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Quão forte é a religião na U.R.S.S. atualmente?Despertai! — 1973 | 22 de outubro
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novo visto em 1971, quando foi instalado novo patriarca, Pimen, para substituir Alexei, que morreu no ano anterior. A respeito de Pimen, o Livro do Ano da Enciclopédia Britânica de 1972 disse: “Ele demonstrou plena conformidade com a política oficial do governo.”
Isto era tão evidente que a revista Time, de 3 de abril de 1972, relatou que destacado escritor russo “acusou o Patriarca Pimen, o líder da Igreja Ortodoxa Russa, de sujeição abjeta às diretrizes anti-religiosas do Cremlin”. Conforme observou Time, o escritor “vituperou a hierarquia da igreja por obedecer mediante medidas tais como o fechamento de igrejas, a repressão de sacerdotes dissidentes e a proscrição da educação religiosa para as crianças”.
Com certeza, o clero ortodoxo russo continua a assistir ao enterro de sua própria religião! Mas, o que dizer das outras religiões? Estão passando melhor do que a Igreja Ortodoxa?
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O que dizer das outras religiões?Despertai! — 1973 | 22 de outubro
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O que dizer das outras religiões?
SEGUNDO uma lista de representantes eclesiásticos que assistiam a uma conferência em Zagorsk, perto de Moscou, há pelo menos vinte e três outras denominações registradas pelo governo soviético. Estas têm a permissão de realizar seus ofícios em seus locais de reunião.
Entre elas há muçulmanos, luteranos, católicos-romanos, batistas, georgianos e ortodoxos armênios, judeus, budistas, e algumas religiões menores. Naturalmente, são minorias em comparação com a Igreja Ortodoxa Russa. Postas juntas, estas religiões minoritárias representam apenas poucos milhões de pessoas na inteira União Soviética.
Mas, serem estas religiões ‘reconhecidas’ pelo governo indica algo. Indica que também transigiram com os líderes comunistas. Indício disto é que há outras religiões que não têm permissão de registrar-se ou de realizar reuniões. Destacam-se entre estas as testemunhas cristãs de Jeová, que repetidas vezes tentaram registrar-se, mas que não obtiveram permissão de fazê-lo.
Morrem as Religiões ‘Reconhecidas’
Com raríssimas exceções, porém, as religiões ‘reconhecidas’ estão morrendo. Por exemplo: afirma Europe Since 1939 (Europa Desde 1939): “Cerca de 15 milhões de muçulmanos na Ásia soviética tenderam, com o tempo, a assimilar o modo de vida comunista; sob pressões oficiais, a lealdade ao Islã declinou, junto com os costumes peculiares islâmicos.” E um estadunidense que visitou recentemente a República Soviética de Uzbek, e que havia sido muçulmano, disse: “A maioria dos cidadãos desta região muçulmana abandonaram a prática da religião do Islã.”
O budismo certa vez controlava as pessoas nas regiões soviéticas orientais. Mas, o repórter Peter Grose comenta que os budistas agora “enfrentam números rapidamente decrescentes nas santas ordens, a idade avançada dos lamas, e, acima de tudo, a subserviência dos líderes budistas que, ecoando a política externa soviética, saúdam os co-budistas do estrangeiro com declarações sobre a liberdade de religião na União Soviética”.
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