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  • A fé em Deus me sustentou
    A Sentinela — 1980 | 1.° de setembro
    • pouco para nós. Um novo comandante assumiu o posto e tivemos um pouco mais de liberdade. Não fomos mais obrigados a trabalhar aos domingos. Por volta deste tempo, também, sete exemplares da Sentinela, que falavam sobre as profecias de Daniel, foram introduzidos clandestinamente. E obtivemos também algumas Bíblias. Assim, nas tardes de domingo, nos ajuntávamos numa ala do abrigo para estudar a Bíblia, e reuníamo-nos ali em quase 200. Alguns ficavam a postos do lado de fora para nos avisar caso se aproximasse algum guarda da SS. Aquelas reuniões foram para mim memoráveis e muito fortalecedoras.

      ‘Introduzir Sentinelas clandestinamente?’, você talvez se admire. Isto por si só é uma história de fé e coragem. Algumas Testemunhas presas trabalhavam fora do campo e entraram em contato com irmãos que ainda não tinham sido presos. Conseguiram assim obter secretamente alguma literatura e introduzi-la no campo. O irmão Selinger, que era como nosso superintendente no campo, trabalhava na enfermaria da prisão, e ele escondia a literatura bíblica clandestina atrás do cano de esgoto no banheiro ali.

      Com o tempo, porém, descobriram quão bem organizados éramos. Encontraram também algumas Bíblias em nosso abrigo. Por isso cerca de 80 irmãos foram postos num trabalho de brigada e mandados embora de Sachsenhausen. O restante das Testemunhas foram espalhadas em abrigos diferentes no campo. Embora isto tenha posto um fim em nossas reuniões grandes, proporcionou muito mais oportunidades para pregar aos companheiros de prisão.

      Não poucos jovens russos, ucranianos e poloneses foram receptíveis e se tornaram Testemunhas. Alguns foram batizados secretamente lá mesmo no campo — numa banheira na enfermaria do campo. Lembro-me especialmente de dois jovens ucranianos. Um dia ouviram um irmão assobiar um cântico do Reino e perguntaram-lhe a respeito. O irmão disse: “É uma melodia religiosa.” Ficaram muito impressionados de saber que pessoas eram levadas para o campo por causa de suas convicções religiosas. Após a libertação, um desses jovens liderou a obra de testemunho na parte oriental da Polônia. Foi morto por inimigos das Testemunhas de Jeová quando se encaminhava para dirigir uma reunião cristã.

      Certo dia em 1944, quando marchava de volta do meu trabalho de brigada para o almoço, vi meus irmãos em pé no pátio. Conhecido como Testemunha, mandaram-me juntar-me a eles. De alguma maneira as SS ficaram sabendo do nosso serviço secreto de correio para dentro e fora do campo (e de um campo para outro), bem como de que nos reuníamos em pequenos grupos de dois ou três na praça de chamada para considerarmos o texto bíblico diário. Ordenaram-nos que cessássemos esta atividade ilegal, mas continuamos unidos em nossa determinação de continuar fortalecendo-nos mutuamente em sentido espiritual. Quando o irmão Selinger, que era o elo principal do serviço secreto de correio, foi indagado se iria continuar pregando no campo, ele disse: “Sim, é exatamente o que continuarei a fazer, e não só eu, mas também todos os meus irmãos.” O evidente espírito de fé e coragem que as Testemunhas tinham não foi abatido, e os nazistas viram que não havia nada que pudessem fazer para quebrantar a nossa integridade a Deus

      BUCHENWALD E A LIBERTAÇÃO

      Próximo ao fim de outubro de 1944, fui enviado para o campo de concentração de Buchenwald, junto com a brigada de especialistas em construções. Iríamos reconstruir algumas oficinas que haviam sido bombardeadas por aviões americanos. Os irmãos em Buchenwald logo fizeram contato comigo e fui convidado para desfrutar de companheirismo espiritual com eles. Lá, eu era o número 76.667.

      No início de 1945, estava claro que o regime nazista estava próximo de um colapso. Quando aviões de guerra ingleses sobrevoaram o campo, saudaram-nos por inclinarem as asas de um lado e de outro tentando nos encorajar. Durante um pouco mais de duas semanas antes de nossa libertação, os prisioneiros nem mesmo saíam mais para trabalhar.

      Na quarta-feira, 11 de abril de 1945, estávamos reunidos ouvindo um irmão dar um discurso abrangendo todos os textos dos anos, desde 1933, quando Hitler assumiu o poder, até 1945. Ao passo que a reunião avançava, podíamos ouvir o som de batalha ficando mais próximo. Então, bem no meio do discurso, um prisioneiro escancarou a porta e gritou: “Estamos livres! Estamos livres!” Gerou-se um caos no campo, mas, nós fizemos uma oração de agradecimento a Jeová e continuamos a nossa reunião.

      Ainda havia 20.000 prisioneiros em Buchenwald. Os guardas da SS tiraram seus uniformes e tentaram escapar enquanto muitos prisioneiros procuraram vingar-se deles. Mais tarde, um prisioneiro me contou como enfiara uma faca na barriga de um homem da SS. Mas, é claro que as Testemunhas de Jeová não tomaram parte na violência.

      Finalmente, quase um mês depois, encontrei Elsa. Ela sobrevivera em Auschwitz e em outros campos de concentração. Em agosto de 1945 retornamos para a casa e encontramos nossa filha com alguns irmãos que haviam tomado conta dela. Ela estava então com quase seis anos e não nos reconheceu.

      NUNCA TRANSIGIR

      Depois da libertação da ocupação pelo exército alemão, a Polônia tornou-se uma República Popular. Elsa e eu, de imediato, fizemos petições para trabalhar na filial da Sociedade Torre de Vigia, em Lodz. Trabalhamos por cinco anos lá, regozijando-nos de ver o número de Testemunhas de Jeová crescer de quase 2.000, em 1945, para quase 18.000, em 1950. Durante os anos desde 1950, continuamos a servir em diferentes designações dadas a nós pela organização de Jeová, sempre determinados a permanecermos fortes na fé.

      Ao todo, gastei mais de 14 anos de minha vida em campos de concentração e prisões por causa da minha fé em Deus. Perguntaram-me: “Foi-lhe de ajuda a esposa em suportar todas estas coisas?” Sim, deveras ela foi! Sabia desde o início que ela não transigiria na sua fé, e o conhecimento disto ajudou-me a suportar. Sabia que ela preferia me ver morto numa maca do que saber que estava livre por ter transigido. É uma verdadeira ajuda ter uma companheira tão destemida assim. Elsa suportou muitas dificuldades durante os seus anos nos campos de concentração alemães, e tenho certeza de que será encorajador para você ler algumas das experiências dela.

  • “Deus, o Deus de Israel”
    A Sentinela — 1980 | 1.° de setembro
    • “Deus, o Deus de Israel”

      Depois de Jacó se ter encontrado com o anjo de Jeová em Peniel, sendo que por isso recebeu o nome de “Israel”, e após o seu encontro pacífico com o seu irmão Esaú, Jacó passou a morar em Sucote e a seguir em Siquém. Ali adquiriu um terreno dos filhos de Hamor, armando nele a sua tenda. (Gên. 32:24-30; 33:1-4, 17-19) “Depois erigiu ali um altar e chamou-o de Deus, o Deus de Israel tem hebr.: El Elohéh Iisra el].” (Gên. 33:20) Este era o primeiro altar de Jacó na Palestina. Identificar-se Jacó pelo seu recém-recebido nome “Israel” com o nome do altar, indicou sua aceitação e seu apreço por este nome, e por Deus o ter levado a salvo de volta à Terra da Promessa. A expressão ocorre apenas uma vez nas Escrituras. — Tirado de Ajuda ao Entendimento da Bíblia, ed. 1971, p. 672, em inglês.

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