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O que pode ajudá-lo a enfrentar a realidade?Despertai! — 1977 | 22 de outubro
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numa localidade estranha, entrou numa igreja e adormeceu. Ao acordar, viu duas crianças tímidas, pobremente trajadas, contemplando-a à distância. Verificando que eram órfãs, ela as levou a uma lanchonete para tomarem um lanche, conversou com elas e lhes comprou alguns presentes. Será que isto ajudou a tal senhora a enfrentar o pesar da perda do marido? Continua ela:
“Aquelas duas pequeninas órfãs fizeram mais por mim do que eu fiz por elas. Essa experiência me mostrou, de novo, a necessidade de tornar outras pessoas felizes, a fim de nós mesmos sermos felizes. Verifiquei que a felicidade é contagiante. Por darmos, nós recebemos. Por ajudar alguém e dar por amor, eu tinha vencido a preocupação e o pesar, e a autopiedade, e me sentia uma nova pessoa. E eu era mesmo uma nova pessoa — não só naquele instante, mas nos anos que se seguiram.”
As pessoas que imaginam que não podem mais enfrentar a realidade talvez achem que precisam de ajuda, ao invés de achar que estão em condições de dá-la. Sem embargo, mostrar bondade a outrem sempre alegrará seu espírito, tornando mais fácil enfrentar a vida. Disse Jesus Cristo: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Mas, e se não dispuser de dinheiro ou de outras coisas materiais para distribuir? Considere outra experiência que, inesperadamente, tirou alguém do desânimo.
“A tragédia da minha meninice e da puberdade inicial foi a nossa pobreza. Nunca podíamos receber amigos da forma que as outras jovens do meu grupinho social os recebiam. Minhas roupas nunca eram da melhor qualidade. Ficavam curtas à medida que eu crescia e, com freqüência, não estavam na moda. Eu me sentia tão humilhada, tão envergonhada, que não raro só conseguia dormir depois de chorar muito.
“Por fim, completamente desesperada, tive a idéia de sempre perguntar ao meu acompanhante nos jantares que me contasse suas experiências, suas idéias, e seus planos para o futuro. Não fazia tais perguntas por estar especialmente interessada nas respostas. Fazia-as unicamente para impedir que meu acompanhante ficasse olhando para minhas roupas inferiores.
“Mas, aconteceu algo estranho: ao ouvir a tais rapazes, e saber mais sobre eles, realmente ficava interessada em escutar o que eles tinham a dizer. Ficava tão interessada que eu mesma, às vezes, me esquecia de minhas roupas. O surpreendente para mim, porém, foi o seguinte: visto que eu era boa ouvinte, e incentivava os rapazes a falar sobre eles mesmos, eu os tornava felizes, e, gradualmente, tornei-me a garota mais popular de nosso grupo social, e três destes rapazes me propuseram casamento.”
Uma terceira experiência trata do valor de se dar em sentido espiritual. Também foi inesperada, e ajudou uma pessoa a enfrentar melhor a situação desagradável duma moléstia crônica. Uma das Testemunhas de Jeová, de Ilinóis, EUA, relata:
“Tinha acabado recentemente de passar outros 10 ou 12 dias no hospital, devido a uma moléstia crônica que se agravava muito. Agora que eu voltara para casa, planejei mais uma vez sair de casa em casa para compartilhar as verdades bíblicas com meus vizinhos. Quando chegou o dia para isso, contudo, senti-me excepcionalmente deprimida. Embora decidisse sair de qualquer modo, disse à pessoa que me acompanharia: ‘Deixe-me apenas ouvi-la esta manhã. Dificilmente conseguirei conversar com uma amiga, quanto mais com uma estranha.’
“Minha colega concordou com isto. Bateu a uma porta e começou a conversar com uma senhora, que, com o tempo, nos convidou a entrar. Imediatamente comecei a participar da palestra, transmitindo idéias bíblicas a moradora. Notando o apreço dela pelo que ouvia, minha depressão deu lugar à alegria total. Quando terminamos essa visita, nem conseguiria descrever o que significava a depressão. É indescritível a alegria de partilhar a verdade bíblica.”
Fica desanimado às vezes? Se assim for, combata arduamente a autopiedade excessiva por procurar meios de ajudar outros. Embora isto não remova a causa de seu pesar, certamente o ajudará a enfrentar o problema. — Luc. 6:38; Fil. 4:8, 9.
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O respeito pelos mortos — como é demonstrado?Despertai! — 1977 | 22 de outubro
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O respeito pelos mortos — como é demonstrado?
MARCOS e Paulina, tendo seus vinte e poucos anos, tinham assistido a vários enterros em França, sua terra natal. Assim, conheciam a tristeza ligada aos enterros, e alguns costumes fúnebres que as pessoas observavam.
Daí, quando estudavam em Nova Iorque, em 1975, foram ao enterro dum conhecido, que era de uma das ilhas do Caribe. Esperavam que alguns dos costumes fossem um tanto diferentes. Mas, estavam totalmente despreparados para aquilo que viram. Durante o enterro, alguns dos parentes do falecido subitamente irromperam em terrível pranto. E alguns dos ilhéus tentaram jogar-se sobre o caixão; até mesmo tentaram remover sua tampa para beijar o cadáver, como era costumeiro no seu local de origem.
Sim, ao passo que isso era um tanto chocante para o casal francês, era comum nos enterros nessa outra parte do mundo. Isto apenas ilustra que há diferentes costumes fúnebres em vários países. Alguns costumes parecem resultar das condições locais, tais como a necessidade de sepultar de imediato o corpo, nos trópicos, ou de cremá-lo, onde a terra é escassa. Outros costumes surgiram das crenças religiosas ou supersticiosas. E ainda outros costumes talvez sejam apenas tradições peculiares de origem desconhecida ou de significado passado.
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