-
Lance um bom alicerce para o seu casamentoTorne Feliz Sua Vida Familiar
-
-
Capítulo 2
Lance um bom alicerce para o seu casamento
1-3. Segundo Mateus 7:24-27, de que depende o verdadeiro sucesso na vida?
UMA casa, uma vida ou um casamento são apenas tão bons quanto o alicerce em que se fundam. Numa de suas ilustrações, Jesus falou sobre dois homens — um sábio, que construiu sua casa sobre a rocha sólida, e um tolo, que a construiu sobre solo arenoso. Subindo um temporal, com o aguaceiro e o vento se abatendo sobre as casas, aquela sobre a rocha sólida resistiu, mas a construída sobre a areia desabou.
2 Jesus não estava ensinando às pessoas como construir casas. Ele estava salientando a necessidade de edificarem sua vida sobre um bom alicerce. Como mensageiro de Deus, ele disse: “Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica” é semelhante ao homem que construiu sobre rocha sólida Mas “todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica” é como aquele que construiu sobre a areia — Mateus 7:24-27.
3 Note que Jesus, em ambos os casos, mostrou que não é simplesmente uma questão de ouvir conselho sábio e saber o que fazer. A diferença entre o sucesso e o fracasso é fazer o que o conselho sábio diz. “Se sabeis estas coisas, felizes sois se as fizerdes.” — João 13:17.
4. Quais são algumas das coisas que podemos aprender do casamento do primeiro par humano? (Gênesis 2:22 a 3:19)
4 Certamente é assim com o casamento. Se edificarmos nosso casamento num alicerce como de rocha, então suportará as tensões da vida. Mas, donde provém este bom alicerce? Do Criador do casamento, Jeová Deus. Ele iniciou o casamento quando juntou o primeiro casal humano como marido e mulher. Daí, ele lhes deu instruções sábias para o seu bem. Seguirem ou não estas instruções sábias determinaria se tinham diante de si um futuro glorioso e eterno, ou nenhum futuro. Ambos conheciam as instruções de Deus, mas, lamentavelmente, deixaram que seu egoísmo os impedisse de obedecer a esta orientação. Decidiram não fazer caso do conselho, e, em resultado, seu casamento e sua vida entraram em colapso como uma casa construída sobre a areia e solapada pelo temporal
5, 6. Que ajuda provê Deus aos casados e aos que pretendem casar-se?
5 Jeová Deus juntou este primeiro casal em matrimônio, mas hoje ele não faz, pessoalmente, os arranjos matrimoniais para os casais. Seu conselho sábio para um matrimônio feliz, porém, ainda está disponível. Cabe hoje a cada pessoa que pretende casar-se decidir aplicar o conselho. A Palavra de Deus mostra também que podemos pedir que ele nos ajude em fazer uma decisão sábia com respeito a um prospectivo cônjuge. — Tiago 1:5, 6.
6 As situações, naturalmente, variam grandemente nas diversas partes da terra. Em muitas regiões, hoje em dia, os homens e as mulheres fazem sua própria escolha do cônjuge. Mas, entre uma parte considerável da população da terra, os pais elaboram o casamento, às vezes por intermédio dum “casamenteiro”. Em certas regiões, o homem obtém uma esposa só depois de pagar o “preço da noiva” aos genitores dela, e o montante do preço pode até mesmo pôr o casamento fora do alcance do homem. Todavia, não importa qual a situação, a Bíblia provê conselho que pode ajudar a tornar o matrimônio duradouramente bem sucedido.
PRIMEIRO, CONHEÇA A SI MESMO
7-10. (a) O que precisa saber sobre si mesmo aquele que pretende casar-se? Como poderá descobrir isso? (b) O que diz a Bíblia sobre a validez dos motivos para alguém se casar?
7 O que espera do casamento? Quais são suas necessidades — em sentido físico, emocional e espiritual? Quais são os seus valores, seus objetivos e seus métodos para alcançá-las? Para responder a estas perguntas, terá de conhecer a si mesmo. Isto não é tão fácil como se possa pensar. Requer madureza emocional para examinarmos a nós mesmos, e nem mesmo então é possível vermos a nós mesmos assim como realmente somos, em cada pormenor. O apóstolo cristão Paulo indicou isso quando escreveu, em 1 Coríntios 4:4: “Não estou cônscio de nada contra mim mesmo. Contudo, não é por isso que eu seja mostrado justo, mas quem me examina é Jeová.”
8 Em certa ocasião, o Criador quis que o homem Jó se apercebesse de certos fatos que deixava de discernir, e Deus lhe disse: “Deixa-me perguntar-te, e faze-me saber.” (Jó 38:3) As perguntas podem ajudar-nos a conhecer a nós mesmos e a descobrir motivações. Portanto, interrogue a si mesmo sobre seus interesses no casamento.
9 Quer casar-se para satisfazer necessidades físicas — alimento, roupa, abrigo? Todos nós temos essas necessidades básicas, conforme diz a Bíblia: “Tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” E a necessidade do sexo? Este também é um desejo normal. “É melhor casar-se do que estar inflamado de paixão.” (1 Timóteo 6:8; 1 Coríntios 7:9) É a de ter companheirismo? Este foi um dos principais motivos de Deus estabelecer o arranjo marital. Outro foi o de duas pessoas cooperarem entre si no trabalho. (Gênesis 2:18; 1:26-28) A realização dum bom trabalho dá satisfação e deve ter sua recompensa: “Todo homem coma e deveras beba, e veja o que é bom por todo o seu trabalho árduo. É a dádiva de Deus.” — Eclesiastes 3:13.
10 Os que amam já por muito tempo têm considerado o coração como símbolo de seus sentimentos. A Bíblia, porém, faz uma pergunta perturbadora sobre o coração: “Quem o pode conhecer?” (Jeremias 17:9) Tem certeza de que você sabe o que tem no coração?
11. Que necessidades emocionais, básicas, devem ser satisfeitas pelo casamento?
11 Muitas vezes, a atração física cega-nos quanto a outras necessidades emocionais. Na procura dum cônjuge, será que você toma suficientemente em consideração a necessidade de receber compreensão, bondade e compaixão? Todos nós temos essas necessidades básicas: alguém que nos seja íntimo, a quem fazer confidências e revelar-nos sem medo de ser prejudicados; alguém que não feche “a porta das suas ternas compaixões” para conosco. (1 João 3:17) Será que você pode prover tudo isso ao seu cônjuge, e será que ele ou ela lhe corresponderá do mesmo modo?
12. Por que não basta a satisfação das necessidades físicas e emocionais para haver um casamento feliz?
12 Jesus disse: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual” (Mateus 5:3) Qual é a sua necessidade espiritual? Relaciona-se com a busca duma carreira? Riquezas? Bens materiais? Ora, será que tais empenhos trazem paz no íntimo e contentamento? Usualmente, não. Por isso, precisamos reconhecer que no íntimo de todos há uma fome do espírito que remanesce, mesmo depois de se satisfazerem todas as necessidades físicas. Nosso espírito anseia uma identidade — saber quem somos, o que somos, por que existimos e para onde vamos. Está você cônscio de tais necessidades espirituais e de como satisfazê-las?
COMPATIBILIDADE
13. O que precisará discernir, além de suas próprias necessidades, para ter um matrimônio feliz?
13 Se você compreende todas essas necessidades do corpo, da mente e do espírito, sabe se o seu prospectivo cônjuge também as entende? Você não só precisa conhecer suas próprias necessidades específicas de felicidade no matrimônio, mas tem de discernir também as necessidades de seu cônjuge. Certamente quer que seu cônjuge também seja feliz. A infelicidade de um significará infelicidade para ambos.
14. Em muitos casamentos, por que descobrem os cônjuges que há incompatibilidade entre eles?
14 Muitos casamentos acabam em infelicidade ou divórcio por motivo de incompatibilidade. Incompatibilidade é uma palavra grande, mas a sua importância no casamento ainda é maior. Se duas pessoas não se ajustam bem como equipe, a vida pode tornar-se difícil. Essa situação faz lembrar a provisão da lei mosaica, que proibia, misericordiosamente, pôr sob o mesmo jugo dois animais de constituição e força diferentes, por causa da dificuldade que isso criaria. (Deuteronômio 22:10) Assim se dá também com um homem e uma mulher que não estão bem ajustados um ao outro e ainda assim estão juntos no matrimônio. Quando os cônjuges têm interesses diferentes, preferências diferentes quanto aos amigos e às atividades recreativas, e têm poucas coisas em comum, o vínculo matrimonial sofre grande tensão.
15, 16. Quais são alguns dos assuntos que deveriam ser discutidos com o prospectivo cônjuge, e como?
15 “Há frustração de planos quando não há palestra confidencial”, nos diz a Bíblia. (Provérbios 15:22) Ao pensarem em casar-se, consideraram assuntos práticos? Como se enquadrará o trabalho do homem no matrimônio? Isso influirá no lugar onde vão morar e em quanto dinheiro receberão para satisfazer necessidades práticas. Quem cuidará do orçamento? Será preciso que a esposa trabalhe fora, e é isso desejável? Qual será a relação com os parentes, especialmente com os sogros de ambos? O que acha cada um sobre o sexo, ter filhos e a educação destes? Será que um quer dominar o outro, ou será a sua relação governada pela bondosa consideração mútua?
16 Poderão todas estas questões, bem como outras, ser discutidas calma e logicamente, e ser resolvidas dum modo que ambos possam viver com elas confortavelmente? Conseguem juntos enfrentar e solucionar problemas, mantendo sempre aberto o canal de comunicação? Este é o salva-vidas do casamento bem sucedido.
17-19. Por que tem a formação da família algo que ver com a compatibilidade no casamento?
17 Costuma existir maior compatibilidade entre duas pessoas que têm a mesma formação. O livro Ajuda ao Entendimento da Bíblia, publicado em inglês, na página 1114, diz sobre o casamento nos tempos bíblicos:
“Parece ter sido o costume geral que o homem procurasse esposa dentro do círculo de seus parentes ou de sua tribo. Este princípio é indicado pela declaração de Labão a Jacó: ‘É melhor para mim dá-la [i. e., minha filha] a ti do que dá-la a outro homem.’ (Gên. 29:19) Isto se observava especialmente entre os adoradores de Jeová, conforme exemplificado por Abraão, que mandou alguém a seus parentes, no seu próprio país, para obter uma esposa para seu filho Isaque, em vez de tomar uma das filhas dos cananeus, entre os quais morava. (Gên. 24:3, 4)”
18 Naturalmente, isto não significa que hoje seja aconselhável uma pessoa casar-se com alguém de parentesco muito chegado, porque isso pode causar problemas genéticos, resultando em filhos defeituosos. Mas a formação das famílias tem muito que ver com a norma de valores que as pessoas têm. Durante a infância e a juventude, a conduta e os sentimentos da pessoa são naturalmente influenciados pelo ambiente familiar. Quando a formação de ambos os cônjuges é similar, usualmente acham melhor ‘crescer no mesmo solo e florescer no mesmo clima’. Entretanto, os de formação e origem diferentes também podem fazer bons ajustes no casamento, especialmente se ambos forem maduros em sentido emocional.
19 Evidentemente, é proveitoso você poder saber algo sobre a família de seu prospectivo cônjuge. Mas, veja também como ele ou ela se relaciona com a família — com pais, irmãos e irmãs. Como trata as pessoas mais velhas ou como se dá com as crianças?
20, 21. Na escolha do cônjuge, que conceito deve ser adotado a respeito das falhas individuais?
20 Apesar de todas as precauções tomadas, ainda terá de lembrar-se do seguinte: A compatibilidade entre duas pessoas nunca será perfeita. Ambas terão falhas. Algumas delas talvez sejam discernidas por elas antes do casamento; de outras se aperceberão depois. O que se fará então?
21 Não são as falhas, em si mesmas, que fazem o casamento fracassar, mas é como o cônjuge as encara. É você capaz de ver que as coisas boas superam as falhas, ou concentra-se nas coisas ruins e repisa-as constantemente? É você bastante flexível para fazer concessões, assim como também precisa e quer que se lhe façam concessões? O apóstolo Pedro disse: “O amor cobre uma multidão de pecados.” (1 Pedro 4:8) Ama você de tal maneira a pessoa com quem pretende casar-se? Do contrário, seria melhor não se casar com essa pessoa.
‘EU CONSEGUIREI MUDÁ-LO’
22-24. Por que não é sábio casar-se com alguém à base da promessa de que vai mudar seus modos ou com a intenção de tentar mudar essa pessoa?
22 Diz você: ‘Eu conseguirei mudá-lo’, ou ‘mudá-la’, conforme seja o caso? Mas, de quem é que se enamorou? Da pessoa que ele ou ela é, ou daquela que se tornará após os seus empenhos de remodelagem? É difícil mudarmos a nós mesmos, quanto mais ainda mudar outros. Entretanto, as poderosas verdades da Palavra de Deus podem fazer que a pessoa mude. Alguém pode ‘pôr de lado a velha personalidade’, sendo renovado na força que ativa a mente. (Efésios 4:22, 23) Mas, seja bem céptico quanto à promessa do prospectivo cônjuge, de fazer uma repentina mudança por causa de você! Embora maus hábitos possam ser corrigidos ou modificados, isto talvez leve tempo, até mesmo anos. Nem podemos fazer pouco caso das tendências inerentes e dos fatores ambientais que nos deram temperamentos específicos e nos amoldaram de certo modo, tornando-nos pessoas distintas. O verdadeiro amor pode induzir-nos a ajudarmo-nos mutuamente a melhorar e a vencer fraquezas, mas não nos induzirá a tentar obrigar o cônjuge a meter-se num molde novo e desnatural, que esmague a personalidade dele ou dela.
23 Alguns têm na mente uma imagem de seu ideal, e procuram enquadrar cada paixão passageira nesta imagem. Naturalmente, ninguém pode estar à altura dum sonho impossível, mas o apaixonado apega-se a ele tenazmente e procura obrigar a outra pessoa a satisfazê-lo. Quando isto fracassa, ele ou ela fica desiludido(a) e passa a procurar o ideal imaginário em outra parte. Mas, tais pessoas nunca encontram seu ideal. Vão atrás duma pessoa imaginária que não existe, exceto nas suas próprias fantasias. Os que pensam assim não são bons prospectivos cônjuges.
24 É possível que você tenha tido tais sonhos. A maioria de nós já os tivemos ocasionalmente em nossa vida; muitos jovens os têm. Mas, com o crescimento da madureza emocional, apercebemo-nos de que tais fantasias precisam ser deixadas de lado como não sendo práticas. O que conta no matrimônio é a realidade, não a mera imaginação.
25. Qual é a diferencia entre o verdadeiro amor e a paixão?
25 O verdadeiro amor não é tão cego como muitos imaginam. Cobre uma multidão de falhas, mas o verdadeiro amor não está despercebido delas. É a paixão, não o amor, que é cego, negando-se a encarar os problemas que os outros podem prever. Até mesmo sufoca suas próprias dúvidas persistentes; mas, pode ter a certeza de que surgirão depois. Se fechar os olhos aos fatos desagradáveis, durante seu namoro, certamente terá de enfrentá-los após o casamento. Temos a inclinação natural de apresentar o melhor aspecto à pessoa que esperamos agradar ou atrair, mas, com o tempo, vê-se o quadro pleno e real. Tome o tempo para ver a outra pessoa assim como realmente é, e seja honesto em se apresentar assim como você realmente é. A exortação do apóstolo, em 1 Coríntios 14:20, também poderia ser aplicada à busca dum cônjuge: “Não vos torneis criancinhas . . . ficai plenamente desenvolvidos na capacidade de entendimento.”
COMPROMISSOS ASSUMIDOS NO CASAMENTO
26. Segundo as Escrituras, quão obrigatório é o vínculo matrimonial? (Romanos 7:2, 3)
26 Deve-se considerar sobriamente os compromissos assumidos no casamento. Se o compromisso de qualquer dos cônjuges não for forte e sólido, o casamento basear-se-á num alicerce instável. Hoje, em muitas partes do mundo, realizam-se casamentos que depois são rapidamente dissolvidos. Muitas vezes, isto se dá porque os que contraem núpcias não encaram o compromisso como moralmente obrigatório, adotando, antes, a atitude de que, ‘se não funcionar, vou acabar com ele’. Quando prevalece tal conceito, o casamento está condenado quase desde o começo, e, em vez de trazer felicidade, geralmente só produz mágoa. A Bíblia, em contraste, mostra que o casamento deve ser uma relação vitalícia. Deus disse, sobre o primeiro casal, que os dois “têm de tornar-se uma só carne”. (Gênesis 2:18, 23, 24) Para o homem, não devia haver outra mulher, nem para a mulher, outro homem. O Filho de Deus confirmou isso, dizendo: “Não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” Apenas a infidelidade sexual constituiria um motivo justo para o rompimento do vínculo marital. — Mateus 19:3-9.
27-29. (a) O que fará bem, a moça ou mulher, em procurar no prospectivo cônjuge? (b) O que poderá o homem sabiamente procurar no prospectivo cônjuge?
27 Em vista da seriedade do casamento, a moça ou mulher que quiser ser bem sucedida nele fará bem em se casar apenas com um homem a quem possa respeitar — alguém estável e equilibrado, de bom senso, capaz de assumir responsabilidades e bastante maduro para aceitar uma crítica útil. Pergunte-se: Será ele bom provedor, bom pai para os filhos que talvez abençoem a união? Possui ele elevadas normas de moral, para que ambos possam estar firmemente decididos a manter o leito marital honroso e imaculado? Mostra ele humildade e modéstia, ou é orgulhoso e convencido, alguém que quer ostentar sua chefia, que acha que sempre tem razão e que não está disposto a arrazoar sobre os assuntos ? Pela associação com o homem, por tempo suficiente antes do casamento, essas coisas podem ser discernidas, especialmente quando há apego aos princípios bíblicos como norma de critério.
28 De modo similar, o homem que toma a sério o bom êxito de seu casamento procurará por esposa alguém a quem possa amar como a sua própria carne. Ela deve complementá-lo como parceira na constituição dum lar (Gênesis 2:18) Ser boa dona-de-casa é uma carreira de responsabilidades diversas. Requer a demonstração de talentos tais como de cozinheira, decoradora, economista, mãe, professora, e muitos outros. Seu papel pode ser criativo e desafiador, oferecendo muitas oportunidades para desenvolvimento e satisfação pessoais. A boa esposa, igual ao marido digno, é trabalhadora: “Ela está vigiando os andamentos dos da sua casa e não come o pão da preguiça” — Provérbios 31:27.
29 Sim, ambos farão bem em refletir no que vêem — a evidência ou a falta de limpeza e esmero pessoal; de diligência ou, então, de preguiça; de razoabilidade e consideração, em contraste com a obstinação e o egotismo; de economia ou de desperdício; de faculdade de raciocínio, que produz conversação agradável e enriquecimento espiritual, em contraste com a preguiça mental, que torna a vida uma rotina monótona com o cuidado das necessidades físicas, diárias, e de pouco mais.
30, 31. Por que pode a conduta imoral durante o namoro ou cortejo servir de impedimento a que se usufrua um bom matrimônio?
30 O sincero respeito mútuo é um dos principais ingredientes para um casamento bem sucedido. E isto aplica-se também às expressões de afeto durante o namoro ou cortejo. A indevida familiaridade ou a desenfreada paixão podem degradar a relação antes de começar o matrimônio. A imoralidade sexual não é um bom alicerce em que começar a edificar o matrimônio. Revela desconsideração egoísta pela felicidade futura da outra pessoa. O fervor da paixão, que momentaneamente parece forjar um elo inquebrantável, pode esfriar rapidamente, e, dentro de semanas, ou mesmo dias, o matrimônio pode transformar-se em cinzas. — Veja a narrativa da paixão que Amnom teve por Tamar, contada em 2 Samuel 13:1-19.
31 Demonstrações de paixão durante o namoro ou cortejo podem lançar sementes de dúvida, que posteriormente podem dar margem à incerteza sobre o verdadeiro motivo do casamento. Foi apenas para prover uma válvula de escape para a paixão, ou foi para compartilhar uma vida com alguém que é genuinamente apreciado e amado como pessoa? A falta de autodomínio antes do casamento amiúde pressagia a falta dele depois, com a resultante infidelidade e infelicidade. (Gálatas 5:22, 23) As péssimas lembranças deixadas pela imoralidade pré-marital podem impedir um suave ajuste emocional para o casamento nos seus primeiros estágios.
32. Como pode a conduta imoral durante o namoro ou cortejo afetar a relação da pessoa com Deus?
32 Ainda mais sério, essa imoralidade prejudica a relação da pessoa com nosso Criador, de cuja ajuda necessitamos seriamente. “Pois isto é o que Deus quer, a vossa santificação, que vos abstenhais de fornicação; . . . que ninguém vá ao ponto de prejudicar e de usurpar os direitos de seu irmão [ou, razoavelmente, de sua irmã] neste assunto . . . Assim, pois, quem mostra falta de consideração, não desconsidera o homem, mas a Deus, que pôs em vós o seu espírito santo.” — 1 Tessalonicenses 4:3-8.
UM ALICERCE DE ROCHA
33, 34. Na escolha dum cônjuge, que qualidades as Escrituras mostram como muito mais importantes do que a aparência física?
33 Fundar-se-á sua casa, sua família, num alicerce de rocha ou de areia? Isto depende, em parte, do grau de sabedoria usada na escolha do cônjuge. A beleza e o sexo não bastam. Estes não apagam a incompatibilidade mental e espiritual. O conselho da Palavra de Deus é que fornece o alicerce de rocha para o casamento.
34 A Bíblia mostra que o íntimo da pessoa é mais importante do que sua aparência externa. “O encanto talvez seja falso e a lindeza talvez seja vã”, diz o inspirado provérbio, “mas a mulher que teme a Jeová é a que procura louvor para si”. (Provérbios 31:30) O apóstolo Pedro, que era homem casado, fala sobre “a pessoa secreta do coração” e o “espírito quieto e brando” como sendo “de grande valor aos olhos de Deus”. (1 Pedro 3:4) Deus ‘não olha para a aparência externa dum homem’, e nós podemos tirar proveito de seu exemplo por prevenir-nos contra ficarmos indevidamente influenciados apenas pela aparência externa dum prospectivo cônjuge. — 1 Samuel 16:7.
35, 36. (a) Por que é importante casar-se com alguém que tem fé em Deus e na sua Palavra? (b) Até que ponto deveria esperar que seu prospectivo cônjuge manifeste tal fé?
35 O sábio Rei Salomão contemplou a vida e chegou à seguinte conclusão: “Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.” (Eclesiastes 12:13) Os israelitas, em pacto para obedecer à lei de Deus, receberam ordens específicas de não se casarem com alguém que não compartilhava sua forma de adoração, para não serem afastados do verdadeiro Deus. “Não deves formar com elas nenhuma aliança matrimonial. Não deves dar tua filha ao seu filho e não deves tomar sua filha para teu filho. Pois, ele desviará teu filho de seguir-me e certamente servirão a outros deuses.” — Deuteronômio 7:3, 4.
36 Por motivos similares, deu-se aos que estão no “novo pacto” de Deus, os da congregação cristã, a admoestação de se casarem “somente no Senhor”. (Jeremias 31:31-33; 1 Coríntios 7:39) Em vez de isso revelar intolerância, é motivado pela sabedoria e pelo amor. Nada poderia dar mais vigor aos vínculos matrimoniais do que a devoção mútua ao Criador. Se você se casar com alguém que tem fé em Deus e na sua Palavra, e que a entende assim como você, então os dois terão uma autoridade comum para receber conselho. Talvez ache que isso não é vital, mas, ‘não seja desencaminhado. Más associações estragam hábitos úteis’. (1 Coríntios 15:33) Até mesmo dentro da congregação cristã, porém, convém certificar-se de que o prospectivo cônjuge realmente sirva de todo o coração a Deus, não sendo alguém que procura viver à beira dos limites do cristianismo, ao passo que se inclina fortemente para as atitudes e práticas do mundo. Não poderá andar com Deus e ao mesmo tempo correr com o mundo. — Tiago 4:4.
37, 38. (a) Por que se deve evitar a precipitação, quer no namoro quer no casamento? (b) O conselho de quem farão bem em acata’ os que pretendem casar-se?
37 “Quem de vós, querendo construir uma torre”, perguntou Jesus, “não se assenta primeiro e calcula a despesa, para ver se tem bastante para completá-la? Senão, ele talvez lance o alicerce dela, mas não a possa completar”. (Lucas 14:28, 29) O mesmo princípio aplica-se ao casamento. Visto que Deus encara o casamento como união vitalícia, a escolha dum cônjuge certamente não deve ser apressada. E certifique-se de que você mesmo esteja pronto para terminar o que começou. Nem mesmo o namoro é algo a ser encarado levianamente, como brincadeira. Brincar com as afeições de outra pessoa é um esporte cruel, e os ferimentos emocionais e a mágoa que isso causa podem ter longa duração. — Provérbios 10:23; 13:12
38 Os jovens prudentes que pensam em casar-se farão bem em acatar o conselho dos mais velhos, especialmente dos que têm mostrado que pensam nos melhores interesses deles. Jó 12:12 nos relembra o valor disso por perguntar: “Não há sabedoria entre os idosos e entendimento na extensão dos dias?” Escute essas vozes experientes. Acima de tudo, “confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas”. — Provérbios 3:5, 6.
39. Como pode a Bíblia ajudar os que já estão casados?
39 Muitos dos que lêem estas palavras talvez já estejam casados. Embora seu alicerce, de certo modo, já tenha sido lançado, a Bíblia pode ajudar a você a fazer os ajustes necessários, com resultados satisfatórios. Não importa qual o estado de seu matrimônio, pode ser melhorado pela reflexão adicional no conselho do Criador para a felicidade da família.
-
-
Após o dia do casamentoTorne Feliz Sua Vida Familiar
-
-
Capítulo 3
Após o dia do casamento
1. De que proveito para o casamento pode ser a espécie de relação que é descrita em Eclesiastes 4:9, 10?
DEPOIS do dia de seu casamento, você e seu cônjuge se acomodam como nova unidade familiar. Está completa a sua felicidade? Não está mais sozinho, mas tem alguém em quem confiar, para compartilhar suas alegrias e também seus problemas. Acha que Eclesiastes 4:9, 10, se aplica no seu caso? — “Melhor dois do que um, porque eles têm boa recompensa pelo seu trabalho árduo. Pois, se um deles cair, o outro pode levantar seu associado. Mas, como será com apenas aquele um que cai, não havendo outro para levantá-lo?” Floresce seu casamento nesta espécie de cooperação? Usualmente requer algum tempo e esforço para esta fusão feliz de duas vidas. Em muitos casamentos, porém, é lamentável dizer, isto nunca acontece.
2, 3. (a) Que realidades da vida precisam ser encaradas após o dia do casamento? (b) Por que é somente razoável que se espere ter de fazer ajustes após casar-se?
2 Nas novelas românticas, o problema costuma ser unir os dois que se amam. Depois, eles costumam viver felizes para sempre. Na vida real, o verdadeiro desafio é viver feliz depois, dia após dia. Após os deleites do dia do casamento, vem a rotina diária da vida: levantar-se cedo, ir trabalhar, fazer compras, preparar refeições, lavar pratos, limpar a casa, e assim por diante.
3 A relação marital exige ajustes. Ambos entram nela pelo menos com algumas expectativas e ideais não muito práticos e realísticos. Quando estes não são satisfeitos, pode surgir o desapontamento já após as primeiras semanas. Lembre-se, porém, de que você fez uma grande mudança na sua vida. Não mais vive sozinho, nem com a família com que passou toda a sua vida. Está agora com uma nova pessoa, alguém que talvez descubra não conhece tão bem como pensava. Tem um novo horário, seu trabalho talvez seja novo, seu orçamento é diferente, e há novos amigos e parentes aos quais precisa acostumar-se. O sucesso de seu casamento e de sua felicidade depende de sua disposição de se ajustar.
É VOCÊ FLEXÍVEL?
4. Que princípios bíblicos poderão ajudar a pessoa casada a fazer ajustes? (1 Coríntios 10:24; Filipenses 4:5)
4 Alguns, por causa do orgulho, acham difícil ser flexíveis. Mas, conforme diz a Bíblia, “a soberba é prelúdio de ruína, e a altivez do espírito é precursora da queda”. Persistir na obstinação pode ser calamitoso. (Provérbios 16:18, Pont. Inst. Bíblico) Jesus recomendou que se esteja disposto a acomodar e ceder, quando disse que, se alguém quiser tirar-lhe ‘sua roupa interior, deixe-o ter também a sua roupa exterior’ e se alguém quiser que ande ‘mil passos, vai com ele dois mil’. Em vez de você discutir com alguém que lhe é achegado, o apóstolo Paulo perguntou: “Por que não deixais antes que se vos faça injustiça?” (Mateus 5:40, 41; 1 Coríntios 6:7) Se os cristãos podem ir a tais extremos para manter a paz com os outros, então, certamente, os casais que se amam devem poder ajustar-se, a fim de tornar bem sucedida a sua nova relação.
5. De que maneira se poderia pensar de modo positivo ou negativo sobre o cônjuge?
5 Em toda a parte há oportunidades para se ser feliz, ou então infeliz. A quais delas deve estar atento? Concentrar-se-á nas positivas ou remoerá as negativas? A esposa novata talvez pense: ‘Agora que já somos casados, onde é que está aquele homem romântico que me levava a lugares interessantes e passava o tempo comigo? Ele está ficando acomodado. Presume tudo como automático. Ora, ele não é mais aquele homem que eu conhecia!’ Ou entende e reconhece que ele trabalha agora arduamente para ser bom provedor para a família? E será que este marido novato observa que sua esposa trabalha arduamente em cozinhar e limpar, às vezes estando muito cansada, nem tendo muito tempo para procurar fazer-se bonita? Ou será que ele diz para si mesmo: ‘O que aconteceu com aquela moça atraente com quem me casei? Ela mudou, agora que já agarrou o seu homem’?
6. Quando marido e mulher realmente procuram fazer com que seu casamento seja bem sucedido, como afeta isso a relação entre eles?
6 Ambos devem ser maduros e dar-se conta de que nenhum deles tem o tempo ou a energia para fazer tudo o que faziam antes do casamento. Agora é o tempo de mostrar flexibilidade e aceitar a responsabilidade, profundamente satisfatória, de fazer o casamento funcionar. Uma pessoa pode arruinar o casamento, mas requer duas para fazê-lo funcionar. Fazer o casamento funcionar é uma façanha. A façanha subentende realizar algo apesar de dificuldades. Quando os dois se juntam neste empenho, parte de ambos se funde nesta façanha. Este esforço conjunto, num objetivo mútuo, une vocês dois; vincula-os intimamente; faz dos dois uma só pessoa. Com o tempo, isto cria um vínculo de amor que supera tudo o que se esperava do casamento, e em tal felicidade unificadora dá prazer se ajustar às diferenças do outro.
7. Se for preciso fazer decisões, quando convém estar disposto a ceder?
7 O orgulho se desvanece ao passo que o amor aumenta, e não só há felicidade em dar, mas também em ceder, em consentir, quando a preferência pessoal, não princípios, está envolvida. Pode tratar-se da compra de algum objeto para a casa, ou de como passar as férias. Quando mostra preocupação com a felicidade do outro, o casal começa a ajustar-se às palavras de Paulo: “Não visando, em interesse pessoal, apenas os vossos próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros.” — Filipenses 2:4.
CONCEITO EQUILIBRADO SOBRE O SEXO
8, 9. Qual é o conceito bíblico sobre as intimidadas maritais?
8 A Bíblia não tem falso pudor ao considerar as relações sexuais. Usando de retórica poética, ela mostra o êxtase que elas devem dar ao marido e à mulher; enfatiza também que o sexo deve ser restrito ao esposo e esposa. Esta passagem se encontra em Provérbios 5:15-21:
“Bebe água da tua própria cisterna e filetes de água do meio do teu próprio poço. Porventura se deviam espalhar teus mananciais portas afora, tuas correntes de água nas próprias praças públicas? Que mostrem ser somente para ti e não para os estranhos contigo. Mostre-se abençoada a tua fonte de água e alegra-te com a esposa da tua mocidade, gama amável e encantadora cabra montesa. Inebriem-te os seus próprios seios todo o tempo. Que te extasies constantemente com o seu amor. Portanto, meu filho, por que te devias extasiar com uma mulher estranha ou abraçar o seio duma mulher estrangeira? Porque os caminhos do homem estão diante dos olhos de Jeová e ele contempla todos os seus trilhos.”
9 Todavia, seria erro dar ênfase demais ao sexo, a ponto de fazer parecer que o bom êxito do casamento depende da vida sexual do par, ou que ela devia compensar as falhas sérias em outros campos de sua relação. A onda de matéria sexual em livros, filmes e anúncios comerciais — que em grande parte se destina a incitar desejos eróticos — faz com que o sexo pareça vital. Entretanto, a Palavra de Deus discorda disso, recomendando o autodomínio em todos os aspectos da vida. Até mesmo no casamento, abandonar todos os freios pode levar a práticas que aviltam a relação marital. — Gálatas 5:22, 23; Hebreus 13:4.
10. Quais são algumas das coisas a considerar, que podem ajudar os casais a se ajustarem na questão sexual?
10 O ajuste sexual freqüentemente é difícil e pode requerer tempo após o casamento. Deve-se usualmente à falta de conhecimento e a não se discernirem as necessidades do cônjuge. Talvez ajude conversar antes com um respeitado amigo casado. Não somente foram o homem e a mulher feitos diferentes, mas eles também têm sentimentos diferentes. É importante a consideração da necessidade, por parte da mulher, de ternura. Mas, não deve existir nenhum sentimento negativo de falsa modéstia, ou falso pudor, ou a idéia de que o sexo é algo vergonhoso. Tampouco deve tornar-se uma ocasião de conquista, como é para certos homens. “O marido renda à esposa o que lhe é devido”, diz a Bíblia, e “faça a esposa também o mesmo para com o marido”. E, ao procederem assim, é apropriado o seguinte princípio bíblico: “Que cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” Se houver tal amor e desejo de agradar por parte de ambos, conseguirão fazer um bom ajuste. — 1 Coríntios 7:3; 10:24.
DESACORDO SEM DESAGRADO
11-13. Quando houver desacordos, o que deveremos ter em mente para que as diferenças não se desenvolvam em sérias brechas?
11 Não há duas pessoas na terra que sejam exatamente iguais. Cada pessoa é nitidamente diferente. Isto significa também que não há duas pessoas que concordem em tudo. A maioria dos desacordos podem ser triviais, mas alguns deles podem ser sérios. Há lares em que os desacordos logo chegam ao ponto de gritaria, empurrões, bofetadas e atirar coisas; um ou outro dos cônjuges talvez vá embora por uns dias ou semanas, ou eles simplesmente deixam de conversar entre si. É bem possível discordar sem que surja tal situação. Como? Por se encarar certa verdade básica.
12 Todos nós somos imperfeitos, todos temos falhas, e, apesar das melhores intenções, as fraquezas costumam manifestar-se. O apóstolo Paulo achou isso no seu próprio caso: “O bem que quero, não faço, mas o mal que não quero, este é o que pratico.” (Romanos 7:19) Herdamos o pecado de nossos primeiros pais. A perfeição está além de nossa capacidade. Por isso, “quem pode dizer: ‘Purifiquei meu coração; fiquei limpo do meu pecado’?” — Provérbios 20:9; Salmo 51:5; Romanos 5:12.
13 Aceitamos nossas próprias fraquezas e as desculpamos. Não podemos aceitar e desculpar as de nosso cônjuge? Sem dúvida, admitimos prontamente que somos pecadores, mas, ficamos na defensiva e somos relutantes em admitir um pecado específico? E temos a perspicácia de entender que esta relutância de admitir estar errado é típica das pessoas, inclusive de nosso cônjuge, e fazemos concessões? “A perspicácia do homem certamente torna mais vagarosa a sua ira, e é beleza da sua parte passar por alto a transgressão”, diz o provérbio inspirado. Indubitavelmente você, assim como quase todos os outros, adota o princípio da “regra áurea”. Jesus declarou-a no seu famoso Sermão do Monte: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” A maioria das pessoas professam-na da boca para fora; poucos a praticam. Sua sincera aplicação resolveria os problemas das relações humanas, inclusive das maritais. — Provérbios 19:11; Mateus 7:12.
14, 15. (a) O que poderá resultar de alguém comparar desfavoravelmente seu cônjuge com outra pessoa? (b) A respeito de que assuntos se fazem às vezes imprudentemente tais comparações?
14 Cada um de nós gosta de ser considerado e tratado como pessoa. Quando alguém nos compara desfavoravelmente com outro, talvez encarando nossas qualidades ou capacidades como inferiores, como reagimos? Em geral, sentimo-nos magoados ou ressentidos. Na realidade, dizemos: ‘Mas eu não sou aquela pessoa. Eu sou EU.’ Tais comparações, em geral, não são motivadoras, porque queremos ser tratados com compreensão.
15 Para ilustrar este ponto: Será que você, o marido, expressa seu agrado pela comida que sua esposa prepara, ou queixa-se de que ela não sabe cozinhar assim como sua mãe? Como é que sabe quão bem sua mãe sabia cozinhar quando era recém-casada? Talvez a sua esposa se saia melhor do que ela fazia. Dê à sua esposa a oportunidade de se desenvolver nos seus novos deveres e se tornar eficiente neles. E será que você, esposa, se queixa que seu marido novato não traz para casa o ordenado que seu pai trazia? Quanto é que seu pai ganhava quando se casou? Nem mesmo isto importa. O que importa é a ajuda que você pode dar ao seu marido. Levanta-se e prepara o café da manhã antes de ele ir trabalhar, para que ele sinta que você o apóia e que aprecia os esforços dele? Será que um de vocês discute com o outro por causa dos sogros ou cunhados, ou discorda das amizades que deviam cultivar ou da recreação a que se deviam entregar? Estes e outros desacordos podem surgir. Como vão resolvê-los?
16. O que há de errado na teoria de que brigas violentas ajudam a resolver dificuldades?
16 Alguns psicólogos modernos afirmam que as brigas são úteis para resolver dificuldades. A teoria deles é que as frustrações aumentam, criando pressões, e finalmente explodem numa violenta briga. No calor de tal altercação acesa, expressam-se, ventilam-se e eliminam-se ressentimentos retidos por muito tempo — segundo esta teoria. Até que isto aconteça, as frustrações ficam fervendo e cozinhando por dentro, e depois transbordam numa ocasião posterior. Mas, há o grave perigo de que tais acessos violentos façam você dizer coisas que não pretende dizer, e pode causar ferimentos além de cura. Pode ofender a outra pessoa tão severamente, que se cria uma barreira que depois não poderá vencer. Conforme adverte Provérbios 18:19: “Um irmão contra quem se transgride é mais do que uma vila fortificada; e há contendas que são como a tranca duma torre de habitação.” O conselho sadio da Bíblia é: “Desiste . . . antes que haja rixas.” — Provérbios 17:14, Almeida, atualizada.
COMUNIQUE-SE!
17. O que se pode fazer para impedir que os desacordos se criem no íntimo e atinjam proporções explosivas?
17 Muito melhor do que deixar que os desacordos se desenvolvam no seu íntimo até atingirem proporções explosivas é falar sobre eles conforme surgirem. Remoer um mal quase sempre faz com que pareça pior do que realmente é. Fale sobre ele desde já, ou esqueça-o. Foi apenas uma observação passageira? Deixe-a passar. Precisa ser considerada? Fez o seu cônjuge algo que aflige você? Não o condene logo; procure levantar a questão em forma de pergunta, ou faça uma sugestão que a apresente à consideração. Por exemplo, poderá dizer: ‘Querido (a), há algo que não entendo. Pode ajudar-me?’ Daí, escute. Procure entender o ponto de vista da outra pessoa. Acate a advertência de Provérbios 18:13: “Quando alguém replica a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice da sua parte e uma humilhação.” Nenhum de nós gosta quando outro tira conclusões precipitadas sobre nós. Portanto, em vez de reagir apressadamente, procure discernir o intento ou motivo por detrás do ato. Faça como aconselha Provérbios 20:5: “O conselho no coração dum homem é como águas profundas, mas o homem de discernimento é quem o puxará para fora.”
18. O que nos poderá ajudar a dissipar os momentos melancólicos?
18 Está inclinado a ter momentos melancólicos? É difícil viver com uma pessoa melancólica. Alguns afirmam que as disposições de ânimo estão além de controle, sendo governadas por substâncias químicas no cérebro. Quer seja assim, quer não, os sentimentos são contagiosos. Podemos ser alegrados ou desanimados pelos em nossa volta. A música pode criar diversas disposições de ânimo em nós. Também histórias podem fazer isso. Os pensamentos que abrigamos na mente afetam o modo como nos sentimos. Se você remoer coisas negativas, ficará deprimido; por um ato de sua vontade poderá obrigar a mente a ter pensamentos positivos, otimistas. Pense neles. (Filipenses 4:8) Se achar isso difícil, procure alguma vigorosa atividade física — algum trabalho árduo, mesmo que seja capinar ou encerar o soalho; saia e corra ou ande pelo mato, ou, melhor ainda, encontre algo útil para fazer a alguém — tudo o que possa fixar sua atenção e suas energias em outra direção. É muito melhor desenvolver uma disposição de ânimo boa, do que uma péssima. E é muito mais divertido, para você e certamente também para seu cônjuge!
19. Como se pode lidar de maneira compreensiva com os momentos melancólicos do cônjuge?
19 Entretanto, há ocasiões em que os acontecimentos magoam você profundamente, ou quando sofre de severa doença ou dor. Ou, no caso de sua esposa, os períodos mensais e a gravidez alteram grandemente a secreção de fortes hormônios, os quais afetam o sistema nervoso e as emoções. A mulher pode sofrer de tensão pré-menstrual sem se aperceber disso. Este é um dos grandes fatores que o marido precisa levar em conta, para que, em vez de ficar exasperado, possa mostrar compreensão. Em tais circunstâncias especiais, tanto o marido como a mulher devem reconhecer o que é responsável por qualquer mudança de temperamento e reagir de maneira edificante. “O coração do sábio faz que a sua boca mostre perspicácia e acrescenta persuasão aos seus lábios.” E: “O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição.” — Provérbios 16:23; 17:17.
20-22. (a) Por que se deve evitar o ciúme indevido? (b) O que se pode fazer para dar ao cônjuge a sensação de segurança?
20 É seu cônjuge ciumento? É correto alguém ter ciúmes de sua reputação e também de seu casamento. Assim como a adrenalina faz o coração bater outra vez, assim o ciúme incita a alma à defesa de algo que é prezado. O oposto do ciúme é a indiferença, e não devemos ser indiferentes para com o nosso casamento.
21 Mas, há outra espécie de ciúme que é causado pela insegurança e nutrido pela imaginação. Tal ciúme desarrazoado e excessivamente possessivo transforma o matrimônio numa prisão desagradável, na qual a confiança e o verdadeiro amor não podem sobreviver. “O amor não é ciumento” desta maneira, e o ciúme obsessivo “é podridão para os ossos”. — 1 Coríntios 13:4; Provérbios 14:30.
22 Se o seu cônjuge tiver motivo justo para sentir-se inseguro por causa do ciúme, elimine imediatamente a causa. Se não houver causa real, faça todo o possível para fortalecer a confiança da pessoa ciumenta, por palavras e, ainda mais importante, por suas ações. Toque-lhe o coração!
23. O que se poderá considerar com proveito, quando alguém está inclinado a procurar a ajuda dos de fora para resolver problemas maritais?
23 Podem pessoas de fora ajudar a resolver desacordos entre os casais? Possivelmente, mas não deviam ser convocadas a menos que ambos os cônjuges concordem com isso. Primeiro, “pleiteia a tua própria causa com o teu próximo e não reveles a palestra confidencial de outrem”. (Provérbios 25:9) Há um risco especial envolvido quando se pede que os parentes sejam os árbitros. É provável que eles não sejam imparciais. A Bíblia diz sabiamente: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa.” (Gênesis 2:24) O mesmo se aplica à esposa com relação aos seus pais e a seu marido. Em vez de pedir que os pais ou parentes arbitrem, tomando partido de um cônjuge contra o outro, marido e mulher devem apegar-se um ao outro, reconhecendo que os problemas são seus e que precisam resolvê-los juntos. Apelar para os de fora, sem o consentimento do cônjuge, rebaixa ambos aos olhos dos outros. Se houver comunicação franca, honesta e amorosa, não haverá motivo para não poderem solucionar seus problemas entre si. Podem consultar outras pessoas maduras, em busca de conselho, mas a solução, por fim, recai sobre você e seu cônjuge.
24, 25. O que talvez faça a pessoa, se o orgulho interferir na solução dum problema marital?
24 “Ninguém tenha de si uma estima maior do que a que deve ter”, aconselhou o apóstolo Paulo. (Romanos 12:3, Matos Soares) Depois acrescentou: “Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros.” (Romanos 12:10) Às vezes, quando nosso orgulho fica ferido, convém refletir em que não somos realmente tão grandes assim. Certamente, não somos grandes em comparação com a terra, e a própria terra é pequena no sistema solar, o qual, por sua vez, é minúsculo no universo. Aos olhos de Jeová, “todas as nações são . . . como algo inexistente . . . como nada e como irrealidade para ele”. (Isaías 40:17) Tais pensamentos ajudam a manter as coisas em perspectiva, para se ver que os desacordos talvez não envolvam, afinal, questões tão vitais assim.
25 Às vezes, o senso de humor também nos pode ajudar a não nos tomarmos demasiadamente a sério. Saber rir de si mesmo é sinal de madureza e aplaina muitos pontos escabrosos na vida.
“LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS ÁGUAS”
26, 27. Que princípios bíblicos devem ser aplicados, quando o cônjuge não corresponde aos esforços de resolver pacificamente as diferenças, e por quê?
26 Que deve fazer quando seu cônjuge não corresponde aos seus esforços de solucionar pacificamente as diferenças? Siga o conselho da Bíblia: “Não retribuais a ninguém mal por mal.” Jesus é o modelo que devemos imitar: “Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide.” É comum entre as pessoas pagarem na mesma moeda. Mas, se você adotar este proceder, então está deixando os outros amoldá-lo, transformá-lo no que você é. Realmente, transformam-no naquilo que eles são. Deixar isso acontecer significa negar a si mesmo, negar aquilo que você representa e os princípios que preza. Em vez disso, copie Jesus, que se apega ao que ele é, sem ser alterado pelas fraquezas dos em volta dele: “Se formos infiéis, ele permanece fiel, pois não se pode negar a si mesmo.” — Romanos 12:17; 1 Pedro 2:23; 2 Timóteo 2:13.
27 Se você for bastante forte para interromper um ciclo do mal com o bem, talvez inicie um ciclo do bem. “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor.” (Provérbios 15:1) Uma resposta branda não provém de fraqueza, mas de força, e seu cônjuge sentirá isso. Visto que são tantos os que pagam na mesma moeda, sua investida com o bem pode mudar o ciclo do mal para o bem. Isto é indicado por certos textos. “Aquele que rega liberalmente os outros também será regado liberalmente.” “Com a medida com que medis, medirão a vós em troca.” “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” (Provérbios 11:25; Lucas 6:38; Eclesiastes 11:1, Almeida) Pode levar tempo para a sua bondade produzir uma safra de bem da parte de seu cônjuge. Não se lança semente num dia e se colhe logo no dia seguinte. Não obstante, “o que o homem semear, isso também ceifará; . . . Assim, não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos”. — Gálatas 6:7-9.
28. Quais são alguns dos princípios excelentes encontrados no livro bíblico de Provérbios, que podem ajudar a promover uma vida feliz de casado, e como?
28 Seguem-se alguns textos bíblicos e perguntas para os casais tomarem em consideração:
Provérbios 14:29: “Quem é vagaroso em irar-se é abundante em discernimento, mas aquele que é impaciente exalta a tolice.” Se você dá tempo a si mesmo para pensar, não descobre muitas vezes que não há bom motivo para se irar?
Provérbios 17:27: “Quem refreia as suas declarações é possuído de conhecimento e o homem de discernimento é de espírito frio.” Mantém-se calmo e refreia-se de usar palavras que irritariam seu cônjuge?
Provérbios 25:11: “Como maçãs de ouro em esculturas de prata é a palavra falada no tempo certo para ela.” A palavra que é certa em determinada ocasião pode estar errada em outra. Está você apercebido de qual é a palavra certa na ocasião certa?
Provérbios 12:18: “Existe aquele que fala irrefletidamente como que com as estocadas duma espada, mas a língua dos sábios é uma cura.” Antes de você falar, pára e pensa no efeito que suas palavras terão sobre o seu cônjuge?
Provérbios 10:19: “Na abundância de palavras não falta transgressão, mas quem refreia seus lábios age com discrição.” Às vezes, quando perturbados, dizemos mais do que pretendemos, e depois o lamentamos. Previne-se você contra isso?
Provérbios 20:3: “Para o homem é uma glória desistir duma disputa, mas todo tolo estourará nela.” Requer dois para haver uma discussão. É você bastante maduro para ser aquele que pára com ela?
Provérbios 10:12: “O ódio é o que incita contendas, mas o amor encobre mesmo todas as transgressões.” Continua você a repisar antigas disputas, ou ama seu cônjuge o bastante para deixá-las de lado?
Provérbios 14:9, “Nova Bíblia Inglesa”: “O tolo é arrogante demais para se corrigir; os homens retos sabem o que a reconciliação significa.” É você orgulhoso demais para fazer concessões e procurar a paz com seu cônjuge?
Provérbios 26:20: “Onde não há lenha, apaga-se o fogo.” Consegue parar com a discussão, ou precisa ter a última palavra?
Efésios 4:26: “Não se ponha o sol enquanto estais encolerizados.” Insiste você nas diferenças e assim prolonga a aflição tanto para você como para seu cônjuge?
29. Quais são algumas das coisas básicas que se deve ter em mente quando se procura manter o casamento feliz?
29 O conselho sábio só é de proveito quando posto em prática. Experimente-o. De modo similar, esteja disposto a experimentar a sugestão feita pelo seu cônjuge. Veja se funciona. A quem cabe a culpa quando algo sai errado? Isto não importa. O que é importante é como endireitar as coisas. Seja flexível, ventile as diferenças, fale sobre elas e não seja convencido. Comunique-se! Se ‘amar o seu cônjuge como a si mesmo’, não deve ser difícil demais ajustar-se à relação marital e torná-la feliz. — Mateus 19:19.
-
-
O marido que obtém profundo respeitoTorne Feliz Sua Vida Familiar
-
-
Capítulo 4
O marido que obtém profundo respeito
1, 2. Como se obtém respeito, e como é isso bem ilustrado pelo caso de Jesus Cristo?
O RESPEITO não é obtido apenas por mandar que outro o respeite. Você precisa merecer o respeito pela sua maneira de falar e agir, e pelo que é.
2 Isto é ilustrado no caso de Cristo Jesus. Ele obteve o respeito, como instrutor, pela sua maneira de ensinar. Após o seu Sermão do Monte, “o efeito foi que as multidões ficaram assombradas com o seu modo de ensinar”. O que lhe granjeou este respeito? Estribar-se na palavra de Deus, a Bíblia, em vez de nas opiniões de outros homens. Sua autoridade exclusiva era Jeová Deus e Sua palavra de verdade. Jesus obteve o respeito tanto de amigos como de inimigos, por merecê-lo. — Mateus 7:28, 29; 15:1-9; João 7:32, 45, 46.
3. Que obrigação impõe Efésios 5:33 à esposa, e o que requer isso do marido?
3 “A esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido”, é a instrução dada em Efésios 5:33. Mas o marido deve fazer empenho diligente para merecer este respeito; senão, será muito difícil para a esposa acatar esta instrução. Como pode o marido desempenhar seu papel, conforme delineado na Bíblia, a fim de obter tal respeito?
PELO EXERCÍCIO DA CHEFIA CORRETA
4. Que papel atribui a Bíblia ao marido?
4 A Bíblia atribui ao marido o papel da chefia no arranjo marital, dizendo: “As esposas estejam sujeitas aos seus maridos como ao Senhor, porque o marido é cabeça de sua esposa, assim como também o Cristo é cabeça da congregação, sendo ele salvador deste corpo. De fato, assim como a congregação está sujeita ao Cristo, também as esposas estejam sujeitas aos seus maridos, em tudo.” (Efésios 5:22-24) Será que tal arranjo realmente contribuirá para a felicidade na família? Algumas mulheres falam abertamente contra o que descrevem como sendo chauvinismo masculino, quer dizer, o conceito vanglorioso ou exagerado que alguns homens têm quanto à sua posição com relação às mulheres. Mas, digamos logo de início, que os ensinos bíblicos não endossam tal chauvinismo masculino.
5. O que deve o marido reconhecer sobre a chefia, e os exemplos de quem deve seguir?
5 A Bíblia enfatiza o fato de que não só a mulher, mas também o homem está sob uma chefia. Recorrendo ao livro bíblico de 1 Coríntios, capítulo 11, versículo 3, encontramos que o apóstolo Paulo escreveu as seguintes palavras à congregação de Corinto: “Quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus.” O homem tem Cristo por cabeça, e é de Deus e de Cristo, como exemplos e instrutores, que você, o marido, deve aprender como exercer a chefia.
6. O que podem os maridos aprender de Jeová Deus e Jesus Cristo sobre a chefia?
6 A chefia de Jeová sobre Cristo foi exercida em benevolência, e a reação de Cristo era: “Agradei-me em fazer a tua vontade, ó meu Deus.” (Salmo 40:8; Hebreus 10:7) Também a chefia de Jesus Cristo é amorosa. Ele disse aos que tornar-se-iam seus discípulos: “Sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas.” (Mateus 11:29) Os que são membros de sua congregação, que as Escrituras comparam com uma noiva, deveras têm encontrado tal revigoramento sob a sua chefia. Ele não os tem explorado, mas tem sido abnegado no seu amor. Esta é também a espécie de chefia que o marido deve exercer sobre sua esposa: “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela . . . Deste modo, os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta, assim como também o Cristo faz com a congregação . . . cada um de vós, individualmente, ame a sua esposa como a si próprio; por outro lado, a esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.” (Efésios 5:25-29, 33) Se você der o exemplo de sujeição à chefia de Cristo, então não deve ser algo difícil — de fato, pode ser um prazer — para sua esposa ter profundo respeito pela sua chefia como marido dela.
7, 8. Mencione algumas das maneiras em que certos maridos deixam de exercer a devida chefia.
7 O grande problema é que, devido à imperfeição e ao inerente egoísmo, há ocasiões em que o marido, embora querendo ser respeitado como chefe da família, deixa de mostrar o necessário amor e consideração para com sua esposa. A esposa, amiúde, dirá que não se sente amada pelo seu marido, que ele só se preocupa com o seu próprio prazer e satisfação. Também, algumas esposas queixam-se de que seu marido é mandão. Pode ser que isso seja resultado de a esposa tentar usurpar a chefia dele, sendo que ele resiste a tal usurpação. Ou pode ser que o homem tenha sido criado num ambiente em que os maridos são arrogantes e mandões. Não importa qual a causa, tal abuso da chefia não granjeia o respeito de ninguém.
8 Por outro lado, em vez de abusarem da chefia, alguns maridos renunciam a ela. Deixam todas as decisões para sua esposa. Ou, dizendo à esposa que ‘não os apresse’, procrastinam tanto, que os interesses da família sofrem. Talvez não sejam fisicamente preguiçosos ou ociosos, mas, esquivando-se do esforço mental, o resultado pode ser o mesmo que o descrito em Provérbios 24:33, 34: “Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso; assim sobrevirá a tua pobreza como um salteador, e a tua necessidade como um homem armado.” — Imprensa Bíblica Brasileira.
9, 10. Ao fazer decisões que afetam a família as opiniões de quem deve o marido tomar em consideração?
9 Obterá o respeito de sua esposa, se você se mostrar firme e forte, capaz de tomar decisões. Mas isto não significa que não se deva consultar a ninguém mais na família ou que a opinião de sua esposa não deva receber séria consideração, só porque não concorda com a sua própria. Logo cedo, no registro bíblico, lemos sobre um sério problema na família de Abraão e Sara, envolvendo seu filho Isaque e o filho de sua serva Agar. Sara recomendou uma solução que não coincidiu com os sentimentos de Abraão sobre o assunto. Mas, Deus disse a Abraão: “Escuta a sua voz.” — Gênesis 21:9-12.
10 Não devemos concluir disso que o marido sempre deva ceder aos desejos de sua esposa. Mas, pode ser proveitoso considerar com ela as decisões que afetam a família, animando-a a que expresse livremente suas idéias e seus sentimentos. Mantenha abertas as linhas de comunicação, sendo sempre acessível, e avalie cuidadosamente as preferências dela nas decisões que tomar. Nunca seja mandão ou tirânico no exercício da chefia, porém, mostre humildade. Você não é perfeito e cometerá erros, e quando os fizer, desejará ter a compreensão de sua esposa. Surgindo situações assim, a esposa, cujo marido é humilde, achará mais fácil respeitar a chefia dele, do que aquela cujo marido é orgulhoso.
POR SER BOM PROVISOR
11, 12. (a) Qual é a responsabilidade do marido quanto a prover as necessidades materiais da vida? (b) De que modo é realmente por um esforço conjunto que se fazem tais provisões?
11 O marido tem a responsabilidade de prover as necessidades materiais da vida para sua família. Isto é mostrado em 1 Timóteo 5:8: “Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé.” A vida atual, em muitos países, requer muito dinheiro, e você, como marido, terá de tomar as decisões que governam a maneira de satisfazer esta necessidade. Provavelmente verificará que, além de ter de levar para casa o dinheiro que ganha, precisará elaborar com sua esposa um orçamento que ambos entendam. Isto significa simplesmente ter um arranjo para controlar os gastos. Ajudá-lo-á a viver dentro dos seus recursos e pode evitar em muito a espécie de discussão que às vezes surge quando o dinheiro acaba antes do dia do pagamento.
12 Embora, na maioria dos casos, seja o marido quem traz o dinheiro para o sustento da família, não se deve esquecer que é ganho por um esforço conjunto. Se você, como marido, acha que está fazendo tudo sozinho, então pare e calcule quanto lhe custaria contratar um agente de compras, uma cozinheira, uma lavadora de pratos, uma arrumadeira, uma decoradora, uma babá, e assim por diante. Normalmente, sua esposa lhe poupa estas despesas por fazer o trabalho que, naturalmente, é sua parte como sócia matrimonial. E se ela guardar uma porção de registros sobre as despesas do lar, você poderá acrescentar uma “contadora” à lista já mencionada. Provérbios 18:22 é bem veraz: “Achou alguém uma boa esposa? Achou uma coisa boa.”
13. No que se refere a coisas materiais, que conceito devem evitar os casais, e de que proveito pode ser isso para eles?
13 Ao providenciarem-se as coisas materiais, há um sempre-presente perigo — para você e sua esposa — o de vir a adotar o conceito materialista sobre a vida. Poucas coisas podem ‘corroer’ tanto o alicerce da felicidade familiar como isso. “Não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora”, disse o escritor bíblico Paulo. “Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas. No entanto, os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores.” Não importa que possessões o modo materialista de vida possa trazer, nunca pode compensar a dor de se ver as relações familiares enfraquecerem e romperem. O lucro material é ultrapassado em muito pela perda espiritual e emocional. — 1 Timóteo 6:7-10.
14. O que determina se as coisas materiais são demasiado importantes na vida da pessoa?
14 O materialismo é o amor às coisas materiais, não a mera posse de bens materiais. Alguém pode ser pobre e materialista, ou rico e de mentalidade espiritual. Depende de em que fixa o coração. Jesus disse: “Parai de armazenar para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam. Antes, armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. Pois, onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração.” — Mateus 6:19-21.
15, 16. Além de cuidar bem das necessidades materiais, que mais deve o marido fazer, para manter a família feliz?
15 O marido que é bom provisor das necessidades materiais pensará nesta admoestação bíblica, e, além de prover as coisas necessárias em sentido material, devotará tempo a fazer provisões espirituais para a sua família. Que adianta gastar muito tempo no trabalho secular para obter as coisas materiais da vida, quando não lhe sobra tempo suficiente nem energia para edificar sua família em sentido espiritual? Para ter a sabedoria de lidar com bom êxito com os problemas da vida, precisa gastar tempo para edificar na família uma forte devoção a princípios corretos. Poderá fazer isso por dar lugar na sua vida à leitura da Palavra de Deus e à palestra sobre ela, assim como orarem juntos. Como chefe da família, cabe a você, o marido, tomar a dianteira nisso. O custo disso, em tempo e esforço, será superado em muito pelos benefícios. Não falhará a promessa de Deus: “Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” — Provérbios 3:6.
16 O marido que recorre ao Criador para endireitar seus passos reconhece o equilíbrio do conselho encontrado em Eclesiastes 7:12: “A sabedoria é para proteção, assim como o dinheiro é para proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a própria sabedoria preserva vivos os que a possuem.” Portanto, como bom provisor, ele trabalha arduamente para suprir as necessidades físicas dos de sua casa. Não obstante, não baseia sua esperança “nas riquezas incertas, mas em Deus”. Dá exemplo em colocar a ênfase primária nos interesses espirituais, a fim de que tanto ele como sua esposa “se apeguem firmemente à verdadeira vida”. (1 Timóteo 6:17-19) Os esforços do marido, para fazer tais provisões, tanto físicas como espirituais, obter-lhe-ão o respeito da esposa que teme a Deus.
POR DAR-LHE HONRA
17-19. Como se pode aplicar às relações sexuais o conselho bíblico sobre atribuir “honra” a esposa?
17 O apóstolo Pedro falou aos maridos sobre suas esposas e disse-lhes que lhes ‘atribuíssem honra como a um vaso mais fraco, o feminino’. (1 Pedro 3:7) Neste mesmo versículo, Pedro salientou que você, como marido, que vive com sua esposa, deve atribuir-lhe esta honra “segundo o conhecimento”.
18 Isto, por certo, aplica-se às relações sexuais. Grande parte da frigidez de esposas deve-se aos maridos que são ignorantes com respeito à constituição física e emocional da mulher. “O marido renda à esposa o que lhe é devido”, mas ‘segundo o conhecimento, atribuindo-lhe honra como a um vaso mais fraco’, aconselha a Palavra de Deus. (1 Coríntios 7:3) Se você realmente lhe ‘atribuir honra’, não será ríspido, nem exigente, insistindo na satisfação de suas próprias paixões, mesmo que ela esteja muito cansada, ou durante as ocasiões difíceis do mês. (Veja Levítico 20:18.) E quando tiver relações com ela, não ficará tão atento ao seu próprio prazer, que desconsidere as necessidades dela. Neste campo da vida, a mulher costuma reagir de modo mais vagaroso do que o homem. Ela tem necessidade especial de ternura e afeto. Ao dizer ao marido que “renda à esposa o que lhe é devido”, a Bíblia dá ênfase ao dar, não ao receber.
19 Esta espécie de dar, naturalmente, é reservada ao próprio cônjuge. É verdade que muitos homens, hoje, têm “casos” com outras mulheres. Mas, no fim, o que é que ganham? Simplesmente minam a felicidade de seu próprio lar. Deixam de ‘atribuir honra’ à sua esposa, e assim não dão à esposa motivo para respeitá-los. Além disso, desonram o próprio matrimônio, arranjo que foi originado por Deus. Em vista de todas as mágoas que isso causa, é compreensível que Hebreus 13:4 exorte: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.”
20. Conforme indica Efésios 5:28, de que outras maneiras se deve mostrar honra à esposa?
20 Dar honra à esposa não termina com as relações sexuais. Também em outros assuntos, o marido que é deveras respeitoso mostra que tem a esposa em alta estima. Não é o caso de ele a colocar num pedestal e tornar-se escravo dela. Antes, é como já lemos, em Efésios 5:28: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio.” O homem que fizer isso certamente não tratará sua esposa como alguém inferior. Na hora da refeição, certamente não acharia que seu corpo merece todos os petiscos seletos, deixando para ela apenas as sobras — não, se ele a amar ‘como a seu próprio corpo’. Em vez de ser egocêntrico quanto à sua própria aparência, preocupar-se-á tanto, ou mais, quanto à de sua esposa, fazendo o que poder para que ela fique contente com a roupa que tem. O homem não bate em si mesmo, quando deixa de fazer as coisas tão bem como gostaria. Nem fará isso o marido cristão à sua esposa, só porque ela, às vezes, deixa de satisfazer às suas expectativas. Bem ao contrário, se alguém a tratasse rudemente, iria lealmente em auxílio dela. Ama-a assim como ao seu próprio corpo.
21, 22. Como pode o marido ajudar à esposa a ter prazer no desempenho de seu papel?
21 Embora reconheça em que pontos suas necessidades são iguais, também precisa entender as diferenças psicológicas entre vocês dois, se quer ‘atribuir honra’ à sua esposa. Basicamente, as mulheres gostam de trabalhar sob o teto duma autoridade, desde que esta seja exercida corretamente. Foi assim que Jeová Deus as criou. A mulher foi feita ‘ajudadora do homem, como complemento dele’. (Gênesis 2:18) Mas, se a supervisão for exercida com muita minúcia, se não houver margem para que ela tome a iniciativa e use suas próprias habilidades, a mulher poderá começar a sentir que se elimina da sua vida o prazer, e poderá surgir ressentimento.
22 Outro fator vital que precisa de atenção é o desejo natural da mulher de sentir-se necessitada. O marido prestativo é apreciado pela maioria das mulheres, mas aquele que simplesmente relega a esposa ao segundo plano e passa a tomar conta da situação pode descobrir que causa mais dano do que bem. Você fará muito para granjear a lealdade de sua esposa, se for bondoso e apreciativo, e se a deixar saber que ela é necessária, que lhe atribui honra, que os dois trabalham como equipe, que o caso é “nós” e “nosso”, não “eu” e “você”, ou “meu” e “seu”. Será que você deixa realmente sua esposa saber quanto gosta e precisa dela? Não fará isso por pagar-lhe um salário; terá de demonstrá-lo de outras maneiras.
RECONHEÇA SUAS QUALIDADES FEMININAS
23. Falando-se de modo geral, em que diferem os homens e as mulheres quanto às emoções?
23 Uma psicóloga escreveu: “Basicamente, as mulheres sentem, ao passo que os homens pensam.” Determinada caraterística, por si só não é melhor do que outra; são simplesmente diferentes. Não gostamos de pessoas que são insensíveis; nem daquelas que são desatenciosas. É evidente que as mulheres têm tanto a capacidade de sentir como de pensar, e o mesmo se dá com os homens. Mas, falando-se de modo geral, as emoções da mulher manifestam-se com maior prontidão, ao passo que o homem costuma estar mais inclinado a tentar sufocar a emoção a favor do que ele considera ser a maneira mais lógica de encarar o assunto. Naturalmente, embora haja exceções, esta é outra diferença que faz com que o marido e a mulher se complementem mutuamente. Junto com a constituição basicamente mais emocional da mulher, o forte interesse que ela mostra nas pessoas fazem-na falar mais do que o homem. E ela precisa de alguém com quem conversar. É nisto que os maridos falham.
24. Por que é importante que o marido escute sua esposa e converse com ela?
24 Conversa você com a sua esposa? Não só sobre o seu trabalho, mas também sobre o dela? Está interessado nele e revela-lhe isso? Como passou ela o dia? O que aconteceu com os filhos? Não volte para casa perguntando: ‘O que temos para o jantar?’, ocultando-se depois da refeição atrás do jornal e resmungando em resposta aos esforços dela de conversar. Esteja interessado na sua esposa, nos pensamentos dela, nas suas atividades e nos seus sentimentos a respeito das coisas. Incentive-a nos planos que ela tem, elogiando-a pelas suas realizações. Se ela for elogiada no que está fazendo, talvez comece a fazer outras tarefas que havia negligenciado. A crítica pode ser um veneno sutil e ser deprimente, mas o genuíno louvor dado quando merecido é um curativo e um estimulante, que lhe dará muito ânimo! — Provérbios 12:18; 16:24.
25, 26. (a) Que mensagem transmite à esposa um presente para ela? (b) Que espécie de presente é mais importante para ela?
25 Será que você lhe traz ocasionalmente um presente? Não precisa ser algo caro — talvez apenas uma coisa pequena que lhe diz: ‘Lembrei-me de você.’ E faz isso, não necessariamente numa ocasião específica, mas apenas espontaneamente, sem outro motivo exceto o de querer fazer isso? Surpresas agradáveis sempre dão prazer. Não se agrada quando ela o surpreende com um prato especial de que você gosta? Retribua surpresa com surpresa, e dê-lhe prazer. Pequenas lembranças, induzidas pelo amor, significam mais do que presentes caros dados de modo rotineiro — talvez até mesmo com ressentimento — por um senso de dever. “Deus ama o dador animado.” (2 Coríntios 9:7) As esposas também. Mesmo que as refeições não sejam especiais, lembre-se de que “melhor um prato de verduras onde há amor, do que um touro cevado e com ele ódio”. — Provérbios 15:17.
26 O presente mais importante é você dar de si mesmo — seu tempo, sua energia, sua atenção e seus pensamentos, especialmente os mais chegados ao seu coração. Muitos homens acham isso difícil. Fazer expressões de carinho pode parecer-lhe sentimentalismo tolo e nada varonil. Mas, se você amar sua esposa, terá em mente quanto um olhar, um toque, uma palavra pode significar para uma mulher. Mas, a ausência deles pode contribuir muito para ela se sentir contrariada, cansada e infeliz. Portanto, siga o exemplo registrado no Cântico de Salomão, na Bíblia. Expressar estima e afeto pelos outros é bom para quem o faz. As pessoas se sentem irresistivelmente atraídas aos que são cordiais. E como é a pessoa cordial? É alguém que revela seus sentimentos e seu entusiasmo aos com quem se importa. Tal cordialidade é contagiosa; será retribuída ao que a tem. — Cântico de Salomão 1:2, 15; Lucas 6:38.
27, 28. (a) O que poderá perguntar a si mesmo o marido, para saber se exerce a chefia de modo correto? (b) Por que convém preocupar-se com este assunto?
27 Marido, pergunte-se: Pode minha esposa facilmente respeitar minha chefia? Amo-a assim como a mim mesmo? Ou estou principalmente interessado apenas na minha própria satisfação e desejos? Quanto tomo em consideração as necessidades dela? Antes de eu tomar decisões para a família, escuto as opiniões dela e considero os seus desejos? Faço minhas decisões pensando no bem-estar dela? Atribuo-lhe honra como a um vaso mais fraco, o feminino? Comunico-me com ela, e abro-lhe meu coração?
28 Não poderá satisfazer isso perfeitamente. Mas, se fizer empenho coerente e humilde, poderá confiar em que isto contribuirá muito para tornar você um marido que obtém o profundo respeito da esposa e a aprovação de Deus.
[Foto na página 49]
Pequenas coisas significam muito.
-
-
A esposa muito amadaTorne Feliz Sua Vida Familiar
-
-
Capítulo 5
A esposa muito amada
1-4. Que queixa fazem às vezes as mulheres sobre o seu marido lhes afiançar seu amor?
UMA mulher queixou-se a outra: ‘Sei que meu marido me ama, mas ele nunca o diz. Ora, ocasionalmente, consigo arrancar isso dele, mas, significaria muito mais para mim se me dissesse que me ama sem eu o induzir a isso.’
2 A outra mulher respondeu: ‘Eu sei. Os homens são assim mesmo. Certa vez, perguntei a meu marido se me amava, e ele disse: “Eu me casei com você, não casei? Eu sustento você e vivo com você; não o faria se não a amasse.”’
3 Ela pausou por um momento e depois continuou: ‘Mas, há umas noitinhas atrás, aconteceu algo muito tocante. Durante o dia, eu estava limpando o escritório dele e vi numa das gavetas da escrivaninha um retrato. Era uma fotografia que eu lhe havia mostrado e que vinha dum velho álbum de família que eu tinha. Era um retrato meu, de maiô, quando eu tinha sete anos de idade. Ele o havia tirado do álbum e colocado na gaveta da escrivaninha.’
4 Ela sorriu ao se lembrar disso, depois olhou para sua amiga. ‘À noitinha, quando voltou para casa após o trabalho, confrontei-o com isso. Ele me tirou o retrato da mão, sorriu e disse: “Eu gosto muito desta menininha.” Depois o pôs de lado e tomou o meu rosto entre as suas mãos, dizendo: “Também gosto muito do que ela se tornou.” E beijou-me com ternura. Fiquei com lágrimas nos olhos.’
5. Para ser muito amada pelo marido, como deve a esposa comportar-se?
5 A esposa que sabe que é muito querida por seu marido sente-se bem e segura, no íntimo. A Palavra de Deus aconselha os homens a terem tal amor por sua esposa. “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta, . . . os dois se tornarão uma só carne.” (Efésios 5:28, 29, 31) Conforme já consideramos, a esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido, mas o marido deve comportar-se de modo a merecer tal respeito. O mesmo também se aplica ao caso em que seu marido é aconselhado a amá-la e acalentá-la: Comporte-se de modo que ele se sinta impelido a fazer isso de coração.
DÁ-LHE APOIO?
6, 7. (a) Em Gênesis 2:18, para que papel, disse Jeová, fez ele a mulher? (b) Para a esposa ser verdadeira ajudadora para seu marido, o que se requer dela?
6 Para a esposa ser muito amada, requer-se mais do que mera sujeição à chefia do marido. Ele poderia ter um cavalo ou um cão bem treinado e sujeito a ele. Adão tinha animais consigo, no jardim do Éden, e estes estavam em sujeição a ele. Mas, ele ainda assim era o único de sua espécie. Precisava duma inteligente companheira humana, que fosse complemento dele e ajudadora dele no trabalho: “Não é bom que o homem continue só”, disse Jeová Deus. “Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento dele.” — Gênesis 2:18.
7 O que o marido necessita é de uma esposa que não só o ame e respeite, mas que também seja verdadeira ajudadora, apoiando-o nas decisões que toma. Isto não é difícil, quando as decisões são por acordo mútuo, depois de terem sido consideradas em conjunto. Mas, pode não ser fácil, se você não tiver sido consultada, ou se você não concordar. Em tal caso, poderia você apoiar lealmente seu marido — fazer o melhor para que a decisão dele funcione, desde que não se trate de atividade ilegal ou antibíblica? Ou ficaria inclinada a refrear-se obstinadamente, esperando que ele falhe, para poder dizer: ‘Eu não lhe disse?’ Se ele observar você empenhar-se arduamente para o sucesso do projeto, apesar de seus receios, não acha que tal apoio leal da sua parte fará com que ele a ame mais ainda?
8. Como pode a esposa estimular seu marido a exercer a devida chefia?
8 Acima de tudo, não tente usurpar a chefia dele! Se você conseguisse fazer isso, não ia mais gostar dele; e ele não ia gostar nem de você, nem de si mesmo. Pode ser que ele não assuma a chefia assim como devia. Pode você incentivá-lo nisso? Expressa-lhe você seu apreço pelos esforços que ele faz em tomar a dianteira? Coopera com ele e anima-o quando ele mostra um pouco de iniciativa, ou diz-lhe que está errado, que seu plano não vai funcionar? Às vezes, a esposa precisa compartilhar a culpa, se seu marido não toma a dianteira — por exemplo, se ela faz pouco das idéias dele ou se opõe aos seus empenhos, ou quando lhe dá a resposta do tipo ‘eu lhe disse que não ia dar certo’, caso algum projeto não saia conforme planejado. Isto, por fim, pode produzir um marido incerto e indeciso. Por outro lado, sua lealdade e apoio, sua confiança e fé nele, vão fortalecê-lo e contribuir para o seu bom êxito.
“UMA ESPOSA CAPAZ”
9. O que diz Provérbios 31:10 sobre a esposa capaz?
9 Para ser esposa muito amada, precisa também cuidar com esmero de suas responsabilidades no lar. A Bíblia diz sobre tal mulher: “Seu valor é muito maior do que o de corais.” (Provérbios 31:10) É você tal esposa? Quer sê-la?
10, 11. Como pode a esposa mostrar que ela se enquadra na descrição de Provérbios 31:15?
10 Ao tratar das atividades duma “esposa capaz”, o livro de Provérbios diz: “Ela se levanta também enquanto ainda é noite, e dá comida aos da sua casa.” (Provérbios 31:15) Muitas mulheres jovens iniciam a vida de casada com um impedimento, porque sua mãe não lhes ensinou a cozinhar; mas, elas podem aprender. E a mulher sábia aprenderá a fazê-lo bem! Cozinhar é uma arte. Quando a refeição foi bem preparada, não só encherá o estômago, mas trará também uma reação do coração.
11 Há muita coisa que se pode aprender sobre preparar refeições. É proveitoso informar-se sobre os elementos básicos da nutrição, a fim de que se possa proteger a saúde de sua família. Mas, só apresentar alimento nutritivo ao marido não necessariamente granjeará o louvor dele. A Bíblia informa-nos que a esposa de Isaque, Rebeca, sabia preparar o alimento de maneira ‘gostosa’, assim como seu marido gostava. (Gênesis 27:14) Muitas esposas poderiam tirar proveito do exemplo dela.
12. O que pode estar incluído em a mulher agir em harmonia com Provérbios 31:14?
12 Em algumas partes do mundo, as mulheres vão de manhã à feira para comprar as coisas necessárias para o dia. Em outras partes, fazem as compras talvez uma vez por semana e mantêm os gêneros perecíveis em refrigerador. Qualquer que seja o caso, o homem não pode deixar de apreciar a esposa que usa o dinheiro da família com cuidado e que respeita o orçamento doméstico. Se ela aprender a identificar alimentos e roupa de boa qualidade, e souber seu valor, nem sempre comprará a primeira coisa que vê. Antes, conforme diz Provérbios 31:14: “Ela tem mostrado ser como os navios de um mercador. De longe ela traz para dentro o seu alimento.”
13. De acordo com Provérbios 31:27, o que se pode esperar da esposa capaz, com relação ao cuidado com o lar?
13 Esta preocupação conscienciosa com o seu trabalho também precisa revelar-se na condição de seu lar. Comentando ainda mais o que identifica a esposa capaz, Provérbios 31:27 diz: “Ela está vigiando os andamentos dos da sua casa e não come o pão da preguiça.” Tomar por hábito dormir até tarde e gastar um tempo excessivo em conversa ociosa com as vizinhas — estas coisas não são para ela. Embora doença ou imprevistos possam às vezes fazer que ela se atrase nos afazeres domésticos, seu lar, em geral, será esmerado e limpo. Seu marido pode estar certo de que, caso amigos venham visitá-los, ele não ficará embaraçado pela aparência de seu lar.
14, 15. Que conselho dá a Bíblia às mulheres a respeito da vestimenta e do adorno?
14 A maioria das mulheres não precisa ser informada de que também é importante dar atenção à sua aparência pessoal, mas algumas delas precisam de ser lembradas disso. Não é fácil sentir afeição por alguém, cuja aparência mostra que não dá muita importância a si mesma. A Bíblia recomenda que as mulheres “se adornem em vestido bem arrumado, com modéstia e bom juízo”. Mas, ela aconselha também que não se dê ênfase demais ao penteado, a jóias e a vestidos caros, que atraem indevida atenção a quem os usa. — 1 Timóteo 2:9.
15 De valor muito superior a tal maneira de se vestir é a disposição de ânimo de quem se arruma assim. O apóstolo Pedro disse às esposas cristãs que um “espírito quieto e brando . . . é de grande valor aos olhos de Deus”. (1 Pedro 3:3, 4) E Provérbios, enumerando as caraterísticas da esposa capaz, acrescenta que ela “estendeu as suas mãos ao pobre” e que “a lei da benevolência está sobre a sua língua”. Ela não é nem egoísta, nem “ferina”, mas generosa e bondosa. (Provérbios 31:20, 26) “O encanto talvez seja falso”, continua a descrição, “e a lindeza talvez seja vã; mas a mulher que teme a Jeová é a que procura louvor para si”. — Provérbios 31:30.
16. Como considerará o marido apreciativo tal esposa?
16 Sim, tal mulher será muito amada pelo marido que compartilha o ponto de vista do Criador. Considerará a sua esposa assim como expresso pelo escritor de Provérbios: “Há muitas filhas que demonstraram capacidade, mas tu — tu sobrepujaste a todas elas.” (Provérbios 31:28, 29) E sem muito induzimento, ele se sentirá movido a deixar sua esposa saber que pensa assim.
SEU CONCEITO SOBRE O SEXO FAZ DIFERENÇA
17, 18. Como pode o conceito que a esposa tem sobre o sexo afetar os sentimentos de seu marido por ela?
17 Relações sexuais insatisfatórias são a raiz de muitos problemas conjugais. Em alguns casos, isto se deve à falta de consideração e de compreensão do marido quanto às necessidades físicas e emocionais de sua esposa, e, em outros casos, deve-se à falha da esposa, de participar física e emocionalmente na sensação do marido. O ato sexual, em que tanto o marido como a mulher participam voluntária e afetuosamente, deve ser uma expressão íntima do amor que sentem um pelo outro.
18 A frigidez da mulher talvez se deva à falta de consideração de seu marido, mas a indiferença da mulher também fere o marido, e alguma demonstração de repugnância pode acabar com a potência dele ou mesmo fazê-lo sentir-se atraído por outra pessoa. Se a esposa apenas se sujeita, com a atitude de não se importar, o marido pode interpretar isso como evidência de que a esposa não gosta dele. As emoções é que governam a reação sexual, e, se a esposa for impassível, ela talvez tenha de revisar sua própria atitude para com o sexo.
19. (a) Como mostra a Bíblia que seria errado negar as relações sexuais ao cônjuge por períodos prolongados? (b) Por que não deve ser necessário pedir que pessoas de fora da união marital decidam sobre a propriedade da conduta do casal em questões de sexo?
19 A Bíblia aconselha tanto ao marido como a mulher a não ‘se privarem um ao outro disso’. A Palavra de Deus não admite o uso do sexo como meio de punir o cônjuge ou expressar ressentimento, como no caso de a esposa o negar ao marido durante semanas, ou mesmo meses. Assim como ele deve ‘render à esposa o que lhe é devido’, ela ‘também deve fazer o mesmo para com o marido’. (1 Coríntios 7:3-5) Isto não significa que se deva esperar que a esposa se sujeite a algum ato anormal, que ela acha moralmente repugnante, e o marido que ama e respeita sua esposa não exigirá isso dela. “O amor . . . não se comporta indecentemente.” (1 Coríntios 13:4, 5) Não deve ser necessário pedir que alguém de fora da união marital decida sobre a propriedade ou impropriedade da conduta do casal. A Bíblia, em 1 Coríntios 6:9-11, cita claramente as práticas proibidas aos adoradores de Jeová Deus: fornicação, adultério, homossexualismo. (Veja também Levítico 18:1-23.) Alguns liberais modernos, praticando uma “nova moralidade” — na realidade, imoralidade — reivindicam a aceitação de alguns destes atos sexuais proibidos, ao passo que outros, muito conservadores, acrescentariam mais algumas proibições. A Bíblia apresenta o conceito equilibrado. Falando-se de modo geral, se todas as outras relações no casamento forem boas, se houver amor, respeito, boa comunicação e compreensão, então o sexo raras vezes será problema.
20. Qual é o resultado, quando a esposa usa o sexo para fins de negociata?
20 A esposa muito amada não usará o sexo para fins de negociata. É certo que nem todas as esposas barganham com o sexo, mas algumas o fazem. De maneira talvez sutil, usam o sexo para obter concessões de seu marido. Com que resultado? Bem, você não precisa sentir afeto pela pessoa que lhe vende algum vestido, não é? Assim tampouco o marido precisa sentir terna afeição pela esposa que negocia o sexo para obter concessões dele. A mulher que faz isso talvez obtenha alguma vantagem material, mas ela perde em sentido emocional e espiritual.
AS CHORAMINGAS, AS IMPLICANTES
21-23. Conforme ilustrado no caso de Sansão, como pode o choro e a implicância da mulher destruir a felicidade?
21 Sansão era homem forte, mas não podia suportar a pressão de mulheres que costumavam chorar e implicar para obter o que queriam. Em certa ocasião, ele se viu confrontado com um assédio de choradeira da mulher que devia tornar-se sua esposa. Conforme registra Juízes 14:16, 17, ela “começou a chorar junto dele e a dizer: ‘Tu deveras somente me odeias e não me amas. Propuseste um enigma aos filhos do meu povo, mas não mo declaraste.’ A isto ele lhe disse: ‘Ora, não o declarei nem ao meu próprio pai nem à minha própria mãe, e devia eu declará-lo a ti?”’ O apelo de Sansão à lógica não adiantou. Raras vezes funciona, quando as emoções ficam agitadas. “Ela chorava junto dele durante os sete dias que o banquete durou para eles, e sucedeu que no sétimo dia por fim lho declarou, porque ela o havia assediado. Ela declarou então o enigma aos filhos do seu povo.”
22 Não pense que seu marido não a ama, só porque nem sempre acede ao que você quer. A noiva de Sansão o acusou de não a amar, mas, na realidade, era ela quem não o amava. Ela o assediou até que ele não o suportou mais. Quando ele lhe contou seu enigma, ela logo o traiu, correndo para contar o segredo aos inimigos dele. No fim, ela se tornou esposa de outro homem.
23 Posteriormente, Sansão sentiu-se atraído a outra mulher, chamada Dalila. Ela pode ter sido fisicamente atraente, mas, mostrou ser uma mulher que ele pudesse amar muito? A fim de extrair de Sansão uma informação que pudesse usar para obter uma vantagem egoísta, Dalila recorreu à implicância como seu instrumento. O relato diz: “Sucedeu que, assediando-o ela todo o tempo com as suas palavras e instando com ele, a alma dele ficou impaciente até à morte.” O resultado final foi trágico. — Juízes 16:16.
24-27. (a) O que diz o livro de Provérbios sobre o efeito da implicância da esposa? (b) Por que escolheu as mulheres para dar tal conselho? (c) O que é mais verossímil para induzir o marido a fazer algo de bom para sua esposa?
24 Choro e implicância não são sábios. Prejudicam o casamento. Afastam o marido. A Bíblia adverte contra tais práticas, conforme indicam os seguintes textos, citados de Salmos e Provérbios Vivos: “A implicância no assunto separa os melhores amigos.” “Uma esposa implicante atiça os nervos como um constante alfinetar.” “Seria melhor ir morar no deserto, do que ficar com uma mulher briguenta e cheia de queixas.” “O constante gotejar num dia de chuva e uma mulher implicante têm muita coisa em comum; suas queixas são tão difíceis de terminar, como é difícil parar o vento, ou segurar alguma coisa com as mãos cheias de óleo!” — Provérbios 17:9; 19:13; 21:19; 27:15, 16.
25 Por que escolhem as Escrituras a esposa para dar este conselho? Provavelmente, porque as mulheres, em geral, são mais emotivas e estão mais inclinadas a dar vazão aos seus sentimentos, especialmente quando ficam perturbadas com alguma coisa. Também, talvez pensem que é a única arma que possuem. O marido, como chefe da casa, pode atuar arbitrariamente, de modo que a esposa talvez ache que precisa recorrer à pressão emocional. Você, como esposa, não deve usar tais táticas, e seu marido não deve fazê-la sentir-se obrigada a isso.
26 É verdade que pode haver ocasiões em que não se sente bem, e talvez passe a chorar, mesmo que não queira. Mas, isso é bastante diferente de usar cenas cheias de expressões emotivas só para conseguir o que quer.
27 A maioria dos maridos, realmente amando sua esposa, favorecerão mais a ela do que a si mesmos, no que se refere a preferências pessoais. Agrade a seu marido, e ele provavelmente procurará ocasiões para agradar a você.
“TEMPO PARA FICAR QUIETO E TEMPO PARA FALAR”
28-35. (a) Descreva os hábitos de conversar que talvez dificultem para o marido palestrar com a esposa. (b) O que se pode fazer, para melhorar a conversação entre marido e mulher?
28 Muitas esposas se queixam: ‘Meu marido nunca fala comigo.’ A culpa pode ser dele. Mas, muitas vezes o marido gostaria de falar com sua esposa, porém, ela não lhe facilita isso. De que modo? Nem todas as mulheres são iguais. Pergunte-se, porém, se você se enquadra numa destas descrições:
29 A primeira refere-se a uma mulher que não tem nenhuma dificuldade em falar com outras mulheres na vizinhança. Mas, qual é o estilo dela? Quando a outra mulher pára para tomar fôlego, ela já começa a falar. Talvez faça algumas perguntas, ou talvez passe para outro assunto, inteiramente diferente. Daí a pouco, a que foi interrompida corta a conversa e de novo passa a liderar a palestra por um tempo. Nenhuma das duas parece importar-se com esta “luta livre” conversacional.
30 Daí, o marido dela volta para casa, e ele tem algo para contar. Assim que entra pela porta, passa a dizer: ‘Você nunca imaginaria o que aconteceu no trabalho . . .’ Mas, não vai mais longe. Ela o interrompe, dizendo: ‘Onde é que conseguiu esta mancha no paletó? Deve ter cuidado para ver onde vai pisar. Acabo de limpar o chão.’ Ele talvez hesite em reiniciar a sua história.
31 Ou talvez estejam conversando com amigos, e ele esteja contando uma experiência, mas deixa fora alguns pormenores ou talvez não os relate exatamente certo. Sua esposa o interrompe, primeiro para corrigir as falhas, e depois para completar a história. Não demora muito até ele tomar fôlego e dizer: ‘Por que você não conta o resto?’
32 Outra mulher é da espécie que incentiva seu marido a falar. Procurando não dar na vista, mas cheia de curiosidade, ela pergunta: ‘Onde esteve?’ ‘Quem estava lá?’ ‘O que aconteceu?’ Não pergunta sobre as coisas rotineiras da vida, mas sobre as que parecem mais confidenciais, aquelas que a intrigam. Ela reúne os pedaços de informação que consegue e preenche as lacunas com um pouco de imaginação. Pode ser que parte da informação seja algo que seu marido não devia ter divulgado. Outras coisas podem ter sido apropriadas para uma palestra com a esposa, mas foram ditas em confidência. Então, se ela passar a falar sobre isso a outros, romperá o sigilo “Não reveles a palestra confidencial de outrem”, adverte Provérbios 25:9. Mas, se ela fizer isso, poderá causar problemas. Sentir-se-á ele à vontade para conversar com ela no futuro?
33 Ainda um terceiro tipo de mulher não é grande conversadora. Ela sabe cuidar do trabalho necessário na casa, mas raras vezes diz mais do que apenas algumas palavras. Quem quiser conversar com ela, terá de manter a palestra sozinho. Pode ser que ela seja tímida, ou talvez tenha tido pouca oportunidade de receber instrução, quando menina. Não importa qual a causa, os esforços de conversar com ela são em vão.
34 Mas, mudanças podem ser feitas. A arte de conversar pode ser aprendida. Se ela se empenhar não só no seu serviço doméstico, mas também em leitura proveitosa e em atos de bondade para com outros, terá algo de edificante para contar ao seu cônjuge. E a conversa bem sucedida significa participação. Também requer respeito — bastante respeito para deixá-lo terminar de falar, para deixá-lo contar a história ao seu próprio modo, e para saber quando manter algo confidencial. Conforme diz Eclesiastes 3:7, há “tempo para ficar quieto e tempo para falar”.
35 Portanto, em vez de se queixar que seu marido raras vezes fala com você, por que não procura tornar prazeroso para ele fazer isso? Esteja interessada no que ele faz. Escute com atenção quando ele fala. Faça com que sua resposta mostre o afetuoso amor e profundo respeito que tem por ele. Certifique-se de que as coisas sobre as quais você fala sejam positivas e edificantes. Poderá logo descobrir que a palestra é um prazer para ambos.
“GANHOS SEM PALAVRA”
36-38. Quais são algumas das maneiras para se atingir o coração do cônjuge que não é concrente?
36 Às vezes, as ações falam mais alto do que as palavras, e isso se dá especialmente com os maridos que não são concrentes na Palavra de Deus. Sobre eles disse o apóstolo Pedro: “Sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito.” (1 Pedro 3:1, 2) Muitos maridos incrédulos já se queixaram que sua esposa sempre está “pregando” para eles, e se ressentem disso. Em contraste, outros tornaram-se crentes por verem a mudança que a verdade da Palavra de Deus fez na sua esposa. As pessoas costumam ficar mais impressionadas por verem um sermão, do que por ouvirem um.
37 Quando você fala com seu cônjuge incrédulo, sua “pronunciação seja sempre com graça”, de bom gosto, ou “temperada com sal”, conforme o texto o expressa. Há tempo para falar. “Como maçãs de ouro em esculturas de prata é a palavra falada no tempo certo para ela”, diz a Bíblia. Sente-se ele desanimado por alguma coisa? Talvez as coisas não andaram bem no trabalho. Algumas palavras de compreensão talvez sejam então muito prezadas por ele. “Declarações afáveis são . . . doces para a alma e uma cura para os ossos.” (Colossenses 4:6; Provérbios 25:11; 16:24) Ou, dependendo da situação, por apenas você pegar na mão dele já lhe dirá tudo isso: Eu compreendo, estou do seu lado, ajudarei se puder.
38 Embora não esteja unido com você na sua fé, a Palavra de Deus mostra que você ainda deve estar sujeita a ele. Sua boa conduta talvez o convença, com o tempo, ao ponto de compartilhar a sua fé. Quão feliz seria este dia! E quando este tempo chegar, ele se dará conta de que tem tanto maior razão para amá-la mais do que nunca. Porque sua devoção, junto com a firmeza a favor do que você sabia ser correto, ter-lhe-á ajudado a se apegar à verdadeira vida”. — 1 Coríntios 7:13-16; 1 Timóteo 6:19.
39, 40. Que qualidade, alistada em Tito 2:4, 5, tornam a esposa preciosa, não só para seu marido, mas também para Jeová?
39 As Escrituras incentivam as esposas cristãs, quer seu marido seja crente, quer não, “para amarem seus maridos, para amarem seus filhos, para serem ajuizadas, castas, operosas em casa, boas, sujeitando-se aos seus próprios maridos, para que não se fale da palavra de Deus de modo ultrajante”. — Tito 2:4, 5.
40 Se você, como esposa, fizer isso do melhor modo possível, será muito amada, não só por seu marido, mas também por Jeová Deus.
[Foto na página 57]
“Uma esposa capaz . . . seu valor é muito maior do que o de corais.” — Provérbios 31:10.
[Foto na página 64]
As mulheres na vida de Sansão.
-
-
O amor, “perfeito vínculo de união”Torne Feliz Sua Vida Familiar
-
-
Capítulo 6
O amor, “perfeito vínculo de união”
1-6. (a) O que pode acontecer quando os cônjuges estão envolvidos demais com os próprios sentimentos? (b) O acatamento de que princípios bíblicos pode impedir que se desenvolva uma séria discussão?
POR que é que nunca podemos jantar na hora?’ perguntou-lhe asperamente o marido, cansado de esperar e esgotado após um dia de trabalho árduo.
2 ‘Deixe de se queixar. Já está quase pronto’, retrucou ela. O dia dela tampouco fora fácil.
3 ‘Mas, você está sempre atrasada. Por que é que nunca pode ser pontual?’
4 ‘Isto não é verdade!’ gritou ela. ‘Mas, se você tentasse algum dia tomar conta das crianças, não se queixaria tanto. Afinal, são também seus filhos!’
5 Assim se desenvolve uma tempestade em copo de água, entre marido e mulher, deixando ambos irados e sem se falarem. Cada um reage às respostas do outro, até que ambos se sentem magoados e ressentidos, e sua noitinha fica assim estragada. Qualquer dos dois poderia ter evitado este desenvolvimento. Acontece que ambos estavam envolvidos demais com os seus próprios sentimentos e despercebidos dos de seu cônjuge. Os nervos irritados reagiram.
6 Tais problemas podem surgir em muitas situações. Podem envolver o dinheiro. Ou o marido talvez ache que sua esposa é demasiado possessiva, nem lhe permitindo usufruir a companhia de outras pessoas. Ela talvez se sinta negligenciada e marginalizada. Pode surgir tensão por causa dum grande problema ou de vários menores. Não importa qual o caso, nossa preocupação agora é ver como se deve lidar com tal situação. Qualquer dos cônjuges pode impedir que se desenvolva alguma dificuldade por estar disposto a ‘oferecer a outra face’, por estar disposto a não ‘retribuir mal por mal’, mas, em vez disso, “vencer o mal com o bem”. (Mateus 5:39; Romanos 12:17, 21) Isso requer controle e madureza. Requer amor cristão.
O QUE O AMOR REALMENTE SIGNIFICA
7-9. (a) Que descrição se faz do amor, em 1 Coríntios 13:4-8? (b) De que espécie de amor se trata?
7 Jeová Deus inspirou a definição do amor, em termos do que ele é e do que não é, em 1 Coríntios 13:4-8: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado. Não leva em conta o dano. Não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor nunca falha.”
8 O amor pode basear-se em muitas coisas — a atração física, a relação familiar ou o deleite mútuo do companheirismo. Mas a Bíblia mostra que, para ser de verdadeiro valor, o amor precisa ir além da afeição ou da atração mútua, e precisa ser governado por aquilo que constitui o maior bem para o ente amado. Esta espécie de amor até mesmo pode requerer que se dê repreensão ou disciplina, como o genitor faria com o filho, ou como Jeová Deus faz com seus adoradores. (Hebreus 12:6) Naturalmente, há sentimentos e emoções, mas não se permite que se sobreponham ao bom senso ou aos princípios corretos nos tratos com os outros. Esta espécie de amor induz a pessoa a tratar todos segundo os excelentes princípios de consideração e eqüidade.
9 A fim de apreciarmos mais plenamente como ele pode beneficiar nossa vida familiar, consideremos em mais pormenores a definição dada em 1 Coríntios 13:4-8.
10, 11. O que podemos esperar do cônjuge que é longânime e benigno?
10 “O amor é longânime e benigno.” É você longânime com seu cônjuge? Mesmo que certa situação crie provocação, e talvez haja acusações injustas, será que você se controla? Jeová é longânime com todos nós, e ‘a qualidade benévola de Deus está tentando levar as pessoas ao arrependimento’. Tanto a longanimidade como a benignidade são frutos do espírito de Deus. — Romanos 2:4; Gálatas 5:22
11 O amor não aprova a transgressão, mas não é “exigente”. Não é impaciente. Toma em consideração circunstâncias atenuantes. (1 Pedro 4:8; Salmo 103:14;130:3, 4) E até mesmo em assuntos sérios está pronto para perdoar. O apóstolo Pedro, sem dúvida, achava que era longânime quando perguntou a Jesus: “Quantas vezes há de pecar contra mim o meu irmão e eu lhe hei de perdoar? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Eu não te digo: Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes.” (Mateus 18:21, 22; Lucas 17:3, 4) O amor perdoa repetidas vezes, e é infindavelmente benigno. Você também?
12, 13. Como pode o ciúme manifestar-se, e por que se devam fazer esforços para mantê-lo, sob controle?
12 O amor não é ciumento.” É difícil viver com um cônjuge que é ciumento sem motivo genuíno. Tal ciúme é suspeitoso e excessivamente possessivo. É infantil e inibe a outra pessoa de ser natural e amigável na presença de outros. A felicidade está em dar voluntariamente, não em satisfazer exigências ciumentas.
13 “Quem pode manter-se de pé diante do ciúme?” pergunta a Bíblia. Ele é uma das obras da carne imperfeita. (Provérbios 27:4; Gálatas 5:19, 20) É você capaz de descobrir em si mesmo quaisquer indícios da espécie de ciúme que provém duma sensação de insegurança e que é nutrido pela imaginação? Não costuma ser difícil ver falhas em outra pessoa, mas tiramos mais proveito quando examinamos a nós mesmos “Onde há ciúme e briga, ali há desordem e toda coisa ruim.” (Tiago 3:16) O ciúme pode estragar o matrimônio. Seu cônjuge não ficará seguro pelas restrições ciumentas, mas pela atenção amorosa, pela consideração e confiança
14, 15. (a) De que modo é o gabar-se indício de falta de amor? (b) Em vez de rebaixar o cônjuge, o que se deve fazer?
14 O amor “não se gaba não se enfuna”. É verdade que muitas pessoas fazem isso, mas poucas gostam de ouvir gabações. De fato, pode ser embaraçoso para quem conhece bem o jactancioso. Embora alguns se gabem por falar sobre si mesmos de maneira jactanciosa, outros conseguem o mesmo de outra maneira. Criticam e rebaixam os outros, e isso, pela comparação, tende a elevá-los acima de suas vítimas. Portanto, alguém pode enaltecer-se por rebaixar os outros. Fazer pouco do cônjuge é realmente um modo de se gabar.
15 Já se viu alguma vez falando em público sobre as faltas de seu cônjuge? O que acha sobre como se sentiu seu cônjuge? Que diria se tivesse sido você cujas falhas se expuseram? Como se teria sentido? Amado ou amada? Não, o amor “não se gaba”, nem por louvar a si mesmo, nem por rebaixar os outros. Quando fala sobre o seu cônjuge, seja edificante; isso fortalecerá o vínculo entre vocês. E quanto ao que se diz sobre você mesmo, aplique o conselho sábio encontrado em Provérbios 27:2: “Seja outro o que te louve, e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios” — Almeida, atualizada
16. Quais são algumas das coisas indecentes que a pessoa amorosa evita?
16 O amor “não se comporta indecentemente” Há muitas coisas que são nitidamente indecentes, tais como o adultério, a bebedice e acessos de ira (Romanos 13:13) Em contraste com o amor, todas estas causam dano ao vínculo marital. Grosseria, linguagem e atos vulgares, bem como o descuido para com a limpeza pessoal, tudo isso mostra falta de decência humana. Quanto cuidado exerce você em não ofender seu cônjuge neste respeito? Trata-o com consideração, boas maneiras e respeito? Todas essas coisas contribuem para um matrimônio feliz, duradouro
17. Como pode alguém evitar brigas por não procurar seus próprios interesses?
17 O amor “não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado”. Não é egocêntrico. Quanto melhor teria sido se o casal mencionado no início deste capítulo tivesse sido assim. O marido não teria sido áspero com a esposa, porque o jantar estava atrasado, e ela não teria retrucado exaltada. Se a esposa tivesse discernido que a irritação dele se devia em parte porque estava cansado, em vez de ter ficado encolerizada, poderia ter respondido: ‘O jantar já está quase pronto. Você deve ter tido um dia difícil hoje no trabalho. Vou dar-lhe um refresco para beber, enquanto ponho a mesa.’ Ou, se o marido tivesse sido mais compreensivo, não pensando apenas em si mesmo, poderia ter perguntado se podia ajudar em alguma coisa.
18. Como pode o amor impedir que se fique encolerizado?
18 Fica você facilmente encolerizado por alguma coisa que seu cônjuge diz ou faz, ou procura discernir o que há por detrás da palavra ou da ação? Pode ser que tenha sido uma expressão inocente, apenas irrefletida, sem querer ofender. Se você tiver amor, ‘o sol não se porá estando você encolerizado’. (Efésios 4:26) E se o seu cônjuge se sentiu frustrado, realmente intencionado dizer ou fazer algo que fira? Poderá você esperar até que os ânimos esfriem, e depois cuidar do assunto? Tratar da situação visando os melhores interesses de ambos ajudará a que diga o que é certo. “O coração do sábio faz que a sua boca mostre perspicácia.” “Quem encobre uma transgressão está procurando amor”, não criando mais altercação. (Provérbios 16:23; 17:9) Se você combater o impulso de continuar a discutir e provar que tem razão, poderá ganhar uma vitória a favor do amor.
19. (a) O que pode estar incluído em ‘alegrar-se com a injustiça?’ (b) Por que se deve evitar isso?
19 O verdadeiro amor “não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade”. Não acha ser esperto enganar o cônjuge — quer quanto ao uso do tempo, a gastar dinheiro ou à companhia que mantém. Não usa de meias-verdades para parecer justo. A desonestidade destrói a confiança. Para haver genuíno amor, ambos precisam alegrar-se de comunicar a verdade.
O VERDADEIRO AMOR TEM FORÇA E PERSEVERANÇA
20. De que modo o amor (a) “suporta todas as coisas”, (b) “acredita todas as coisas”, (c) “espera todas as coisas”, e (d) “persevera em todas as coisas”?
20 “Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas.” Suporta as pressões e tensões impostas ao matrimônio, ao passo que os dois, nesta relação íntima, aprendem a ser flexíveis e a se ajustar um ao outro. Acredita em todo o conselho exposto na Palavra de Deus e aplica-o seriamente, até mesmo quando as circunstâncias parecem ser desfavoráveis. E embora não seja crédulo no trato com os que recorrem à desonestidade, não é indevidamente suspeitoso. Antes, demonstra ter confiança. Além disso, espera o melhor. Tal esperança baseia-se na confiante garantia de que a aplicação do conselho bíblico produzirá os melhores resultados possíveis. Assim, o amor pode ser positivo, otimista e fica na expectativa. Também, não é volúvel, nem é uma paixão passageira. O verdadeiro amor persevera, enfrentando os problemas quando as coisas são difíceis. Tem poder sustentador. É forte; mas, com toda a sua força, é benigno, meigo, dócil, fácil de conviver.
21, 22. Quais são algumas das circunstâncias ilustrando que o amor nunca falha?
21 Tal “amor nunca falha”. Quando tempos difíceis levam o casal a apuros financeiros, o que acontece? Em vez de pensar em achar uma vida mais fácil em outra parte, a esposa que tem tal amor leal apega-se ao cônjuge, procurando economizar e talvez suplementar a renda de seu marido. (Provérbios 31:18, 24) Mas, o que acontece quando a esposa passa a ter uma enfermidade que se prolonga por anos? O marido que tem tal espécie de amor faz tudo o que pode para providenciar o cuidado de que ela precisa, para ajudar no trabalho do lar, que ela então não pode fazer, e para assegurar-lhe sua contínua devoção. O próprio Deus dá o exemplo neste respeito. Não importa quais as circunstâncias em que seus servos fiéis passem a encontrar-se, ‘nada pode separá-los do amor de Deus’. — Romanos 8:38, 39.
22 Que problemas poderiam vencer um amor assim? Existe ele no seu casamento? Pratica-o você mesmo?
FAÇA O AMOR CRESCER
23. O que determina se vamos fazer o que é amoroso?
23 O amor, igual a um músculo, é fortalecido pelo uso. Por outro lado, o amor, igual à fé, está morto sem obras. Diz-se que palavras e atos, motivados por sentimentos profundos, provêm do coração, o qual representa a nossa motivação mais íntima. “É da abundância do coração que a boca fala. O homem bom, do seu bom tesouro, envia coisas boas.” Mas, se os sentimentos no nosso íntimo forem iníquos, então “do coração vêm raciocínios iníquos, assassínios, adultérios, fornicações, ladroagens, falsos testemunhos, blasfêmias”. — Mateus 12:34, 35; 15:19; Tiago 2:14-17
24, 25. Como pode você fortalecer sua motivação para mostrar amor?
24 Que pensamentos e sentimentos cultiva no seu coração? Se meditar diariamente nas maneiras em que Deus tem demonstrado amor e se procurar imitar seu exemplo, fortalecer-se-ão as motivações excelentes. Quanto mais exercer tal amor, quanto mais agir e falar em harmonia com ele, tanto mais profundamente se gravará no seu coração. O exercício diário dele em pequenas coisas tornará esse amor habitual. Daí, ao surgirem ocasionalmente grandes questões, este amor estará presente, fortemente entrincheirado, para ajudá-lo a lidar com elas. — Lucas 16:10.
25 Observa alguma coisa elogiável em seu cônjuge? Expresse isso! Sente impulso de fazer alguma bondade? Obedeça a este impulso! Temos de mostrar amor para recebê-lo. A prática de tais coisas achegará você mais ao seu cônjuge, fazendo dos dois apenas um e fazendo crescer o amor entre vocês.
26, 27. Como é o amor aumentado por se compartilharem as coisas?
26 Para aumentar o amor, compartilhe-o. O primeiro homem, Adão, viveu num paraíso. Todas as suas necessidades físicas foram abundantemente supridas. Desde o começo, ele ficou cercado de beleza. Não só havia prados e flores, florestas e rios mas também havia uma abundante variedade da vida animal, sujeita ao seu domínio como guardião da terra. Contudo, apesar de tudo isso, uma necessidade ainda não fora satisfeita: alguém humano com quem compartilhar este paraíso de beleza. Já esteve alguma vez sozinho, observando com espanto um espetacular pôr-do-sol, e desejando que um ente querido estivesse ali presente para compartilhá-lo com você? Ou já soube de emocionantes boas notícias, sem que houvesse alguém a quem contá-las? Jeová Deus discerniu a necessidade de Adão e proveu-lhe uma companheira, com quem pudesse compartilhar seus pensamentos e sentimentos. O compartilhar une duas pessoas, e ajuda a arraigar e aumentar o amor.
27 Casamento é compartilhar. Talvez um olhar afetuoso através da sala, um toque, uma palavra suave, e até mesmo sentarem-se pacificamente juntos, sem falar. Cada ato pode mostrar amor: fazer a cama, lavar a louça, economizar para comprar algo que ela quer, mas não pede, por causa do orçamento, ajudar ao outro no trabalho quando ele ou ela está atrasado. O amor significa compartilhar o trabalho e a diversão, as dificuldades e as alegrias, as realizações e os fracassos, os pensamentos da mente e os sentimentos do coração. Compartilhem alvos comuns e atinjam-nos juntos. Isto é o que faz de duas pessoas uma só; isto é o que faz o amor crescer.
28. De que modo é o amor promovido por se servir?
28 Servir seu cônjuge pode ajudar ao amadurecimento de seu amor por ele. A esposa costuma servir por preparar as refeições, arrumar as camas, limpar a casa, lavar a roupa e cuidar dos afazeres domésticos. O marido costuma servir por prover o alimento que ela cozinha, as camas que ela arruma, a casa que ela limpa, e a roupa que ela lava. É esta espécie de serviço, este dar, que traz felicidade e nutre o amor. Conforme Jesus disse, há mais felicidade em dar do que há em receber. Ou, há mais felicidade em servir do que em ser servido. (Atos 20:35) Ele disse aos seus discípulos que “o maior dentre vós será vosso servo”. (Mateus 23:11, Almeida) Tal conceito eliminará qualquer espírito de competição e contribuirá para a felicidade. Quando servimos, sentimo-nos necessários, satisfazemos uma finalidade, e isto nos dá amor-próprio e nos faz contentes. O casamento dá tanto ao marido como à mulher ampla oportunidade para servir e achar contentamento, consolidando assim seu casamento de modo mais forte no amor.
29. Por que o amor agradará mesmo aos que não são servos de Deus?
29 O que acontece quando um dos cônjuges é servo (ou serva) cristão de Deus, praticando esses princípios bíblicos, mas o outro não o é? Muda isso a maneira de agir do que é cristão? Basicamente, não. Pode não haver tanta palestra sobre os propósitos de Deus, por parte do cônjuge cristão, mas a conduta é igual. O cônjuge incrédulo tem as mesmas necessidades básicas como o adorador de Jeová, e, em certos sentidos, reage do mesmo modo. Isto é declarado em Romanos 2:14, 15: “Sempre que pessoas das nações, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, tais pessoas, embora não tenham lei, são uma lei para si mesmas. Elas é que são quem demonstra que a matéria da lei está escrita nos seus corações, ao passo que a sua consciência lhes dá testemunho e nos seus próprios pensamentos são acusadas ou até mesmo desculpadas.” A conduta cristã exemplar usualmente será apreciada e fará o amor crescer.
30. Revela-se o amor apenas em situações dramáticas? Por que responde assim?
30 O amor não espera até que surjam situações dramáticas para se revelar. Em alguns sentidos, o amor é como a roupa. O que conserva a sua roupa inteira? Alguns grandes nós feitos de corda? Ou milhares de pequenos pontos de linha? Os milhares de pequenos pontos de costura, e isto se dá quer falemos sobre roupa literal, quer sobre a “vestimenta” espiritual. É o contínuo acúmulo de pequenas palavras e atos, manifestados diariamente, que nos ‘reveste’ e revela o que somos. Tal “roupa” espiritual não se gasta, nem se torna sem valor, assim como a roupa física. Ela é, conforme diz a Bíblia, uma “vestimenta incorruptível”. — 1 Pedro 3:4.
31. Que belo conselho sobre o amor é provido em Colossenses 3:9, 10, 12, 14?
31 Quer que seu matrimônio permaneça unido pelo “perfeito vínculo de união”? Então faça o que é recomendado em Colossenses 3:9, 10, 12, 14: “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade . . . revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade . . . revesti-vos de amor, pois é o perfeito vinculo de união.”
-