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Quanta energia há no subsolo?Despertai! — 1980 | 22 de junho
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estruturas fiscais e controles artificiais de preços. Os executivos petrolíferos se queixam de que restaram poucos incentivos para empreenderem custosas perfurações em busca de novos campos, ou para a construção de novas refinarias necessárias para suprir a procura implacavelmente crescente.
As firmas multinacionais promoveram a produção de petróleo em países outrora atrasados, a fim de ser exportado para os países industrializados. Atualmente, as reservas mais abundantes de petróleo e os maiores consumidores de petróleo se acham em domínios políticos diferentes, amiúde antagônicos. As nações da OPEP, queixando-se de terem sido exploradas pelas nações mais poderosas, se juntaram a fim de restringir a oferta e, assim, elevar os preços, impondo suas exigências políticas. Para evitar a ameaça de novos embargos, os líderes políticos falam da conservação de energia e de fontes alternativas de energia. No entanto, suas propostas de reduzir os limites de velocidade nas rodovias, de baixar o termostato de aquecedores, e de aumentar grandemente o preço dos combustíveis, deparam com a indiferença e até mesmo com a resistência indignada das pessoas.
Mas, é preciso encarar os fatos. Não importa que passos sejam dados para conservar e esticar as reservas, o petróleo do mundo já não corresponde à procura. É um engodo ouvir dizer que as rochas porosas de poços exauridos de petróleo ainda retêm de duas a três vezes tanto petróleo quanto foi extraído, mas este só pode ser recuperado em pequena parte, por métodos custosos. Mesmo a descoberta de novos campos, como os do Alasca (EUA) e do México, não podem senão adiar por alguns anos o esgotamento final do petróleo mundial. Inevitavelmente se esgotará nas próximas décadas. Que fazer então?
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Devemos retornar ao carvão?Despertai! — 1980 | 22 de junho
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Devemos retornar ao carvão?
ATÉ 1940, o carvão era a principal fonte comercial de energia do mundo. Desde então, a quantidade de carvão minerado se alterou um pouco, mas a utilização do petróleo e do gás natural aumentou tão rápido que o carvão agora supre apenas 30 por cento da energia do mundo. Isto não se deu por causa de qualquer problema no fornecimento de carvão, mas, basicamente, porque o petróleo era mais barato. Caso o petróleo se torne caro demais, e, por fim, se esgote, não podemos retornar ao carvão?
Certamente que existe carvão em abundância. Nos depósitos conhecidos, há bastante dele para suprir todas as necessidades energéticas pelo menos por 150 anos. Muitas novas minas teriam de ser abertas, e as facilidades de transporte por ferrovia e por barcos a vapor teriam de expandir-se concordemente, mas o carvão existe.
Para a geração de energia e a indústria, o carvão é um substituto prático do petróleo. Para o aquecimento doméstico, ou para cozinhar, possui óbvias desvantagens.
Aquecimento das Casas ou de Ferros de Passar
Muitos de nossos leitores mais idosos se lembrarão das tarefas diárias do inverno, de retirar o carvão ou lenha duma tulha negra e poeirenta e colocá-lo na fornalha, e, mais tarde, remover as cinzas ainda mais sujas em barris ou caixotes, para jogá-las no lixo. E era preciso certa perícia para acender uma camada de carvão, quando o
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