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O casamento de adolescentes — quão sábio é?Despertai! — 1973 | 8 de abril
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que se casaram bem jovens haviam crescido com muita responsabilidade em cuidar de muitos irmãos e irmãs. No entanto, quantos adolescentes tiveram experiências comparáveis para amadurecê-los?
Por conseguinte, tanto os pais como os jovens não devem ser impetuosos quando se trata de favorecer o casamento de adolescentes. Ao passo que alguns casamentos de adolescentes tiveram êxito, na hodierna sociedade complexa muitos mais ficaram marcados pela infelicidade e pelo divórcio, ou desquite. O casamento é uma instituição divina — Deus o originou — mas não é panacéia para os males humanos. É apenas tão bom quanto as pessoas nele. Se se há de obter felicidade e êxito, as duas pessoas envolvidas devem ser pessoas maduras, pessoas que têm os pés firmemente assentados na vereda da vida.
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Obter êxito no celibatoDespertai! — 1973 | 8 de abril
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Obter êxito no celibato
UM FERVOROSO rapaz escreveu a alguns anciãos cristãos pedindo conselhos. Um ano antes, quando tinha vinte e um anos, fizera “a decisão de permanecer solteiro” para participar de forma mais plena no ministério. Sua carta continuava: “Agora, não estou tão certo de minha posição quanto ao celibato. Noto que estou ficando apaixonado. . . . Realmente não sei o que fazer!”
Ao passo que ele mesmo tinha de decidir, o bom conselho que lhe foi dado incluía: ‘Esforce-se em obter êxito no celibato.’ Mas, o que significa isso? Significa permanecer solteiro por toda a sua vida? ou que qualquer conduta está certa, conquanto mantenha seu alvo do celibato? Que passos práticos poderia dar?
Tais perguntas merecem consideração, pois todos nós permanecemos solteiros pelo menos por uma parte de nossa vida. Antes de a maioria das pessoas se casarem, usualmente passaram alguns anos como adultos solteiros. Outros resolveram permanecer solteiros por mais tempo de sua vida adulta a fim de seguirem uma carreira ou um interesse especial. Alguns gostariam de ter-se casado, mas ainda não encontraram um par adequado. E há muitos que se casaram, mas ficaram solteiros de novo por causa da morte do seu cônjuge. Se estiver em uma de tais categorias, como pode obter verdadeiro êxito no celibato?
Obter o Conceito de Deus
É de ajuda notar o que Deus diz em sua Palavra sobre o celibato e o casamento. Como nosso Criador, é de se esperar que seu conceito seja certo e equilibrado, e não desarrazoado ou distorcido.
Deus dignificou o casamento humano por instituir esse estado. Sabia que, no casamento, os humanos poderiam usufruir a ajuda, o companheirismo e a felicidade mútuos. Também, de modo honroso, poderiam assim produzir descendentes. (Gên. 2:18, 22-24) As Escrituras Hebraicas abundam com exemplos de verdadeiros adoradores que usufruíram a dádiva do casamento.
Nem Jesus e seus apóstolos condenaram o casamento. Pelo contrário, Cristo confirmou a origem divina do casamento, e o apóstolo Pedro era casado. (Mat. 19:4-6; 1 Cor. 9:5) O apóstolo Paulo escreveu quanto à proteção contra a imoralidade: “Tenha cada homem a sua própria esposa e tenha cada mulher o seu próprio marido.” — 1 Cor. 7:2.
Mas, a Bíblia não ignora que o casamento apresenta seus problemas. Visto que todos os humanos são imperfeitos, e vivemos num perverso sistema de coisas, o casamento não raro apresenta suas próprias ansiedades — junto com suas alegrias. Paulo falou de tais problemas como a ‘tribulação na carne’. A pessoa solteira é ‘poupada’ desta “tribulação”, embora talvez ainda enfrente outros problemas. — 1 Cor. 7:28.
Visto que mui provavelmente haverá problemas quer no casamento quer no celibato, será que Deus faz qualquer recomendação? Sim, a Bíblia mui expressamente encoraja o celibato, tanto da parte dos homens como das mulheres. Não se trata de uma recomendação geral do celibato como um fim em si mesmo, mas do celibato quando o motivo é o serviço a Deus com atenção indivisa. Como Paulo indicou, o casado está ansioso e interessado em agradar a seu cônjuge, e isto é correto. Em comparação, então, o cristão solteiro poderá “assistir constantemente ao Senhor, sem distração”. Neste respeito, o celibato é um proceder “melhor”. — 1 Cor. 7:32-38.
O tempo em que se é homem jovem ou mulher jovem é um tempo especialmente bom para se devotar atenção a servir a Deus, como mostra a Bíblia. (Ecl. 12:1) Assim, muitas testemunhas de Jeová jovens escolheram o celibato, pelo menos pelo presente, a fim de participar no ministério cristão com menos distrações. Quanto ao celibato na velhice, a Bíblia menciona a profetisa Ana. Ela se tornou viúva, depois de apenas sete anos de casada, e não se casou de novo. Antes, ela “nunca estava ausente do templo”; usou a liberdade que o celibato lhe concedia para o louvor de Deus. — Luc. 2:36-38.
Seu celibato poderá ser por curto tempo ou por longo tempo. Poderá ser por livre escolha ou por força das circunstâncias. Mas, o que poderá fazer para torná-lo bem sucedido? E que abismos precisa evitar?
Jesus, ao encorajar o celibato de modo a se ficar numa melhor posição para servir como ministro do reino de Deus, chamou-o de “dom”. Instou: “Dê lugar a isso aquele que pode dar lugar a isso.” (Mat. 19:10-12) É óbvio que ele não tornava o celibato uma obrigação para todos, ou, de outra forma, não seria um “dom”. Mas, suas palavras deveras dão a entender que é necessário esforço para ter êxito em obter e usar este dom. Haverá problemas ou perigos envolvidos.
Se for solteiro, precisará ter cuidado de não invejar os casados. Deve o primeiro violinista duma orquestra deixar-se corroer de inveja do pianista concertista? Cada um tem seus próprios talentos e recompensas. Na verdade, os casados têm certas alegrias que você, solteiro, não possui. Mas, também têm responsabilidades e limitações que você não tem. Como se expressou certo cristão idoso: ‘Se os solteiros pudessem ser tão filosóficos por livre escolha como os casados são por necessidade, haveria menos solteiros invejando os casados.’
Se avaliar realisticamente sua situação e seus benefícios, não ficará amargamente menosprezando quer o celibato quer o casamento. Por ser alguém solteiro não é motivo de se tornar cínico ou frustrado. Jesus, como humano, jamais se casou, mas ele possuía claramente uma atitude bem equilibrada para com o casamento, as mulheres e o sexo. Caso fosse uma pessoa amargurada, cínica, não teria sido popular com pessoas de todas as sortes. Todavia, tanto os homens e mulheres solteiros como casados tinham prazer de associar-se com ele, e até as crianças se sentiam atraídas por ele. (Luc. 8:1-3; Mar. 10:13-16) Por manifestar uma atitude similar, bem-ajustada, poderá obter êxito no seu celibato.
Evite Ficar Solteiro e Todavia Fracassar
Para ter êxito no celibato, acha-se envolvido mais do que sua própria atitude;
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