-
Conservando-se “limpo do sangue de todos os homens”A Sentinela — 1960 | 15 de junho
-
-
para que a ‘tivessem continuamente, embora ele mesmo os deixasse para sempre. Por isso podia com segurança confiá-los àquela Palavra e ao poder esclarecedor, preservador, protetor e santificador. Era doutrina bíblica, sã e salutar, e ele sabia que esta podia edificá-los espiritualmente e ajudar-lhes a receber por fim o reino celestial, a prometida “herança entre todos os santificados”. Paulo deixou assim as ovelhas de Deus numa condição segura.
NÃO SILENCIADOS POR DINHEIRO GANHO A CUSTA DE SANGUE
38. Para se desincumbir de que dever não prezou Paulo a sua vida?
38 O apóstolo Paulo não prezava a sua vida física, exceto para se desincumbir fielmente do seu ministério e ajudar outros a fugir da destruição eterna e a ganhar a vida eterna. Portanto, seu objetivo não era ganhar dinheiro mediante as boas novas de Deus. Seu objetivo era poder manter-se livre da responsabilidade quanto ao sangue de outros homens, ameaçado de ser derramado na execução do juízo de Deus.
39. O que motivou Paulo a se empenhar no seu ministério vitalizador?
39 Portanto, Paulo se empenhava no seu ministério livre de custo, sem cobrar nada aos que buscavam a salvação. Ele não usava a Palavra de Deus para lhe prover uma renda, comercializando-a assim. Nas ocasiões em que isso se tornou necessário, ele trabalhava num emprego secular, como fabricante de tendas, para que o seu serviço como vigia não fosse um serviço remunerado materialmente, como o de alguém assalariado. Não; mas ele vigiava como subpastor semelhante a Cristo, amando tanto o Pastor Principal como as ovelhas do Pastor Principal. Paulo queria realmente ver os outros viver e usufruir a benignidade imerecida de Deus, junto com si mesmo. Amava realmente ao seu próximo e por isso não negligenciava os interesses do seu próximo, ao ponto de se tornar responsável pelo sangue do seu próximo, se fosse derramado na execução divina. Salvava realmente vidas pela alegria, pelo privilégio e pelos bons resultados que isso dava. Reconhecia o perigo em que se achava seu próximo e sentia-se obrigado a fazer algo a respeito disso com os meios que Deus lhe confiara. Queria assim socorrer o seu próximo, para que não perecesse, se este aceitasse a ajuda de Paulo.
40. Como estabeleceu Paulo um modelo para nós, a fim de ganharmos a felicidade que Jesus teve?
40 Isto mostra como nós devemos agir hoje em dia. Se continuarmos neste proceder altruísta e abnegado, às nossas próprias custas, a fim de que possamos ajudar a outros a ganhar a vida eterna, aprenderemos quão verazes são as palavras de Jesus, que Paulo citou: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” Na ajuda aos fracos, há felicidade revigorante em dar de si mesmo, dar de sua própria força com que fomos fortalecidos por Deus. Não há felicidade em receber o que importaria em dinheiro ganho a custa de sangue, dinheiro que silenciaria as nossas bocas para não darem o aviso e não fornecerem “todo o conselho de Deus”. Não há felicidade em ser culpado do sangue de outro, mas apenas uma consciência que condena. Paulo queria felicidade. Nós também a queremos.
NOSSO DEVER E NOSSO PROCEDER ATUAL
41. Por que estamos ansiosos de ajudar outros a serem salvos da morte e da destruição?
41 Nós, os que amamos a salvação, estamos ansiosos de partilhar a salvação com outros. Ao fugirmos da morte e da destruição provenientes das mãos de Deus, estamos ansiosos de salvar outros de tal calamidade. Iguais a Jeová Deus, nós, seus ministros e vigias, dizemos: “Acaso tenho eu prazer na morte do ímpio? . . . não quero eu antes que se converta do seu caminho, e viva?” (Eze. 18:23) Portanto, iguais a Deus, desejamos ajudar ao ímpio a se converter do seu caminho e a viver. Não gostamos da perspectiva de ficar manchados do sangue dos que perecem, pois sabemos que teríamos de prestar contas disso como vigias preguiçosos. Trabalhemos em prol da felicidade cristã, pois esta felicidade significa vida eterna.
42. Por que vivemos numa época em que assumimos responsabilidade de sangue, e, portanto, o que não nos atrevemos fazer?
42 Assim como se deu nos dias de Paulo, pouco antes da destruição de Jerusalém e da Judéia, e assim antes da dispersão da nação judaica, assim também nós, hoje, vivemos num tempo em que está em jogo o sangue de nossos patrícios, das outras criaturas iguais a nós. Está iminente a “guerra do grande dia do Deus Todo-Poderoso”, e no campo de batalha do Armagedon será executado o juízo de Deus contra todos os que recusam a mensagem do reino de Deus e se opõem a ela. Estes, como comunidade mundial, terão de saldar a sua dívida de sangue com Deus pelo seu próprio sangue, assim como se deu com Jerusalém e com Babilônia. (Mat. 23:33-38; Jer. 51:3, 4, 48, 49) Se quisermos sobreviver à guerra de julgamento e viver no novo mundo de Deus, teremos de conservar-nos ‘limpos do sangue de todos os homens’. Não é a vontade de Deus que este mundo condenado fique em ignorância, sendo que perecerá por falta de conhecimento. Uma vez que nós temos o conhecimento bíblico, não nos atrevemos a deixar as pessoas na ignorância, a menos que queiram ficar nela. Temos de avisá-las a respeito do Armagedon e de Gog de Magog, que conduz a humanidade à luta contra Deus e Cristo. Não nos atrevemos a deixar que as pessoas possam alegar ignorância diante de Deus, por nós termos fracassado quanto a fazer esforço de transmitir-lhes a mensagem de salvação.
43. Quão zelosos devemos ser nesse respeito? Como devemos declarar, “todo o conselho de Deus”, sem nos refrear?
43 Iguais á Paulo, temos de ser zelosos em avisar e esclarecer as pessoas, como se fosse o nosso último conselho aos que estão em perigo. Está chegando a isso! Iguais a Paulo, temos sido encarregados por Deus, através de Cristo, a pregar as boas novas do reino de Deus, mas o reino de Deus já está agora em poder. (Mat. 24:14) Precisamos fazer isso como testemunho e aviso, antes que venha o fim deste velho mundo. Não nos podemos refrear de dar “todo o conselho de Deus”. Iguais a Paulo, quem nos disse: “tornai-vos meus imitadores, como eu o sou de Christo”, temos de fazer isso por pregar publicamente e ensinar de casa em casa. — 1 Cor. 11:1.
44. Se assim fizermos, o que poderemos dizer na ocasião de prestar contas, e com que conseqüências para nós?
44 Se fizermos isso, o que então? Poderemos, às portas do Armagedon, usar as palavras de Paulo e dizer a todo o mundo, sem nos envergonhar: “Chamo-vos hoje como testemunhas de que estou limpo do sangue de todos os homens, porque não me refreei de vos dizer todo o conselho de Deus.” Assim não morreremos com alguma culpa de sangue. Com mãos, cabeças e reputação limpas seremos assim introduzidos no inocente novo mundo de Deus, de vida e felicidade para todo o sempre.
-
-
Ela queria pão, mas recebeu uma pedraA Sentinela — 1960 | 15 de junho
-
-
Ela queria pão, mas recebeu uma pedra
Certo sacerdote católico em Nassau visitou uma ovelha do seu rebanho e descobriu que ela lia o livro “Novos Céus e Uma Nova Terra”. Disse-lhe que se tratava de “coisa venenosa e perniciosa” e que ela era infiel só por ler o livro. Se ela queria algo para ler, então lhe forneceria isso. Trouxe-lhe então uma novela baseada na suposta vida amorosa de Maria Madalena. Isto, porém, não a satisfez, pois estava faminta da verdade e não de ficção. Depois de ler mais algumas publicações da Torre de Vigia, esta senhora, de disposição de ovelha, chegou a ver que os ensinos das testemunhas de Jeová são realmente a verdade. Em vista da tática usada pelo sacerdote, é de se admirar que haja hoje uma “fome sobre a terra” quanto a “ouvir as palavras de Jehovah”? — Amós 8:11.
-