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Carta da FilialNosso Ministério do Reino — 1976 | abril
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Carta da Filial
Prezados Publicadores do Reino:
Aqui estamos nós, em 1976, tão ansiosos de pregar as boas novas como em qualquer tempo anterior. Ainda temos a designação recebida de Cristo Jesus: “Ide, . . . fazei discípulos de pessoas de todas as nações”, e nós procuramos fazer isso seriamente. Conforme sabemos, temos muitas publicações que se destinam a ajudar-nos nisso.
Nossos irmãos em Malaui e em Moçambique não têm todas as ajudas impressas que nós temos, mas eles continuam a louvar a Jeová. Até mesmo a perversa perseguição que sofrem tem resultado em dar um enorme testemunho. (Fil. 1:12-14) Temos em mãos notícias de todas as partes dos Estados Unidos, de Quênia, da África do Sul, de Hong Kong, da Malásia, da Inglaterra, do Canadá, da França, além de do Brasil, contando o que está acontecendo com nossos irmãos em Malaui. Exemplares de Despertai! com o relatório sobre Malaui foram entregues aos representantes nas Nações Unidas, bem como a todos os deputados e senadores dos Estados Unidos. Sabemos de mais de setenta estações de rádio que transmitiram a notícia. Pelo menos dez estações de TV a apresentaram. Assim, o mundo está sabendo o que está acontecendo com o povo de Jeová por apoiar o reino de Deus. Tudo isso contribui para a separação das pessoas, conforme predita em Mateus 25:31-46.
Talvez se lembrem de que, há algum tempo atrás, anunciamos a compra duma nova grande rotativa para a gráfica em Brooklyn, mas os fabricantes estão demorando com a entrega. Prometeram-na para junho passado, depois para outubro e a seguir para dezembro, e então para fevereiro passado. Esperamos que, quando se publicar este, já a tenhamos recebido. Mas, não importa o que acontecer usaremos o equipamento que temos e lhes forneceremos de bom grado todas as publicações de que necessitarem. Quão oportuna, portanto, é a exortação de apreciarmos as coisas de Deus acima de todas as outras. — Sal. 27:4.
Seus irmãos,
ESCRIT. DA SOCIEDADE, SÃO PAULO
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Esteja atento ao privilégio de pregar!Nosso Ministério do Reino — 1976 | abril
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Esteja atento ao privilégio de pregar!
1 Quão grandioso é o privilégio de sermos testemunhas do Governante Soberano do universo, de levarmos seu nome e de participarmos numa obra que ele nos comissionou! Temos este precioso privilégio como testemunhas cristãs de Jeová. Será que o apreciamos?
2 Jesus mostrou-nos como podemos demonstrar que estamos realmente atentos a este privilégio. Ele disse: “Temos de fazer as obras daquele que me enviou enquanto é dia; vem a noite em que nenhum homem pode trabalhar.” A obra que Deus nos confiou não é algo a ser descuidado; agora é o tempo de fazê-la, enquanto ainda há oportunidade. O que está incluído nesta obra? Jesus explicou: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” (João 9:4; 18:37) Fazer ele isso incluiu aproveitar toda oportunidade para pregar as boas novas, tornando isso uma parte destacada de sua vida. (Luc. 4:43) Ele nos deu assim um exemplo. Está seguindo a liderança que ele proveu? Está atento ao privilégio de pregar?
3 Que é possível perder o apreço por esse privilégio é o que evidentemente indica um estudo recente, mostrando que cerca de 24 por cento dos publicadores neste país são irregulares no seu serviço de campo. Isto significa que passa ocasionalmente um mês inteiro — em alguns casos isso se repete — sem que participem em transmitir a verdade a outros. Além disso, quantos outros há que participam apenas durante poucas horas cada mês — não por causa de restrições de saúde ou outras, mas porque não prezam realmente o privilégio de pregar? Talvez pensem: “Bem, eu fiz alguma coisa no serviço de campo este mês.” Mas, é este um serviço prestado de toda a alma? — Luc. 10:25-28.
FAZ ALGUMA DIFERENÇA?
4 Há motivos de preocupação para aquele que se tornou irregular no seu serviço de campo? De fato, há, se isso não se dever a uma situação inevitável, mas revelar indiferença. Jesus Cristo disse aos da congregação de Laodicéia, que haviam ficado mornos no seu serviço a Deus: “Porque és morno, . . . vou vomitar-te da minha boca.” (Rev. 3:14-16) E o apóstolo Paulo advertiu contra a indiferença ao escrever: “Desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas.” (Heb. 6:11, 12) Portanto, faz uma diferença. Tornar-se alguém indiferente e negligente para com o privilégio de pregar pode levar a perder ele as bênçãos pelas quais trabalhou. Certamente, nenhum de nós quer que isso aconteça.
5 Mas, faz alguma diferença para o bem-estar de outros, se pregamos a eles ou não? Romanos 10:14 responde: “Como invocarão aquele em quem não depositaram fé? Por sua vez, como depositarão fé naquele de quem não ouviram falar? Por sua vez, como ouvirão, se não houver quem pregue?” O amor a Jeová e ao nosso próximo deve induzir-nos a querer ser contados entre os que participam plenamente nesta obra de pregação. Há vidas envolvidas. Depois de exortar Timóteo a persistir no seu serviço a Deus, Paulo lembrou-lhe: “Por fazeres isso, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te escutam.” — 1 Tim. 4:16.
O QUE PODERÁ FAZER
6 A regularidade no serviço de campo depende em grande parte dum bom horário planejado. Seria excelente que cada um de nós tivesse um horário razoável, flexível e em harmonia com a sua situação pessoal. Se ainda não tiver seu próprio horário de serviço, por que não programa um desde já? Talvez queira falar com um dos anciãos e deixá-lo saber o que planeja fazer, e ele, sem dúvida, terá sugestões animadoras a dar. Talvez possa programar trabalhar ocasionalmente com outro publicador; isto pode ser mutuamente edificante. Depois de aplicar seu horário por algum tempo, poderá ver em que possa melhorá-lo, e convém fazer ajustes em harmonia com o que se mostrou melhor para si mesmo, sua família e o território.
7 O desejo de ajudar as pessoas no território decididamente deve ser uma das principais considerações na elaboração de nosso horário. Quando é mais provável que as encontremos em casa e mais dispostas a ouvir? Se não houver ninguém em casa durante o dia, será que poderíamos visitá-las à tardinha ou à noitinha? Fazendo isso, talvez verifiquemos que podemos falar com pessoas que raras vezes ou nunca ouviram as boas novas. Por mostrarmos assim preocupação genuína com as pessoas, evidenciamos que reconhecemos que está envolvido mais do que apenas gastarmos tempo, se realmente estivermos atentos ao privilégio de pregar.
O QUE A CONGREGAÇÃO PODERÁ FAZER
8 Todos nós, na congregação, podemos ajudar-nos mutuamente para mostrar que somos testemunhas fiéis de Jeová. Quando planeja participar no serviço de campo, por que não convida alguém a acompanhá-lo? Compartilhe com outros os métodos de se chegar às pessoas, também idéias sobre como iniciar estudos bíblicos, com que tiver sido bem sucedido. Reconheça também que, quando dá exemplo zeloso no serviço de Jeová, isso tem efeito benéfico sobre os outros, tanto dentro de sua família como fora dela.
9 O bom exemplo da parte dos anciãos é especialmente importante. Eles são admoestados em 1 Pedro 5:2, 3: “Pastoreai o rebanho de Deus que está aos vossos cuidados, não sob compulsão, mas espontaneamente; . . . tornando-vos exemplos para o rebanho.” Quando os anciãos são exemplares na obra de pregação, a congregação costuma mostrar igual apreço pelo privilégio de pregar. Muitos anciãos verificaram que, por planejarem de antemão trabalhar com publicadores e pioneiros no serviço de campo, amiúde podem prover a necessária atenção pessoal para os membros da congregação, ao andarem juntos de uma casa para a outra. Especialmente o superintendente do campo, por manejar os registros do serviço de campo, pode facilmente observar quem poderia tirar proveito da ajuda pessoal, e se o interesse amoroso o induzir a dar esta informação aos dirigentes de estudos de livro, eles poderão providenciar que publicadores experientes prestem ajuda prática. Desta maneira, somos ajudados a estar atentos e progressistas no modo de encarar nossa pregação da mensagem do Reino.
10 As provisões de Jeová para a nossa edificação são regulares, coerentes e fidedignas. (Rev. 22:2) Apreciando quão grande é o privilégio de o servirmos, empenhemo-nos todos seriamente em refletir tais qualidades em nossa própria vida. Torne a pregação das boas novas uma parte destacada de sua vida, e depois a relate fielmente. Por fazer isso, indicará que está atento ao privilégio de pregar “enquanto é dia”.
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Ajude os que lhe estão próximosNosso Ministério do Reino — 1976 | abril
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Ajude os que lhe estão próximos
1 Embora a vasta maioria dos estudos bíblicos sejam iniciados no serviço de casa em casa e nas revisitas, outros contatos também podem produzir bons resultados. Numa localidade, uma verificação mostrou que, dos 328 recém-dedicados, 40 por cento chegaram a conhecer a verdade através do testemunho informal. Sim, 131 dentre os 328 batizados foram ajudados a tomar o caminho da vida por meio do testemunho informal, em geral por pessoas que já conheciam.
2 Admite-se, em geral, que os parentes, amigos e conhecidos de alguém amiúde o escutam com mais prontidão do que a um completo estranho. No começo, talvez escutem apenas por cortesia, porque o conhecem. No entanto, quando a verdade lhes atinge o coração, respondem e agem por se tratar da verdade, e não pela amizade que lhe tenham.
3 Sabendo desta vantagem, o que podemos fazer? Podemos mostrar genuíno interesse no bem-estar deles não chegando à conclusão apressada de que não estão interessados e de que, por isso, devem ser evitados. Talvez a sua boa conduta e bondade abram o caminho para lhes falar sobre a verdade, deixar com eles algumas publicações ou até mesmo dirigir um estudo bíblico. Não fique desanimado, se no começo não reagirem favoravelmente, mas alegre-se de ver algum progresso, não importa quão pequeno seja.
4 Podemos aplicar com proveito em nosso serviço de casa em casa este conhecimento de como as pessoas reagem aos que já conhecem? Sim. Pode ser de proveito para nós chegar a conhecer bem as pessoas no território e especialmente os na nossa vizinhança. Além de dar testemunho regular junto com a congregação, poderá achar útil ter um território pessoal perto de sua casa, que possa trabalhar cabalmente várias vezes, para que as pessoas cheguem a conhecê-lo. Ao passo que criam confiança na sua pessoa por fim poderão começar a escutá-lo.
5 No nosso serviço de pregação encontramos pessoas que se alegram de que lhes levamos regularmente as revistas, embora no começo talvez não mostrem nenhum outro interesse. Mas, depois de um tempo, cria-se uma boa relação nestes itinerários de revistas, e em alguns casos podem ser iniciados estudos. Um pioneiro especial nos informa que, numa designação recente, esta foi a fonte de seus melhores estudos.
6 É evidente que as pessoas estão mais dispostas a escutar os que conhecem e em quem confiam. Estarmos apercebidos disso pode ajudar-nos a dar testemunho aos que já conhecemos bem como aos que chegamos a conhecer por meio do serviço de casa em casa.
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