro. O Santo representava uma condição de maior santidade do que o pátio; era a condição de filho de Deus, gerado pelo espírito, enquanto ainda na terra. Assim, quando Jesus foi gerado como Filho espiritual de Deus por ocasião de seu batismo, entrou numa relação com Deus, que estava oculta dos outros — não discernível aos seus olhos físicos. (Mat. 3:16, 17) Ele tinha então um novo nascimento para esperanças celestiais, de voltar no tempo devido ao céu, para estar com seu Pai. — Veja 1 Pedro 1:23.

      Dentro do Santo havia o candelabro de ouro, a mesa dos pães da proposição e o altar de incenso. Quando Jesus, no seu ministério público, andou na terra por três anos e meio, também estava na condição representada pelo “Santo” antitípico do grande templo espiritual de Deus. Estava iluminado pela luz espiritual como que por um candelabro, recebia suprimentos de alimento espiritual como que da mesa dos pães da proposição e oferecia orações e louvor a seu Pai, como se fossem incenso. — Luc. 4:1; 6:12, 13; João 4:32; 5:19, 20; Heb. 5:7.

      Enquanto era assim Filho espiritual de Deus, havia ainda uma barreira à sua entrada no céu, para estar com seu Pai. Esta era a sua carne, assim como a cortina que separava o Santo do Santíssimo bloqueava a entrada do sumo sacerdote no tabernáculo. (Heb. 10:20) Pois, “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus”. (1 Cor. 15:50) Jesus tinha de morrer, despindo-se do corpo de carne, para que pudesse receber a mudança para a “natureza divina” por ser ressuscitado “no espírito”. — 2 Ped. 1:4; 1 Ped. 3:18.

      LEVAR INCENSO AO SANTÍSSIMO

      O sumo sacerdote entrava diversas vezes no tabernáculo durante o procedimento do Dia da Expiação, conforme mostrado em Levítico, capítulo 16. A primeira entrada era com um incensário de brasas acesas nas quais se punha incenso. (Lev. 16:12, 13) Como foi isso cumprida por Jesus Cristo? Naturalmente, isto não significava que Cristo tivesse ido para o céu antes de terminar seu sacrifício. Antes, sendo a entrada com incenso a primeira, mostrava que representava algo que era um pré-requisito e mais importante do que Jesus oferecer o valor de seu sacrifício no céu para a compra da humanidade. De que se tratava?

      Prefigurava manter Cristo a integridade sob prova, provando assim que um homem pode manter fé e obediência perfeitas a Deus. Jesus expôs assim o Diabo como mentiroso na sua acusação de que Deus não exercia uma governança justa para com suas criaturas inteligentes, que estas o serviam quer por egoísmo quer sob coerção, não por amor e verdadeira lealdade. — Jó 1:9-11; 2:4, 5; Gên. 3:1-5.

      Jesus declarou seu propósito primário de vir à terra, ao dizer: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” (João 18:37) Ele manteve sua integridade, provando que Satanás é mentiroso. (João 12:31; 14:30) Se Jesus tivesse fracassado nisso, ele mesmo teria perdido sua vida e não poderia ter resgatado a humanidade. Assim como o sumo sacerdote levou incenso ao Santíssimo, assim Jesus ofereceu zelosamente orações, serviço e devoção imaculada a Deus, por meio de todo o seu ministério.

      A ENTRADA DE CRISTO NO SANTÍSSIMO

      Realizando com bom êxito o sacrifício de sua vida humana perfeita, Cristo podia entrar no “Santíssimo” real, após a sua ressurreição, não com o sangue literal de seu sacrifício, mas com o que o sangue representava, a saber, o valor de sua vida humana perfeita. Assim como o sumo sacerdote de Israel fazia primeiro expiação pela sua própria casa sacerdotal, mediante o sangue do touro sacrificial, e depois pelo povo, mediante o sangue do ‘bode do Senhor’, assim o mérito expiatório do sacrifício de Jesus era primeiro aplicado à sua casa de sub-sacerdotes, os 144.000 membros ungidos, gerados pelo espírito, da congregação cristã, seus irmãos espirituais. Mais tarde seria aplicado à humanidade em geral, porque Cristo comprou toda a humanidade com o seu sangue. — 1 João 2:1, 2; Rom. 8:29, 30; veja Hebreus 11:39, 40; Revelação 7:9, 10; Romanos 8:21.

      Assim como o bode que levava os pecados do povo, no Dia da expiação, ia para o ermo, assim Jesus levou os pecados da humanidade para longe, para o oblívio. — Lev. 16:20-22.

      Com a apresentação do mérito do sacrifício de Cristo no céu, terminou o grande e antitípico Dia da Expiação. Este “dia” durou desde o tempo do batismo de Jesus no outono (setentrional) de 29 E. C. até o tempo da apresentação do valor de seu sacrifício no céu, na primavera de 33 E. C. Dez dias após a ascensão de Jesus ao céu, deu-se aos seus fiéis discípulos a evidência de que o mérito de seu perfeito sacrifício humano, conforme apresentado a Deus no “Santíssimo” celestial, havia sido aceito. Como? Pelo derramamento de espírito santo sobre eles, em Jerusalém, no dia de Pentecostes de 33 E. C. — Atos 2:1-36.

      Portanto, há um lugar em que realmente poderá encontrar Deus — no seu verdadeiro templo, que é a estrutura espiritual para a adoração pura. O caminho de acesso está aberto a todas as pessoas, sem consideração de sua formação. Para se chegar a Deus, terá de crer que ele existe e que não está “morto”, nem desinteressado em sua pessoa. O apóstolo Paulo escreveu: “Aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam.” — Heb. 11:6.

  • Perguntas dos leitores
    A Sentinela — 1974 | 1.° de outubro
    • Perguntas dos leitores

      ● Como é a perspectiva de filhos ilegítimos se tornarem servos aprovados de Deus afetada pelo requisito especificado em Deuteronômio 23:2?

      A ordem em Deuteronômio 23:2 faz parte da lei mosaica. Declara: “Nenhum filho ilegítimo pode entrar na congregação de Jeová. Mesmo até a décima geração não pode entrar ninguém seu na congregação de Jeová.”

      Era uma lei propositada, que protegia os direitos de herança dos filhos legítimos e de seus descendentes. Coibia também a prostituição e o rompimento do arranjo familiar. Naturalmente, esta lei não expressava um julgamento eterno contra a pessoa. Entre os ressuscitados dentre os mortos e que receberão a oportunidade de aprender a vontade divina na nova ordem de Deus haverá pessoas que nasceram fora do vínculo matrimonial. — Rev. 20:13.

      Atualmente, Jeová Deus não esta tratando apenas com uma nação de pessoas. A lei mosaica, com sua provisão que excluía filhos ilegítimos de se tornarem membros da congregação de seu povo, não é obrigatória para os cristãos. (Col. 2:13, 14) A oportunidade de se tornar servo de Deus, portanto, não é vedada a ninguém. Por meio de revelação divina, o apóstolo cristão Pedro aprendeu que ‘ninguém deve ser chamado aviltado ou impuro’ por causa da nacionalidade. (Atos 10:28) Por isso, ao se dirigir aos primeiros não-judeus que adotaram o cristianismo, ele disse: “Certamente percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) Isto significa que todos, mesmo os nascidos fora do vínculo matrimonial, podem tornar-se servos aprovados de Deus, desde que vivam em harmonia com a Sua vontade.

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