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  • De abrigos da fronteira a casas de nossos “sonhos”
    Despertai! — 1980 | 22 de maio
    • De abrigos da fronteira a casas de nossos “sonhos”

      Do correspondente de “Despertai!” no Canadá

      UMA nova geração de construções feitas de toras capta a atenção de um número cada vez maior de pessoas no Canadá. Este renovado interesse tem motivado a construção de casas dos “sonhos”, auditórios comunitários, bibliotecas públicas, museus e até mesmo uns poucos Salões do Reino das Testemunhas de Jeová — todos construídos com toras.

      Por que este ressurgimento de interesse em estruturas de toras? Há diversos fatores contribuintes. Muitos são atraídos simplesmente pela beleza natural das toras. Também, fatores econômicos levaram alguns a fazer sério exame da construção de toras. Para outros, que desejam voltar à natureza, uma casa de toras expressa sua rejeição para com o mundo de concreto e plástico que os tem tragado.

      Síntese Histórica

      A história do desenvolvimento da construção de toras no Canadá nos ajuda a reconhecer que as estruturas de toras não são, de forma alguma, necessariamente simples cabanas. Por exemplo, em 1605, em Port Royal, Nova Escócia, machadeiros peritos construíram uma grande casa de toras projetada por arquitetos franceses que se tornou a “residência” do explorador francês Samuel de Champlain. Era uma casa tão linda, que uma visita hoje à sua réplica reconstruída pode bem fazê-lo começar a sonhar com uma que gostaria de construir.

      Em anos posteriores, outros artífices contribuíram adicionalmente para o desenvolvimento de construções de toras no Canadá. Por exemplo, os imigrantes escandinavos trouxeram consigo conhecimentos e habilidades aprimorados. Dessemelhante do estilo francês, o qual apóia que estacas verticais devem sustentar o peso da estrutura, o estilo escandinavo exigia que o peso da estrutura fosse sustentado principalmente por toras horizontais. Ao invés de ter estacas verticais nos cantos, nas quais as toras eram encaixadas, os escandinavos sobrepunham e chanfravam as toras cruzadas, tendo as suas extremidades alongadas além dos cantos.

      O que se afirma ser a maior construção de toras no mundo foi construída em 1930 numa localidade entre Otava e Montreal. “Le Chateau Montebello”, um hotel da Estrada de Ferro “Canadian Pacific”, tem uma gare hexagonal que mede 30 metros de um lado a outro, com impressionante lareira de pedra que atinge 20 metros de altura. Desta gare espalham-se seis áreas residenciais como seis alas de vários tamanhos, contendo 200 quartos e suítes para hóspedes. Os 3.500 construtores que trabalharam no projeto assentaram umas 10.000 toras e completaram o projeto no tempo extraordinário de apenas quatro meses. A estrutura final tem um comprimento total de cerca de 136 metros e a altura de três andares. Que magnífica estrutura de toras é esta!

      O Edifício Ingamo, em Inuvik, ao norte do Círculo Ártico, nos Territórios do Noroeste, é uma construção de toras completada recentemente que mantém estas tradições. Este centro comunitário índio-esquimó que levou quatro anos para ser erguido, foi tão habilmente construído por dois peritos no ramo (utilizando técnicas de construção finlandesas), que é um desafio tentar enfiar um pedaço de papel por entre as toras.

      Um exemplo mais atual é o atraente Salão do Reino das Testemunhas de Jeová em Masset, nas Ilhas Rainha Carlota, na Colúmbia Britânica, um dos diversos Salões do Reino construídos de toras no Canadá. Algumas de suas foras têm 15 metros de comprimento!

      Projetos como estes confirmam a credibilidade da construção de toras como um método moderno de construção. Muitos compreendem que a nova geração de casas de toras não precisa ser apenas uma cabana com piso de terra, paredes por onde passa vento, e telhado de palha com goteiras. A nova classe de construtores dedicados de toras tem promovido antigos, mas aprimorados, métodos de construção com toras, combinados com a moderna tecnologia de construção, tornando a casa de toras de nossos “sonhos” uma realidade confortável hoje.

      Deve Construir Uma Casa de Toras?

      O atual entusiasmo por construções de toras talvez lhe suscite uma interessante pergunta. Deve construir uma casa de toras?

      Há muitos fatores que precisam ser considerados realisticamente. Nunca é demais enfatizar a necessidade de cuidadoso planejamento. Há diversos modos de empreendê-lo. Algumas pessoas têm desmanchado cuidadosamente casas de toras existentes e as remontado sobre novos alicerces e com novos telhados. Alguns optaram por encomendar uma casa de toras “embalada” e, então, montam as partes pré-fabricadas eles mesmos. Ainda outros preferem uma casa de toras ajustada localmente. Devido à grande perícia exigida para uma casa de toras deste tipo, muitos têm achado prudente contratar um construtor profissional em toras. Mas, há lugar aqui, também, para uma palavra de cautela. A pessoa deve conhecer de antemão as habilidades do profissional. Examine de perto seu trabalho anterior.

      Para aqueles que quiserem apreciar o trabalho de suas próprias mãos, aqui estão umas sugestões práticas:

      Tempo: Há uma tendência geral de se subestimar o que isto custará em termos de tempo. Por exemplo, construtores peritos em toras às vezes podem colocar apenas de duas a quatro toras por dia. O que poderia efetuar uma pessoa sem prática?

      Dinheiro: Alguns, também, tendem a subestimar o custo financeiro. Visto que há tantas variações (desde a disponibilidade e preço das toras até aspectos opcionais, tais como lareiras), o custo de cada casa deve ser cuidadosamente calculado de antemão.

      E, do ponto de vista da construção, aqui estão algumas sugestões:

      Segurança: Visto que cada tora pesará centenas de quilos, precisa-se usar de extrema cautela ao manuseá-las. O uso de ferramentas para construção de toras, tais como a serra a motor, machados e outras ferramentas afiadas de corte, também exige cuidado extra. Use uma proteção para os olhos e sapatos com sola de borracha e bico de aço. Nunca prossiga com nenhum trabalho até que tenha condições seguras e sua área de trabalho esteja livre de obstruções e espectadores. Pense sempre em termos de segurança para assim evitar transformar seu projeto em um pesadelo por causa de um sério acidente.

      Alicerce: Devido ao peso extra das toras, requer-se um alicerce mais resistente. Considerando que uma estrutura normal de paredes de uma casa de 102 metros quadrados pode pesar 3.600 quilos, as paredes de uma casa de toras pesariam aproximadamente 12.700 quilos. Para evitar o recalque e satisfazer o departamento de obras talvez seja necessário um alicerce reforçado com ferro, com 25 cm de espessura e uns 61 cm de base. Estes algarismos mudariam de acordo com variadas condições de solo.

      Seleção e Preparação das Toras

      Muitos problemas podem ser evitados por se escolher toras razoavelmente retilíneas, com pouco afilamento. O tamanho, também, e importante para a construção da casa. Toras com 35 a 43 cm de base e 25 a 30 cm na extremidade mais fina proporcionam boa aparência, solidez estrutural e suficiente insulação. Podem-se usar variedades diferentes de árvores, mas os construtores profissionais parecem preferir o pinho, o espruce, o abeto ou o cedro.

      A melhor época para cortar toras é o inverno, quando a seiva é reduzida e as toras podem ser deslizadas sobre a neve, reduzindo o estrago. É melhor deixar para descascá-las quando estiverem prontas para ser usadas. Na verdade, alguns especialistas acham que as toras são melhores quando usadas logo, de maneira a deixá-las “curar” em seu lugar na construção. Se tiverem de ser armazenadas, devem ser empilhadas em linha reta e afastadas do chão para permitir a circulação de ar e mantê-las afastadas da umidade. Quando as toras estiverem em seus lugares, podem-se aplicar preservativos de madeira.

      Assentamento e Chanfrado

      Uma vez selecionadas suas foras, que estejam no local e descascadas, o próximo passo é levantar as paredes. Isto requer planejamento, engenhosidade, habilidade, trabalho árduo e muito cuidado. Cada tora deve ser selecionada cuidadosamente e assentada em seu lugar. Um método comum ao se colocar as toras envolve cuidadosa “marcação” — assentando cada tora sobre a tora abaixo e chanfrando os cantos onde as toras se cruzam.

      Um fator bem importante a considerar é o assentamento que ocorre enquanto as toras “curam”. Ao instalar portas e janelas e quaisquer divisórias ou escadas com armações deve-se prover um espaço vertical extra igual a 6,25 cm por metro de altura. A armação não deve ser fixada diretamente nas toras, mas deve ser firmada num membro vertical “flutuante” em um encaixe nas toras. Se isto não for feito poderão surgir sérios problemas ao passo que as toras se assentam.

      Se desejar construir você mesmo, seria prudente, se possível, aproveitar quaisquer cursos de instrução oferecidos ou combinar trabalhar ao lado de alguém que seja perito neste ramo.

      Insulação

      Paredes de toras provêm boa insulação se forem devidamente construídas e com toras suficientemente grandes. Por exemplo, uma parede construída de toras afiladas com 25 cm na extremidade mais fina e devidamente assentadas, tem uma insulação de fator R, aproximadamente 20 por cento superior a uma parede de 5 por 10 cm com nove cm de insulação de fibra de vidro. Naturalmente, seria bem mais alta se se usassem toras mais largas e no lado inferior de cada tora fosse feita uma ranhura, de modo que a insulação resiliente pudesse ser abrigada entre as toras.

      Um outro ponto positivo das paredes de toras é sua capacidade de reter calor. O tipo de parede descrito acima tem cerca de cinco vezes a capacidade de conservar calor das paredes de madeira. Isto contribui para uma temperatura mais constante e, conseqüentemente, uma condição de vida mais confortável. Aplicam-se os mesmos princípios para a insulação do telhado e do piso como numa construção comum; de outro modo, as vantagens de insulação da construção de toras serão perdidas.

      Encanamento e Instalações Elétricas

      Uma área onde a previsão poupa muito trabalho mais tarde é ao fazer provisões de instalações tais como encanamento e rede elétrica, a serem feitas enquanto as toras estão sendo colocadas em seus lugares. O cuidado em ocultar estes serviços resulta numa aparência mais agradável.

      É óbvio que a construção de uma casa de toras envolve muita coisa. Talvez possa primeiro construir um barracão para ferramentas ou pequena estrutura similar. Por assim fazer, ganharia experiência no trabalho com toras e teria apenas de viver com os seus erros e não dentro deles. Estaria também em melhor posição para determinar se a nova casa dos seus “sonhos” deverá ou não ser construída de toras.

      [Foto na página 9]

      canto chanfrado em malhetes.

      canto com chanfrado côncavo

      canto redondo chanfrado e ranhura de insulação

  • Falta evidência
    Despertai! — 1980 | 22 de maio
    • Falta evidência

      “Os cientistas estão agora convencidos da inevitabilidade da vida em outras partes” reza a manchete do “Advance” de Staten Island, EUA, de 5 de dezembro de 1978. Com base num despacho do “Christian Science Monitor”, o artigo admite que tal convicção se baseia mais em fé do que em evidência. Cyril Ponnamperuma, da Universidade de Maryland, EUA, expressa tal convicção do seguinte modo: “Pode-se considerar a vida como um inevitável processo, que tende a aparecer no cosmo sempre que as condições sejam favoráveis. Ele declara ainda: “Não existe nada de ímpar sobre nosso sol, que realizou a criação da vida neste planeta. As leis da química e da física são “universais.” Mas eles reconhecem que o sol perdeu agora seu poder de criar. Também, têm de afirmar que as leis da química e da física tiveram geração espontânea, visto que eles excluem a existência dum legislador.

      Conclui o artigo: “Ao afirmar tais coisas, os biólogos hodiernos não se sentem especialmente presunçosos quando consideram a ignorância de seus predecessores. Sabem que eles mesmos não podem ainda explicar como as substâncias químicas pré-bióticas se tornaram orgânicas. Mas têm fé de que estão na pista correta para a resposta.”

      As vítimas dos suicídios em massa do Jonestown, Guiana, também tinham uma espécie de fé. Como acontecia nos dias de Jesus, assim continua a suceder hoje: “Guias cegos é o que eles são. Se, pois, um cego guiar outro cego, ambos cairão numa cova.” — Mat. 15:14.

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