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A Bíblia — escrita por homens, contudo, mensagem de DeusA Sentinela — 1975 | 1.° de setembro
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também está operando em vós, crentes.” (1 Tes. 2:13) Iguais aos tessalonicenses, muitos estão hoje dispostos a sofrer pela sua aderência fiel às Sagradas Escrituras, convencidos de que estas são realmente a “palavra” inspirada de Deus. (1 Tes. 2:14-16) Está igualmente convencido? Opera esta “palavra” ou mensagem em você, leitor? Tira proveito dela na sua vida diária?
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Proveito duradouro de viver como família segundo a BíbliaA Sentinela — 1975 | 1.° de setembro
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Proveito duradouro de viver como família segundo a Bíblia
1. Que evidência há de que milhões de famílias têm problemas sérios?
HOJE podemos ver todo em volta de nós que milhões de homens, mulheres e crianças têm problemas sérios de conviver como grupo familiar. Em muitos países, os desquites, divórcios e lares desfeitos aumentam numa proporção alarmante. Embora ainda vivendo na mesma casa ou no mesmo apartamento, um considerável número de casados fazem pouco mais do que apenas tolerar seu cônjuge. Maridos, esposas e filhos muitas vezes têm bem pouco em comum, cada membro da família seguindo seu próprio caminho. Não é evidente, pois, que as pessoas, em toda a parte, precisam dum guia seguro?
2. Qual é um dos principais objetivos da Bíblia?
2 O objetivo principal da Bíblia é fornecer orientação para a vida, que seja de proveito duradouro para os que a seguem. Não há aspecto da vida em que o conselho bíblico não possa ser aplicado com real proveito. “Toda a Escritura é . . . proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” — 2 Tim. 3:16, 17.
3. Por que podemos dizer que aquilo que a Bíblia apresenta para a nossa orientação é realístico?
3 O que a Bíblia apresenta para nossa orientação é bem realístico. Ela não nos dá a idéia de que os que procuram seguir sua admoestação não tenham problemas. Não, a Bíblia reconhece francamente que haverá problemas. Mas não deixa o assunto só nisso, apenas recomendando que aceitemos as coisas assim como são e não fiquemos perturbados com elas. A Bíblia mostra o que podemos fazer de modo positivo para resolver problemas e usufruir boas relações com os outros, inclusive os de nossa própria família.
A NORMA DA BÍBLIA PARA O CASAMENTO
4. Quem é o originador do casamento e qual foi seu objetivo com respeito a este arranjo?
4 Logo no primeiro livro da Bíblia aprendemos que Jeová Deus é o Originador do casamento. (Gên. 2:22-24) Sendo Deus de amor, propôs-se que o casamento contribuísse para a felicidade tanto do marido como da esposa, e provesse um arranjo estável para a criação de filhos. O casamento havia de ser uma união permanente, como se evidencia no que Jesus Cristo disse a certos fariseus, que o interrogaram sobre a questão do divórcio: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’? De modo que não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” (Mat. 19:4-6) É evidente que o respeito por esta norma original podia ter impedido muitos dos problemas emocionais resultantes dos divórcios e dos lares desfeitos.
5. Por que era a poligamia tolerada pela lei que Deus deu aos israelitas, bem como o divórcio por motivos diferentes da infidelidade marital?
5 Ter Jeová Deus tolerado a poligamia e o divórcio entre os israelitas, por motivos que não eram a infidelidade marital, não significa que havia abandonado sua norma original para o casamento. Até o tempo em que foi dada a lei mediante Moisés, a poligamia e o divórcio haviam-se tornado práticas estabelecidas. Conhecendo as inclinações dos israelitas, Jeová Deus ordenou sabiamente os mandamentos que melhor coibiriam os abusos sob as circunstâncias então existentes. Jesus Cristo salientou isso quando disse: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos fez a concessão de vos divorciardes de vossas esposas, mas este não foi o caso desde o princípio.” — Mat. 19:8.
6. Como reagiram os discípulos de Jesus ao restabelecimento da norma original para o casamento, e por quê?
6 As palavras de Jesus Cristo indicavam, porém, que a norma original de Deus para o casamento se aplicaria aos seus seguidores cristãos. Como reagiram os seus discípulos? Reconheceram plenamente que este era o melhor arranjo? O que disseram indica que não tinham um conceito bem equilibrado sobre o assunto. Argumentaram: “Se esta é a situação do homem com sua esposa, não é aconselhável casar-se.” (Mat. 19:10) Os discípulos apercebiam-se dos problemas no casamento, que podiam resultar da imperfeição humana. Por isso achavam que o celibato era melhor do que arriscar a possibilidade de ficar permanentemente unido em casamento com alguém com quem seria muito difícil de se dar bem. Jesus Cristo, porém, ao recomendar o celibato, não condenou o casamento. — Mat. 19:11, 12.
7. Por que é correto adotar um conceito muito sério para com o casamento?
7 Naturalmente, os discípulos de Jesus não estavam errados ao adotarem um conceito sério sobre a norma original do casamento. O casamento entre humanos imperfeitos tem aspectos negativos que não podem ser desconsiderados. A Bíblia diz francamente aos que decidem casar-se que eles terão “tribulação na sua carne”. (1 Cor. 7:28) O casamento traz consigo sérias responsabilidades, ansiedades e cuidados. (1 Cor. 7:32-35) Por exemplo, acidentes e doenças podem lançar um enorme fardo sobre a família e causar tensão.
8. O que deve o conceito bíblico a respeito da seriedade do casamento habilitar o prospectivo marido ou esposa a fazer, e que conseqüências tristes se evitariam assim?
8 Portanto, quem for orientado pela Bíblia reconhecerá que o casamento é algo para o qual o homem ou a mulher devem estar preparados mental e emocionalmente. Os que pretendem casar-se devem dar séria consideração à sua capacidade de ser bons maridos e pais, e boas esposas e mães. Devem verificar de antemão as principais fraquezas da pessoa com que desejam casar-se e ver se podem arcar com elas de modo amoroso e compreensivo durante toda uma vida. Devem perguntar-se se estão realmente dispostos a fazer sacrifícios pessoais e a fazer tudo ao seu alcance para contribuir para a felicidade de seu prospectivo cônjuge. Muitos homens e mulheres se poderiam ter poupado a si mesmos e aos seus cônjuges indizível dor e pesar, se tivessem tomado a sério o que a Bíblia diz a respeito do que os casados devem esperar. Em vez de se apressarem em algo para o qual não estão preparados, poderiam ter esperado até estarem preparados para assumir responsabilidades maritais e terem o discernimento necessário para escolher um cônjuge para toda a vida. Tal proceder realmente lhes teria trazido proveito duradouro.
9. O que diz a Bíblia sobre a possibilidade de humanos imperfeitos encontrarem felicidade no matrimônio?
9 Considerar a Bíblia tais aspectos negativos, porém, não significa que não pode haver casamentos felizes entre humanos imperfeitos. Ao contrário, as Escrituras revelam que uma boa esposa, por exemplo, é verdadeiro tesouro e grande bênção para o marido. Lemos: “Achou alguém uma boa esposa? Achou uma coisa boa e obtém boa vontade da parte de Jeová.” (Pro. 18:22) “Uma esposa capaz, quem a pode achar? Seu valor é muito maior do que o de corais.” (Pro. 31:10) A Bíblia dá também o seguinte encorajamento ao marido: “Alegra-te com a esposa da tua mocidade.” (Pro. 5:18) Apesar das imperfeições, os casados, especialmente quando se esforçam a aplicar princípios bíblicos, podem encontrar contentamento, satisfação e alegria na sua relação.
O PAPEL DO MARIDO
10. O que está envolvido em o marido exercer chefia em imitação de Jesus Cristo?
10 As Escrituras animam os maridos a imitarem o exemplo perfeito de Jesus Cristo no seu exercício da chefia. A chefia do marido não lhe dá o direito de dominar a esposa, colocando-a numa posição inferior, rebaixada. Antes, impõe-lhe a responsabilidade de ser abnegado no seu amor, pondo o bem-estar e os interesses da esposa acima dos seus desejos pessoais. “Maridos”, escreveu o inspirado apóstolo Paulo, “continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela”. (Efé. 5:25) O exercício da chefia sobre a congregação, por Cristo Jesus, de modo algum é cruel ou tirânico. Seu amor abnegado, combinado com sua confiança e fé nos membros da congregação, na realidade, os “compele” a corresponder com igual amor, fazendo o máximo para agradá-lo. — 2 Cor. 5:14, 15; veja 1 João 5:2, 3.
11. Como podem os maridos demonstrar que amam a esposa como a seu próprio corpo?
11 Ilustrando a natureza do amor que os maridos devem ter pela sua esposa, o apóstolo Paulo prosseguiu: “Deste modo, os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta, assim como também o Cristo faz com a congregação.” (Efé. 5:28, 29) Os maridos, em geral, não rebaixam as suas próprias realizações, nem se dão a aparência de incompetentes, nem sujeitam seu corpo a um tratamento cruel e nem desconsideram sua necessidade de descanso e reanimação. Não querem ter a reputação de ser “imprestáveis”, mas almejam ter dignidade aos olhos dos outros. A aplicação do conselho da Bíblia, portanto, significa concederem à sua esposa a mesma espécie de dignidade e consideração que querem para si mesmos.
12. O que é necessário para que o marido possa ‘atribuir honra à esposa como a um vaso mais fraco’?
12 Se o marido há de amar a esposa como a si mesmo, realmente terá de conhecê-la. Isto é exatamente o que a Bíblia ordena aos maridos: “Continuai a morar com [vossas esposas] . . . segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino.” (1 Ped. 3:7) Quando o marido conhece os sentimentos de sua esposa e as limitações dela — físicas, emocionais e outras — pode tratá-la com consideração, como vaso precioso. Se a esposa há de sentir que tem uma posição honrosa no lar, o marido deve estar disposto a falar com ela sobre assuntos familiares de modo calmo e razoável, para saber os pensamentos e idéias dela. A esposa deve sentir-se livre para se expressar e ter a garantia de que aquilo que diz na consideração de assuntos sérios não será levianamente rejeitado, mas receberá a devida consideração. Além disso, o marido precisa estar atento a notar mais do que apenas a palavra falada. Sentimentos profundos, íntimos, podem ser revelados
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