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CaláAjuda ao Entendimento da Bíblia
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de objetos de marfim, lindamente esculpidos. Encontrou-se uma estátua de Assurbanipal, primorosamente conservada, bem como o chamado “Obelisco Negro” de Salmaneser III, que cita o Rei Jeú, de Israel, como pagando tributo à Assíria.
Calá gozava de grande proeminência por cerca de 150 anos, durante o auge do poder assírio, mas sofreu desolação, junto com as outras cidades reais do domínio, quando da queda do império. Xenofonte, no quinto século A.E.C., encontrou deserta essa cidade. — Compare com Isaías 30:30-33; 31:8, 9.
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CalabouçoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CALABOUÇO
Davi se sentia como se estivesse num calabouço, na época em que se escondia numa caverna, qual refugiado proscrito do Rei Saul. As circunstâncias pareciam muito tenebrosas para ele, e sua vida constantemente corria perigo, havendo laços em seu caminho e não tendo nenhum outro lugar para onde fugir. Orou a Jeová para libertá-lo. (Sal. 142:7) Isaías usa simbolicamente esse termo em dois lugares: (1) no capítulo 24, versículo 22, ao falar de reis se juntarem num calabouço, no dia em que Jeová se torna rei, e, (2) no capítulo 42, versículo 7, a respeito daqueles que se acham na escuridão e na prisão espirituais. O idoso Simeão, sob inspiração, aplicou essa última profecia àqueles a quem Jesus Cristo traria a luz da verdade. — Luc. 2:25-32.
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Cálamo, CanaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CÁLAMO, CANA
[Heb., qanéh]. O hebraico qanéh bem poderia ser a fonte original da palavra portuguesa “cana” (bem como da palavra “cânon”) e qanéh é amiúde traduzida “haste” (Gên. 41:5, 22; também Êxo. 25:31, 32) ou “cana” (1 Reis 14:15). Em certos textos, contudo, o contexto, ou uma palavra modificadora, indica que se refere a uma planta aromática e qanéh é assim traduzida “cálamo”, “cana”, “cana doce” (Heb., qeneh vósem), ou “cana boa” (qanéh hat-tóhv).
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CalcanharAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CALCANHAR
Esta parte do corpo humano foi mencionada com freqüência, em sentido figurado, na Bíblia. Segurar ou ferir o calcanhar de alguém é algo que o retardaria ou impediria. Jacó segurou o calcanhar de Esaú, seu irmão gêmeo, ao saírem do útero de sua mãe. (Gên. 25:26) Por causa disso, foi chamado Jacó, que significa “agarrar o calcanhar; suplantador”, o que tinha significado profético. (Gên. 27:36; Osé. 12:2, 3) O cabeça da família, Jacó, ao abençoar Dã, seu quinto filho, predisse, em sentido favorável para Dã, que este seria como uma serpente que fica à espreita à beira da estrada e que morde os talões do cavalo, derrubando seu cavaleiro. (Gên. 49:17) A tribo de Dã estava no “calcanhar” das coisas, como retaguarda de Israel em sua jornada pelo deserto, infligindo dano aos inimigos de Israel. — Núm. 10:25.
Numa profecia, a infiel Jerusalém foi assemelhada a uma mulher de má reputação a ser punida por se ‘tratarem com violência’ seus calcanhares, isto é, por ser obrigada a andar por terreno irregular, doloroso para o calcanhar, ao ser conduzida ao exílio em Babilônia, em 607 A.E.C. — Jer. 13:22.
O Rei Davi falou em sentido figurado sobre seu companheiro pérfido, Aitofel, dizendo: “[Ele] engrandeceu seu calcanhar contra mim.” (Sal. 41:9) Isto se cumpriu profeticamente em Judas Iscariotes, a quem Jesus aplicou esse texto, dizendo: “Aquele que costumava alimentar-se do meu pão ergueu o seu calcanhar contra mim.” (João 13:18) Assim, tal expressão indica um proceder pérfido, que ameaça causar dano à pessoa contra quem o calcanhar é ‘engrandecido’ ou ‘elevado’.
A primeira profecia registrada, em Gênesis 3:15, predisse que a “serpente” machucaria o ‘descendente da mulher’ no calcanhar. Embora doloroso, o ferimento no calcanhar não é algo que deixa uma pessoa com uma deficiência física permanente. Jesus, o “descendente” (Gál. 3:16), foi morto pelos agentes terrestres da grande “Serpente”, Satanás, o Diabo (Rev. 12:9), mas, no terceiro dia, recuperou-se deste ‘ferimento no calcanhar’ quando seu Pai, Jeová, o ressuscitou. — Atos 2:22-24; 10:40.
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CalcedôniaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CALCEDÔNIA
A pedra moderna que tem esse nome é uma variedade criptocristalina de quartzo, transparente ou translúcida, usada para ornamentos e como gemas. Não é tão dura quanto o quartzo puro, e ocorre em massas nas cavidades das rochas vulcânicas. O tipo comum de calcedônia é parcialmente transparente, sendo marcado por espirais e manchas branco-leitosas. Existe em muitas cores, tais como branca, cinza, amarela, azul e castanha.
A calcedônia era uma pedra usada comumente como gemas gravadas, nos tempos antigos. Foi assim chamada em honra a uma antiga cidade grega, de nome Calcedônia (na Ásia Menor), que certa vez era uma das fontes desse mineral. O único texto bíblico que se refere a esta pedra declara que o terceiro alicerce da muralha da Nova Jerusalém era de calcedônia. — Rev. 21:2, 19.
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Caldéia, CaldeuAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CALDÉIA, CALDEU
Originalmente, a terra e o povo que ocupava a parte meridional da planície aluvial babilônica, aquele rico delta dos rios Tigre e Eufrates. Houve época em que tais rios talvez desaguassem em separado no golfo Pérsico, as cidades de Eridu e de Ur sendo portos marítimos. Mas, com o decorrer dos anos, os depósitos dos rios gradualmente encheram a baía, empurrando a faixa costeira uns 210 km para o SE, e permitiram que o Tigre e o Eufrates se conjugassem, antes de desaguar no mar. Nos tempos antigos, a cidade mais importante da região era Ur, cidade natal de Abraão, da qual ele e sua família partiram, sob as ordens de Deus, antes de 1943 A.E.C. (Gên. 11:28, 31; 15:7; Nee. 9:7; Atos 7:2-4) No último quadrante do século 17 A.E.C., Satanás, o Diabo, fez com que incursores caldeus infligissem pesadas perdas ao fiel Jó. — Jó 1:17.
À medida que a influência dos caldeus se espalhou para o norte, todo o território de Babilônia tornou-se conhecido como “a terra dos caldeus”. Isaías, em suas profecias, previu esta ascensão dos caldeus ao poder, e sua subsequente queda. (Isa. 13:19; 23:13; 47:1, 5; 48:14, 20) Tal domínio se manifestou especialmente durante o sétimo e o sexto séculos A.E.C. quando Nabopolassar, natural da Caldéia, e seus sucessores, Nabucodonosor II, Evil-Merodaque, Neriglissar, Labashi-Marduque, Nabonido e Belsazar regeram o terceiro império mundial, Babilônia. (2 Reis 24:1, 2; 2 Crô. 36:17; Esd. 5:12; Jer. 21:4, 9; 25:12; 32:4; 43:3; 50:1; Eze. 1:3; Hab. 1:6) Essa dinastia teve fim quando “foi morto Belsazar, o rei caldeu”. (Dan. 5:30) Mais tarde, Dario, o Medo, tornou- se “rei sobre o reino dos caldeus”. — Dan. 9:1.
Desde priscas eras os caldeus eram famosos por seus conhecimentos de matemática e de astronomia. Nos dias de Daniel, um culto especial de prognosticadores, que se consideravam peritos na chamada “ciência” da adivinhação, eram chamados “caldeus”. — Dan. 2:2, 5, 10; 4:7; 5:7, 11.
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CalebeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CALEBE
[cão, ou, propenso a morder]. Filho de Jefuné, o quenizeu, da tribo de Judá, tio de Otniel, e, provavelmente, descendente do Calebe que era filho de Esrom. (Núm. 32:12; Jos. 15:17; 1 Crô. 2:3-5, 18; 4:13, 15; veja Otniel.) Calebe, quando tinha 40 anos, era um dos doze espias enviados por Moisés num exame prévio, de 40 dias, da terra de Canaã, e, ao voltar, Calebe, juntamente com Josué, colocou-se contra a oposição de todos os demais ao dar um relatório favorável, dizendo: “Subamos logo, e forçosamente havemos de tomar posse dele.” (Núm. 13:6, 30; 14:6-9) Por ter ‘seguido integralmente a Jeová, seu Deus’, foi o único daquela geração adulta, além de Josué e de alguns levitas, a entrar na Terra Prometida, em 1473 A.E.C. Seis anos depois; quando pedia sua herança, Calebe declarou: “Agora, eis que Jeová me preservou vivo, assim como prometeu, durante estes quarenta e cinco anos desde que Jeová fez esta promessa a Moisés, quando Israel andou no ermo, e agora, eis que tenho hoje oitenta e cinco anos de idade. Contudo, sou hoje tão forte como no dia em que Moisés me enviou. Como era meu poder então, assim é meu poder agora para a guerra, tanto para sair como para entrar.” — Jos. 14:6-11.
A cidade de Hébron (a fortaleza chamada Quiriate-Arba, que estava em poder dos filhos gigantescos de Anaque, os anaquins), e seu território circundante, inclusive a vizinha Debir, foi designada a Calebe, como posse dele. Em 1 Samuel 30:13, 14, onde se fala sobre os amalequitas incursionarem “no sul de Calebe”, isso evidentemente não se refere a uma cidade com tal nome, mas, ao invés, a esta área designada a Calebe e chamada pelo nome dele; por isso, a incursão se deu ‘pelo sul do território de Calebe’.
Ao receber sua possessão, Calebe declarou: “Quem golpear Quiriate-Sefer [também chamada Debir] e deveras a capturar, a este hei de dar minha filha Acsa por esposa.” Otniel, seu sobrinho (o primeiro juiz de Israel depois da morte de Josué) capturou a cidade e ganhou tal prêmio. Calebe então deu como presente de casamento à sua filha, a pedido desta, Gulote Alta e Gulote Baixa, além dum “pedaço de terra ao sul”. — Jos. 15:13-19; Juí. 1:11-15; 3:9-11.
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CalendárioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CALENDÁRIO
Um calendário é um sistema ordeiro de divisão do tempo em anos, meses, semanas e dias. Muito antes da criação do homem, Deus forneceu a base para se medir o tempo dessa forma. Gênesis 1:14, 15 nos fala que um dos objetivos dos “luzeiros na expansão dos céus” é para que possam servir “para épocas, e para dias, e para anos”. O dia solar, o ano solar e o mês lunar são, assim, divisões naturais do tempo, governadas respectivamente pela rotação diária da terra em torno de seu eixo, por sua órbita anual em torno do sol, e pelas fases mensais da lua em sua relação à terra e ao sol. A divisão do tempo em semanas, e a divisão do dia em horas, por outro lado, são arbitrárias.
Através do registro bíblico, sabemos que desde o primeiro homem, Adão, o tempo tem sido medido em termos de anos. Assim, lemos que Adão tinha “cento e trinta anos” quando se tornou pai de Sete. — Gên. 5:3.
As divisões em meses também vieram a ser usadas. Já na época do Dilúvio, notamos que o tempo era dividido em meses de 30 dias, visto que se mostra que um período de 5 meses equivale a 150 dias. (Gên. 7:11, 24; 8:3, 4) O mesmo registro também indica que Noé dividiu o ano em 12 meses.
Nesta ocasião, mencionam-se períodos de 7 dias, e eles bem que podem ter sido usados regularmente desde muito cedo na história humana. (Gên. 7:4, 10; 8:10, 12) No entanto, não existe evidência de uma observância sabática semanal por parte do homem, e que tenha sido divinamente requerida, até as instruções explícitas de Deus a Israel depois do seu êxodo do Egito.
Os homens, no passado, desenvolveram vários sistemas de calendários, e vários deles continuam em uso atualmente. Os antigos calendários eram mormente calendários lunares, isto é, os meses do ano eram contados pelos ciclos completos da lua, como, por exemplo, de uma lua nova até a próxima lua nova. Em média, tais lunações levam 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,78 segundos. Contavam-se usualmente os meses como sendo de 29 ou de 30 dias, mas, no registro bíblico, o termo “mês” geralmente significa 30 dias. — Compare com Deuteronômio 21:13; 34:8; também Revelação 11:2, 3.
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