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    • ILUSTRAÇÕES DE JESUS

      No primeiro século da E.C., a relação entre credores e devedores era bem-conhecida pelos judeus, e Jesus às vezes utilizava isso nas suas ilustrações. Acentuou a necessidade de ser perdoador por falar a respeito dum escravo iníquo que, embora tendo sido desobrigado de uma dívida de 60.000.000 denários, mandou lançar na prisão um co-escravo por causa de uma dívida de 100 denários. (Mat. 18:23-33) A ilustração de dois devedores, a um dos quais se perdoou uma dívida de 500 denários e ao outro uma de 50, salientou o princípio: “Aquele a quem se perdoa pouco, ama pouco.” (Luc. 7:41-47) O uso sábio de riquezas (materiais) “injustas” para tornar-se amigo de Deus é ilustrado pelo mordomo injusto que, quando prestes a perder seu cargo, usou astutamente sua autoridade para tornar-se amigo dos devedores de seu amo por reduzir as dívidas deles. — Luc. 16:1-9.

      OUTRAS DÍVIDAS

      Nas Escrituras, as palavras “dívida” e “devedor” são também usadas com referência a outras obrigações, além das resultantes de se tomar emprestado. O salário devido a um trabalhador é chamado de “dívida”. (Rom. 4:4) Os pecadores são “devedores” dos contra quem transgrediram e, portanto, devem procurar seu perdão. O perdão das “dívidas” concedido por Deus depende de se o indivíduo tem perdoado ou não seus “devedores” pessoais. (Mat. 6:12, 14, 15; Luc. 13:4) Em virtude de sua obrigação de pregar as “boas novas”, o apóstolo Paulo falou de si mesmo como “devedor” de todas as pessoas. (Rom. 1:14, 15) Os crentes gentios eram de fato “devedores” dos cristãos judaicos de Jerusalém, visto terem-se beneficiado deles espiritualmente. Portanto, era apenas correto que ajudassem materialmente seus irmãos judaicos pobres. — Rom. 15:26, 27.

  • Divórcio
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    • DIVÓRCIO

      Dissolução legal e bíblica da união marital. Portanto, a ruptura do vínculo matrimonial entre marido e esposa.

      Embora o divórcio, com base em vários motivos, fosse permitido entre os israelitas como concessão, Jeová Deus regulamentou-o em sua lei dada a Israel por meio de Moisés. Deuteronômio 24:1 diz: “Caso um homem tome uma mulher e faça dela sua propriedade, como esposa, então tem de suceder que, se ela não achar favor aos seus olhos por ele ter encontrado alguma coisa indecente da parte dela, então tem de escrever-lhe um certificado de divórcio e pô-lo na mão dela, e tem de despedi-la de sua casa.” Exatamente o que era “alguma coisa indecente” (literalmente “a nudez de algo”) não é especificamente declarado.

      Conceitos diferentes a respeito dessa ‘indecência’ eram sustentados pelas duas escolas de rabinos judeus existentes antes e durante os dias em que Jesus Cristo esteve na terra. Uma escola, encabeçada por Xamai, achava que essa ‘indecência’ era o adultério. Contudo, que não se tratava de adultério é indicado pelo fato de que a lei de Deus dada a Israel decretava que os culpados de adultério fossem mortos, e não simplesmente divorciados. (Deut. 22:22-24) A escola rabínica de Hilel I e seus seguidores, mais antiga, pensava que a expressão se aplicava a numerosas coisas menores, interpretando-a de modo amplo para denotar falhas, deformidades e faltas da parte da esposa, mesmo em assuntos como estragar comida por deixá-la queimar ou temperá-la mal.

      Embora Deuteronômio 24:1 não especifique a ‘indecência’ que daria a um marido hebreu certa base para divorciar-se de sua esposa, sem dúvida originalmente isso implicava assuntos sérios, talvez como os de a esposa mostrar crasso desrespeito para com o marido ou causar vergonha à família. Visto que a Lei determinava: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo”, não é razoável presumir que pequenas falhas pudessem ser usadas impunemente como desculpa para se divorciar duma esposa. — Lev. 19:18.

      Nos dias de Malaquias muitos maridos judeus agiam traiçoeiramente com suas esposas, divorciando-se delas por toda sorte de motivos, livrando-se das esposas de sua mocidade, possivelmente a fim de se casarem com mulheres pagãs mais jovens. Ao invés de sustentarem a lei de Deus, os sacerdotes permitiam isso, e Jeová sentia-se grandemente desgostoso. (Mal. 2:10-16) Que os homens judaicos usavam muitos motivos para o divórcio, quando Jesus Cristo esteve na terra, é indicado pela pergunta que os fariseus fizeram a Jesus: “É lícito que um homem se divorcie de sua esposa por qualquer motivo?” — Mat. 19:3.

      Entre os israelitas, o homem costumeiramente pagava um dote pela mulher que se tornava sua esposa, e ela era considerada sua propriedade. Embora usufruísse muitas bênçãos e privilégios, a ela cabia o papel subordinado na união marital. A situação dela é adicionalmente esclarecida em Deuteronômio 24:1-4, que indica que o marido podia divorciar-se de sua esposa, mas não diz nada a respeito de a esposa se divorciar de seu marido. Sendo considerada sua propriedade, ela não podia divorciar-se dele. Na história secular, o primeiro exemplo registrado de uma mulher em Israel tentar divorciar-se de seu marido foi quando Salomé, irmã do Rei Herodes, enviou a seu esposo, o governador da Iduméia, um documento de divórcio dissolvendo seu casamento. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro XV, cap. VII, par. 10] Que tais ações de divórcio por iniciativa da mulher já começavam a aflorar quando Jesus esteve na terra, ou que ele previa tal ocorrência, pode ser indicado pelas palavras de Cristo: “Se uma mulher, depois de divorciar-se de seu marido, se casar com outro, ela comete adultério.” — Mar. 10:12.

      CERTIFICADO DE DIVÓRCIO

      Não se deve concluir, à base dos abusos posteriores, que a concessão mosaica original para o divórcio tornasse fácil para o marido israelita se divorciar de sua esposa. Para agir assim, tinha de tomar medidas formais. Era necessário redigir um documento, “escrever-lhe um certificado de divórcio”. O marido que se divorciava tinha de ‘pô-lo na mão dela e tinha de despedi-la de sua casa’. (Deut. 24:1) Embora as Escrituras não forneçam detalhes adicionais a respeito desse procedimento, esta medida legal aparentemente incluía uma audiência com homens devidamente autorizados que podiam primeiro se empenhar em conseguir uma reconciliação. O tempo necessário para preparar o certificado e completar legalmente o divórcio, daria ao marido que movia a ação de divórcio uma oportunidade para reconsiderar sua decisão. Tinha de haver base para o divórcio e, quando tal regulamento era corretamente aplicado, isso logicamente servia qual fator dissuasivo contra ações precipitadas para obter divórcios. Assim, os direitos e os interesses da esposa eram também protegidos.

      NOVO CASAMENTO DE CÔNJUGES DIVORCIADOS ENTRE SI

      Deuteronômio 24:1-4 estipulava também que a mulher divorciada ‘tinha de sair da sua casa, e tinha de ir e tornar-se de outro homem’, o que significava que ela era elegível para novo casamento. Declarava-se também: “Se este último homem veio a odiá-la e lhe tiver escrito um certificado de divórcio e lho tiver posto na mão, e a tiver despedido da sua casa, ou caso morra o último homem que a tomou por sua esposa, não se permitirá ao primeiro dono dela, que a despediu, tomá-la novamente de volta para se tornar sua esposa depois de ela ter sido aviltada; pois isso é algo detestável perante Jeová e não deves levar ao pecado a terra que Jeová, teu Deus, te dá por herança.” O ex-marido estava impedido de retomar a esposa divorciada, talvez para evitar a possibilidade de qualquer trama, entre ele e esta esposa novamente casada, a fim de obrigá-la a se divorciar de seu segundo marido, ou provocar a sua morte, deste modo possibilitando casar-se novamente com seu marido anterior. Se seu ex-cônjuge a retomasse, tal coisa seria impura aos olhos de Deus, e o primeiro marido ridiculizaria a si mesmo porque a repudiara como mulher na qual encontrara “alguma coisa indecente” e, daí, depois de ela ter-se juntado legalmente a outro homem e servido como esposa deste, ele a tomava novamente.

      Sem dúvida, o mero fato de que o marido original não poderia casar-se de novo com sua esposa divorciada, depois que passasse a pertencer a outro homem, mesmo se este homem se divorciasse dela ou morresse, fazia com que o marido que cogitava a ação de divórcio pensasse seriamente antes de agir para terminar o casamento. (Jer. 3:1) Contudo, nada foi dito que o proibisse de se casar de novo com sua esposa divorciada caso ela não se tivesse casado de novo depois da dissolução legal do seu laço marital.

      DESPEDIR ESPOSAS PAGAS

      Antes que os israelitas entrassem na Terra Prometida, foi-lhes dito que não formassem alianças matrimoniais com seus habitantes pagãos. (Deut. 7:3, 4) Não obstante, nos dias de Esdras, os judeus haviam tomado esposas estrangeiras e, em oração a Deus, Esdras admitiu a culpa deles neste assunto. Em resposta ao apelo dele e em reconhecimento de seu erro, os homens de Israel que haviam tomado esposas estrangeiras as despediram “junto com os filhos”. (Esd. 9:10 a 10:44) Contudo, os cristãos, procedentes de todas as diferentes nações (Mat. 28:19) não deviam divorciar-se de cônjuges que não fossem adoradores de Jeová e nem seria aconselhável que se separassem de tais parceiros matrimoniais, conforme mostra o conselho inspirado de Paulo. ( 1 Cor. 7:10-28) Contudo, quando se tratava de contrair um novo casamento, os cristãos foram aconselhados a se casarem “somente no Senhor”. — 1 Cor. 7:39.

      A AÇÃO DE DIVÓRCIO COGITADA POR JOSÉ

      No período em que Maria estava prometida em casamento a José, mas antes de se unirem, ela engravidou por espírito santo, e o relato diz: “No entanto, José, seu marido, porque era justo e não queria fazer dela um espetáculo público, pretendeu divorciar-se dela secretamente.” (Mat. 1:18, 19) Visto que o noivado era um compromisso tão sério assim entre os judeus naquela época, a palavra “divórcio” é usada corretamente aqui.

      Embora Mateus não forneça cada detalhe a respeito do proceder intencionado de José, ele indica que José queria lidar com Maria de modo misericordioso. José não é considerado um homem injusto por causa disso, mas, antes, foi “porque era justo e não queria fazer dela um espetáculo público” que “pretendeu divorciar-se dela secretamente”. — Mat. 1:19.

      CIRCUNSTÂNCIAS QUE IMPEDIAM O DIVÓRCIO EM ISRAEL

      Segundo a lei de Deus dada a Israel, existiam situações nas quais o divórcio era impossível. Podia acontecer que um homem tomasse uma esposa, tivesse relações com ela e em seguida a odiasse. Poderia declarar falsamente que ela não era virgem quando se casou com ele, deste modo acusando-a erroneamente de comportamento escandaloso, acarretando-lhe má reputação. Se os pais da moça apresentassem evidência de que a filha deles era virgem na época do casamento, os homens da cidade teriam de punir o acusador falso. Eles o multariam em cem siclos de prata, entregando-os ao pai da moça, e ela continuaria sendo a esposa desse homem, sendo declarado: “Não se lhe permitirá divorciar-se dela em todos os seus dias.” (Deut. 22:13-19) Também, se fosse descoberto que um homem investira contra uma virgem que não era noiva e tivera relações com ela, era estipulado: “O homem que se deitou com ela tem de dar cinqüenta siclos de prata ao pai da moça e ela se tornará sua esposa devido ao fato de que a humilhou. Não se lhe permitirá divorciar-se dela em todos os seus dias.” — Deut. 22:28, 29.

      ÚNICA BASE PARA O DIVÓRCIO ENTRE OS CRISTÃOS

      Em seu Sermão do Monte, Jesus disse que “todo aquele que se divorciar de sua esposa, a não ser por causa de fornicação, expõe-na ao adultério, e quem se casar com uma mulher divorciada comete adultério”. (Mat. 5:32) Com isso Jesus mostrou que se um marido se divorcia de sua esposa por razões outras que não a de fornicação por parte dela, ele a expõe ao adultério no futuro. Isto se dá porque a esposa não adúltera não fica corretamente desligada de seu esposo por tal divórcio, e não fica livre para se casar com outro homem e ter relações sexuais com outro marido. Quando Cristo disse “quem se casar com uma mulher divorciada comete adultério”, ele se referia a uma mulher divorciada por motivos que não fossem “por causa de fornicação”. Tal mulher, embora legalmente divorciada, não estaria biblicamente divorciada.

      Marcos, como Mateus (Mat. 19:3-9), registrou as declarações de Jesus aos fariseus a respeito do divórcio e citou Jesus como tendo dito: “Quem se divorciar de sua esposa e se casar com outra, comete adultério contra ela, e, se uma mulher, depois de divorciar-se de seu marido, se casar com outro, ela comete adultério.” (Mar. 10:11, 12) Declaração similar é feita em Lucas 16:18, que diz: “Todo aquele que se divorciar de sua esposa e se casar com outra, comete adultério, e quem se casar com uma mulher divorciada do marido, comete adultério.” Considerados isoladamente, esses versículos parecem proibir todo e qualquer divórcio para os seguidores de Cristo, ou pelo menos indicar que um indivíduo divorciado não teria o direito de se casar de novo, a não ser após a morte do cônjuge divorciado. Contudo, as palavras de Jesus, conforme registradas por Marcos e Lucas, devem ser entendidas à luz da declaração mais completa registrada por Mateus. Este incluiu a frase “exceto em razão de fornicação” (Mat. 19:9; veja também Mateus 5:32), mostrando que aquilo que Marcos e Lucas escreveram, ao citarem Jesus sobre o divórcio, se aplica caso o motivo para o divórcio não seja o adultério praticado pelo cônjuge infiel.

      A pessoa, porém, não é biblicamente obrigada a se divorciar dum cônjuge adúltero arrependido. Em tal caso, o marido ou a esposa cristãos podem conceder misericórdia, assim como Oséias, que aparentemente retomou sua esposa adúltera Gômer, e como Jeová, que concedeu misericórdia à nação de Israel arrependida, que havia sido culpada de adultério espiritual. — Osé., cap. 3.

  • Dízimo
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • DÍZIMO

      Décima parte ou 10 por cento entregues ou pagos como tributo, especialmente para fins religiosos.

      A Bíblia fala de dois casos ocorridos antes de entrar em vigor o pacto da Lei, em que uma décima parte dos bens foram pagos a Deus ou ao seu representante. O primeiro deles foi quando Abraão deu a Melquisedeque um décimo dos despojos de sua vitória sobre Quedorlaomer e seus aliados. (Gên. 14:18-20) O apóstolo Paulo cita este episódio como prova de que o sacerdócio de Cristo, à maneira de Melquisedeque, é superior ao de Levi, visto que Levi, estando nos lombos de Abraão, na realidade pagou dízimos a Melquisedeque. (Heb. 7:4-10) O segundo caso diz respeito a Jacó, que fez um voto, em Betel, de dar a Deus um décimo de seus recursos. — Gên. 28:20-22.

      Contudo, esses dois relatos são simples exemplos de se dar um décimo voluntariamente. Não há registro no sentido de que Abraão ou Jacó ordenassem a seus descendentes que seguissem tais exemplos, deste modo promulgando uma prática, um costume ou uma lei religiosos. Se Jacó já estivesse sob obrigação compulsória de pagar dízimos, o voto que fez quanto a isso teria sido algo supérfluo. Portanto, é evidente que o sistema do dízimo não era um costume ou uma lei entre os primitivos hebreus. Foi instituído com a implantação do pacto da Lei, não antes.

      LEIS MOSAICAS SOBRE O DÍZIMO

      Jeová deu a Israel leis sobre o dízimo para fins específicos, aparentemente envolvendo o uso de dois décimos de sua renda anual, exceto durante os anos sabáticos, quando nenhum dízimo era pago, visto que nenhuma renda era prevista. (Lev. 25:1-12) Todavia, alguns peritos crêem que existia apenas um dízimo. Tais dízimos eram adicionais às primícias que obrigatoriamente ofereciam a Jeová. — Êxo. 23:19; 34:26.

      O primeiro dízimo, que consistia em um décimo dos produtos da terra e das árvores frutíferas, e (evidentemente do aumento) das manadas e dos rebanhos, era levado ao santuário e entregue aos levitas, visto que estes não tinham herança na terra, mas eram devotados ao serviço no santuário. (Lev. 27:30-32; Núm. 18:21, 24) Os levitas, por sua vez, davam um décimo do que recebiam, que era destinado ao sacerdócio arônico, para o sustento deste. — Núm. 18:25-29.

      Evidentemente, antes de ser tirada a décima parte, o cereal era debulhado e o fruto da videira e da oliveira era convertido em vinho e em azeite. (Núm. 18:27, 30; Nee. 10:37) Se um israelita preferisse dar dinheiro em vez desses produtos, poderia fazer isso, sendo estipulado neste caso que acrescentasse ao valor um adicional de um quinto. (Lev. 27:31) Era diferente, porém, no caso do rebanho e da manada. À medida que os animais iam saindo um a um do curral, através dum portão, o proprietário postava-se com uma vara no portão e destinava ao dízimo cada décimo que passava, sem examinar ou selecionar. — Lev. 27:32, 33.

      Parece que havia um dizimo adicional, um décimo suplementar, reservado cada ano para outras finalidades sem ser o apoio direto ao sacerdócio levítico, embora os levitas se beneficiassem dele. Normalmente era usado e usufruído em larga escala pela família israelita quando ela comparecia às festividades nacionais. Nos casos em que a distância até Jerusalém era grande demais para o transporte prático deste dízimo, o produto era convertido em dinheiro e este, por sua vez, era usado em Jerusalém para o sustento e o deleite dos membros da família durante o santo congresso realizado ali. (Deut. 12:4-7, 11, 17, 18; 14:22-27) Daí, no fim de cada terceiro e de cada sexto ano do ciclo sabático de sete anos, este dízimo, em vez de ser usado para custear as despesas nas assembléias nacionais, era destinado aos levitas, aos residentes forasteiros, às viúvas e aos meninos órfãos de pai na comunidade local. — Deut. 14:28, 29; 26:12.

      Essas leis do dízimo que recaíam sobre Israel não eram excessivas. Nem deve ser despercebido que Deus prometeu prosperar Israel por abrir “as comportas dos céus” se suas leis do dízimo fossem obedecidas. (Mal. 3:10; Deut. 28:1, 2, 11-14) Quando o povo se tornava negligente quanto a dar o dízimo, o sacerdócio sofria, pois os sacerdotes e os levitas eram obrigados a procurar serviço secular, e, conseqüentemente, negligenciavam seus serviços ministeriais. (Nee. 13:10) Tal infidelidade tendia a produzir um declínio na adoração verdadeira. Infelizmente, quando as dez tribos sucumbiram à adoração do bezerro, elas usaram o dízimo para apoiar essa religião falsa. (Amós 4:4, 5) Por outro lado, quando Israel era fiel a Jeová e estava sob o governo de administradores justos, o dízimo para os levitas era restabelecido e, fiel à promessa de Jeová, não havia escassez. — 2 Crô. 31:4-12; Nee. 10:37, 38; 12:44; 13:11-13.

      Sob a Lei não existia pena estipulada para ser aplicada a uma pessoa que deixasse de pagar o dízimo. Jeová colocou a todos sob forte obrigação moral de prover o dízimo; no fim do ciclo de três anos de pagamento de dízimos exigia-se deles que confessassem perante Ele que os dízimos haviam sido pagos integralmente. (Deut. 26:12-15) Qualquer coisa retida incorretamente era considerada algo roubado de Deus. — Mal. 3:7-9.

      Já no primeiro século da E.C. os líderes religiosos judaicos, especialmente dentre os escribas e os fariseus, faziam do pagamento de dízimos e de outras obras exteriores uma ostentação santimoniosa, em forma de adoração, mas o coração deles estava muito longe de Deus. (Mat. 15:1-9) Jesus os reprovou por sua atitude egoísta, hipócrita, chamando atenção à meticulosidade deles em dar o décimo até mesmo da “hortelã, e do endro e do cominho” — algo que estavam sob a obrigação de fazer — contudo, ao mesmo tempo, desconsideravam “os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade”. (Mat. 23:23; Luc. 11:42) Por meio de ilustração, Jesus contrastou o fariseu, que jactanciosamente considerava-se autojusto, devido às suas próprias obras de jejuar e de dar o dízimo, com o cobrador de impostos que, embora considerado insignificante pelo fariseu, humilhou-se, confessou seus pecados a Deus e implorou a misericórdia divina. — Luc. 18:9-14.

      OS CRISTÃOS NÃO ESTÃO SUJEITOS AO PAGAMENTO DE DÍZIMOS

      Em nenhuma ocasião se ordenou aos cristãos do primeiro século que pagassem dízimos. O objetivo primário do arranjo de dízimos sob a Lei era manter o templo e o sacerdócio de Israel; conseqüentemente, a obrigação de pagar dízimos cessaria quando aquele pacto da Lei mosaica chegasse ao fim, sendo cumprido, por meio da morte de Cristo na estaca de tortura. (Efé. 2:15; Col. 2:13, 14) É verdade que os sacerdotes levitas continuaram a servir no templo em Jerusalém até que este foi destruído em 70 E.C., mas os cristãos, desde 33 E.C., tornaram-se parte de um novo sacerdócio espiritual que não era sustentado por dízimos. — Rom. 6:14; Heb. 7:12; 1 Ped. 2:9.

      Como cristãos, foram incentivados a dar apoio ao ministério cristão, tanto por meio de sua própria atividade ministerial como por contribuições materiais. Em vez de darem quantias fixas, especificadas, para custear as despesas congregacionais, deviam contribuir “segundo o que a pessoa tem”, dando “conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado”. (2 Cor. 8:12; 9:7) Foram incentivados a seguir o princípio: “Os anciãos, que presidem de modo excelente, sejam contados dignos de dupla honra, especialmente os que trabalham arduamente no falar e no ensinar. Porque a escritura diz: ‘Não deves açaimar o touro quando debulha o grão’; também: ‘O trabalhador é digno do seu salário.’” (1 Tim. 5:17, 18) Contudo, o apóstolo Paulo deu exemplo, tentando não acarretar à congregação uma carga financeira indevida. — Atos 18:3; 1 Tes. 2:9.

  • Doegue
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • DOEGUE

      [ansioso].

      Edomita que servia como pastor principal do Rei Saul, um responsável cargo de supervisão. (1 Sam. 21:7; 22:9) Doegue evidentemente era prosélito. Por estar “retido perante Jeová” em Nobe, possivelmente por causa de um voto, de alguma impureza ou duma suspeita de lepra, Doegue testemunhou quando o sumo sacerdote Aimeleque entregou

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