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Encontrei algo pelo qual vale a pena lutarA Sentinela — 1977 | 1.° de julho
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vitória em mais 1.100 outros casos, em que o mesmo princípio de liberdade religiosa era o fator governante. Isto abriu uma nova era de edificação da verdadeira adoração de Jeová em Quebeque.
Embora as decisões judiciais melhorassem nossa situação legal, ainda foi necessário muito trabalho para vencer o medo e o preconceito que se haviam criado. Alguns donos de salões ainda receavam alugar seus prédios às Testemunhas de Jeová. Por isso, um bondoso oficial da polícia me deu uma carta com timbre da polícia, declarando que as Testemunhas de Jeová eram uma organização legal e que os proprietários de salões podiam sentir-se à vontade para alugar-nos seus locais. Depois disso, as diretorias de escolas protestantes e católicas começaram a ceder-nos prédios para as nossas assembléias de circuito.
EXCELENTE REAÇÃO À PREGAÇÃO DO REINO
Depois de passar doze anos em Quebeque, foi-me pedido, em 1957, servir toda a parte oriental do Canadá como superintendente de distrito, trabalho que envolve visitar e servir circuitos das Testemunhas de Jeová, e proferir discursos nas suas assembléias de circuito. Depois, por três anos, servi como superintendente de distrito na Colúmbia Britânica, na parte ocidental do Canadá.
Todavia, nunca perdi meu amor por Quebeque. De fato, eu me atarefava tanto em incentivar os irmãos a ir para Quebeque, onde havia grande necessidade de pregadores do Reino, que fui apelidado de “Gaiteiro de Quebeque”. Muitos daqueles a quem eu falei mudaram-se para Quebeque, aprenderam o francês e fazem agora bom trabalho para edificar as congregações do povo de Jeová ali.
Em 1969, Yvette e eu voltamos a Quebeque, onde servi como superintendente de distrito até 1972. Naquele ano, responsabilidades familiares obrigaram-nos a nos estabelecer em Montreal, onde temos servido como pioneiros especiais já por quatro anos. Durante este tempo, quarenta e quatro pessoas com as quais temos realizado estudos bíblicos se batizaram como Testemunhas de Jeová.
Em 1974, tive o privilégio de ir para St. Pierre e Miquelon, pequenas ilhas francesas no Atlântico Norte, com o objetivo de abrir ali a obra das Testemunhas de Jeová. Os sacerdotes ficaram sabendo da minha visita e anunciaram-na pelo rádio, para advertir os seus paroquianos. O anúncio foi um tiro pela culatra. Muitos moradores cumprimentaram-me cordialmente. “Oh! Sr. Saumur, já soubemos do senhor. Por favor, entre.”
Em poucas semanas, iniciei oito estudos bíblicos e lancei o alicerce para maior atividade das Testemunhas de Jeová. Quando parti, dois missionários da França foram designados para lá, a fim de continuarem a divulgar as boas novas do reino de Deus.
Tive uma experiência extraordinária, em 1975, quando me encontrei com alguns membros influentes dum pequeno grupo religioso francês, de umas 1.500 pessoas, chamado “La Mission de l’Esprit Saint” (A Missão do Espírito Santo). Depois duma longa palestra com um destes homens, ele perguntou se podia vir com uns amigos para falar comigo. “Claro que sim”, respondi. Alguns dias depois, ele chegou com outros membros e as esposas deles — quarenta pessoas ao todo!
Com o tempo, eles fecharam sua igreja, fecharam sua escola, e todos os seus “servos” renunciaram. Daí, disseram aos seus membros que deviam estudar com as Testemunhas de Jeová. De repente, mil pessoas queriam estudos bíblicos!
No período de dois meses, coloquei entre eles 1.300 compêndios bíblicos. Muitos dos estudos cessaram depois, mas perto de cem pessoas deste anterior grupo religioso foram imersas como Testemunhas de Jeová, e quatrocentas outras estão estudando ou freqüentando as reuniões nos Salões do Reino. Espera-se que mais sejam imersas em breve.
Devo dizer que estes mais de trinta anos no serviço de pregação por tempo integral têm sido preciosos e satisfatórios. Tem havido problemas. Mas Jeová nos tem apoiado e ajudado a vencer todos os obstáculos. A Bíblia diz com exatidão a respeito dos servos de Deus: “Nenhuma arma que se forjar contra ti será bem sucedida.” — Isa. 54:17.
Quão veraz foi isso em Quebeque! Onde havia 356 proclamadores do reino de Deus em 1945, há agora mais de 8.000. As oito congregações em Quebeque, em 1945, tornaram-se 149. O único pequeno circuito de 1947 tornou-se dez circuitos. Deveras, ‘o deserto espiritual floresceu como o açafrão’. (Isa. 35:1) Quando eu olho para trás, para estes anos fascinantes, eu não mudaria coisa alguma deles. Tem sido e ainda é um privilégio lutar para defender a verdadeira adoração.
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Por dentro das notíciasA Sentinela — 1977 | 1.° de julho
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Por dentro das notícias
A Poligamia É Aceitável?
● Por um voto de quarenta contra seis, o Oitavo Sínodo Provincial da uma esposa pode ser aceito naquela organização religiosa, junto com suas esposas e seus filhos crentes. Isto é permitido em “casos excecionais e meritórios”. Segundo o periódico “The Christian Century”, os participantes do sínodo “concordaram que, ‘embora a poligamia . . . se choque com o pleno ideal do casamento cristão’, é às vezes impossível evitar situações em que existe tal choque”.
À primeira vista, pode parecer a alguns que se trata dum arranjo que mostra consideração. Mas, o raciocínio e as normas do homem não são de interesse primordial em tais assuntos. A monogamia (de ter apenas um cônjuge vivo) foi a norma original que Jeová Deus estabeleceu para a família. Mais tarde ele tolerou a poligamia, até o seu tempo devido para restabelecer essa norma original. Isto ele fez na congregação cristã. Por conseguinte, exigia-se que os anciãos congregacionais e os servos ministeriais fossem “marido de uma só esposa”. (1 Tim. 3:2, 12) Além disso, o apóstolo Paulo declarou: “A mulher casada está amarrada por lei ao seu marido enquanto ele viver . . . enquanto o seu marido viver, ela seria denominada adúltera caso se tornasse de outro homem.” — Rom. 7:2, 3.
Em harmonia com estes requisitos divinos, aqueles que desejaram dedicar sua vida a Jeová Deus, mas ficaram envolvidos em uniões polígamas, acabaram com tais arranjos. Tais homens fizeram as devidas provisões para os filhos que tiveram em resultado de casamentos polígamos. Mas, só depois de terem harmonizado sua vida com os requisitos justos de Deus puderam fazer uma dedicação a Deus e ser batizados como Testemunhas de Jeová.
Desastre Econômico à Frente
● Citando a “Carta Macaskill”, impressa em Joanesburgo, na África do Sul, o periódico “Barron’s”, de 6 de dezembro de 1976, declarou: “Os governos, as cidades, as empresas e as pessoas do mundo estão em bancarrota. É agora uma corrida contra o tempo, antes de todo o sistema entrar em colapso. Não há saída desta enrascada. Inevitavelmente, o desastre econômico está à frente. Não há medidas que se possam adotar para salvar a situação.”
Exatamente quão breve virá o temido “desastre econômico” está em dúvida. Mas a Bíblia indica um tempo muito próximo em que se cumprirão as seguintes palavras de Deus, por meio do profeta Ezequiel: “Nem a sua prata nem o seu ouro poderá livrá-los no dia da fúria de Jeová.” (Eze. 7:19) É sábio, então, que as pessoas piedosas que possuem riquezas não depositem sua confiança nelas, nem as usem para fins egoístas. Antes, devem seguir o conselho de Jesus Cristo, que disse: “Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas, para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas.” — Luc. 16:9.
Os donos das “moradias eternas” são Jeová Deus e Jesus Cristo. (João 6:37-40, 44) Aqueles que usam suas riquezas de modo correto, como em auxiliar os necessitados e em promover a pregação das “boas novas”, terão a Jeová Deus e seu Filho Jesus Cristo por amigos. — Gál. 2:10; Fil. 4:15.
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