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  • Violinos de alta classe
    Despertai! — 1971 | 22 de agosto
    • do violino à caixa acústica ou corpo do violino, e o diapasão (espelho) de ébano ao braço. O braço tem de estar perfeitamente assentado com a linha central tanto do tampo como do fundo do violino. Deve ser colocado em tal inclinação que a pestana do espelho, em sua parte mais elevada, seja vinte e cinco milímetros mais baixa do que a parte mais alta do tampo do violino. De outra forma, não haverá ‘harmonia das quintas’.”

      Terei de pensar mais sobre isso. E o que dizer do leitor? Mas, já é hora de ir embora. Ao partirmos, agradecemos ao fabricante de violinos o tempo e a hospitalidade que nos dispensou. Talvez ainda não saibamos como fabricar um violino, mas nosso conhecimento aumentou grandemente. Estamos convictos de que é preciso mesmo ser um artista para produzir um violino de alta classe; ele precisa ser muito entendido e conhecer bem como é que cada golpe de goiva, cada carinho da plaina, cada toque da raspadeira, cada componente do violino influirá no som final do instrumento.

      Não se pode deixar de ficar impressionado com as leis acústicas originadas pelo Grande Criador, leis descobertas pelo homem, e encerradas numa caixa pelo homem de perícia e arte. O resultado é um violino de alta classe.

  • Eu era budista
    Despertai! — 1971 | 22 de agosto
    • Eu era budista

      CONFORME NARRADO AO CORRESPONDENTE DE “DESPERTAI!” NO LAOS

      EU ME levantava antes do amanhecer, punha meu sarão e ia para a cozinha começar o dia. Primeiro, tinha de acender o fogareiro de querosene. Daí, colocava nele grande panela de água. Por fim, grande cesta em forma de cone, cheia de arroz, que havia ficado de molho a noite toda, era colocado dentro da panela de água. O arroz pouco tinha cozinhado e já era lançado numa cesta para carregá-lo, quando o tambor do templo da vizinhança ou wat ressoava monotonamente.

      Isso mesmo. Eu não estava de pé às cinco da manhã preparando arroz para mim mesma. Era para os monges do wat da vizinhança. O toque do tambor dava o sinal para que eu e minhas vizinhas levássemos nossas cestas de arroz para a rua e esperássemos a chegada dos monges. Estávamos todas vestidas primorosamente com nossos melhores sarões de seda, com mantas de seda colocadas por sobre os nossos ombros esquerdos. Ajoelhamos numa extensa fila na rua, e, logo depois, pela porta do wat veio a procissão de monges descalços, de mantos da cor do açafrão.

      Quanto respeitávamos tais homens! Não haviam dado suas vidas, ou pelo menos parte delas, em devoção a Buda e a seus ensinos? Que privilégio considerávamos ter em poder oferecer-lhes apoio desta forma. À medida que cada monge passava por mim, eu colocava um punhado de arroz da minha cesta e o colocava na tigela estendida. Nenhum dos monges disse uma palavra sequer, nem mesmo as costumeiras khob chai (obrigado). Era nosso privilégio dar. Deveras, por propiciar dádivas a tais “homens santos”, críamos plenamente que estávamos obrando boon, isto é, cultivando mérito para nós mesmas, de modo que, em nossa reencarnação, fossemos felizes e ricas, e tivéssemos uma casa grande e muitos servos.

      Quando o último monge acabou de receber seu arroz, tomei pequeno frasco de água e derramei seu conteúdo no solo. Esse era o nosso modo de invocar Nang Thorani, a deusa Terra, e nossos ancestrais mortos para dar testemunho de nossas boas ações. À medida que os monges iam embora, cada uma de nós meditávamos silenciosamente com cabeças baixas, cheias de satisfação por um ato bem executado.

      Sim, eu amava minha religião e aproveitava toda oportunidade de organizar uma festa especial para minhas amigas ou ir ao wat ajudar os monges em seu trabalho. Obedecia aos preceitos do budismo e achava que estava lançando esplêndido alicerce para a minha vida seguinte.

      Nova Experiência

      Naquele tempo, eu vivia numa cidade do sul do Laos. Estava empregada como bibliotecária. Certo dia, uma senhora veio à biblioteca e se apresentou como missionária das testemunhas de Jeová. Isso era algo novo para mim, mas senti-me atraída pela sua personalidade calorosa e amigável. Ela me disse algo sobre as crenças dela e me pareceram tão boas que pensei para mim mesma: “São igualzinhas ao budismo.”

      Pouco depois, mudei-me mais para o sul, para onde moravam meus pais, e ali não havia nenhuma testemunha de Jeová. Ao mesmo tempo, a missionária se mudou para a capital, de modo que, no decorrer dos dois anos seguintes, encontrei-me apenas uma vez com ela, durante uma visita a Vientiane. De novo fui embora com a idéia de que a religião dela se assemelhava de perto à minha.

      Para explicar esta aparente similaridade, devo mencionar que o budismo ensina que a salvação é obtida por se seguir a Vereda Óctupla: (1) O conceito correto — ver o mundo realisticamente; (2) A resolução correta — tentar libertar-se de qualidades tais como o orgulho e o ressentimento, e esforçar-se em amar os seus inimigos; (3) A linguagem correta — que Buda definiu como “abstinência da linguagem mentirosa, de responder e de usar linguagem abusiva e conversas vãs”; (4) A conduta correta — ser pacífico, puro, honesto; (5) O modo correto de se viver — evitar o trabalho que cause sofrimentos a outros; (6) O esforço correto — desenvolver estrenuamente bons estados mentais; (7) A mentalidade correta — ser vigilante ou ficar mentalmente alerta de forma a evitar a linguagem ou a conduta descuidada; e (8) A concentração correta, isto é, a meditação.

      Na questão de conduta, o ensino da Bíblia me parecia bem similar ao ensino budista. Há especialmente íntima semelhança entre os mandamentos alistados em Êxodo 20 e quatro dos “cinco preceitos” que os budistas recitam no templo nos dias santificados.

      “Aceito o preceito de abster-me de matar;

      Aceito o preceito de abster-me de roubar;

      Aceito o preceito de abster-me de adulterar;

      Aceito o preceito de abster-me de mentir;

      Aceito o preceito de abster-me de bebidas alcoólicas que provoquem a embriaguez e a falta de cuidados.”

      Lá naquele tempo eu achava que a Bíblia era apenas outro livro de regras religiosas. Jamais me ocorrera que era de autoria divina, e que continha evidências

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