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Trabalhe lealmente com JeováA Sentinela — 1990 | 15 de agosto
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17. (a) Que obrigação temos? (b) Que coisas temos de evitar a fim de cumprirmos adequadamente a nossa obrigação?
17 A obra de pregação adquire agora uma urgência maior, à medida que o fim do império de Satanás se aproxima. Tendo a verdade da Palavra de Jeová Deus, como suas Testemunhas, temos a obrigação de divulgar as boas novas em toda a oportunidade. O trabalho à mão é mais do que suficiente para manter-nos ocupados, até o fim. Jamais devemos deixar-nos desviar pela busca hedonística e imoral de prazeres ou ficar sobrecarregados pelo materialismo. Não devemos envolver-nos em raciocínio especulativo, debatendo sobre palavras, pois isso pode revelar-se inútil e consumidor de tempo. (2 Timóteo 2:14; Tito 1:10; 3:9) Quando os discípulos perguntaram a Jesus: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?”, Jesus redirecionou o raciocínio deles para a importante tarefa a fazer naquela época, dizendo: “Sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” Esta comissão se estende até os dias de hoje. — Atos 1:6-8.
18. Por que é tão recompensador trabalhar com Jeová?
18 Trabalhar com Jeová, pregando junto com sua hodierna congregação mundial, produz felicidade, contentamento e real objetivo na vida. É uma oportunidade que todo aquele que ama a Jeová tem de manifestar-lhe devoção e lealdade. Esta obra em seus muitos aspectos jamais se repetirá. Com a perspectiva de vida eterna claramente à frente, continuemos lealmente a “prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso e com espanto reverente”, para Seu louvor e nossa própria salvação. — Hebreus 12:28.
Qual É Sua Resposta?
◻ De que trabalho derivou Jesus alegria e satisfação?
◻ Quem se opõe a obra de Jeová, e por quê?
◻ Como se comparam as “boas obras” com a pregação das boas novas do Reino de Deus?
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Não negligencie seu cônjugeA Sentinela — 1990 | 15 de agosto
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Não negligencie seu cônjuge
CERTO casal está saindo do Salão do Reino. Os rostos sorridentes de marido e mulher refletem a felicidade que usufruem como “uma só carne”, unidos na adoração do seu Deus, Jeová. (Mateus 19:6) Contudo, eles nem sempre usufruíram essa união ou partilharam a mesma crença. Houve época em que a esposa, Atsuko, assistia sozinha às reuniões. Depois, ela ia para casa, onde o marido, irado, gritava com ela. Kazutaka, o marido, certa vez ficou tão furioso que agarrou a mesa e, num só golpe, jogou todo o jantar no chão.
Tal qual Jesus predisse, o genuíno cristianismo tem gerado divisão em certas famílias. (Mateus 10:34, 35) Todavia, como Kazutaka e Atsuko, algumas agora usufruem união religiosa e felicidade no lar. Naturalmente, tal união não surgiu por acaso. O que fizeram os crentes para vencer a oposição e trazer verdadeira harmonia à família? Antes de examinarmos isso, vejamos exatamente por que alguns cônjuges se opõem.
Por que Eles se Opuseram?
“Em retrospecto”, confessa Atsuko, “percebo que eu ia às reuniões sem jamais explicar as coisas a meu marido”. Deixado só, sem uma satisfação, Kazutaka ficava furioso.
As chamas da oposição podem também acender-se por causa de ciúmes. Certo marido jovem, Shigeo, criou suspeitas infundadas sobre os novos conhecidos de sua esposa. “Quando minha esposa se maqueava e ia às reuniões, eu pensava que ela tinha outro homem.” “Realmente nunca tivemos a oportunidade de conversar só nós dois”, admite Masako, sua esposa. “Eu nunca expressei meu sincero desejo de que ele também aprendesse a verdade cristã.”
Toshiko, dona-de-casa, sentia-se como Shigeo. “Quando meu marido começou a estudar com as Testemunhas de Jeová, eu objetei, porque ele gradualmente aumentou o tempo que passava com a congregação. Eu recorria à bebida para fugir dos meus sentimentos enquanto ele estava fora.”
O comentário de Toshiko sugeria outro motivo — solidão. É assim que algumas pessoas que antes se opunham se sentiam quando o cônjuge ia regularmente às reuniões. “Sentia-me desamparado quando ficava sozinho em casa”, relembra certo marido. “Era como se minha esposa e filhos estivessem me abandonando”, diz outro. Visto que a maioria dos homens acha difícil dizer: “Por favor, fique em casa, sinto-me solitário”, alguns partem para opor-se à prática religiosa do cônjuge.
A pressão de amigos e de parentes pode às vezes levar um cônjuge normalmente compreensivo a opor-se. Costuma-se dizer que no Oriente a esposa é, em geral, “adotada pela família, em vez de unida ao marido”. A pressão de parentes pode facilmente gerar discórdia. A esposa cristã de Takashi negou-se a participar em adoração no altar budista da família. “Para complicar as coisas”, explica Takashi, “morávamos perto dos meus pais. Minha mãe me pressionava, por isso eu ameaçava minha esposa e usava de violência”.
Mal-entendidos, agravados pela fraca comunicação, pelo ciúme, pela solidão ou pela pressão de parentes, podem irromper em violência. Certo senhor que batia em sua esposa admite: “Eu não queria perder minha família para uma religião.” Outro diz: “Eu detestava chegar a casa e encontrá-la vazia.” Talvez raciocinassem: ‘Se palavras não conseguem deter esse fervor religioso, uns bons tapas conseguirão.’
Felizmente, todos os casais já mencionados mais tarde se uniram na adoração. Suas experiências aflitivas são agora coisa do passado. Mas, tendo passado por isso, eles estão em condições de oferecer sugestões práticas que podem ajudar a amainar situações potencialmente explosivas e, quem sabe, resultar em unir na adoração famílias que ainda estão divididas nesse particular.
Apegue-se à Verdade
A pessoa que estende a mão para tirar da água alguém que está-se afogando tem de ter seus próprios pés bem firmados. Se não, poderá acabar caindo na água também. De forma similar, o segredo para ajudar o cônjuge é você mesmo ter um firme apego à verdade que salva vidas. “Quando minha oposição chegou ao ponto máximo”, diz alguém que antes se opunha, “minha esposa ainda assim pegava as crianças e ia às reuniões. Se ela tivesse titubeado, eu talvez duvidasse da genuinidade de sua fé”.
Kazutaka, aquele que virou a mesa do jantar, revela o que mudou sua atitude, ao contar o resto da história: “Por fim, recusava-me a dar dinheiro a Atsuko para a condução. Mesmo assim, ela ia a todas as reuniões e levava consigo as crianças. Para isso, ela vendia seus pertences pessoais, pouco a pouco. Envergonhei-me e perdi a vontade de opor-me a ela. Em vez disso, comecei a ler as revistas que ela deixava à minha vista.”
Comunique-se com Seu Cônjuge
“Eu devia ter convidado meu marido a juntar-se a mim e tê-lo feito saber que meu desejo era que estudássemos juntos a Bíblia”, diz Atsuko, esposa de Kazutaka. “Ele estava apreensivo com respeito a mim e à família. A boa comunicação teria contribuído muito para aliviar a ansiedade dele.” Sim, a boa comunicação é a chave da compreensão. A Bíblia adverte: “Há frustração de planos quando não há palestra confidencial.” (Provérbios 15:22) Neste contexto, uma “palestra confidencial” com seu cônjuge acerca de atividades religiosas tem de ser bem ponderada e entabulada com tato. “O coração do sábio faz que a sua boca mostre perspicácia e acrescenta persuasão aos seus lábios”, diz a Bíblia. (Provérbios 16:23) É igualmente importante ser discreto na escolha do momento certo para falar. — Eclesiastes 3:7.
Sua maneira de falar talvez seja tão importante quanto o que você diz. O apóstolo Paulo admoesta: “Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” (Colossenses 4:6) Quando você fala de maneira cortês e digna, seu cônjuge fica menos propenso a fechar os ouvidos ao que você tem a dizer.
Muitos maridos não gostam de ser ensinados pela esposa. Portanto, as esposas precisam ser engenhosas. Kikuyo fazia bom uso das publicações da Sociedade Torre de Vigia. Ela diz: “Assim que minha Despertai! chegava pelo correio, eu a lia cuidadosamente à procura de coisas que pudessem interessar a meu marido. Daí, eu orava por uma oportunidade de partilhá-las com ele.” Ela deixava a revista no banheiro e examinava as páginas todo dia para ver se ele havia lido algum artigo. Quando parecia que ele não prosseguia com a leitura, ela trocava a revista. O marido de Kikuyo agora é servo ministerial e pioneiro.
O Poder da Conduta Excelente
Que dizer, porém, se seu cônjuge não estiver disposto a conversar sobre religião com você? Conhecer outros cristãos talvez amaine a ardente oposição de seu cônjuge e o motive a estudar a Bíblia. Masao, que agora é ancião, certa vez proibiu as Testemunhas de Jeová de porem os pés em sua casa. Ele relembra: “Finalmente concordei em estudar a Bíblia com as Testemunhas depois que minha esposa insistiu que eu ajudasse na construção do Salão do Reino. Fiquei comovido de ver todos alegremente trabalhando juntos — e sem remuneração.”
O que você pode fazer se seu cônjuge se recusa a falar sobre religião com quem quer que seja? “Se alguns não forem obedientes à
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