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O que acontece com o casamento?Despertai! — 1979 | 22 de março
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O que acontece com o casamento?
DE TODAS as partes do mundo, as notícias afirmam quase que a mesma coisa: O arranjo matrimonial está em crise.
Na verdade, as fontes noticiosas gostam de imprimir o que é mais sensacionalista. Este é um dos motivos pelos quais os problemas maritais são mais amiúde destacados nos veículos noticiosos, ao passo que muitos casamentos sólidos passam relativamente despercebidos.
Ainda assim, não se pode negar o seguinte: Profundas mudanças assolam o arranjo marital com golpes com a força dum furacão.
Quão Grave É?
Quão grave é o problema? Seguem-se algumas observações, típicas de quase todo país da terra.
Países-Baixos: “O casamento acha-se ameaçado por um acontecimento de alcance um pouco menos amplo do que a revolução mundial.” — Editores do livro The End of Monogumous Marriage? (Fim do Casamento Monógamo?)
Inglaterra: “Alguns encaram tal mudança como o maior transtorno social deste século.” — Sunday Telegraph, de Londres.
México: “O casamento começa um período de decadência cada vez mais intensa, depois do qual não conseguirá recuperar-se.” — Dra. Juana Armanda Alegria, socióloga.
Estados Unidos: “Um casamento sólido, duradouro, se tornou tão requintadamente raro que se torna de novo interessante.” — Revista McCall’s.
Alguns assumem um conceito tão negativo sobre o casamento que certo observador norte-americano disse, não de todo brincando: “Talvez a certidão de casamento deveria rezar: AVISO: O MINISTRO DA SAÚDE DETERMINOU QUE O CASAMENTO É PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.”
Enorme Aumento do Divórcio
Na última década, houve enorme aumento do divórcio. Na Austrália, o divórcio quadruplicou numa única década. “Os casais estão rompendo-se como icebergs, num mar de verão Algo muito profundo parece estar abalando nossos conceitos tradicionais sobre o casamento”, afirma Women’s Weekly (Semanário das Mulheres), da Austrália.
No Canadá, a taxa de divórcio multiplicou-se cinco vezes em 10 anos, comenta a revista Maclean’s. O índice de divórcios na Suécia dobrou nesse mesmo período. O Japão apresenta um aumento, já por 14 anos consecutivos. Na Rodésia, um casamento de cada três termina agora em divórcio.
Na Grã-Bretanha, disse o Sunday Telegraph, de Londres:
“Nenhuma sociedade que preza a família pode dar-se ao luxo de deixar de ficar atônita diante das mais recentes estatísticas sobre divórcio. . . . A Grã-Bretanha agora possui um dos índices mais elevados de divórcio do mundo: quase um em cada dois casamentos.
“Seguindo-se este índice, logo haverá tantos lares rompidos quanto os não-rompidos tantas crianças procedentes de lares rompidos como as crianças de lares não-rompidos; e tantas esposas abandonadas como as não” abandonadas.”
Nenhuma forma de credo político acha-se imune a tal tendência. O divórcio acontece quase no mesmo índice na União Soviética que nos Estados Unidos. Admite a revista Soviet Life (Vida Soviética): “Em média, um de cada três casamentos é oficialmente dissolvido. Comparado com as décadas passadas, o total aumentou.”
Nos Estados Unidos, o índice é o mesmo: um de cada três casamentos termina em divórcio. E, agora, isto inclui um número continuamente avolumante de casais mais idosos que já estavam casados há 20 anos ou mais. Na verdade, muitos que se divorciam tornam a casar-se. Mas, quase a metade deles volta a divorciar-se novamente!
Nem estão imune, a tal tendência as religiões deste mundo. Até mesmo entre os casamentos judaicos, em que a tradição familiar certa vez era fortíssima, está ocorrendo um colapso. Num concílio de 1.000 rabinos ortodoxos que se reuniram para discutir o assunto: “A Vida Familiar dos Judeus Americanos — Crise e Colapso”, admitiu-se que quatro de cada 10 casamentos judaicos se dissolvem.
Outra Tendência
Existe outra tendência que traz graves implicações para o arranjo conubial. Cada vez mais pessoas preferem viver juntas sem se casarem legalmente. Não desejam comprometer-se, mas desejam ficar livres para romper tal relacionamento quando desejarem.
Naturalmente, a idéia de as pessoas viverem juntas sem um casamento legal não é nova. Em vários países, há muito já é praticada por alguns. O que é novo é o enorme aumento do número de pessoas que vivem desta forma, e quão amplamente aceita se torna tal prática. Em especial, a tendência cresce rápido entre os jovens adultos. Mas, não se limita a eles. Mais pessoas idosas fazem a mesma coisa.
Em certa nação sul-americana, calculadamente 40 a 50 por cento dos casais agora vivem juntos sem serem casados. Nos EUA, o número de homens e mulheres, sem serem parentes, que moravam na mesma casa, em 1977, subiu para cerca de 1.500.000, em comparação com 650.000, em 1970.
Em determinado país africano, disse um administrador dum prédio de apartamentos: “Realmente não consigo entender o que acontece com as pessoas mais jovens. Neste bloco de apartamentos, há tanta troca de cônjuges, sem o benefício do casamento, que jamais sei com certeza quem virá este mês pagar o aluguel.”
Por Que Muitos Evitam Casar-se
Um motivo de muitos preferirem não se casar é o péssimo exemplo dado pelo casamento de seus próprios pais. Não raro tem-se provado emocionalmente perigoso para os filhos que viveram em lares onde as mães e os pais viviam ‘apertando a garganta um do outro’.
Nem é isso simples figura de retórica. Em certa enquête, um quarto das esposas que procuravam divorciar-se indicaram maus tratos físicos por parte do marido como a razão. O sociólogo Richard Gelles, da Universidade de Rhode Island, verificou que mais da metade dos casais que ele entrevistou tinham usado de violência um contra o outro. As autoridades afirmam que espancar a esposa e o “crime menos denunciado” que existe. E, agora, há também significativo número de maridos que são feridos pela esposa!
Um resultado ruim, adicional, das dificuldades conjugais é o dano que pode advir aos filhos por nascer. O Dr. Dennis Stott, psicólogo do Canadá, afirma que o estresse de um casamento infeliz pode fazer com que as mulheres grávidas dêem à luz duas vezes mais filhos física e emocionalmente deficientes do que as mães que são relativamente livres de estresse marital.
Assim, comenta o correspondente de Despertai! na Espanha:
“Muitos jovens estão aterrorizados, hoje em dia, diante da possibilidade de cometerem um erro que dure a vida toda. Bom número deles ainda se acha traumatizado diante dos casamentos infelizes de seus próprios pais, cujos resultados eles sofreram por longos e penosos anos. Não se dispõem a fazer com que seus possíveis filhos se tornem a mesma espécie de desgraçados infelizes que eles foram.”
Assim não podemos evitar a dura realidade do que acontece ao casamento, em todo o mundo. Não é um quadro bonito. Está causando muita aflição e dano, tanto aos cônjuges como a seus filhos, que serão as mães e pais em potencial de amanhã.
Por que tudo isto acontece agora? Como podem aqueles que desejam a felicidade conjugal vir a obtê-la? Ou, será possível que a falha resida no próprio arranjo marital?
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É falho o arranjo marital?Despertai! — 1979 | 22 de março
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É falho o arranjo marital?
VISTO que as dificuldades conjugais têm despencado como uma avalancha, nos últimos tempos, alguns ficam imaginando: Será falho em si mesmo o arranjo marital? Deve ser abandonado, como inapropriado para os nossos dias?
Bem, caso um operador de determinada máquina ignorasse as instruções do seu projetista e a operasse mal até que ela se quebrasse, será que a culpa seria do projetista? Se, numa longa viagem de carro, o motorista ignorar seu mapa rodoviário e ficar perdido, será que a culpa cabe ao fabricante do mapa?
Não, o emprego errôneo de algo não significa que não seja bom. Quem realmente é culpado? Aquele que o emprega mal.
Acontece isto com o arranjo marital? O que apontam os fatos? Será que abandonar o casamento, em prol de outros estilos de vida, resultou melhor para as pessoas? O que aconteceu com os filhos dos lares rompidos, e à sociedade em geral?
O Que Mostra o Histórico
A história mostra que, quando o casamento e a família se romperam, também corroeu-se o inteiro clima moral da sociedade. O resultado final foi, não a melhora, porém mais dificuldades. Inteiros impérios sucumbiram quando as pessoas não se empenharam em preservar o casamento e a família.
Em nosso próprio tempo, os maus efeitos são especialmente prejudiciais aos mais inocentes, às crianças que têm sido vítimas dos colapsos matrimoniais. No país do oeste africano, Gana, certo relatório afirma sobre os muitos filhos de lares rompidos:
“Os filhos de tais lares são os que se dão pior. Jamais obtêm saudáveis cuidados parentais; são negligenciados, desamados, relegados, e ninguém realmente se preocupa com o que fazem. Tornam-se malandros desde a infância e retrocedem . . . tornando-se adultos criminosos, sempre combatendo a lei.”
A ausência de cuidados dum pai resulta em dificuldades para toda a família, especialmente para os meninos que precisam de sua firme orientação e apoio. À guisa de exemplo, em certa família americana, o trabalho do pai o levava para longe de casa durante semanas a fio. Em resultado, seu filhinho de três anos tornou-se hiperativo, usualmente acordando 10 ou 11 vezes por noite para chamar pelo pai. A mãe dele observou que, quando o pai estava em casa, o garotinho dormia tranqüilamente até de manhã, e se comportava muito melhor. Ela declarou: “Este garotinho precisa do seu papai. Ele vai à escola maternal alguns dias por semana e as professoras podem dizer quando [o pai dele] está em casa. Isto se torna óbvio pelo comportamento dele.”
Ao passo que se reconhece, em geral, que os filhos passam pior quando os pais não se dão bem, ou obtêm um divórcio, ou estão longe com freqüência, que dizer dos adultos? Passam melhor por serem levados de roldão por essa tendência moderna para com o divórcio, a separação, o ‘casamento aberto’, viverem juntos sem se casarem, ou os ‘casamentos’ do tipo comunal?
Viver Melhor?
Há grande pressão, atualmente, em muitos países, para se desistir do casamento, quando surgem problemas. A revista Family Circle veicula: “Uma profusão de livros e artigos está propondo o argumento de que não são viáveis os compromissos duradouros, que os riscos envolvidos na separação são controláveis, e que os egos das pessoas provavelmente ficarão satisfeitos com a dissolução.”
Será este o caso? Será que o rompimento conjugal é indício de uma personalidade ‘vibrante’? Para certa porcentagem de pessoas que estejam condicionadas a assim pensar, isto poderia parecer verídico. Mas não para a ampla maioria.
Mais típica é a experiência de uma senhora que se separou do marido e começou a percorrer bares de gente solteira para ‘divertir-se’ e conhecer novas pessoas. Com o tempo, estes relacionamentos temporários resultaram vazios e insatisfatórios. A maioria dos homens só se interessavam nos encontros sexuais.
Esta senhora disse sobre muitas das pessoas divorciadas ou separadas a quem conheceu: “Jamais olvidarei quão perdidas pareciam tais almas. Quão perdida eu me sentia. Estas são pessoas realmente não-casadas. Os casamentos não mais parecem dar certo, mas há uma nova geração perdida que se torna cada dia maior. Porque a verdade é que o não-casamento tampouco dá certo.”
“O não-casamento tampouco dá certo.” Essa é a conclusão que se torna cada vez mais evidente, depois de se analisarem os resultados de várias décadas de vertiginoso aumento de divórcios e separações conjugais. Compreende-se que, no caso de crescente número de pessoas, a vida não é satisfatória para a maioria, sem que se tenha alguém que se preocupe, alguém de quem cuidar, alguém com quem contar, alguém com quem se possa compartilhar a compreensão, a bondade e os problemas.
Muitos verificam que, depois de a novidade passar, a liberdade nova de satisfazer seus caprichos sem ter de prestar contas a um cônjuge, não traz os benefícios previstos. Não resulta ser o modo de mostrar uma personalidade ‘vibrante’.
‘Casamentos Grupais’
Visto que o casamento de duas pessoas tem amiúde falhado, e a solidão é indesejável, alguns recomendam a alternativa dos ‘casamentos grupais’, ou a vida comunal, em que cada pessoa pode ter vários cônjuges. Será que dão mais certo do que os casamentos tradicionais?
Uma comuna, no Tennessee, EUA, de mais de 1.000 habitantes, experimentou os “multicasamentos”. Mais tarde, disse um membro da comuna: “Isso não funcionou. Os problemas comuns de todos apenas se multiplicaram.” Observou que os casais logo “correm em busca da privacidade”, e que os solteiros com freqüência perguntavam aos casados: “Podemos ser como primos que moram com vocês, de modo que também possamos ter uma família?”
Talvez pareça atraente, de início, tentar fugir dos problemas conjugais por estilos de vida alternativos, tais como os casamentos grupais. Mas a pessoa não pode fugir da natureza humana. Mais cedo ou mais tarde é preciso confrontá-la e enfrentá-la. E quanto mais a pessoa se afastar do modo em que os humanos foram feitos para interagir melhor com os outros, tanto mais difícil se tornará a vida. Isto se dá especialmente com respeito ao amor íntimo entre um homem e uma mulher, e a afeição parental pelos filhos.
Bernard O’Brien, de uma agência familiar e de crianças, da cidade de Kansas, EUA, declara: “O ciúme é tão vivo em qualquer tipo de experiência como era no tempo da vovó. Quando se encara o problema, dificilmente há alguém que possa suportar a partilha duma pessoa amada.” Por que isto se dá? Simplesmente porque fomos criados para nos sentir assim.
Em outra comuna, quando nasceram crianças dum casal, o arranjo do tipo comunal “rompeu-se” na sua mente. Não conseguiam partilhar com outros o amor íntimo de pai, mãe e filho. O pai comentou: “Ao me tornar pai, isso rompeu simplesmente todas as noções comunais.” Acataram o desejo fortíssimo de ter seu próprio ‘núcleo familiar’, com o pai e a mãe no centro, e cercados de seus próprios filhos.
Casamento Aberto
Um ‘casamento aberto’ é quando pessoas casadas concordam em permitir que cada um deles tenha encontros sexuais com parceiros de fora—adultério é a palavra certa para isso. Há pouco mais de seis anos atrás, o livro Open Marringe (Casamento Aberto), de Nena e George O’Neill, tornou-se um best seller. Recomendavam relacionamentos sexuais fora do casamento, afirmando poderem ser ‘recompensadores e significativos’ para alguns casais, aprimorando seu casamento. Foram esses os resultados?
Depois de um controle de experiências reais durante anos, os autores admitem agora que as coisas não foram bem assim, de jeito nenhum. Justamente o contrário é que se deu. Verificaram que os praticantes deste adultério se tornaram muitíssimo infelizes uns com os outros. O máximo que quaisquer deles conseguiram permanecer juntos foi por apenas dois anos, depois de iniciarem um ‘casamento aberto’. Concluíram: ‘O sexo aberto foi total fracasso.’ Em resultado, os autores publicaram outro livro em que bradam “nova convocação a favor da fidelidade sexual”, como trazendo a máxima felicidade ao casamento.
A respeito do ‘casamento aberto’, o conselheiro matrimonial canadense, Ed Bader, comentou: “Todo casal que conhecemos, e que seguiu pela trilha do casamento aberto, se rompeu—sem exceção.” E o psicólogo Larry Cash, daquele país, também observou: “O casamento aberto, a idéia de que gente casada pode sentir-se perfeitamente livre, em sentido sexual e emocional, é uma farsa. Nos meus 10 anos de aconselhamento, jamais vi um só que funcionasse. Talvez seja uma idéia nobre, mas a natureza humana não está preparada para aplicá-la.”
Mas será realmente uma “idéia nobre”? De jeito nenhum. É totalmente contrária à forma em que nós, humanos, fomos feitos emocional e mentalmente. Desejamos a fidelidade de um ente querido, e não o adultério. O relacionamento íntimo que o casamento proporciona não pode ser compartilhado com pessoas de fora, sem prejudicar ou destruir o casamento. Deveras, o que estão verificando os que recomendam tais estilos “alternativos” de casamento é o que o Criador do casamento há muito havia escrito, para nossa informação: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado.” — Heb. 13:4.
Importância do Compromisso
Há outra coisa que muitos que provaram vários estilos de vida vieram a descobrir. É que, sem um compromisso, tal como o trazido pelo casamento, faz parte da natureza humana não se esforçar tão arduamente em solucionar os problemas. Nem existe segurança, especialmente para as mulheres.
Muitas mulheres descobrem que, por viverem mormente num mundo dos homens, a vida se torna muito mais difícil sem a segurança que advém dos vínculos maritais. Verificam ser, emocionalmente, muitíssimo perturbador para elas ter um relacionamento em que o homem diz, com efeito: ‘Só a quero por algum tempo, e quando eu me cansar de você, vou trocá-la por um modelo mais novo.’
A revista Good Housebeeping (Bons Cuidados do Lar) indagou de suas leitoras: “Acha que viver juntos, sem se casar, ajuda a constituir um relacionamento mais permanente, [ou] prejudica um relacionamento mais permanente?” Certo número respondeu em favor da vida em comum sem casamento, porém mais de 10 vezes esse número de leitoras disseram que não estar casada prejudicava um relacionamento permanente.
Não é incomum a experiência de certo casal, conforme veiculado pelo Star de Toronto. Vivendo juntos, sem casamento, verificaram que ainda “brigavam a respeito de quase tudo”, e que viver juntos trouxe os mesmos problemas do casamento. Sem o compromisso conjugal, contudo, sempre achavam que podiam ir embora. Mas será que isto os ajudou a dar-se bem? Não, impediu-os de tentar mais arduamente equacionar os problemas. Daí, casaram-se. Depois disso, comentaram: “Desde que nos casamos, estamos tentando mais arduamente não brigar. Ambos fazemos tal esforço. Assumimos o compromisso, de modo que não há lógica em brigarmos. Antes, costumávamos sempre ameaçar o outro de rompimento, mas não parecemos fazer mais isso agora.” Verificaram que o compromisso os fez empenhar-se mais para que o casamento desse certo.
Similarmente, a revista McCall’s trouxe um artigo intitulado, “Por Que as Mulheres Liberadas Estão Casando-se.” Comentava: “Temo-nos empenhado arduamente na auto-realização, e isso bem que tem valido-a pena. Recentemente, porém, muitas de nós fizemos surpreendente descoberta: Falta-nos ainda algo vital.”
O que lhes faltava? Um par que se casou depois de estarem vivendo juntos, explicou: “A verdade é que não bastava apenas vivermos juntos. Queremos estruturar nossa vida. Decidimos que gostávamos da idéia do compromisso.” Adicionou McCall’s:
“Ah, Compromisso! É uma palavra tão antiga que soa nova, e cada vez mais pessoas procuram a oportunidade de aplicá-la.
“Parecemos ter completado o círculo. Temos empreendido uma busca romântica nos últimos 15 anos, mais ou menos, buscando a felicidade, testando todas as opções. Experimentamos, ou, pelo menos, falamos a respeito, do casamento aberto, de nenhum casamento, de ter filhos sem casamento, de casamento experimental.
“Por fim, depois de toda a mixórdia da mudança social, parecemos estar decidindo que o compromisso é impossível sem a auto-realização, mas a auto-realização é incompleta se for alcançada sem uma ligação. . . .
“Assim, em dez ou 15 anos de experimentação das possibilidades românticas, verificamos que perdemos o âmago da permanência. Verificamos que os relacionamentos abertos só são possíveis se não se preocupar com a outra pessoa.”
A satisfação das necessidades emocionais, através do casamento, até mesmo desempenha um papel na vida mais longa As seguradoras há muito reconhecem que os não-casados correm maior risco de morrer prematuramente do que os casados. Por exemplo, as taxas de morte, na faixa etária de 15 aos 64 anos, dos varões divorciados, eram de duas a seis vezes maiores para toda causa principal, do que as dos varões casados. O psicólogo James Lynch, da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, conclui: “A solidão pode prejudicar, se não romper, o coração humano.”
Não é surpreendente que tais descobertas tenham assomado à superfície nos anos recentes. Já era de se esperar, realmente, visto que o arranjo marital não é algo que apenas “evoluiu” para a conveniência das pessoas. O casamento originou-se do Criador do homem e da mulher. E visto que Deus criou os humanos, ele sabe em que relacionamento eles terão o maior êxito. Quando fazem sua parte dentro do arcabouço que Ele estabeleceu, conseguem-se os melhores resultados. — Gên. 1:26-28; 2:18-25.
Para expressar o amor humano entre um varão e uma mulher, a bem da segurança e da permanência, e para a criação dos filhos, não existe substituto para o casamento.
NÃO, NÃO É O CASAMENTO QUE É FALHO. A FALHA BASICAMENTE É DAS PESSOAS QUE O UTILIZAM ERRONEAMENTE.
Por conseguinte, quem deseja viver contente não deve deixar-se levar de roldão pelas filosofias errôneas, tentando encontrar meios de degradar ou eliminar o casamento, como se a culpa fosse dele. A busca deve ser no sentido de encontrar meios de trabalhar pelo seu melhoramento e preservação, meios de ajudar a solucionar os problemas conjugais.
Mas se o casamento foi feito para o homem e a mulher, por que tem havido tremendo colapso dele em nossos tempos? O que está errado?
[Foto na página 7]
Que influência a sua ausência exerce sobre seu filho?
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Por que se rompem os vínculos matrimoniaisDespertai! — 1979 | 22 de março
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Por que se rompem os vínculos matrimoniais
OS CONSELHEIROS matrimoniais deste mundo indicam muitas razões para o colapso dos vínculos matrimoniais em nossos tempos. Todavia, poucos de tais conselheiros levam em conta a causa mais fundamental.
Sem considerar a causa básica, o conselho deles, ao passo que talvez seja útil, amiúde não basta. Com efeito, tais conselhos podem até mesmo ser contraditórios, visto que há tanta variedade de opiniões.
A situação pode ser assemelhada à da pessoa que toma aspirina para sua dor de dentes. Poderá ajudar a aliviar a dor, mas não atinge a raiz do problema. Quando se determina a causa básica, e ela é devidamente tratada, pode-se eliminar então a dor.
Assim, também, há mister de se chegar à causa básica dos problemas conjugais. Daí, os problemas podem ser solucionados, sem se ter de eliminar o arranjo em si. Não é preciso, por assim dizer, ‘matar o doente para curá-lo da doença’.
Mas antes de analisarmos a causa básica, quais são, em resumo, alguns dos motivos mais evidentes dos fracassos matrimoniais da atualidade?
Casar-se Jovem Demais
Uma fruta colhida cedo demais, antes de amadurecer, pode ter gosto amargo. Similarmente, os que se casam jovens demais amiúde colhem uma safra amarga. O mais elevado índice de fracassos conjugais se encontra entre os casais muito jovens, especialmente os adolescentes. Quanto mais jovem for o casal, maior será o risco.
A revista Women’s Weekly, da Austrália, expressou-se sem rodeios: “Casar-se aos 18 anos é tolice. Você é tão jovem! Não viveu ainda o suficiente. Não sabe ainda quem é e faz decisões imaturas. Pequenas coisas, que são importantes então, não são mais importantes depois.” Sim, é preciso tempo para chegar a conhecer a si mesmo, e também para chegar a conhecer um cônjuge prospectivo.
Grande parte do “amor” juvenil não é amor verdadeiro, de jeito nenhum, mas fascinação, atração física. Mas isso não basta no casamento. Pode-se deduzir isto também no caso em que se dão rédeas soltas à paixão, antes do casamento, e a jovem fica grávida. O par se casa, apenas para divorciar-se dentro em breve.
Na França, “85% dos casais que se divorciam antes de dois anos de casados já esperavam seu primeiro filho antes de se casarem”, afirma o livro Le Divorce a la Carte (Divórcio à la Carte). Nem a atração sexual nem o bebê foram suficientes para mantê-los casados.
Expectativas Irreais
Muitas pessoas têm idéias irrealísticas sobre o amor, o sexo e o casamento. Estas podem provir da televisão, de filmes, livros, revistas, amigos, ou das próprias fantasias da pessoa. Quando tais idéias não se consumam no casamento, o indivíduo culpa o cônjuge, ou o arranjo marital, ao invés de suas falsas expectativas.
No caso de alguns, o desejo de casar-se sobrepuja a necessidade de encontrar um cônjuge verdadeiramente apropriado. Acham que, embora a pessoa com que se casam talvez não seja tão apropriada, ‘as coisas irão dar certo, de algum jeito’. Acham que qualquer casamento é melhor do que nenhum. Ou imaginam que mudarão a outra pessoa, depois de se casarem.
Mas as estonteantes estatísticas de divórcio mostram que tais expectativas amiúde são irreais. Muitas vezes, isso não ‘dá certo, de algum jeito’. As mudanças esperadas não ocorrem. O casal verifica que ‘simplesmente qualquer casamento’ não é melhor do que nenhum. Seu desejo posterior de divorciar-se mostra que consideram o casamento ruim como sendo pior do que nenhum casamento.
Formação
Como uma pessoa é criada amiúde influencia o rumo que o casamento dele ou dela tomará. Uma atmosfera ruim no lar pode ameaçar um futuro casamento. Muitos que até mesmo tinham desprezado as más ações dos seus pais amiúde verificam que imitam o mau comportamento deles, mais tarde. Neste respeito, certa esposa afirmou:
“Mamãe costumava criticar o papai e lançar coisas sobre ele quando ficava irada. Embora eu me odeie por causa disso, tenho tendência de amolar meu marido e lançar coisas sobre ele quando fico transtornada. É como se mamãe ‘me ensinasse’ a viver desse jeito com meu marido. Gostaria que me tivessem ensinado a solucionar problemas com um marido, e não a criá-los.”
Outro aspecto da formação de um casal tem que ver com seus interesses serem muito diferentes. De início, tais diferenças podem parecer interessantes. Mais tarde no casamento, porém, quando a novidade destas diferenças já passou, podem tornar-se pontos de fricção. Quanto mais diferenças houver nos gostos e aversões, tais como os gostos quanto à comida e à roupa, ou atitudes quanto ao trabalho, ao dinheiro, à política, à religião e a outras coisas, tanto maior a probabilidade de discutirem sobre elas após o casamento.
Os opostos talvez se atraiam, de início, mas eles podem repelir-se, mais tarde. Tem-se verificado que, quanto mais coisas as pessoas tiverem em comum, já de início, tanto menores serão as áreas de conflito mais tarde, no casamento.
Pressões de Emprego e de Dinheiro
Quando um marido se torna envolvido demais em seu trabalho e com as pessoas em seu trabalho, ele negligencia a esposa. A esposa começa a ressentir-se disto, e talvez se sinta restrita por ter de cuidar da casa e dos filhos.
Por outro lado, algumas esposas, que trabalham fora, para tornar sua vida ‘mais interessante’, e não devido à necessidade econômica, podem gerar ressentimento em seus maridos. O homem talvez ache que sua esposa está negligenciando os interesses dele, o lar, e a criação dos filhos.
Nestes dias de elevados preços, muitas esposas trabalham fora para ajudar a sustentar a família. Surgem problemas, em tais circunstâncias, quando o marido espera que sua esposa faça, assim mesmo, todas as tarefas domésticas. Ela acha que isto é injusto, o que é mesmo, e seu relacionamento se torna tenso.
Às vezes surgem dificuldades quando o marido não consegue encontrar um emprego apropriado para prover bom sustento para a família. Nesta situação, talvez comece a sentir perda do respeito próprio, e talvez até comece a beber em excesso. Isto agrava ainda mais uma situação já ruim, a esposa tornando-se ainda mais frustrada.
Os problemas financeiros, uma das principais causas das dificuldades maritais, com freqüência surgem porque as pessoas não querem reduzir sua ânsia por coisas materiais desnecessárias. Seus desejos excedem em muito suas necessidades, e compram mais do que precisam.
Isto amiúde tem ocorrido com muitos casais jovens que desejam os bens que vêem anunciados ou que observam as pessoas mais velhas usufruírem. Esquecem-se de que tais pessoas mais velhas tiveram de trabalhar muitos anos para obtê-los. Assim, o casal jovem mergulha fundo em dívidas, gastando mais do que ganha. Ambos talvez tenham de trabalhar para manter seu estilo de vida, e, não raro, mesmo isso não lhes dá suficientes rendimentos. Também, nessa mesma época, talvez a esposa tenha um filho, e não possa mais trabalhar fora. Assim, não há dinheiro suficiente para pagar as contas. Surgem a amargura e acusações mútuas.
Falta de Comunicação
Esta razão comum centraliza-se na falta de disposição dos cônjuges de conversar sobre as coisas, entre si, num modo calmo e aberto. Produz mortífero efeito sobre muitos aspectos do casamento.
Usualmente, é a esposa que acha que o marido não se interessa no que ela pensa, afirma ou faz. Ela talvez se queixe de que o marido não escuta quando ela fala. Assim, ela se sente isolada, desamada, sem um companheiro (que o marido deveria ser). Destarte, o casal se separa.
No entanto, em muitos casos, a falta de comunicação não é a causa dos problemas. É o resultado. Outra coisa deve ter ido mal, e uma manifestação disso é que o casal passa a manter boas palestras cada vez menos.
Alcoolismo
O alcoolismo é um dos principais destruidores de lares. Dezenas de milhões de pessoas, através do mundo, são alcoólicos. Dezenas de milhões de outras estão bem perto do etilismo.
O beber poderá ser causado por um desejo de ‘divertir-se’, ou de ‘sentir-se bem’. Mas poderá também resultar de outras dificuldades que a pessoa tenha de enfrentar, as quais tente reduzir ou delas fugir por beber. Mas, beber demais certamente agravará quaisquer problemas que já existam inicialmente.
O cônjuge que não bebe demais é, usualmente, relegado pelo que bebe. Grande porcentagem de divórcios alista o alcoolismo por parte de um dos cônjuges como a causa principal.
Triste é que os filhos de pais alcoólicos mais tarde apresentam, eles próprios, maior grau de problemas com a bebida. Este “treinamento” ou “condicionamento” doméstico inicial é transferido para o casamento, onde sofrem muitos dos problemas que seus pais tiveram, devido a beberem demais.
Problemas Sexuais
A incompatibilidade sexual é outra das razões principais citadas para os rompimentos conjugais. O marido talvez expresse dessatisfação porque sua esposa não está tão interessada quanto ele nas relações sexuais. A esposa se queixa de que o marido é egoísta e não considera as necessidades emocionais dela.
A atitude permissiva hodierna para com o sexo não tem ajudado muito. Há muitos homens, em especial, que acham que se lhes deve permitir a satisfação de todos os seus desejos sexuais, e, quando a esposa não os satisfaz, procuram outras parceiras. A esposa, por sua vez, talvez procure uma relação adúltera com alguém a quem ela considera mais compreensivo. Mas, com o tempo, tais infidelidade extraconjugais envenenam o matrimônio.
Em muitos países, considera-se expressão da masculinidade que o homem tenha ‘casos’ com outras, até mesmo gerando filhos ilegítimos. Os homens talvez gastem grande parte do dinheiro da família com tais ‘casos’, tornando menor o total disponível para a esposa e os filhos legítimos. As esposas, em geral, ficam iradas com isto.
Divórcio Mais Fácil
Nos anos recentes, as mudanças na lei tornaram muito mais fácil o divórcio. Em alguns locais, há agora o ‘divórcio a pedido’, não sendo necessário fornecer nenhum motivo, além de o desejo de divorciar-se.
Visto que tais leis de divórcio mais fácil se tornam cada vez mais a regra, muitos adotam a idéia de que ‘sempre podem obter um divórcio, se o casamento não der certo’. Mas essa mesma atitude pode ser prejudicial. Pode fazer com que a pessoa se torne mais descuidada quanto ao modo de escolher um cônjuge. E, quando surgem dificuldades no casamento, talvez haja menos inclinação de empenhar-se em solucioná-las.
Estas, então, são algumas das razões mais comuns para o dilúvio de fracassos matrimoniais nos anos recentes, e, naturalmente, há ainda outras. Para ajudar as pessoas a enfrentá-las, os conselheiros matrimoniais deste mundo oferecem muitos conselhos—alguns bons, outros inadequados, alguns contraditórios, e alguns que são simplesmente péssimos.
Por que existe tal confusão? Porque só poucos de tais conselheiros atinam com a causa básica. Até que se faça isto, e se apliquem os remédios apropriados, a ameaça de fracasso matrimonial subsiste.
Já vimos algumas das razões mais evidentes para o fracasso matrimonial. Mas existe uma causa mais profunda. Qual, então, é a raiz dos problemas matrimoniais? E o que é preciso para se obter a felicidade em tal arranjo?
[Fotos na página 13]
É o seu casamento perturbado por . . .
. . . Problemas Financeiros?
. . . Silêncio?
. . . Alcoolismo?
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A causa básica dos fracassos conjugaisDespertai! — 1979 | 22 de março
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A causa básica dos fracassos conjugais
QUAL é a causa básica do dilúvio de fracassos matrimoniais nos nossos tempos? Por que se acha em tais dificuldades o próprio casamento?
Poderíamos ilustrar a resposta da seguinte forma: Quando algo anda errado num computador complexo, quem é chamado para consertá-lo? Não é outro computador. Ao invés, chama-se uma mente superior, um técnico perito em computadores, preferivelmente o projetista ou fabricante, alguém que realmente saiba das coisas.
Quem, então, devemos chamar para “consertar” as relações humanas matrimoniais quando entram em colapso? Outros humanos, cujo conhecimento é também limitado? Não. Como se dá com a falha do computador, faria muito mais sentido consultar uma mente superior, alguém que realmente conhecesse o assunto, preferivelmente o projetista ou fabricante.
Quem seria este? O Criador dos humanos e o Originador do casamento, Jeová Deus. Visto que ele projetou a humanidade e o casamento, sabe muito melhor do que ninguém por que ocorrem as falhas e o que é preciso para que os relacionamentos humanos dêem certo.
Causa Básica
Isto, então, nos traz à causa mais básica, a causa subjacente, dos fracassos matrimoniais. Trata-se do seguinte: Um dos cônjuges, ou ambos, ignora as leis e princípios para a felicidade marital, delineados por Jeová Deus, Aquele que fez os humanos e o casamento.
Quando os casais cooperam dentro do esquema dessas leis e princípios sábios, práticos, o casamento terá êxito. Mas quando os mesmos são ignorados, não tarda muito a haver dificuldades.
Essa fórmula para a felicidade marital não provém de nossa imaginação. Acha-se registrada no guia, do qual o Criador é o autor, para nosso proveito — sua Palavra, a Bíblia.
Objeções
No entanto, muitos objetam, afirmando: ‘Mas a Bíblia e a crença em Deus há muito existem nos países “cristãos”, e isto não impediu que houvesse fracassos matrimoniais.’
É mesmo. Todavia, simplesmente viver num país que afirma ser cristão não o torna um país cristão; nem torna cristãs as pessoas que moram ali. Simplesmente possuir uma Bíblia não significa que a pessoa viva segundo seus padrões. A realidade é que a maioria dos que possuem uma Bíblia não aplicam suas leis e seus princípios.
Alguns expressam outra objeção: ‘Mas, não é verdade que existem casamentos felizes em que nenhum dos cônjuges usa a Bíblia como guia, e nenhum talvez sequer creia em Deus?’
Isso, também, acontece. Como, então, conseguem ser felizes? Isso resulta de que, embora o façam sem intenção, os cônjuges seguem um padrão similar ao delineado na Bíblia. Quer o saibam, quer não, eles têm, segundo a consciência dada por Deus, adotado um modo de vida que está mais perto de se harmonizar com as leis e princípios de Deus para o casamento. — Rom. 2:14, 15.
Mas contar na adoção, acidental, de fórmulas corretas para o casamento, é como esperar que possa velejar sem um leme ou navegador e, por acidente, chegar ao destino certo. Poderia acontecer por acaso, mas não seria sábio contar com isso. Um barco com leme e um navegador experiente tem muito mais probabilidade de seguir um rumo exato e chegar a seu destino.
Similarmente, qual preferiria: Guiar um veículo através de amplo deserto, por estradas perigosas e desconhecidas, sem um mapa rodoviário? Ou usar um mapa rodoviário preparado pelo engenheiro que construiu a estrada, mapa este que já se tivesse provado fidedigno para muitos outros que fizeram a mesma viagem?
Deus é o grande Navegador do casamento, e proveu o leme de direção em sua Palavra. Ele é o grande Engenheiro do matrimônio, tendo feito uma estrada que conduz ao êxito. E ele preparou o mapa rodoviário fidedigno.
Falha Fatal
Muita gente crê que o casamento tenha origem humana, que o mesmo como que evoluiu através das eras a fim de satisfazer uma necessidade humana. Outros, ao passo que talvez afirmem que crêem num Criador, fazem muito pouco esforço, ou nenhum, para verificar qual é a Sua vontade.
Por isso, a falha fatal de todo esse amplo número de pessoas é deixar que apenas a sabedoria humana guie seu casamento. Ignoram a sabedoria superior que provém daquele que sabe mais, o Originador do casamento.
A pessoa que depende apenas da sabedoria humana como seu guia é assemelhada, na Bíblia, a “arbusto solitário no deserto”, no sentido de que “não verá quando vier o bem”. Mas aquele que se volta para seu Criador em busca de orientação é “como árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se perturba nem deixa de dar fruto”. — Jer. 17:6, 8, Almeida, atualizada; Sal. 1:1-3.
No entanto, muitos não desejam ter a Deus em sua vida. Desejam ‘seguir sozinhos’. Com efeito, afirmam, como fizeram os descritos em Jó 21:14-16: “Os iníquos pedem a Deus que os deixe em paz; não querem conhecer a vontade dele para as suas vidas. Imaginam que não há necessidade de servir a Deus, nem qualquer vantagem de se orar a ele. Afirmam que têm êxito em sua própria força.” — Today’s English Version.
Mas, têm mesmo? Não quando vemos a sociedade humana apinhada de destroços dos fracassos conjugais. E tais destroços surgem de se ignorar a sabedoria provinda de Deus. É por isso que a Bíblia afirma: “Há um caminho que é reto diante do homem, mas o fim posterior dele são os caminhos da morte.” — Pro. 14:12.
Ao invés, o conselho de Deus é: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” Sim, “o temor de Jeová é o início da sabedoria.” — Pro. 3:5, 6; 9:10.
Encare a Realidade
A verdade sobre este assunto do êxito no casamento é conforme admitiu uma autoridade dum governo da África Ocidental: “Apenas o respeito pelos princípios bíblicos tornará bem sucedido o casamento.”
É assim que nós, humanos, fomos criados. Se ignorarmos tais princípios, originados por Deus, as conseqüências serão péssimas. É como ignorar outros princípios, ou leis, que controlam os humanos. Por exemplo, caso ignoremos a lei da gravidade e saltemos dum lugar alto, o resultado será ferimentos ou morte. Se ignorarmos as leis físicas do corpo, que exigem a ingestão de alimento, água e ar, também pagamos certo preço. Similarmente, se ignorarmos os princípios do casamento que provêm de Deus — princípios que se ajustam ao modo em que fomos criados, mental, emocional e fisicamente — pagaremos o preço do fracasso.
Colhemos o que semeamos. (Gál. 6:7) Se queremos colher trigo, não podemos plantar joio. Se queremos um casamento deveras feliz, não podemos agir contrário às leis e aos princípios que Deus decretou para o êxito. E quanto mais chegarmos às plantas providas pelo Criador do casamento, tanto mais felizes seremos.
Deveras, quando há fiel aderência aos padrões de Deus, o casamento jamais terminará em completo fracasso. A prova disso pode ser achada na vida de multidões de casais que aderem a eles, e que encontram tanta felicidade no casamento quanto se pode esperar razoavelmente hoje em dia.
Mas, como é que operam exatamente tais leis e princípios contidos na Bíblia? O que é realmente preciso para se ter um casamento feliz?
[Destaque na página 15]
A fim de evitar os problemas conjugais, para onde se volta em busca de conselhos?
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O que é preciso para se ser feliz no casamentoDespertai! — 1979 | 22 de março
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O que é preciso para se ser feliz no casamento
A APLICAÇÃO dos padrões de Deus fará com que qualquer casamento funcione melhor. Eles proverão os casais de instrumentos básicos com os quais solucionar problemas, nos casos em que outras pessoas falham.
Não, fazer as coisas do modo de Deus não resultará em casamentos perfeitos. Essa não é uma expectativa realística, nos tempos atuais. Mas, quanto mais perto chegarmos das leis e dos princípios de Deus para o arranjo conjugal, tanto mais felizes seremos.
Dentre as várias coisas que precisam ser consideradas, uma tem de ver com o modo em que o homem e a mulher foram criados. Compreender isto corretamente será de ajuda para eliminarmos algumas dificuldades dum casamento, já desde o seu próprio início.
Como Foram Criados
É óbvio que Deus criou o homem e a mulher com certas caraterísticas físicas semelhantes, e com algumas diferentes. Também foram criados com qualidades mentais e emocionais similares, mas também com algumas bem diferentes.
Por que existem tais diferenças? Foram feitas para ajudar cada um deles a cumprir diferente papel. Cada um foi feito com certa necessidade que o outro tem a capacidade de satisfazer. Assim, ao passo que as duas pessoas não contribuem com as mesmas forças e capacidades para o casamento, as diferenças deveriam equilibrar uma à outra.
Significam tais diferenças que uma seja “superior” ou “inferior” à outra? Não. Cada diferença era superior para o seu próprio fim. Ilustrando: É o martelo superior ao serrote por ser diferente dele? Se alguém tentasse martelar com um serrote, ou serrar com um martelo, logo descobriria que cada um era superior, de seu próprio modo, mas que misturar os papéis criaria dificuldades.
Embora diferentes, um martelo e um serrote apoiam, ou complementam, um ao outro. Assim também se dá com as diferenças criadas no homem e na mulher. Cada um tem qualidades superiores que o outro não possui, devido a seus diferentes papéis. Mas complementam-se, ou apoiam as qualidades um do outro. É por isso que Deus disse que a mulher seria “uma ajudadora” do homem, feita “como complemento dele”. — Gên. 2:18.
Assim, quando o marido e a esposa se compreendem e têm apreço um pelo outro, e cooperam dentro de suas diferenças atribuídas, ajustam-se um ao outro como a mão e a luva. Mas, se ignorarem as diferenças, ou as combaterem, é como se tentar enfiar um punho cerrado numa luva. Simplesmente não caberá.
Aceite os Papéis
Um casamento, ou família, precisa de liderança. Fundamentalmente, o homem foi aquele que foi criado com este potencial, pois lhe foi dada maior medida das qualidades e da força exigidas para ser chefe de família. (Efé. 5:23) Isto é prático, pois, quando não existe liderança, há discórdia e confusão.
Mostrar-se um casamento, ou uma família, sem tal liderança, seria como tentar dirigir um automóvel sem o volante. Ou, caso a esposa tentasse assumir tal liderança, seria como ter dois motoristas num mesmo carro, cada um num volante diferente, controlando uma roda dianteira separada. Não é preciso muita imaginação para se deduzir a confusão que isso traria.
Nos tempos modernos, em especial, este papel de chefia tem sido confundido e mal entendido tanto pelos homens como pelas mulheres. Qual é o resultado? O Dr. Harold Voth, da Fundação Menninger, dos EUA, afirma que este “desdouro dos papéis sexuais na família” está produzindo uma conseqüência “desastrosa”. Ele recomendou: “Temos de começar a encarar a estrutura familiar conforme ela existia nos dias dos velhos pioneiros deste país. O homem era o indisputável chefe da família. Ele era forte. Sua família podia confiar nele.”
Todavia, muitas mulheres se queixam de que seu marido não assume a devida liderança. E isso é verdade. Em alguns casos, o marido é o maior culpado, preocupando-se mais com seus próprios interesses egoístas. Em outros casos, talvez seja até preguiçoso. Alguns não desejam as responsabilidades que acompanham a chefia, e, assim, a abandonam.
Há outras vezes, contudo, em que a atitude da esposa poderia ser uma das principais causas do problema. Quando a esposa se torna agressiva demais e começa a competir com a chefia do marido, ele usualmente ressentir-se-á disso. Talvez reaja por permitir que a esposa faça o que quiser, embora demonstre sua desaprovação de outros modos.
O ressentimento da parte das esposas, para com um marido que mostra péssima chefia, e o ressentimento, da parte do marido, para com esposas que competem com eles, acham-se entre as principais pedras de tropeço para a felicidade conjugal. Mas que se pode fazer para garantir que o arranjo funcione do modo que foi delineado, do modo que seja o melhor para o casamento?
Tipo Correto de Marido
O marido que almeja um casamento feliz, e uma esposa feliz, precisa cultivar a espécie correta de atitude para com sua chefia. Simplesmente não existe substituto para a chefia correta, caso deva existir um casamento deveras feliz.
Alguns homens, não familiarizados com os modos de agir de Deus, imaginam que ser o chefe significa ser um “chefão”, um “ditador”. Ter tal atitude é cometer grave erro. Produzirá uma reação hostil na maioria das mulheres normais.
A espécie de chefia que Deus exige dum marido não lhe dá permissão alguma de oprimir ou maltratar rudemente sua esposa, ou reduzi-la à condição de ‘cidadão de segunda classe’. Deus jamais tencionou que o marido fosse tal tipo de chefe.
Pelo contrário, ordena-se ao marido que aprenda a ser bondoso, gentil, compreensivo, ativamente interessado no bem-estar da esposa. O padrão de Deus é: “os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos”, dispondo-se a fazer sacrifícios por elas. — Efé. 5:28.
Até que ponto? Observe: “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação.” Até que ponto Cristo foi ao assim fazer? Quando se fez mister, “se entregou por ela”, responde a Bíblia. Sim, Jesus deu excelente exemplo de entregar-se plenamente por aqueles a quem amava. Ele até mesmo dispôs-se a morrer por eles. — Efé. 5:25.
O marido da espécie correta fará esforço consciente de deixar que sua esposa saiba que ele a ama e que aprecia a contribuição dela. Deve fazer isto, não apenas pelo que faz por ela, mas também pelo que lhe diz. “Declarações afáveis são um favo de mel, doces para a alma e uma cura para os ossos”, afirma Provérbios 16:24. As mulheres foram feitas com a necessidade emocional de sentir-se desejadas, necessárias e apreciadas. E não é sinal de falta de masculinidade ou de debilidade o marido lhe demonstrar isto.
O marido que faz com que sua esposa saiba do seu amor, por meio do que lhe diz e faz, usualmente obtém uma resposta favorável dela. A maioria das mulheres normais corresponderão por demonstrar até mesmo maior amor e respeito por um marido assim. Estarão mais dispostas a fazer coisas em favor dele. Por que isto se dá?
Porque Deus criou as mulheres para corresponderem à bondade, ternura e afeição. Quanto mais um homem demonstre seu amor pela esposa, tanto mais, provavelmente, ela lhe corresponderá. E o interessante é que, quanto mais ela corresponder, tanto mais provavelmente o marido desejará continuar a fazer coisas para ela. Sim, é o caso de se ‘colher o que se semeia’.
A “planta” da Bíblia, fornecida para o chefe de família, até mesmo diz: “Vós, maridos, continuai a morar com elas da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino.” — 1 Ped. 3:7.
Como é que se ‘atribui honra’ a outras pessoas? Por se mostrar consideração pelas opiniões, gostos e aversões delas. Por lhes dar preferência quando não existe nenhuma questão principal em jogo. Por não menosprezá-las nem embaraçá-las, quer em particular quer diante de outros. Sim, por interessar-se por elas, e demonstrar isso.
Tal consideração deve incluir o aspecto sexual do casamento. Quando o marido é terno e considerado, verificará que a esposa usualmente lhe corresponde mais. Ela não foi criada para corresponder a um cônjuge duro, exigente e cobiçoso, e perderá o respeito por um homem desse tipo.
Quando o marido é um chefe do tipo correto, sua esposa não achará que a chefia dele é uma carga. Antes, encontrará alívio das cargas que ela não foi feita para carregar.
Quando a Esposa Faz Sua Parte
A esposa que faz sua parte muito pode encorajar seu marido a ser um chefe da espécie correta. As esposas que se empenham em estar ‘sujeitas a seu marido’ ficam, amiúde, atônitas com os resultados obtidos. — Col. 3:18; Tito 2:4, 5.
Como pode uma esposa fazer isto? Pode começar por mostrar a disposição de considerar o marido como o chefe de família designado por Deus. Ela deve evitar competir com ele, ou amolá-lo constantemente. Quando surgirem problemas, ela poderá pedir-lhe sugestões e orientação. Isto mostra que ela busca a chefia dele, e dá valor às opiniões dele. Quando ele comete erros, ela desejará evitar menosprezá-lo. Quando nenhuma questão principal está envolvida, ela não deve discutir as decisões dele. E, quando ele começa a mostrar disposição de assumir a liderança, a esposa deve mostrar apreço por isto.
Certa esposa que começou a agir assim disse: “Dificilmente consigo crer nas diferenças. Há alguns meses, eu e meu marido estávamos à beira do rompimento. Mas, hoje, somos como — bem — um casal em lua-de-mel, somente que é melhor ainda.” A mudança dramática foi resultado da “submissão da esposa”.
A respeito da submissão da esposa, a revista Women’s Day declarou: “Trata-se duma filosofia do casamento que granjeou milhares de devotadas adeptas — mulheres que estão tão contentes com os resultados” que não se importam em permitir que o marido seja o chefe. Preferem isso, visto que descobriram que usualmente o marido se torna mais cônscio das necessidades da esposa, mais disposto a fazer concessões em favor dela.
Na maioria dos casos, até mesmo a tentativa parcial por parte da esposa de empenhar-se em viver seu papel de apoio à chefia do marido exerce considerável efeito sobre o casamento. E quanto mais a esposa adapta-se ao papel para o qual foi feita, tanto melhores serão provavelmente os resultados. Agir de outra forma somente poderá resultar em conflito, como o de tentar dirigir pela contramão, numa rua de mão única.
Enfrente a Imperfeição
Outra realidade a reconhecer é a da imperfeição humana. Todos nascemos com a tendência de cometer erros. “Todos nós tropeçamos muitas vezes”, afirma a Bíblia. — Tia. 3:2; Sal. 51:5; Rom. 5:12.
Por aceitar essa realidade, desde o início, um cônjuge não exigirá aquilo que o outro não poderá apresentar—a perfeição. Antes, farão concessões aos erros um do outro. Por isso, não esperarão uma perfeita felicidade, visto que pessoas imperfeitas não conseguirão produzi-la. Como o psicólogo Larry Cash escreveu na revista Chatelaine, do Canadá:
“Muito embora eu seja parte do movimento do ‘potencial humano’, devo admitir que fico irado com tal movimento. Sem querer, desencaminhamos uma porção de pessoas a esperar que fossem 99 44/100 por cento felizes, quando, na vida real, está lutando contra as probabilidades de conseguir 70 por cento de felicidade.”
Naturalmente, o marido e a esposa desejarão empenhar-se em evitar o que irrite o cônjuge. Todavia, ocorrerão falhas, e talvez sejam dolorosamente evidentes. Como devem ser enfrentadas? Por se fazer ‘uma montanha do montículo’? Não, o sadio conselho da Bíblia é: “O amor cobre uma multidão de pecados.” (1 Ped. 4:8) Não persiste em expor os erros nem em “reativá-los”. Afirma, efetivamente: ‘Sim, você cometeu um erro. Mas eu também cometo, às vezes. Assim, vou desperceber o seu, e poderá fazer a mesma coisa comigo.’
Quando os cônjuges não tentam pretender que são perfeitos, ou infalíveis, não tentarão ganhar toda discussão quanto a diferenças. A pessoa poderá ganhar uma discussão, mas perder a guerra, por assim dizer. Um alvo do casamento deve ser solucionar os problemas, e não ganhar os argumentos.
Quando os casais se dispõem a admitir os erros e tentam corrigi-los com humildade, uma avalancha de argumentos adicionais e aflições pode ser evitada. Como disse certa senhora:
“Empenho-me mais arduamente em fazer com que este casamento dê certo. Evito irritar meu marido. Tento não ser egoísta e entender seu ponto de vista. Estou disposta a transigir. Ganhar todo argumento, fazer as coisas do meu jeito, não importa mais. Mostramos consideração um pelo outro.”
Livre-Arbítrio
Essa espécie de consideração é vital por outro motivo. É porque Deus nos criou com livre-arbítrio. Isto é, ele nos permite exercer amplo leque de liberdade de escolha, dentro dos limites de suas leis e princípios justos.
Por conseguinte, não devemos esperar que quaisquer duas pessoas tenham exatamente os mesmos conceitos, gostos e aversões. Por reconhecermos as diferenças, não haverá desapontamento nem irritação, quando um dos cônjuges tem sua preferência, que não é exatamente a do outro.
Por exemplo, a esposa poderá ter certos gostos na decoração do lar que diferem dos do seu marido. Mas visto que a mulher foi criada, em geral, com maior habilidade neste campo, o marido sábio lhe dará grande liberdade em tais coisas. Similarmente, as preferências do marido nem sempre são as mesmas que as da esposa. Ela deve dar margem a estas, especialmente nos campos em que o marido está mais dotado, tais como o da chefia, quando fazem grandes compras, ou com respeito a onde morarão e trabalharão.
Mas, e se existir diferenças em campos em que, realmente, ambos têm “direito” de ter seus próprios desejos, tais como na escolha da comida? Bem, por que não servir um tipo de comida, um dia, e o outro tipo, no outro dia? Ou um pouco de ambas, cada dia? Desta forma, ambas as preferências serão reconhecidas, e não se sufoca a individualidade.
Considerar os sentimentos um do outro, desta forma, está em harmonia com os princípios bíblicos, pois “o amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento . . . nem egoísta.” (1 Cor. 13:4, 5, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Assim, os cônjuges precisam seguir a regra: “não visando, em interesse pessoal, apenas os vossos próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros”. — Fil. 2:4.
Não obstante, haverá provavelmente coisas que surgirão num matrimônio que são muito difíceis de resolver. Ambos os cônjuges talvez tenham fortes sentimentos sobre elas, e podem desejar impor seu modo. Até mesmo quando todos os princípios precedentes são colocados em prática, o que deve acontecer quando ainda existe uma diferença irreconciliável? Então, a regra da Bíblia é: “As esposas estejam sujeitas aos seus maridos, em tudo.” (Efé. 5:24) Em outras palavras, onde for preciso fazer-se uma decisão final, a esposa que se pauta pelo ponto de vista de Deus precisa permitir que o marido faça tal decisão final, uma vez que ele não lhe peça para violar as leis de Deus. Na verdade, talvez faça uma decisão errada. Mas, daí, ela também poderia fazê-la. De qualquer modo, foi dada a ele a responsabilidade de fazer tais decisões finais.
Todavia, mais freqüentemente, a esposa amorosa e submissa, sem dúvida, verificará que o marido preferirá favorecê-la com suas preferências. Assim, nessas ocasiões em que ele exercer o direito de fazer uma escolha final, diferente da que ela prefere, a esposa deve cooperar.
Poderosas Ajudas
Amiúde, a real culpa dos problemas maritais cabe ao mundo frustrador e insatisfatório em que vivemos. No entanto, quando a pessoa conhece o propósito de Deus, grande parte dessa frustração desaparece.
A Bíblia identifica nossa própria geração com os “últimos dias” do atual sistema. Mostra que esta era, com seus “tempos críticos, difíceis de manejar”, logo chegará ao seu fim. (2 Tim. 3:1) Daí, Deus substituirá este decadente sistema por uma nova ordem justa, criada por Ele. (2 Ped. 3:13) Nessa nova ordem, as pessoas terão oportunidade de obter vida e felicidade com as quais somente podemos sonhar agora. Sim, “o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17.
Como diz a Bíblia, aqueles que não dispõem deste conhecimento sobre o futuro ‘ficam desalentados de temor’, por causa das condições agravantes. Mas aqueles que são fortalecidos pelo conhecimento exato dos propósitos de Deus ‘erguem-se (em posição ereta) e levantam a sua cabeça, porque o seu livramento está-se aproximando’. (Luc. 21:25-28) Esta perspectiva exerce tremenda diferença nos casamentos das pessoas que temem a Deus.
Também, os cônjuges que se voltam para Deus em busca de orientação podem esperar outra coisa. A Bíblia afirma que Deus “age por aquele que está à sua espera”. (Isa. 64:4) A poderosa força ativa de Deus, a força que criou este assombroso universo, operará a favor de tais pessoas.
Por isso, podem dispor dum “poder além do normal”, ajudando-os em sua vida conjugal. (2 Cor. 4:7) E o que pode produzir a força ativa, ou espírito santo, de Deus, nos casais receptivos? “Os frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio.” (Gál. 5:22, 23) Que surpreendente leque de qualidades positivas são estas, operando em prol da felicidade dum casamento!
Agora poderá compreender por que as pessoas que reconhecem a Deus qual originador do casamento, que permitem que Suas leis e Seus princípios sejam o guia delas, e que recebem ajuda da parte de Deus, possuem os casamentos mais felizes e gratificantes que agora são possíveis.
Não. O casamento não está saindo de moda! O que está saindo de moda é o atual mundo insatisfatório, com suas idéias degradadas sobre o casamento. Estará em moda, dentro em breve, uma nova ordem criada por Deus. E, visto que Deus criou o casamento, podemos estar confiantes de que Seu propósito para o mesmo será plenamente realizado, tanto agora como no futuro.
Assim, no que tange ao casamento, temos uma escolha. Podemos seguir os padrões degradados deste mundo e colher seus frutos amargos. Ou, podemos seguir os padrões de nosso Criador e colher os benefícios de uma vida conjugal feliz agora, e ainda maior felicidade, no futuro.
“Bebe água da tua própria cisterna e filetes de água do meio do teu próprio poço. Mostre-se abençoada a tua fonte de água e alegra-te com a esposa da tua mocidade, gama amável e encantadora cabra montesa.” — Pro. 5:15, 18, 19.
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