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    A Sentinela — 1966 | 15 de março
    • O casamento na Sociedade do Novo Mundo

      “O homem deixará o pai e a mãe, e ele se deve apegar à esposa, e eles se devem tornar uma só carne.” — Gên. 2:24.

      1. Descrevam o começo do casamento.

      EM ALGUMA parte do “Berço da Civilização”, e talvez no que seja a Armênia moderna, existiu certa vez um jardim magnífico. Ali teve começo a humanidade e o casamento. Se pudéssemos folhear para trás as páginas do tempo, e contemplar aquele lar paradísico do primeiro homem e da primeira mulher, Adão e Eva, que vista maravilhosa teríamos! Ali estavam juntos, o homem e a esposa, num jardim tranqüilo, agradável, com suas correntes, suas árvores, sua folhagem exuberante — as coisas necessárias para tornar a vida possível e deleitosa. Lá em cima nos céus, graciosas aves seguiam voando o seu caminho. E, na terra, encontravam-se animais de muitas espécies — nenhum deles sendo prejudicial, nenhum constituindo ameaça ao homem. Nas águas da terra, as criaturas aquáticas se movimentavam. Mas, melhor de tudo, Adão e Eva estavam ali juntos e podiam reproduzir sua espécie a fim de povoar a terra e espalhar seu lar paradísico em alegre companheirismo. Unidos, o perfeito homem e a perfeita mulher poderiam ‘ser frutíferos, e tornar-se muitos, e encher a terra, e subjugá-la’, em harmonia com a bênção de seu Pai celeste, Jeová. — Gên. 1:26-28.

      2. Como é que os cristãos casados podem vencer os problemas?

      2 Atualmente, os homens e as mulheres estão muito distantes daquela condição perfeita, e o paraíso há muito desapareceu. (Rom. 5:12) Para milhões, contudo, provaram-se verídicas as seguintes palavras: “O homem deixará o pai e a mãe, e ele se deve apegar à esposa, e eles se devem tornar uma só carne:” (Gên. 2:24) Sim, tem havido problemas, pois estes surgem entre criaturas imperfeitas. Todavia os cristãos, tendo nas mãos e no coração a Palavra de Deus, podem vencê-los, pois declarou o salmista Davi: “Bom e reto é Jeová. É por isso que ele instrui os pecadores no caminho. Ele fará os mansos andar nas suas decisões judiciais, e ele ensinará aos mansos o seu caminho. Todas as veredas de Jeová são benevolência e verdade para aqueles que observam seu pacto e seus lembretes.” — Sal. 25:8-10.

      CUMPRINDO SEU PAPEL NO CASAMENTO

      3. (a) Como é que muitos homens tratam as esposas? O que dizer dos maridos cristãos? (b) A que aquiesce a esposa cristã?

      3 Muitos problemas seriam facilmente resolvidos se o marido e a esposa tivessem ambos vívida apreciação de suas respectivas posições na união marital. Os lembretes de Jeová, registrados em sua Palavra, tornam claro seu estado e suas responsabilidades. Aos maridos, escreveu o apóstolo Paulo: “Vós, maridos, persisti em amar as vossas esposas e não vos ireis amargamente com elas.” (Col. 3:19) Muitos homens tiranizam as esposas, sujeitando-as a palavras e ações rudes. Não age assim o verdadeiro marido cristão. Nem o varão cristão colocaria a mulher num pedestal, dando-lhe indevida admiração e honra. Nem a mulher cristã esperaria isso. Ela própria aquiesce sabiamente às palavras inspiradas do apóstolo: “Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos maridos, assim como é decente no Senhor.” (Col. 3:18) Quando os homens e as mulheres, unidos em matrimônio, mostram consideração aos lembretes de Jeová, os problemas diminuem e se torna possível a felicidade.

      4. Embora alguns homens tratassem traiçoeiramente as esposas no antigo Israel, como é que agirá o marido cristão?

      4 Ao sentenciar a pecadora Eva, lá no Jardim do Éden, declarou Deus: “Teu anseio será para teu marido, e ele te dominará.” (Gên. 3:16) Quão verdadeiro se provou isto! Os maridos imperfeitos têm dominado as esposas, amiúde de formas cruéis e duras. Por certo, contudo, estas palavras de Jeová não autorizam os maridos a tiranizar as esposas. Todos os maridos cristãos devem saber que eles “devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos”. (Efé. 5:28) No antigo Israel, alguns homens trataram traiçoeiramente as esposas, divorciando-se delas depois que se cansavam delas. Mas Jeová afirmou: “Tendes de ter cuidado a respeito do vosso espírito, e que ninguém trate traiçoeiramente a esposa de vossa juventude. Pois ele odeia o divórcio.” O marido cristão jamais agiria dessa forma. Com efeito, de nenhuma forma trataria traiçoeiramente a esposa, pois acataria o lembrete de Jeová: “Tendes de ter cuidado a respeito do vosso espírito, e não depois tratar traiçoeiramente.” — Mal. 2:13-16.

      5. Como é que o marido cristão se coloca à altura de chefe de família?

      5 É marido cristão? Então, mostre suas boas qualidades como o cabeça. Seja amoroso e considerado, jamais rude e ditatorial. Não faça exigências à esposa só para asseverar sua autoridade. Pense nos problemas dela. Como o cabeça da família, depois de pesar todos os fatos, tem de fazer as decisões finais nos assuntos familiares. Com ajuda de Jeová, o marido sempre se certificará que sejam satisfeitos os interesses espirituais de toda a família. Lembre-se disto: É responsável pela condição espiritual de seu lar, quer seja boa ou ruim. A sua liderança com amor é necessária, porque a sujeição da parte da esposa e dos filhos não deve ter por base o temor mórbido de sua pessoa. Todos devem temer a Jeová. Nenhum cristão deve olvidar que “o temor de Jeová é o princípio da sabedoria” e que “o amor edifica”. — Sal. 111:10; 1 Cor. 8:1.

      6. Como pode a esposa cristã contribuir para a felicidade conjugal? O que dizem as Escrituras a respeito de tal mulher?

      6 É esposa cristã? Então, pense apenas na contribuição maravilhosa à felicidade conjugal que pode fazer. Pode ser terna, compassiva, amorosa. Provérbios 12:4 diz: “A esposa competente é uma coroa para o seu possuidor, mas como podridão em seus ossos é aquela que age vergonhosamente:’ Jamais desejaria agir vergonhosamente. É excelente a mulher ser competente e submissa esposa, que é laboriosa e que ama a Jeová, e elogios lhe serão dirigidos pelo marido, deveras, por outros também. Muitas são as mulheres cristãs submissas e fiéis que têm permanecido lealmente ao lado do marido, cooperando com ele em feitos piedosos, em tempos bons e ruins. Se estiver entre estas, então se poderá dizer da sua pessoa: “Há muitas filhas que têm demonstrado competência, mas tu — tu a todas ultrapassas. O encanto pode ser falso, e a lindeza pode ser vã; mas a mulher que teme a Jeová é a que granjeará louvor para si mesma. Dai-lhe dos frutos das mãos dela, e permiti que as obras dela a louvem até mesmo nas portas.” — Pro. 31:29-31.

      7, 8. (a) Que conselho deu o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 7:3-5? (b) Como se pode mostrar consideração na vida marital?

      7 Para se ter felicidade duradoura no casamento tem-se de considerar os lembretes de Jeová, conforme expressos na Bíblia. Tanto o marido como a esposa têm de fazer a sua parte, cumprindo seus respectivos papéis. Há um aspecto particular da vida em que têm de mostrar amor e entendimento. A respeito deste, escreveu o apóstolo Paulo: “O marido renda à esposa o que lhe é devido; mas, faça a esposa também o mesmo para com o marido. A esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o seu marido; do mesmo modo, também, o marido não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a sua esposa. Não vos priveis um ao outro disso, exceto por consentimento mútuo, por um tempo designado, para que possais devotar tempo à oração e possais ajuntar-vos novamente, a fim de que Satanás não vos tente pela vossa falta de comedimento.” — 1 Cor. 7:3-5.

      8 A autoridade sobre o corpo do cônjuge não significa que o cristão esteja justificado a ficar sem qualquer restrição em questões íntimas. O marido deve ser considerado para com a esposa, e ela não deve empregar seus atrativos para com o marido de alguma forma egoísta. Em sua Palavra, Jeová mostra consideração às limitações da mulher, e o marido cristão deve fazer o mesmo. Não deve esquecer os ciclos e as vicissitudes da esposa. Deve tratá-la como a uma vaso mais fraco, tratando-a segundo o conhecimento. (Lev. 18:19; 1 Ped. 3:7) A vida marital equilibrada e a consideração amorosa lhe trarão a felicidade na vida conjugal.

      PRESERVANDO “O QUE DEUS PÔS SOB O MESMO JUGO”

      9, 10. (a) Quando surgirem problemas matrimoniais, por que a separação não é a única solução? (b) Que circunstâncias talvez dêem lugar a que se considere a separação? Mesmo então, que conceito se deve ter?

      9 Às vezes, podem surgir sérios problemas maritais entre os humanos imperfeitos, tanto assim que se contemple a separação. Mas, disse Jesus Cristo: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne? Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” É óbvio, então, que devem ser feitos esforços ardorosos para preservar “o que Deus pôs sob o mesmo jugo”. Assim, caso surjam problemas matrimoniais, não considerem a separação como a única solução, de imediato. É melhor pensarem no dia de seu casamento e na alegria que trouxe a ambos. Seu problema pode ser resolvido se permitirem que o amor entre de novo. — Mat. 19:4-6.

      10 Em essência, as Escrituras aconselham as pessoas casadas a que permaneçam juntas. Paulo o expressa assim: “Se algum irmão tiver esposa incrédula, e ela, contudo, estiver disposta a morar com ele, que ele não a deixe; e a mulher que tiver marido incrédulo, e ele, contudo, estiver disposto a morar com ela, não deixe seu marido. . . . Pois, esposa, como sabes se não hás de salvar o marido? Ou, marido, como sabes se não hás de salvar a esposa?” (1 Cor. 7:12-16) Disto salta aos olhos que o cristão nem deve chegar a considerar a separação de seu cônjuge, a menos que o caso seja crítico. Extremo abuso físico, ameaça real à vida, ou pôr em absoluto perigo a espiritualidade da pessoa, talvez dêem lugar à consideração de separar-se. Mas, até nestes casos, o cristão maduro somente se separaria do cônjuge como último recurso.

      11. (a) Se houver ameaça de separação, o que fazer então? (b) De que modos a própria separação talvez apresente problemas?

      11 Esforço intenso deve ser despendido para manter unido o casamento. Por isso, se houver ameaça de separação, volte-se para Jeová. Considere, junto com oração, todo aspecto da questão. “Persisti em oração.” (Rom. 12:12) Lance a sua carga em Jeová e ele certamente o sustentará e orientará. (Sal. 37:5) Além de orar, esforce-se arduamente para preservar sua união. Não desperceba que a própria separação talvez apresente problemas que não previa, problemas a respeito do cuidado dos filhos, de fundos, de moradia, e assim por diante. Daí, também, as suas próprias necessidades físicas e emocionais, aparentemente insignificantes na ocasião da discussão acalorada que conduz à separação, talvez se façam valer se ocorrer a separação. Quão terrível seria se cedesse à paixão e agisse imoralmente sob o peso da separação, talvez auto-imposta.

      12. Que perguntas deve fazer a si mesma a pessoa casada, numa ocasião de relações tensas?

      12 Para evitar a separação em época de relações tensas, submeta a si mesmo, e não apenas a seu cônjuge, ao escrutínio pessoal. Pergunte-se: O que faço para que dê certo este casamento? Sou tão considerado quanto devia ser? Demonstro realmente os frutos do espírito de Deus? Pense! Entre estes frutos acham-se o amor e o domínio próprio. (Gál. 5:22, 23) Será que tem domínio próprio quando seu cônjuge está irritado? Ou será que faz questão de assuntos de pouca importância? Se fizer, pare de fazer isso. Talvez salve seu casamento. Certifique-se de estar fazendo tudo a seu alcance para enfrentar seus problemas e que permite que o espírito de Jeová dirija a sua vida.

      13. Por que a separação não é sábia nem necessária quando ambos os cônjuges forem dedicados a Jeová? Que proceder deve ser seguido?

      13 Infelizmente, às vezes acontece que as condições se tornam tensas numa união em que ambos os cônjuges são dedicados a Jeová. Especialmente neste caso, a separação dificilmente seria sábia ou necessária. Os casais cristãos dedicados devem poder solucionar seus problemas com amor. E por que não? “O amor nunca falha.” (1 Cor. 13:8) Se há algum desacordo doméstico, bastará usualmente considerá-lo em particular. Afirmou Jesus: “Outrossim, se o teu irmão cometer um pecado, vai expor a falta dele entre ti e ele só. Se te escutar, ganhaste o teu irmão.” (Mat. 18:15) Certamente, deve poder ganhar seu marido ou sua esposa cristã dedicada, se apenas tentar.

      14. Ao palestrarem sobre certo problema, que proceder é sugerido às pessoas casadas?

      14 Para isso, será necessário palestrar sobre os assuntos. De modo que considerem o problema, conforme abrangido na Bíblia e tratado em A Sentinela ou outras publicações cristãs. Sentem-se juntos, peguem a Bíblia e falem desapaixonadamente sobre o problema. Sejam bastante honestos para admitir uma fraqueza ou um erro cometido. Como esposa, talvez tenha falhado de ser submissa em certo respeito. Como marido, talvez não tenha sido considerado em certa ocasião. O Índice das Publicações da Torre de Vigia (em inglês) ou os índices no último exemplar de cada ano, tem ajudado a muitas pessoas a localizar uma consideração de seu problema em A Sentinela ou em outras publicações cristãs. Talvez a consideração das posições relativas do marido, da esposa e dos filhos, no círculo familiar, seja proveitosa. Talvez consulte A Sentinela de 1.° de fevereiro de 1963, contendo os artigos intitulados “Edificando Uma Família Feliz” e “O Papel da Esposa e dos Filhos Numa Família Feliz”. Também, não passe de largo o artigo intitulado “Quando o Laço Matrimonial Está a Ponto de Se Romper”, em A Sentinela de 1.° de fevereiro de 1964. Se não tiver tais exemplares, talvez possa obtê-los no Salão do Reino das testemunhas de Jeová. Passem uma noite ou mais estudando tal matéria juntos, como marido e esposa. Prestem atenção aos lembretes de Jeová. Sentirão vontade de separar-se depois disso? Não é provável que sintam.

      15. Como é que a oração unirá os cônjuges cristãos?

      15 Há, porém, algo mais de grande importância. Orarem juntos unificará os cônjuges cristãos. Há séculos atrás, o humilde Davi suplicou fervorosamente a Jeová: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” (Sal. 139:23, 24, Al) Por que não fazem similar súplica fervorosa Depois de se unirem em oração a Jeová a respeito de seu problema, poderão tratar um ao outro de forma rude ou fria? Não. A oração indubitavelmente os unirá. Afinal de contas, com mente humilde, terão aberto seus corações a Jeová, talvez ajoelhando-se. E terão feito isso juntos. Poderão então agir contrário à sua súplica? Dificilmente!

      AJUDAR OS CÔNJUGES DESCRENTES

      16, 17. Se o cristão casado suportar a dureza numa casa dividida, o que poderá resultar disso? Dêem exemplo.

      16 Na casa religiosamente dividida, pode-se enfrentar a dureza, e até mesmo a oposição declarada. (Mat. 10:32-39) Mas, se suportar isto por causa do reino de Deus, ganhará o marido ou a esposa para o verdadeiro Cristianismo. Escreveu o apóstolo cristão, Pedro: “Da mesma maneira vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito.” (1 Ped. 3:1, 2) E isto realmente acontece. Como sabemos?

      17 Bem, na ilha da Madeira, no Oceano Atlântico, a oeste de Marrocos, vive uma senhora cristã que pode dar testemunho disto. Considere este relato do que aconteceu no caso dela: “Quando começou na casa dela um estudo [da Bíblia], isto causou grande dificuldade, visto que o marido dela se opunha com violência e fez tudo a seu alcance para pôr-lhe cobro. No entanto, o estudo progrediu, e dentro em breve a senhora assistia às reuniões e saía no serviço. Ao aumentar seu interesse na verdade, também aumentou a oposição do marido, até que finalmente a irmã decidiu separar-se do marido. O conselho dos irmãos foi de continuar a viver com ele e ser esposa modelar, conforme declarado em 1 Pedro 3:1, 2, de modo a ganhá-lo para a verdade. Isto ela fez, orando continuamente a Jeová para obter Sua ajuda e orientação. O resultado foi que, meses depois, o marido dela subitamente pediu que uma das testemunhas de Jeová viesse estudar com ele em casa. Devido à fidelidade e à paciência dessa irmã, tanto ela como seu marido foram batizados na última assembléia, e ambos são agora dedicadas testemunhas de Jeová.” (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1963, em inglês, página 243) Que excelente resultado! Por dar ouvidos aos lembretes de Jeová numa casa dividida, pode-se evitar a separação e isso amiúde produz esplêndidos resultados.

      18. (a) Que potencial para edificar a congregação cristã existe entre os cônjuges descrentes dos crentes? (b) Como é que a aceitação do Cristianismo por parte do anterior descrente beneficiará ao cônjuge crente?

      18 Realmente, entre os cônjuges descrentes dos crentes há grande potencial para edificar a congregação cristã. Às vezes, as mulheres abraçam o verdadeiro Cristianismo primeiro; de modo que resta a oportunidade de ajudar os seus maridos a se tornarem cristãos. Com o tempo, alguns destes homens podem dedicar-se a Deus e progredir à madureza espiritual. À medida que Jeová Deus próspera a obra de seu povo, formam-se novas congregações e há carência de adicionais superintendentes e servos ministeriais para elas. Eventualmente, alguns que certa vez foram cônjuges descrentes de mulheres crentes talvez ocupem tais posições. Também, com a aceitação do verdadeiro Cristianismo por parte do marido anteriormente descrente, transpõe-se a desunião religiosa numa família. O vínculo familiar é fortalecido e a esposa, que certa vez enfrentou a oposição do cônjuge, recebe então a sua ajuda. Para ela, isto talvez signifique um ministério melhorado e expandido. É possível que também haja filhos que se beneficiarão. Assim, há bom motivo de ajudar os cônjuges descrentes dos crentes. Isso se dá, naturalmente, quer sejam homens quer mulheres.

      19. Por que um cônjuge descrente talvez se sinta despercebido? O que pode o cônjuge crente fazer sobre isso?

      19 Se seu cônjuge for agora descrente, lembre-se de que, como cristãos, temos para com os mais próximos de nós uma dívida de amor. (Rom. 13:8) Lembra-se de Raabe? Ela teve de reunir toda a sua família em sua casa, para que pudessem ser preservados, quando os israelitas marcharam contra Jericó. (Jos. 2:17-21) Talvez possa fazer algo similar, nestes últimos dias. Assim, empenhe-se em ajudar seu cônjuge descrente a se tornar cristão. As vezes, o cônjuge descrente não se opõe realmente ao verdadeiro Cristianismo. Talvez seja simplesmente mal compreendido. Embora não seja despercebido pela esposa crente, talvez ache que é. Ela freqüenta as reuniões cristãs e se empenha no ministério, e seu marido não a acompanha. Anteriormente, fizeram a maioria das coisas juntos. Agora, muito embora ela cuide bem de seus deveres domésticos e seja considerada, o descrente verifica que as coisas mudaram. Pode, esposa, fazer algo sobre isto? Sim. Mostre ao cônjuge mais amor e consideração do que talvez seja considerado normal. Naturalmente, se começar a interessar-se no verdadeiro Cristianismo, terá motivo de alegria. Por todos os modos, trate-o com grande bondade e entendimento. — Col. 3:12.

      20. Que oportunidades existem de travar relações amistosas com um cônjuge descrente?

      20 O cônjuge descrente talvez fique favoravelmente impressionado se um casal cristão visitar o seu lar. Possivelmente, o marido cristão visitante poderá travar relações genuinamente amigáveis com o descrente. Por exemplo, se o cônjuge crente estiver enfermo, o casal dedicado poderia visitá-lo, mostrando assim preocupação cristã. Ou, o descrente talvez esteja doente. Não seria ótimo se estes cristãos mostrassem interesse nele? Certamente. Bem, então, por que não fazer visitas nessas ocasiões e prestar ajuda, se possível. Sejam prestimosos em outras ocasiões, também. Talvez tenham assim oportunidade de oferecer conforto e incentivo bíblicos. Tais palavras talvez sejam recebidas com apreciação por aquele cujos ouvidos e coração certa vez eram indiferentes.

      21. Como deve proceder o cristão, se se apresentar a oportunidade de palestrar sobre a Bíblia com um cônjuge descrente?

      21 Caso se apresente a oportunidade de palestrar sobre a Bíblia, o que fazer Não discuta com o cônjuge descrente. Deixe que se expresse. Isto o habilitará a determinar como poderá ajudá-lo. Mostre entendimento da posição dele. Tenha empatia, colocando-se no lugar dele. Tente conceituar os assuntos do ponto de vista dele. Elogie-o sempre que possível. Por exemplo, talvez não entenda por que as testemunhas de Jeová não aceitam transfusões de sangue. Talvez lhe indique que muitas pessoas que agora são testemunhas de Jeová certa vez pensavam da mesma forma. Se isto também lhe aconteceu, diga a ele. Talvez possa explicar então que tinha este ponto de vista até que aprendeu o que a Bíblia diz sobre o sangue. Será então proveitoso dirigir a atenção dele ao que é dito na Palavra de Deus em textos tais como Gênesis 9:3, 4 e Atos 15:28, 29. Por sua bondade e paciência, talvez possa ajudar grandemente a tal pessoa.

      22. O que talvez se possa explicar a um descrente a respeito da dedicação a Deus e do propósito das testemunhas de Jeová? Que perspectivas existem?

      22 Em ocasião apropriada, talvez possa também mostrar ao cônjuge descrente que ele deve a si mesmo e à esposa examinar o que ela crê. Talvez seja desejável explicar o que significa a dedicação a Deus e por que sua esposa cristã dedicada tem de cumprir o voto que fez a Jeová para fazer a Sua vontade na vida dela. (Ecl. 5:4, 5) Em outra ocasião, talvez explane que as testemunhas de Jeová ensinam verdades bíblicas de modo que as pessoas possam agir com conhecimento. (Rom. 10:13-15) Indique que, se ele considerar o que as Escrituras ensinam, tirará proveito. Então, ele pode escolher inteligentemente o proceder a seguir. Se as coisas progredirem ao ponto de se começar um estudo bíblico com o cônjuge descrente, talvez ele se sinta mais à vontade se a esposa não estiver presente ao estudo, pelo menos por certo tempo. As circunstâncias devem determinar isto. Mas, pense bem! Se mostrar este vívido interesse cristão, algum dia esta pessoa poderá instruir a outros na “palavra da vida”, unindo-se ao leitor e ao seu, cônjuge em proclamar as boas novas eternas. Que grandiosa perspectiva! — Rev. 14:6; Fil. 2:16.

      23. Que qualidade deve ser exercida no casamento? Por que dar ouvidos aos lembretes de Jeová?

      23 Depois de considerar os lembretes de Jeová, então, o que se pode dizer do matrimônio? Deveras, que o casamento na sociedade do Novo Mundo pode trazer genuína felicidade. Se surgirem problemas, contudo, determinem resolvê-los com amor, por aplicarem os princípios bíblicos. Empenhem-se em preservar ó que Deus tem unido. Dêem sincera ajuda aos cônjuges descrentes. E temperem seu casamento com amor, pois nenhuma qualidade o eclipsa. “Nem mesmo muitas águas podem apagar o amor, nem podem os rios levá-lo embora.” (Cânt. de Sal. 8:7) Como homem e mulher unidos em matrimônio, continuem a demonstrar seu amor, um para com o outro, por palavras e ações. Dêem ouvidos aos lembretes de Jeová. Então serão felizes. E quão esplêndido é o matrimônio cristão quando prevalece o amor, e quando a Bíblia é o guia!

  • Pesando o matrimônio nestes últimos dias
    A Sentinela — 1966 | 15 de março
    • Pesando o matrimônio nestes últimos dias

      “Também faz bem aquele que der a sua virgindade em casamento, mas aquele que não a der em casamento fará melhor.” — 1 Cor. 7:38.

      1. Por que não foi nenhum problema, para Adão, escolher uma esposa?

      PARA Adão, o primeiro homem, não foi nenhum problema escolher uma esposa. Ela foi feita para ele. O homem dera nome aos muitos animais, mas, para ele “não se achou nenhuma ajuda ora, como complemento dele’. “Portanto”, diz-nos o relato bíblico, “Jeová Deus fez que um sono pesado caísse sobre o homem e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas e fechou então a carne sobre seu lugar. E Jeová passou a fazer da costela, que havia tirado do homem, uma mulher, e a trouxe ao homem”. Imagine só a alegria que Adão sentiu com isso! Foi movido a exclamar: “Esta é, por fim, osso dos meus ossos, e carne da minha carne. Esta será chamada Mulher, porque do homem foi ela tirada.” Não é de admirar que o homem se apegasse à esposa. Em seu estado sem pecados, tal mulher era seu complemento perfeito. — Gên. 2:18-25.

      2. Mostrem biblicamente qual é a vontade de Jeová para os cristãos que preferirem casar-se.

      2 Atualmente, entre os humanos imperfeitos, um dos problemas que alguns cristãos encaram é o de escolher um cônjuge. Nisto, o devotado servo de Jeová acatará sàbiamente a admoestação inspirada do apóstolo Paulo, de que os cristãos dedicados deveriam casar-se com crentes, assim se casando “somente, no Senhor”. (1 Cor. 7:39) Esta é a vontade de Jeová para os cristãos que preferirem casar-se. Séculos antes dos dias de Paulo, quando o povo de Deus, os israelitas, estavam para entrar em contato com os pagãos na terra de Canaã, foram admoestados com firmeza: “Não contrairás com elas matrimônios: tu não darás tua filha a seus filhos, e não tomarás de suas filhas para teu filho.” Terríveis conseqüências adviriam da desobediência, como Deus declarou tão meridianamente: “Pois elas afastariam do Senhor o teu filho, que serviria a outros deuses.” Não só o filho ou a filha assim unidos cairia em maus lençóis; mas os pais que fizessem arranjos para tal união incorreriam na ira de Jeová, pois diz-se: “A cólera do Senhor [Jeová] se inflamaria contra ti e ele não tardaria a exterminar-vos”! — Deu. 7:3, 4, CBC.

      3. Que exemplos, dos tempos patriarcais, devem ser lembrados pelo genitor cristão?

      3 Anteriormente, nos tempos patriarcais, os pais devotados a Jeová ficavam angustiados quando o filho já crescido fazia pessoalmente uma aliança matrimonial com os pagãos. Quando Esaú tomou a Judite e Basemate, mulheres hititas, quais esposas, “foram motivo de desgosto ara Isaac e Rebeca”. Em certa ocasião, beca lamentou: “Estou desgostosa da vida por causa das filhas de Het. Se Jacó tomar uma mulher entre as filhas de Het, para que ainda viver” (Gên. 26:34, 35; 27:46, CBC) Felizmente, Jacó não contraiu nenhuma união matrimonial que amargurasse um genitor piedoso e desagradasse a Jeová. Antes disso, quando Abraão fez arranjos para escolher a esposa de Isaque, não houvera nenhuma escolha ruim de mulher pagã. (Gênesis, capítulo 24) Será que o leitor, como genitor cristão hoje em dia, deve fazer arranjos para o casamento de seu filho ou de sua filhai Por certo, não como certos pais fizeram. Lembre-se do aviso dado a Israel e destes excelentes exemplos paternais dos dias patriarcais.

      4. Como foi que os judeus dos dias de Esdras pecaram contra Jeová?

      4 Talvez seja um genitor cristão que fará arranjos para o casamento de seu filho ou de sua filha. Ou, talvez seja um servo adulto dedicado de Jeová Deus que planeje casar-se. Em qualquer dos casos, deixe que as palavras do fiel Esdras retinem em seus ouvidos, a sua fervorosa súplica num tempo de más ações nacionais. Os judeus haviam sido libertos do cativeiro em Babilônia. Tinham as Escrituras e bons exemplos do passado. Ignoraram-nos, e grande era sua culpa diante de Jeová. Mas, como é que pecaram? Esdras revelou isto, quando suplicou: “Depois de tudo o que nos aconteceu por causa de nossas más ações e nossa grande culpabilidade, vós nos conservastes, ó nosso Deus, mais do que mereciam as nossas iniqüidades, e deixastes subsistir um resto de nosso povo. Poderíamos recomeçar a violar vossas leis, aliando-nos a estes povos abomináveis? Não vos irritaríeis contra nós, até nos exterminar, sem deixar um sobrevivente que possa ser salvo? Senhor [Jeová], Deus de Israel, vós sois justo, porque presentemente nada mais somos que um resto de sobreviventes; eis-nos aqui diante de vós com nossa falta, porque não poderíamos subsistir em vossa presença depois do pecado.” (Esd. 9:13-15, CBC) Os judeus puseram de lado suas esposas estrangeiras nos dias de Esdras, em reconhecimento de sua grande falta diante de Deus. Não se esqueça de que pecaram contra Jeová por se ligarem por casamento com os cananeus pagãos. Jamais menospreze a gravidade de desobedecer a Jeová com respeito à vida conjugal.

      5. Segundo Malaquias 2:10-12, de que forma haviam os judeus profanado a santidade de Jeová? Que conclusão tem de tirar o cristão, portanto?

      5 Como cristão dedicado a Jeová Deus, sem dúvida tem a Bíblia em alta conta e deseja reger-se pelos seus princípios justos. Bem, então, leve a peito também estas palavras do profeta Malaquias: “Porventura não é um mesmo o pai de todos nós? Não foi o mesmo Deus que nos criou? Por que razão somos pérfidos uns para com os outros, violando assim o pacto de nossos pais? Judá cometeu uma infâmia, a abominação foi cometida em Israel e em Jerusalém; com efeito, Judá profanou o que é consagrado ao [a santidade de, NM] Senhor [Jeová], o que ele ama, e desposou a filha de um deus estrangeiro. Que o Senhor extermine das tendas de Jacó o culpado, o que testemunha como o que responde, e todo o que apresenta uma oferta ao Senhor [Jeová] dos exércitos.” (Mal. 2:10-12, CBC) Por certo, aqueles judeus não agradaram a Jeová por ‘desposarem a filha de um deus estrangeiro’. Ao assim fazer, profanaram a santidade Dele. Anteriormente, Salomão se casara com muitas mulheres estrangeiras. Por causa delas, ele pecou. Para os judeus dos dias de Neemias que se casaram com mulheres pagãs, Neemias usou Salomão como exemplo de alguém que agiu mal. (Nee. 13:25-27) Os cristãos hodiernos compreendem, portanto, que jamais poderiam agradar ao Deus Todo-poderoso por se casarem com alguém descrente.

      6. Qual é o conceito imutável de Jeová a respeito do casamento, para seus servos?

      6 Apesar da passagem do tempo, o conceito de Jeová sobre as alianças matrimoniais para seus servos jamais mudou. “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos”, escreveu o apóstolo Paulo aos corintos. “Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo?” (2 Cor. 6:14, 15) Obedeça a Jeová, o Deus imutável. Não proceda contra a Sua vontade em questões relacionadas à vida conjugal, nem arrisque sua espiritualidade e sua própria vida por se unir desigualmente com um descrente. — Mal. 3:6.

      7. (a) Será que a Sociedade Torre de Vigia ou a congregação cristã advogam o casamento dum cristão dedicado com um descrente? (b) Quem decide se o Salão do Reino será ou não usado para determinada cerimônia [ou reunião religiosa] de casamento?

      7 Incidentalmente, em vista do precedente, seria erro presumir que a Sociedade Torre de Vigia ou a congregação cristã advogue o casamento dum cristão dedicado com um descrente, mesmo que tal casamento [ou, reunião religiosa sobre o casamento] tenha sido realizado no Salão do Reino das testemunhas de Jeová. Naturalmente, a comissão de serviço da congregação é responsável de decidir se o Salão do Reino será usado ou não para determinada cerimônia [ou reunião religiosa] de casamento.

      EVITAR O JUGO DESIGUAL

      8. Como pode o cristão evitar tornar-se emocionalmente envolvido com um descrente, na escola? Em seu emprego?

      8 A pessoa talvez compreenda que, como cristão, deve casar-se “somente no Senhor”. Todavia, as atividades escolares, o emprego secular, e coisas semelhantes, talvez coloquem o cristão solteiro dedicado em contato com descrentes do sexo oposto. O que fazer então? Bem, ao passo que freqüentar a escola não é algo a ser evitado, o estudante cristão comprovadamente não tem de empenhar-se em atividades escolares extracurriculares, de ir regularmente aos bailes escolares e a outras funções que o coloquem em contato desnecessário com descrentes. Semelhantemente, a pessoa talvez tenha de trabalhar com pessoas do mundo no mesmo escritório, mas isso não significa que o cristão maduro assista a festas no escritório em que talvez fique envolvido emocionalmente com um descrente, até correndo o risco de cair em imoralidade. Para evitar tais coisas, cuide bem de suas associações. Seja firme, resoluto. Em sua determinação de fazer o que é correto, Jeová certamente o apoiará. — 1 Cor. 15:33.

      9. O que se requer, para se evitar um jugo marital desigual?

      9 A oração fervorosa a Jeová é também cabível. Talvez não seja fácil deixar de associar-se e de namorar alguém descrente. Mas, Jeová o ajudará. Escreveu o apóstolo Pedro: “Humilhai-vos, portanto sob a mão poderosa de Deus, para que ele vos enalteça no tempo devido; ao passo que lançais sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Ped. 5:6, 7) O salmista admoestou: “Lança teu fardo sobre o próprio Jeová, e ele mesmo te sustentará. Ele nunca permitirá que o justo cambaleie.” (Sal. 55:22) E lemos, novamente: “Bendito seja Jeová, que diariamente leva a carga para nós, O verdadeiro Deus de nossa salvação.” (Sal. 68:19) Apesar da dureza, apegue-se a Jeová em oração, e poderá evitar um jugo marital desigual.

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