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  • Atalhos construídos pelo homem para o comércio
    Despertai! — 1979 | 8 de agosto
    • à América do Norte. Havia poucas rodovias, nenhuma delas era pavimentada, e a viagem por água era tanto conveniente como eficaz. Um cavalo na margem, puxando uma barcaça ao longo dum canal, podia movimentar 50 toneladas de mercadorias — cerca de 400 vezes mais do que poderia transportar nas costas!

      Depois da Guerra de 1812, entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, o impulso foi no sentido de expandir-se para o oeste. A rota ao longo do rio São Lourenço para o lago Ontário não convinha aos EUA, pois era controlada na maior parte pelo Canadá. Ademais, não havia ainda nenhum meio de passar pelas Cataratas do Niágara para chegar ao lago Erie.

      Assim, escavou-se o grande Canal do Erie. Tinha 584 quilômetros de extensão, com 82 eclusas, e ia de Albany, no rio Hudson, ao norte da cidade de Nova Iorque, até Búfalo, no lago Erie. Inaugurado em 1825, o Canal do Erie foi um sucesso comercial desde seu início. Conseqüentemente, no comércio estrangeiro, a cidade de Nova Iorque ascendeu sobre Baltimore, Boston e Filadélfia. O Canal do Erie contribuiu para tornar Nova Iorque um dos maiores portos marítimos do mundo.

      De menos de 161 quilômetros de canais nos Estados Unidos, em 1816, as vias navegáveis daquele país aumentaram para 40.225 quilômetros de sistemas interiores e aprimorados canais litorâneos. Embora a vinda da locomotiva a vapor trouxesse o fim do domínio dos canais, um sexto de todo o frete interno dos EUA ainda é transportado pela água.

      Depois da Guerra de 1812, o Canadá desejava uma rota segura para o interior do país e dos Grandes Lagos, bem afastada do São Lourenço e das fronteiras com os EUA. A razão principal era sua defesa, especialmente para levar suprimentos, sem interferências, de Montreal a Kingston, no lago Ontário.

      O trajeto escolhido foi acima do rio Otava, tributário do São Lourenço, a cerca de 193 quilômetros ao noroeste de Montreal, onde o rio Rideau aflui do sul. Dali, o Canal de Rideau foi construído, para estender-se por 200 quilômetros, ao longo dos rios e lagos até Kingston, Ontário, Canadá. Foi inaugurado em 1832, e, junto com o rio Otava, constituiu, por certo tempo, a melhor rota de navegação de barco a vapor até os Grandes Lagos. O povoado que cresceu no local onde o Canal de Rideau se encontra com o rio Otava é conhecido hoje como Otava, capital do Canadá. Tão bem foi construído o canal que suas eclusas originais ainda são usadas. Mais movimentado do que nunca, a cada verão setentrional, o sistema Rideau deleita centenas de visitantes em embarcações de recreio.

      Além do lago Ontário, as magnificentes Cataratas do Niágara bloqueavam o caminho para os quatro Grandes Lagos remanescentes. Em 1829, abriu-se o primeiro Canal de Welland, com a elevação de 99 metros para circundar as Cataratas e chegar ao lago Erie. Mais de um século depois, um aprimorado Canal de Welland tornou possível a via marítima artificial mais longa do mundo, o canal de São Lourenço-Grandes Lagos.

      Grandes Canais Para Navios

      Há muitos canais para navios. Mas suponhamos que consideremos três que são famosos.

      Primeiro, há o Canal de Kiel, ou “Nord-Ostsee-Kanal”, que atravessa o istmo que separa o Mar do Norte do mar Báltico. Ali os viquingues certa vez usavam cavalos para arrastar seus navios pelo solo, em cilindros. A Alemanha abriu o canal que vai de mar a mar em 1895, como importante saída para sua marinha em expansão. O canal de 98 quilômetros logo ultrapassou sua origem naval e é agora um dos mais movimentados do mundo, recebendo mais navios do que os dois outros canais mais famosos — o de Suez e o do Panamá — somados juntos.

      O Canal de Suez foi inaugurado em 1869, como “contribuição para a unidade mundial”. Tendo mais de 161 quilômetros de extensão, é apropriadamente chamado de “Grande Fossa”. Porque o mar Mediterrâneo e o mar Vermelho têm a mesma elevação, o Canal de Suez que os liga não precisa de eclusas. Abrevia quase 6.434 quilômetros na maioria das viagens entre a Europa e a Índia.

      O Canal de Suez deveria ficar aberto a todos os países na paz e na guerra, acordo que as nações em luta amiúde ignoraram. De junho de 1967 até 1974, foi fechado principalmente devido à luta árabe-israelense. Agora reaberta, a “Grande Fossa” será ainda ampliada para receber superpetroleiros de até 250.000 toneladas, caso os planos do Egito sejam levados a termo. Embora a reaberta via navegável esteja distinguindo-se no comércio e na economia mundiais, navios rápidos e gigantes petroleiros reduziram a anterior importância do Canal de Suez.

      O Canal do Panamá também perdeu importância, mas ainda é sensível questão política e econômica. Aberto em 1914 como um atalho através do istmo do Panamá, de 80 quilômetros, abrevia 12.676 quilômetros numa viagem entre Nova Iorque e São Francisco, EUA.

      No entanto, menos navios utilizam o Canal do Panamá. Mais de 3.000 dos navios mercantes do mundo, inclusive os maiores petroleiros, são compridos ou largos demais para tal via navegável, ou precisam de águas mais profundas quando estão com carga plena. Também, o futuro imediato do canal é incerto devido a questões políticas, econômicas e militares.

      Em contraste, até agora, desde que foi inaugurado em 1959, a história da via marítima artificial mais comprida do mundo tem sido pacífica. Os navios oceânicos podem entrar no Canal Marítimo de São Lourenço por meio do golfo de São Lourenço. Em seguida, podem viajar rio acima até o lago Ontário, passando pelo Canal de Welland até os lagos Erie, Huron e Michigan, e então pelas eclusas de Sault Ste. Marie até o lago Superior. Neste ponto, já ascenderam mais de 183 metros desde que entraram no Canal Marítimo, o que eqüivale a um prédio de 60 pavimentos! Podem então cruzar para Duluth, no extremo oeste do lago Superior, a 3.768 quilômetros do oceano Atlântico. Também, em contraste com o Canal do Panamá, o tráfego no Canal Marítimo tem aumentado. Já se fala num aumento de sua capacidade antes de meados da década de 80.

      Que Futuro Há Para os Canais?

      Embora os canais e vias navegáveis interiores não mais constituam o único meio importante de transporte de mercadorias pesadas, continuam a desempenhar um papel vital neste respeito. Para muitos itens a granel, tais como cereais, minérios, carvão e madeira, o transporte por água interior ainda é o mais econômico. Desde a década de 60, a América do Norte, a Europa e a Ásia presenciaram todas o ressurgimento do transporte interior por água. As vias navegáveis têm sido modernizadas, e fazem-se planos para novos canais.

      Mas existem preocupações, algumas políticas e outras econômicas. Por exemplo, dois novos canais propostos para a Europa ligariam o rio Reno com o rio Danúbio, e então o Reno a um sistema que se liga com o rio Sena. Algumas autoridades do Ocidente estão inquietas quanto a abrir o Danúbio como possível “rota de invasão” pela qual as frotas mercantes do bloco comunista possam penetrar nas vias navegáveis comerciais da Europa Ocidental.

      Outras preocupações dizem respeito ao desequilíbrio que as vias navegáveis construídas pelo homem possam causar na criação natural. Os Canais do Erie e de Welland abriram o caminho para a lampreia-do-mar, originária do Atlântico Norte, similar à enguia, invadir os Grandes Lagos, onde decimou a população de peixes comercialmente valiosos. Também, o Canal Marítimo de São Lourenço levou à expansão da atividade industrial ao longo dos Grandes Lagos, e isto acelerou a poluição de suas águas.

      Sim, as vias navegáveis construídas pelo homem podem provocar o desequilíbrio e podem levar à incrementada poluição em algumas regiões, mas Aquele que criou ‘todas as torrentes hibernais que correm para o mar’ pode acabar com a poluição e manter o devido equilíbrio através da criação. (Ecl. 1:7) Também, deve-se admitir que, não importa quão engenhosos possam ser os sistemas de canais, suas caraterísticas jamais podem igualar a sabedoria demonstrada nas vias navegáveis naturais da terra. O homem pode construir apenas suplementos para os oceanos, lagos e rios do globo, jamais os substitutos deles.

  • Utensílios de peltre — são para você?
    Despertai! — 1979 | 8 de agosto
    • Utensílios de peltre — são para você?

      Tanto o preço elevado de prataria como a tendência atual de se voltar para artigos antigos têm criado em alguns lugares crescente interesse por baixelas de peltre. Mas, talvez pergunte, o que é afinal o peltre?

      Basicamente, é uma liga de metal em que o estanho é o principal componente. A História diz que talvez tenha sido usado mais de 1.000 anos antes da Era Comum. Mas, entre as décadas de 1300 e 1800 E.C., foi muito usado na Europa e na Inglaterra, pois era um substituto menos dispendioso dos utensílios de prata ou de ouro. Podia ser fundido ou maleado para a fabricação de lindas canecas, pratos, colheres e garfos. Estes não “enferrujavam”, e conservavam um aspecto bonito. Naquela época, o peltre era geralmente composto de 90 por cento de estanho e 10 por cento de chumbo, embora às vezes se acrescentasse um pouco de cobre para solidez. O peltre de qualidade inferior tinha talvez até 40 por cento de chumbo, o que o tornava mais maleável e mais facilmente amolgável.

      Nos tempos mais recentes, eliminou-se o chumbo do peltre. O chumbo tendia a causar certo embaçamento, e podia misturar-se com certos alimentos para formar substâncias tóxicas que podiam causar até mesmo envenenamento pelo chumbo. Atualmente, o antimônio e o cobre são combinados ao estanho, em vez de chumbo. Portanto, se comprar artigos de peltre hoje, serão provavelmente uma liga de estanho, antimônio e cobre. Tome cuidado, porém, para que compre peltre, se pagar preço de peltre, e não uma imitação feita de alumínio.

      Se possuir objetos de verdadeiro peltre, talvez tenham aspecto de prata embaçada. Há peltre, porém, que pode ser bem polido e conservar seu lustre. Precisa lavar suas vasilhas e seus talheres de peltre logo que possível após o uso. Use água quente com sabão (nunca máquina de lavar louça) e enxágüe-os bem. Não deixe peças de peltre secar ao ar, pois isso pode criar manchas de água que são difíceis de remover. Antes, seque-os com um pano macio. Isto ajudará a conservar seu aspecto vivo e agradável, uma das caraterísticas atraentes do peltre.

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