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  • Prosperidade material — um alvo universal
    Despertai! — 1982 | 8 de junho
    • Prosperidade material — um alvo universal

      “O CONSUMO material é tido como sendo a religião nacional. Entende-se que todo americano deve desejar ser rico, e a cultura é de conforto e prazer. . . . O materialismo da vida americana é bem difundido.” Este, segundo relatado, é o conceito sobre a vida americana atualmente expresso nos compêndios escolares franceses.a

      Exagero à parte, existe sem dúvida alguma verdade nesta afirmação. O padrão de vida nos Estados Unidos tem-se tornado o critério para medir o sucesso econômico de qualquer nação. Apenas poucos além destes países, (tais como a Suíça e a Suécia) podem jactar-se de ter um padrão de vida similar. Estes poucos favorecidos tornaram-se o alvo da inveja de muitos outros, incluindo países comunistas.

      “Salários mais altos”, “menos horas de trabalho” e “melhores condições de vida”. Estas são as exigências das classes trabalhadoras em todos os países, quer seu sistema de governo seja capitalista, socialista quer comunista.

      Conforme aplicada à atitude das pessoas para com a vida, a palavra “materialismo” tem sido definida como “a doutrina de que o conforto, o prazer e a riqueza são os únicos ou os mais elevados alvos ou valores”. Quem negará que uma grande porcentagem da humanidade adotou tal conceito materialista sobre a vida? Para muitos, a prosperidade material tornou-se sinônima de felicidade. Parece que se tornou o alvo universal a ser alcançado. Mas, por que meios?

      Muitas pessoas em países industrializados crêem sinceramente que o sistema capitalista oferece a melhor esperança de prosperidade e felicidade. São favoráveis à livre iniciativa, com a mínima interferência possível, da parte do Estado.

      Milhões de outros estão convencidos de que o capitalismo favorece a poucos, em detrimento da maioria. Preferem o comunismo, um sistema econômico e político em que o direito de propriedade de todos os bens pertence à comunidade ou ao Estado. Estão dispostos a abrir mão de certas liberdades conquanto o Estado lhes garanta prosperidade material.

      Entre esses dois grupos existem milhões de outros para quem o caminho à prosperidade material e felicidade não é através do capitalismo nem do comunismo. Reconhecem as desvantagens do sistema capitalista mas também os perigos do comunismo. Esperam, por meio de reformas, introduzir uma sociedade eqüitativa, democrática, baseada no planejamento e controle público dos principais meios de produção, por parte do Estado. Esses são os socialistas, chamados variavelmente de socialdemocratas, trabalhistas, previdencialistas e assim por diante.

      Um breve exame da história do capitalismo, do comunismo e do socialismo e dos resultados obtidos por tais sistemas, nos ajudará a ver se algum deles pode produzir verdadeira felicidade.

  • Podem eles produzir verdadeira felicidade?
    Despertai! — 1982 | 8 de junho
    • Podem eles produzir verdadeira felicidade?

      Capitalismo? Comunismo? Socialismo?

      A BUSCA de felicidade por meio de prosperidade material não é idéia nova. Era o modo de vida de muitos gregos e romanos antigos. Mas caiu em descrédito durante toda a Idade Média. Por quê? Em grande parte por razões religiosas.

      A sociedade medieval era dominada pela religião em cada campo da atividade humana. Para as Igrejas Ortodoxa Oriental e Católica Romana, a pobreza era uma virtude. Era um “teste” que tinha de ser aceito pelos pobres. Os ricos eram ricos e os pobres eram pobres pelo que foi taxado de um arranjo feito por Deus. A pobreza voluntária era considerada “santa” e a “usura” (emprestar visando lucro) era condenada por lei canônica.

      No entanto, ao passo que anatematizavam os judeus que emprestavam dinheiro, os cabeças da Igreja Católica emprestavam dinheiro a juros elevados. O próprio papado se tornou “a maior instituição financeira da Idade Média”. Esta era a estrutura durante a maior parte do período da ordem feudo-eclesiástica.

      O Surgimento do Capitalismo

      Com a desintegração do sistema feudal, o comércio local e entre as cidades aumentou. Também aumentou o comércio entre as nações. E as idéias circulavam mais livremente, especialmente depois da invenção da página impressa. A influência da Igreja Católica começou a desvanecer.

      O catolicismo medieval havia sido o maior obstáculo ao desenvolvimento dum novo sistema econômico. Ainda assim, pequenos núcleos de comércio capitalista, de indústria e de operações bancárias haviam se desenvolvido perto do fim da Idade Média bem no seio da cristandade católica. Isto se deu em cidades católicas tais como Veneza, na Itália, Augsburgo, na Alemanha, e Antuérpia, nas Flandres.

      Daí, eclodiu a Reforma Protestante no século 16. Embora seja exagero dizer que a Reforma gerou o capitalismo, ela realmente liberou idéias que deram a ele um decidido ímpeto. Por um lado, o calvinismo libertou o lucro legítimo dos negócios do estigma de “usura”. Ainda mais, certas crenças protestantes deram às pessoas o incentivo de trabalhar arduamente de modo a serem bem sucedidas na vida e assim provar que figuravam entre os “eleitos”. O sucesso nos negócios era considerado um sinal da bênção de Deus. A riqueza resultante tornou-se o “capital” disponível para investimento na própria aventura comercial da pessoa ou de outra. Assim, a ética protestante de trabalho árduo e parcimônia contribuiu para a expansão do capitalismo.

      Não é de surpreender que a economia capitalista desenvolveu-se mais rapidamente nos países protestantes do que nos Estados católicos. Mas a Igreja Católica rapidamente recuperou o tempo perdido. Ela permitiu que o capitalismo se desenvolvesse nos países onde era poderosa e tornou-se à sua própria maneira uma extremamente rica organização capitalista.a

      O capitalismo sem dúvida proveu um melhoramento em comparação com o sistema feudal, nem que seja apenas quanto à maior liberdade que trouxe às classes trabalhadoras. Mas trouxe também muitas injustiças. O abismo entre o rico e o pobre tendeu a alargar-se. No seu pior, provocou a exploração e a luta de classes. No seu melhor, produziu uma rica sociedade de consumo em alguns países, com abundância material. Mas produziu também um vazio espiritual e falhou em produzir verdadeira e duradoura felicidade.

      É o Comunismo o Caminho à Felicidade?

      A Reforma Protestante foi uma revolta contra o abuso papal do poder e de privilégios. Contudo, desencadeou um dilúvio de idéias que foram muito além do que os reformadores originais previram. Essas idéias — mais cedo ou muito mais tarde — estavam destinadas a produzir revoluções em outros campos sem ser religiosos. A revolta contra Roma não só guindou o desenvolvimento do capitalismo, mas também contribuiu para inovações nos campos da ciência, da tecnologia e da filosofia — conduzindo a crenças ateístas.

      Com o advento da locomotiva a vapor e da maquinaria, o capitalismo espalhou-se do campo do comércio ao da indústria. A última parte do século 18 e o século 19 presenciaram a criação de grandes indústrias que exigiam muita mão-de-obra recrutada dentre camponeses, artesãos e mesmo crianças. Mas a “exploração do homem pelo homem”, capitalista, levou à criação de movimentos operários e filosofias revolucionárias tais como o comunismo.

      Teoricamente, o termo “comunismo” denota “sistemas de organização social baseados na propriedade comum ou numa distribuição eqüitativa da renda e da riqueza”. Na prática atual, o comunismo é um sistema de governo fundamentado na posse da propriedade por parte do Estado, que controla a economia sob a estrutura dum partido político único.

      Para milhões de pessoas que não têm nada, em todo mundo, o comunismo parecia oferecer esperança duma vida melhor. Parecia ser o melhor meio para nivelar as flagrantes diferenças sociais criadas pelo sistema capitalista. Muitos estiveram dispostos até mesmo a abrir mão de esperanças de liberdade imediata se, por meio duma revolução, pudessem obter melhores condições de vida. A liberdade viria mais tarde, pensavam. Mas os anos passaram. O sistema comunista de governo tem tido tempo de mostrar de que é capaz, em muitos países. Os resultados foram desapontadores, mesmo no que diz respeito à prosperidade material, sem se falar em liberdade e felicidade.

      Por anos, no mundo ocidental, muitos jovens — e mesmo alguns não tão jovens — sentiram-se atraídos à ideologia comunista. Mas, as contínuas más notícias que vazam de muitos países comunistas e o fluxo unidirecional de refugiados deixaram desiludidos a muitos.

      É o Socialismo um Caminho Melhor?

      A palavra “socialismo” vem da palavra latina socius, que significa “companheiro”. Foi usada pela primeira vez na Inglaterra no começo do século 19 e um pouco mais tarde na França. Foi aplicada às teorias sociais do inglês Robert Owen (1771-1858) e dos franceses Saint-Simon (1760-1825) e Charles Fourier (1772-1837).

      Owen criticou a organização capitalista da indústria, baseada na competição e na exploração dos trabalhadores. Ele recomendou um sistema de cooperativa no qual os homens e as mulheres pudessem morar em “Vilas de União e Cooperação”, usufruindo os frutos de seu trabalho tanto na agricultura como na indústria. Várias comunidades owenistas foram estabelecidas na Escócia, na Irlanda e mesmo nos Estados Unidos. Mas elas por fim se desintegraram.

      Na França, Fourier defendeu a criação de comunidades-modelo chamadas de falanstérios, que consistiam de pessoas que iriam trabalhar segundo suas preferências. Dessemelhante de Owen, que concordava com a intervenção do Estado para estabelecer suas “vilas”, Fourier cria que seu sistema funcionaria numa base inteiramente voluntária. Ainda mais, os membros de suas comunidades seriam pagos segundo seus esforços e teriam permissão de ter propriedades. Fourier achava que descobrira uma organização social que correspondia aos anseios naturais dos homens em sua busca de felicidade. Comunidades ao estilo de Fourier foram realmente estabelecidas na Europa e nos Estados Unidos. Mas elas também falharam.

      Mais próximas ao moderno socialismo encontravam-se as idéias do francês Saint-Simon. Ele defendia a propriedade coletiva dos meios de produção e sua administração por peritos nos campos da ciência, da tecnologia, da indústria e das finanças. Saint-Simon cria que a cooperação entre a ciência e a indústria produziria uma nova sociedade na qual as pessoas teriam oportunidade igual para conhecer a prosperidade segundo suas habilidades e a quantidade e qualidade de seu trabalho.

      Ao passo que nenhuma dessas primevas ideologias socialistas foram bem sucedidas, elas pavimentaram o caminho para movimentos posteriores. Foram as primeiras vozes do socialismo moderno, o qual tem sido definido qual sistema de organização social baseado na posse e no controle público dos principais meios de produção e distribuição de bens. Ao passo que seus alvos fundamentais sejam similares aos do comunismo, a atual socialdemocracia difere do marxismo no sentido de que defende reformas progressivas, mas não a revolução e o sistema dum partido único.

      Embora mais respeitadora da liberdade individual do que o comunismo, o socialismo não foi bem sucedido em produzir paz e felicidade internacional. Por quê?

      Por Que a Falha?

      Por um lado, o socialismo não se mostrou mais poderoso do que o nacionalismo. Concernente a II Internacional, uma federação de partidos socialistas e sindicatos fundada em 1889, lemos que ela “patrocinou muitas manifestações comoventes e incitantes contra a guerra, mas quando a guerra irrompeu [em 1914] ela revelou sua inércia. A maioria dos componentes nacionais aliaram-se a seus próprios governos e abandonaram a idéia duma solidariedade internacional da classe trabalhadora”. — Encyclopœdia Britannica.

      Desde então, o movimento socialista tem continuado a se fragmentar e a significar coisas diferentes para diferentes pessoas. O nome socialista é usado por vários governos no mundo, alguns dos quais diferem muito pouco de governos conservadores progressistas, ao passo que outros são autoritários e mesmo totalitários. A palavra “socialista”, portanto, perdeu muito de seu significado para muitas pessoas sinceras que pensavam que ele levaria a uma fraternidade universal numa sociedade de prosperidade material e felicidade, sem classes.

      Não é de admirar que o líder sindical francês Edmond Maire escrevesse em Le Monde: “A falha histórica do movimento trabalhista na sua ambição de desenvolver o socialismo . . . [tem] levado numerosos militantes — tanto trabalhadores como intelectuais — a desistirem mesmo das esperanças a longo prazo. . . . Parece que os jovens ficaram particularmente afetados por este enfraquecimento da esperança socialista.”

      Assim, quer seja por meio do capitalismo, do comunismo, quer do socialismo, a procura da humanidade de um sistema que trará prosperidade material e verdadeira felicidade tem falhado. O sociólogo norte-americano Daniel Bell admite: “Para a classe instruída radical, as velhas ideologias perderam a sua ‘verdade’ e sua capacidade de persuadir. Poucos de mentalidade séria ainda crêem ser possível fazer ‘plantas’ por meio de ‘engenharia social’ produzir uma nova utopia de harmonia social.” — The End of Ideology.

      Contudo, esta busca de prosperidade material e felicidade é natural. Por que, então, têm sido os sistemas econômicos e políticos humanos incapazes de alcançá-la? O artigo seguinte examinará esta questão.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja The Vatican Empire [O Império Vaticano], do autor católico Nino Lo Bello.

      [Destaque na página 7]

      Muitos se desiludiram com o comunismo conforme evidenciado pelo fluxo unidirecional de refugiados.

      [Foto na página 6]

      Criança trabalhando numa mina de carvão na Bretanha, em 1842.

      [Quadro na página 8]

      Capitalismo

      Sistema econômico no qual todos, ou a maioria, dos meios de produção e distribuição de bens (terras, minas, fábricas, ferrovias e assim por diante) são de propriedade particular e operam visando lucro, sendo que os proprietários (capitalistas) empregam a mão-de-obra de pessoas sem capital (trabalhadores).

      Comunismo

      Um sistema de organização social baseado na posse de toda propriedade por parte da comunidade ou do Estado, que planeja e controla a economia sob a estrutura política de um partido único.

      Socialismo

      Um sistema de organização social baseado na posse e no controle públicos, dos principais meios de produção e distribuição de bens; distingue-se do comunismo no mundo ocidental por defender reformas progressivas numa sociedade democrática.

  • É suficiente a prosperidade material?
    Despertai! — 1982 | 8 de junho
    • É suficiente a prosperidade material?

      O DESEJO de prosperidade material não é errado em si mesmo. Mas é suficiente para produzir verdadeira felicidade? Será que o capitalismo, o comunismo e o socialismo se esqueceram do ingrediente primário para a verdadeira felicidade? E poderia esta importante falta explicar, pelo menos em parte, por que esses sistemas falharam em tornar as pessoas realmente felizes?

      A sinceridade dos homens que devotam sua vida inteira a esforços visando tornar bem-sucedido o capitalismo, o comunismo ou o socialismo não pode ser negada. E cada sistema tem tido êxito em elevar o padrão de vida em certos países, para certas pessoas. Mas, produziram eles a genuína felicidade para a maioria em tais países? Acabaram com o crime, a violência e a guerra? Tem qualquer um desses sistemas eliminado o suicídio, o vício de drogas ou o alcoolismo? Será que pessoas felizes se suicidam, “se desligam” por meio de drogas ou “afogam suas tristezas” no álcool?

      O propósito declarado desses vários sistemas humanos é promover um modo de vida que é considerado o melhor para todos ou, pelo menos, para “o maior número”. Atribuem importância em grau maior ou menor à liberdade ou à igualdade como sendo básica para a felicidade humana. O capitalismo está disposto a sacrificar a igualdade em favor da liberdade. O comunismo põe a igualdade acima da liberdade. A socialdemocracia tenta conciliar os interesses de ambos. Mas nenhum deles conseguiu mudar a natureza humana. O egoísmo humano revela o pior nos capitalistas, transformando muitos deles em exploradores injustos; converteu as experiências comunistas em capitalismo de Estado, as pessoas comuns sendo exploradas pelo Estado em vez de por capitalistas individuais ou gigantescas empresas; arruinou os sonhos socialistas utópicos.

      A Tecnologia Não É Suficiente

      Até bem recentemente, os ideólogos políticos e econômicos de todas as tendências fixavam suas esperanças no progresso científico e na tecnologia. Lemos: “A nova tecnologia parecia ajustar-se [ao capitalismo de livre iniciativa] como uma luva e para garantir a rápida realização do ideal dos filósofos utilitaristas de ‘o maior bem para o maior número’. Mesmo Marx e Engels, encarando a partir duma orientação política radicalmente diferente, não viram nada senão o bem na tecnologia.” — Encyclopœdia Britannica.

      Sim, do mais ferrenho capitalista ao mais revolucionário comunista, os homens louvaram a tecnologia qual chave para a futura felicidade da humanidade. Novas e melhores máquinas acabariam com o trabalho monótono. As horas de trabalho seriam reduzidas, proporcionando às pessoas mais tempo livre para viagens, cultura ou lazer. Em que poderia resultar isso senão em felicidade?

      Hoje em dia o otimismo esmoreceu. A tecnologia criou tantos problemas quantos solucionou, ou até mais, talvez diga. A obra de referência que acabamos de citar prossegue falando das “falhas sociais do progresso tecnológico tais como mortes provocadas por automóveis, a poluição do ar e da água, a superpopulação urbana e o barulho excessivo”. Menciona também o problema sério da “tirania tecnológica sobre a individualidade e os padrões tradicionais de vida do homem”.

      Quem, hoje, pode afirmar seriamente que a tecnologia melhorou a vida familiar, que proporcionou empregos satisfatórios às pessoas ou fez do mundo um lugar mais seguro em que se viver? Inegavelmente, algo mais do que a tecnologia é necessário para fazer as pessoas felizes.

      “Não Somente de Pão”

      À medida que a revolução tecnológica acontecia, alguns homens de larga visão previam seus perigos. O estadista britânico William Gladstone (1809-1898) lançou um alerta contra o “crescente domínio das coisas vistas sobre as coisas não vistas” e contra o “poder de um materialismo silencioso, não declarado, inconsciente”. O ensaísta norte-americano Ralph Waldo Emerson (1803-1882) fez este alerta poético contra o crescente materialismo: “As coisas estão na sela e cavalgam a humanidade.”

      Em seu livro Religion and the Rise of Capitalism [A Religião e a Ascensão do Capitalismo], R. H. Tawney denuncia a “ilusão do progresso alcançado às custas da dominação do meio material por uma raça egoísta e superficial demais para poder determinar o propósito ao qual seus triunfos serão aplicados”. Ele critica a idéia “de que a obtenção de riquezas materiais é o objetivo supremo do empenho humano e o critério final para avaliar o êxito humano”. Adicionalmente, enfatiza a necessidade de “um padrão de valores . . . baseado em algum conceito das exigências da natureza humana como um todo, à qual a satisfação das necessidades econômicas evidentemente é vital, mas que exige a satisfação de outras necessidades também”.

      Sim, para sentir verdadeira felicidade, o homem precisa ter um “padrão de valores”. Mas, o estado atual do mundo mostra além de dúvida que a filosofia, a economia política, a ciência e a tecnologia humana, todas falharam em suprir o homem de um conjunto válido de valores. As pessoas fariam bem, portanto, em não desprezar o único livro que fornece um padrão de valores confiável — a Bíblia.

      Tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Gregas encontramos esta verdade básica: “O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.” (Mateus 4:4; Deuteronômio 8:3) A Bíblia coloca a ênfase onde certamente cabe — nos valores espirituais. Fornecendo um pré-requisito fundamental para a felicidade, ela diz: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” — Mateus 5:3.

      O homem se tem mostrado incapaz de preencher esta necessidade espiritual. Por fazer da tecnologia e dos alvos materialistas sua prioridade máxima, ele se encontra face a face com uma crise assim resumida: “Apesar de toda sua inteligência, o homem comporta-se nas comunidades com uma leviandade em relação ao seu meio ambiente que é potencialmente suicida. É discutível, então, se a tecnologia é uma bênção ou uma maldição [causa de aflição, morte ou ruína]. O histórico da tecnologia vai desde as primitivas realizações tecnológicas do homem, o fabricante de ferramentas, até as encruzilhadas nas quais a espécie agora se encontra, na última terça parte do século 20, confrontadas por uma escolha, que é a auto-destruição ou um milênio de aventuroso crescimento e expansão.” — Encyclopœdia Britannica.

      Um Milênio de Verdadeira Prosperidade

      A Bíblia não só supre aqui e agora os valores espirituais que são os ingredientes primários para a felicidade, mas também dá uma maravilhosa esperança dum milênio de paz, justiça e prosperidade material aqui mesmo na terra. (Veja página 13.) Bem mais de dois milhões de Testemunhas de Jeová que vivem em 205 países, cujos governos representam a inteira gama de sistemas econômicos e políticos — do capitalismo ao comunismo — têm achado a pronta felicidade pela aplicação prática dos valores morais da Bíblia ao passo que depositam sua esperança de paz e justiça na promessa segura de Deus de uma nova ordem. — 2 Pedro 3:13.

      No passado, muitos dos que são agora Testemunhas de Jeová haviam depositado sua fé nos sistemas políticos e econômicos inventados pelo homem ou pensavam que alguma coisa pudesse ser feita para reformá-los. Alguns eram ardentes defensores da livre iniciativa capitalista. Outros imaginavam que o socialismo previdenciário resolveria os problemas da humanidade. Ainda outros eram militantes comunistas. Um desses últimos, que mora na França,

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