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Zelo pela casa de JeováA Sentinela — 1980 | 1.° de março
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diariamente discursos a novos “discípulos”. (Atos 16:13; 18:4; 19:9) E mais tarde Paulo disse aos que se haviam tornado anciãos na congregação de Éfeso: “Desde o primeiro dia em que pisei no distrito da Ásia . . . não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho.” A quem? Só aos que por fim se tornaram anciãos? Não; porque Paulo acrescentou que tinha dado testemunho “tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus”. Portanto, pessoas novas, que precisavam saber dos ensinos elementares sobre o arrependimento e a fé, estavam incluídas entre os que foram instruídos “publicamente e de casa em casa”, desde o começo do serviço missionário de Paulo em Éfeso. — Atos 20:18-21; 18:19; 19:1-7; veja Hebreus 6:1.
17. (a) Que base há para muitas traduções da Bíblia verterem o grego kat oikous por “de casa em casa”? (b) Segundo indica o ‘testemunho cabal’ de Paulo, o que está incluído no testemunho cristão?
17 Esta frase, “de casa em casa”, traduz o grego kat oikous. Embora haja outras traduções dela, muitas versões bem-conhecidas da Bíblia usam esta expressão: “de casa em casa”.b Isto se dá porque a preposição grega kata tem o sentido “distributivo”. (Veja o uso similar de kata em Lucas 8:1: “de cidade em cidade”, “de aldeia em aldeia”; e em Atos 15:21: “em cidade após cidade”.) Assim se pode dizer que o ‘testemunho cabal’ de Paulo se distribuía em casa após casa. O erudito bíblico Dr. A. T. Robertson comenta o seguinte sobre Atos 20:20:
“Pelas (segundo as) casas. Vale a pena notar que este maior de todos os pregadores pregava de casa em casa e não tornava as suas visitas apenas encontros sociais.”
Assim como Paulo ‘deu cabalmente testemunho’, os cristãos procuram hoje moradores com inclinações espirituais, revisitando estes lares e estudando com os interessados. Mais tarde, conforme necessário, superintendentes fiéis fazem visitas de pastoreio.c
18. Por que não se refreavam Paulo e seus companheiros de pregar e ensinar de casa em casa?
18 Havia todos os motivos para Paulo e os outros cristãos dos seus dias ‘não se refrearem’ na sua pregação e ensino de casa em casa. Aqueles eram tempos críticos. O sistema judaico de coisas aproximava-se rapidamente da sua destruição. Os imperadores romanos incentivavam a idolatria. Havia uma necessidade premente que aqueles que estavam “dados ao temor das deidades” buscassem “o Deus que fez o mundo e todas as coisas nele”, Aquele que então estava ‘dizendo à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependessem’. — Atos 17:22-31.
19. (a) Por que há hoje necessidade muito urgente de que se dê testemunho de casa em casa, bem como que se tome parte em outra atividade de dar testemunho? (b) Em que resultará ‘continuarmos na fé’ com zelo?
19 A necessidade de ‘dar testemunho cabal’ — de casa em casa, por testemunho informal, nas feiras, por revisitas, por dirigir estudos bíblicos regulares nos lares — é hoje urgente. De fato, assim como se deu nos dias do apóstolo Paulo, as “boas novas”, têm sido “pregadas em toda a criação debaixo do céu”. Mas há necessidade dum adicional esforço intenso antes de sobrevir a “grande tribulação”. Assim como o apóstolo Paulo disse àqueles cristãos colossenses, é necessário que todos nós ‘continuemos na fé, estabelecidos no alicerce e constantes, e sem sermos deslocados da esperança daquelas boas novas’. — Col. 1:23; Mat. 24:21.
20. Como pode hoje servir de proteção pregar de casa em casa de toda a alma?
20 Assim como no apogeu do Império Romano, também se dá hoje, que as pressões mundanas têm por objetivo fazer os cristãos entregar-se aos prazeres, à chamada “recreação” e às imoralidades de pessoas ímpias — “os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus” — os mesmos que estão para serem “submetidos à punição judicial da destruição eterna”. (2 Tes. 1:6-9) Nossa proteção está em trabalharmos assim como Paulo e todos os outros cristãos zelosos do seu tempo, por termos “sempre bastante para fazer na obra do Senhor”, trabalhando “de toda a alma como para Jeová, e não como para homens”. (1 Cor. 15:58; Col. 3:23) Há grande satisfação e alegria em trabalhar segundo o modelo dado pelo apóstolo Paulo e outros da congregação do primeiro século, publicamente e “de casa em casa”, dando ‘testemunho cabal’ para que outros saibam do “arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus”. (Atos 20:20, 21) Ao passo que servimos assim, que sempre se possa dizer de nós assim como de nosso Amo: ‘O zelo da casa de adoração de Jeová me devorou.’ — João 2:17.
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Pregação num mundo sem leiA Sentinela — 1980 | 1.° de março
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Pregação num mundo sem lei
“Por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:12-14.
1. Até que ponto a violação da lei toma conta do mundo atual? (2 Tim. 3:1-5)
NOTA hoje o aumento da violação da lei? Em muitas partes da terra, o desrespeito pela lei e ordem está assumindo proporções gigantescas. O crime anda desenfreado na maioria das cidades grandes. Não é mais seguro andar pelas ruas. Nos últimos anos, muitos governos foram derrubados por revoluções, e outros se armam até os dentes contra a rebelião interna e as ameaças externas. Até mesmo o mundo comunista tem dificuldades, ao passo que o nacionalismo toma precedência à “unidade” socialista.
2. Como tem sido muitas seitas da cristandade permeadas por aquilo que é contra a lei?
2 Que dizer da cristandade? Conforme Jesus profetizou sobre os nossos dias, o “aumento do que é contra a lei” tem tido um efeito devastador sobre muitas de suas seitas. A Bíblia, que advoga o devido respeito pela lei e ordem, é agora considerada por muitos como “antiquada”. Muitas igrejas têm acompanhado a atual sociedade permissiva, fechando os olhos à imoralidade, ao homossexualismo e à corrução — produzindo assim uma safra de cristãos falsos, da espécie que não ‘herdará o reino de Deus’. — Mat. 24:12; 1 Cor. 6:9, 10.
3. Como é que pessoas que são contra a lei tem tentado penetrar na congregação cristã, e o que diz Jesus sobre tais pessoas?
3 Pessoas que são contra a lei até mesmo têm tentado penetrar na verdadeira congregação cristã, argumentando que a “prometida presença” do Senhor não ocorrerá nos dias atuais. Escarnecem dos anciãos e questionam a designação do “escravo fiel e discreto” pelo Amo para cuidar dos interesses do seu Reino na terra. (2 Ped. 3:3, 4; Mat. 24:45-47) Os desta espécie estão incluídos no aviso de Jesus, registrado em Mateus 7:15-23: “Vigiai-vos dos falsos profetas que se chegam a vós em pele de ovelha, mas que por dentro são lobos vorazes. . . . [Naqueles dias] eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.”
4. Que qualidade somos exortados a cultivar, e como podemos demonstrá-la?
4 No entanto, Jesus declarou a respeito dos que realmente são como “ovelhas”: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” Como podemos demonstrar que temos esta qualidade de perseverança? Ora, por participarmos no cumprimento das palavras adicionais de Jesus: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:13, 14) É pela nossa perseverança na proclamação destas “boas novas do reino” que podemos obter a salvação.
5. (a) Por que se pode dizer que não estamos sozinhos na nossa obra? (b) Que julgamento está sendo feita agora, e por quem?
5 Não estamos sozinhos em fazer este trabalho, porque a profecia de Jesus, sobre esta “terminação do sistema de coisas”, passa a dizer-nos que, “quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso”. É desde os céus invisíveis que ele dirige a obra de julgamento, na qual ele separa as pessoas das nações “assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos”. Esta obra de separação atinge o clímax na “grande tribulação”, tempo em que os “cabritos” indiferentes partirão “para o decepamento eterno”, ao passo que as “ovelhas” obedientes herdarão o reino que o Pai tem preparado para elas “desde a fundação do mundo”. — Mat. 24:3, 21; 25:31-46.
6. (a) Como se fez com que as “ovelhas” e os “cabritos” se identificassem? (b) Como se demonstrou muitas vezes a orientação angélica sobre nosso serviço de casa em casa?
6 Como se identificam as “ovelhas” e os “cabritos” como sendo tais? Fazem isso em conseqüência duma obra de testemunho realizada na terra pelos “irmãos” do rei, ungidos com o espírito, e pelos companheiros deles, obra que atinge a “parte mais distante da terra”. (Atos 1:8) Principalmente, trata-se duma campanha global de pregação feita de casa em casa. Tal atividade resulta numa reação apreciativa para com as coisas espirituais, sugerida pelas palavras do Rei dirigidas à classe das “ovelhas”: “Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente.” (Mat. 25:35) Ele considera a acolhida que dão aos seus “irmãos” como algo feito a ele mesmo. Isto está em contraste com a recepção dada pelos obstinados, que não prestam atenção a assuntos espirituais. Esta obra de separação, de fato, tem sido realizada sob direção angélica. (Mat. 25:31, 32) Em conjunto com ela, tem havido ajuda angélica na proclamação das “boas novas”, pois, quantas vezes tem acontecido que alguém sincero orou a Deus pedindo ajuda, encontrando logo uma Testemunha de Jeová parada à porta! E quantas vezes já foi uma Testemunha guiada por circunstâncias incomuns para visitar um lar quando mais se precisava de ajuda espiritual! Apercebidos do apoio de miríades de anjos celestiais, que nunca deixemos de procurar os merecedores por meio da zelosa pregação de casa em casa.
SIGA O MODELO DO PRIMEIRO SÉCULO
7. (a) O que indica que os primitivos cristãos estavam intensamente envolvidos em dar testemunho “publicamente e de casa em casa”? (b) Que outra comparação se pode fazer entre os cristãos do primeiro século e os hodiernos?
7 Entre os primitivos cristãos não havia nenhuma separação entre clérigos e leigos. Aqueles crentes no Senhor Jesus Cristo não eram apenas gente que se sentava nos bancos de igrejas. Eram homens e mulheres de ação, intensamente envolvidos em dar testemunho “publicamente e de casa em casa”. (Atos 20:20) Eles literalmente ‘encheram Jerusalém com o seu ensino’ e pregaram as boas novas “em toda a criação debaixo do céu”. (Atos 5:28; Col. 1:23) Foram bem-sucedidos porque, conforme observou o historiador E. Arnold no seu livro Os Primitivos Cristãos (em inglês): “Até os membros mais simples de suas comunidades eram mensageiros, divulgando a verdade que lhes fora confiada.” O mesmo se deve dar hoje, porque as seguintes palavras de Paulo aplicam-se a todos os cristãos crentes: “Com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” E o resultado novamente é que multidões estão ouvindo as “boas novas”, pois, “de fato, ‘o som deles saiu por toda a terra, e as suas pronunciações, até às extremidades da terra habitada’”. — Rom. 10:10, 18.
8. Que nítido contraste se pode ver entre as religiões da cristandade e o verdadeiro cristianismo?
8 Quão diferente é a mensagem profética dos verdadeiros cristãos daquelas cerimônias formalistas da cristandade! O historiador H. G. Wells comentou esta diferença no seu Bosquejo da História (em inglês), como segue:
“É necessário que tragamos à atenção do leitor as profundas diferenças entre este plenamente desenvolvido cristianismo de Nicéia [de 325 E.C.] e o ensino de Jesus de Nazaré. . . . O que se torna bem evidente é que o ensino de Jesus de Nazaré era ensino profético do novo tipo, que começara com os profetas hebreus. . . . A sua única organização era uma organização de pregadores, e sua principal função era o sermão. Mas o plenamente desenvolvido cristianismo do quarto século . . . era principalmente uma religião sacerdotal dum tipo já conhecido no mundo por milhares de anos. . . . tinha uma organização em rápido desenvolvimento de diáconos, sacerdotes e bispos.”
Para o seu atual ensino profético, os verdadeiros cristãos têm as preciosas boas novas do reino estabelecido, que precisam ser ‘pregadas primeiro em todas as nações’ antes de vir o fim. — Mar. 13:10.
9. Que serviço de casa em casa, iniciado em 1919, continua a ser bem sucedido nos dias atuais?
9 Esta hodierna pregação das “boas novas” recebeu impulso adicional após o anúncio da projetada revista nova, A Idade de Ouro, no congresso de Cedar Point, Ohio, E. U. A., em 5 de setembro de 1919. Esta revista se chama agora biblicamente de “Despertai!”. (Rom. 13:11) Ela passou a ser um instrumento para uma obra especial anunciada pela Sociedade Torre de Vigia naquele congresso:
“A IDADE DE OURO será usada num trabalho de casa em casa com a mensagem do reino, proclamando o dia da vingança de nosso Deus e consolando os que pranteiam.”
Até hoje, o trabalho de casa em casa com Despertai! e também com a revista A Sentinela continua a ser um dos métodos mais valiosos de contatar as pessoas regularmente com as “boas novas”.
10. Que emocionante chamada à ação foi feita em 1922, e como foi relacionada com isso a atividade de casa em casa?
10 O serviço de casa em casa, das Testemunhas de Jeová, obteve maior ímpeto a partir do segundo congresso de Cedar Point, em 1922, onde se fez esta memorável chamada à ação:
“Avancem na luta até que fique desolado todo vestígio de Babilônia. Proclamem a mensagem em toda a parte. O mundo precisa saber que Jeová é Deus e que Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Este é o dia de todos os dias. Eis que o Rei reina! São os seus agentes de publicidade. Portanto, anunciem, anunciem, anunciem o Rei e seu reino.”
Um dia daquele congresso foi reservado para o testemunho em grupo, de casa em casa, e relatou-se que os publicadores do Reino distribuíram 10.000 livros. Até o dia de hoje, programas especiais de pregação de casa em casa, nos congressos, aumentam a alegria dos reunidos.
UM EXÉRCITO DE “GAFANHOTOS” AVANÇA
11. (a) A que foi biblicamente comparado o exército de Testemunhas na sua pregação de casa em casa? (b) Como afetou esta atividade dos “gafanhotos” (1) os clérigos, (2) as pessoas sinceras?
11 Durante as décadas de 1920 e 1930, este vigoroso testemunho dado de casa em casa foi como uma praga de gafanhotos passando pela cristandade. Conforme o expressa Revelação 9:7-10: “As semelhanças dos gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha . . . E o som das suas asas era como o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha. Também, têm caudas e aguilhões como os escorpiões.” Um “poderoso” exército de Testemunhas zelosas passou como enxame pelas cidades e vilas da cristandade, expondo doutrinas erradas e práticas religiosas hipócritas. Isto amiúde incitou os clérigos a uma oposição ativa. A nuvem de “gafanhotos” deu aviso a respeito do iminente dia da vingança de Jeová a todos os difamadores do Seu nome e consolou os sinceros com as boas novas da terra paradísica a ser restabelecida debaixo da soberania de Deus. — Isa. 61:2.
12. (a) Por que é que estes “últimos dias” não são ocasião de complacência? (b) De que modo podem ser aplicadas as palavras de Joel, a respeito do exército de “gafanhotos”, à atividade das Testemunhas de Jeová?
12 Estes “últimos dias” não são ocasião de complacência. (2 Tim. 3:1) Conforme declarou o profeta de Deus, Joel: “Está chegando o dia de Jeová, pois está perto!” (Joel 2:1) Embora deva ser um dia de depressão e angústia para os religiosos falsos, os que amam a Deus podem regozijar-se agora com o esclarecimento espiritual que é semelhante à “luz da alva difundida sobre os montes”. (Joel 2:2a) Como exército de “gafanhotos”, têm levado a mensagem do Reino de casa em casa. O profeta de Deus descreve a sua atividade zelosa com estas palavras notáveis:
“Há um povo numeroso e poderoso, semelhante a ele não se fez existir nenhum, desde o passado indefinido, e depois dele não haverá mais nenhum até os anos de geração após geração. Adiante dele um fogo devora e atrás dele uma chama consome. Adiante dele a terra está como o jardim do Éden; mas
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