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O matrimônio no paraísoA Sentinela — 1961 | 1.° de maio
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O matrimônio no paraíso
“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e colocou-o no paraíso de delicias, para que o cultivasse e guardasse. E da costela, que tinha tirado de Adão, formou o Senhor Deus uma mulher; e a levou a Adão.” — Gên. 2:18, 22, So.
1. Onde começou o matrimônio humano, e onde se cumprirão seu propósito?
O MATRIMÔNIO entre homem e mulher começou no Paraíso. Quando o Paraíso estiver restabelecido nesta terra, sob o reino do Senhor Deus, existirá o matrimônio entre homem e mulher até se cumprir o propósito divino referente a tal união.
2. (a) Como deve ser tratado o matrimônio e por quê? (b) Quando Deus declarou a sua decisão de criar o homem, que pergunta surgiu, e por quê?
2 O matrimônio deve ser tratado corretamente com honradez e respeito. O matrimônio foi um privilégio paradísico para o homem e a mulher. Deu um toque de beleza e de alegria ao paraíso terrestre. A origem do matrimônio humano foi dos mais honrosos e respeitáveis. Seu originador celestial foi o Deus Altíssimo, que nunca faz nada de errado, nem jamais peca. Foi o próprio Criador do homem. Perto do fim do sexto “dia” criativo, este santo e mui enaltecido Criador tomou as medidas para dar existência a sua mais elevada criatura terrestre. “E Deus [no céu] continuou a dizer: ‘Façamos o homem à nossa imagem, segundo nossa semelhança, e que tenham em sujeição os peixes do mar, e as criaturas volantes dos céus, e os animais domésticos, e toda a terra, e todo animal rastejante que se arrasta sobre a terra.’” (Gên. 1:26, NM) Por dizer ao seu agente criativo, seu Filho celestial: “Que TENHAM em sujeição”, Deus indicou ao seu Filho criativo que haveria dois ou mais, nu muitos, homens na terra, os quais teriam as criaturas animais inferiores em sujeição. Como chegariam a existir tais homens? Deus mostrou isso ao seu Filho criador.
3. Donde tirou Deus o material de construção para criar o homem? Como confirma Paulo o registro de Gênesis sobre isso?
3 Donde tirou Deus o material de construção? Ele nos conta isso no Seu Livro, a Bíblia Sagrada: “Então, Jeová Deus passou a formar o homem do pó do chão e a soprar-lhe nas narinas o fôlego de vida, e o homem veio a ser uma alma vivente. Outrossim, Jeová Deus plantou um jardim [parque, paraíso] no Éden, para o oriente, e ali pôs o homem a doem tinha formado.” (Gên. 2:7, 8, NM e variante marginal; também Al, So) Paulo, o apóstolo cristão, confirmou a autoridade inspirada deste registro bíblico existente no segundo capítulo de Gênesis, dizendo: “Assim como está escrito: ‘O primeiro homem, Adão, tornouse alma vivente.’ . . . O primeiro homem é oriundo da terra e feito de pó.” — 1 Cor. 15:45-47, NM; Al, So.
4. Por que é que o homem tem qualidades mentais, morais e emocionais não possuídas pelos macacos ou símios? Por que era correto que o homem exercesse a chefia sobre a sua companheira terrestre?
4 Para começar, Jeová Deus fez apenas uma criatura humana, mas não como experiência. A imagem de quem fez o homem — à imagem dum símio ou macaco? Não; mas, como Deus dissera ao seu Filho criador, “à nossa imagem, segundo nossa semelhança”. (Gên. 1:26, NM) “E Deus passou a criar o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou.” (Gên. 1:27, NM) Foi por isso que o primeiro homem, que era homem perfeito e “filho de Deus”, atinha qualidades mentais, morais e emocionais, não possuídas pelos mais elevados dos animais inferiores. (Luc. 3:38) O mesmo apóstolo Paulo confirmou a autoridade inspirada de Gênesis, capítulo um, que citamos, ao dizer: “O homem não deve cobrir a cabeça por ser ele imagem e glória de Deus.” (l Cor. 11:7, ARA) O primeiro homem, Adão, foi o chefe da família humana. Por isso tinha prioridade, ou precedência, com relação à próxima criatura humana que havia de surgir na terra. Deus, seu Criador e Pai celestial, estava interessado em que seu filho Adão tivesse uma companheira terrestre apropriada para ele. Como lhe forneceu Deus tal companheira?
5. Por que não uniu Deus o homem a uma símia ou macaca? Portanto, como se tornaram ridículos os cientistas sem fé?
5 Deus não escolheu alguma grande símia ou macaca para ser companheira do homem perfeito, Adão. Isto teria feito que seu filho se tornasse bestial e praticasse a bestialidade. O supremo Biólogo, Jeová Deus, sabia que Adão não podia ser cruzado com, uma símia ou macaca, nem mesmo para produzir prole híbrida, para encher a terra com descendentes. É por isso que os cientistas sem fé se tornaram ridículos e fracassaram nos seus esforços experimentais de cruzar um homem ou uma mulher com símios, a fim de produzir prole e provar a sua teoria de que o homem está relacionado com a família dos macacos ou símios antropóides. — Êxo. 22:19; Lev. 18:23-25.
6. Qual foi o resultado do estudo biológico que Adão fez no Éden? E, portanto, como foi provada a habilidade de Deus qual Pai criador?
6 Como Pai, Deus desejava agradar ao seu filho terrestre, Adão. Familiarizou Adão com os animais e com as aves, entregando ao seu filho capaz, Adão, a tarefa de dar nomes a todos os animais e aves. No entanto, Adão não sentiu o mínimo desejo de se juntar a qualquer animal selvagem ou doméstico, nem mesmo ao macaco, para praticar bestialidade com uma criatura sub-humana. Nenhuma delas se parecia ao perfeito homem Adão, o “filho de Deus”. O resultado do estudo biológico dos animais e das aves por parte de Adão é resumido na seguinte declaração, em Gênesis 2:20 (NM): “Mas para, o homem não se achou nenhuma ajudadora como complemento dele.” Que faria Deus; então, já que dissera: “Não é bom para ó homem continuar sozinho. Far-lhe-ei uma ajudadora, como complemento dele”? Seria Deus capaz de produzir uma criatura que agradasse a Adão e que ele, como homem, desejasse, embora nunca tivesse visto tal criatura Como Pai sábio ele sabia como podia satisfazer o seu filho com uma verdadeira companheira. — Gên. 2:18, NM.
7, 8. (a) Como satisfez Jeová Deus a seu filho terrestre com uma verdadeira companheira? (b) Qual foi a reação de Adão quando Deus lhe apresentou a sua futura companheira edênica? Por quê?
7 Ponha-se na situação dum homem normal que está sendo acordado dum sono profundo, tranqüilo, e a quem se apresenta uma virgem perfeitamente bela da mesma família humana como ele, a primeira que já viu! Assim se sentiu Adão. “Portanto, Jeová Deus fez que um sono pesado caísse sobre o homem, e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas e daí fechou a carne sobre seu lugar. E Jeová Deus passou a fazer da costela, que havia tirado do homem, uma mulher, e a trazê-la ao homem.” — Gên. 2:21, 22, NM.
8 Jeová Deus não faz enganos. Como Cientista exato, não erra no juízo. Ele não é péssimo casamenteiro. Qual foi, então, a reação do seu filho humano em vista desta apresentação? Deus explicou a Adão quem era esta criatura feminina e como viera à existência. Adão sabia assim que ela não tinha nenhuma conexão ou relação com os animais e as aves que ele tinha inspecionado e apelidado anteriormente. Ele reconheceu que era, a vontade de seu Pai celestial que aceitasse esta criatura feminina em casamento. Não podia recusar nem recusaria alguém de sua própria carne e osso. Teve grande prazer em aceitá-la como sua esposa e em levá-la para o seu lar como ajudadora e companheira complementar. Estava completamente satisfeita com ela, para a grande felicidade de seu Pai celestial. “Então disse o homem [ish]: ‘Esta é, por fim, osso dos meus ossos, e carne da minha carne. Esta será chamada Mulher [ish.shah’], porque do homem [ish] foi ela tirada.’” — Gên. 2:23, NM.
9. Que espécie de grupos de famílias povoariam o Éden? Como confirmou Jesus Cristo a harmonia inspirada entre o primeiro e o segundo capítulo de Gênesis?
9 Esta é a razão da declaração em Gênesis 1:27 (NM): “Macho e fêmea os criou.” Então, para declarar a regra teocrática que havia de prevalecer ali no Paraíso do Éden, Deus secundou a exclamação poética de Adão por dizer, em Gênesis 2:24 (NM): “É por isso que o homem deixará seu pai e sua mãe e tem de apegar-se à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” Mais de quatro mil anos depois, Jesus Cristo, Filho celestial de Deus, confirmou a genuinidade inspirada dos capítulos um e dois de Gênesis. Demonstrou que não eram contraditórios, mas que concordavam entre si, pelas suas palavras dirigidas aos homens religiosos que invalidavam a Palavra de Deus pelas suas tradições. Jesus citou ambos os capítulos e disse: “Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? . . . Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mat. 19:4-6, ARA) Concordemente, o paraíso do Éden havia de ter grupos familiares independentes, embora relacionados.
O PRIMEIRO PREÇO DO MATRIMÔNIO
10. (a) Como explica Paulo a relação entre homem e mulher na sua glória relativa? (b) Por que era a mulher perfeita uma coisa boa para o homem perfeito?
10 Obter uma esposa custou a Adão uma das suas costelas. Visto que esta primeira mulher foi criada do primeiro homem, Adão, que por sua vez fora criado à imagem de Deus, segundo a semelhança de Deus, esta mulher se tornou a glória do homem. O inspirado apóstolo Paulo dá este significado à relação entre homem e mulher, dizendo: “Ele [é] imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem. Porque o homem não foi feito da mulher; e, sim, a mulher, do homem; porque também o homem não foi criado por causa da mulher; e, sim, a mulher, por causa do homem.” (1 Cor. 11:7-9, ARA) Uma vez que o homem era a imagem e semelhança terrena de Deus, a mulher, como sua esposa, tinha razões para mostrar profundo respeito pelo seu marido, o homem. Esta seria a melhor maneira de ela refletir a glória do homem, a glória de seu marido. Ela seria assim uma coisa boa para o homem Adão. “Achou alguém uma boa esposa! Ele achou uma coisa boa e obtém a boa vontade de Jeová”, diz Provérbios 18:22 (NM). A mulher era uma coisa boa procedente do Pai celestial; pois está escrito: “Toda boa dádiva e todo presente perfeito vem de cima, pois desce do Pai das luzes celestiais.” — Tia. 1:17, NM.
11. O Éden era lugar para que espécie de matrimônio, e por que é santo o matrimônio?
11 Por esta razão, o paraíso do Éden foi o lugar do matrimônio perfeito, entre o homem perfeito, criado na imagem e semelhança de Deus, e a mulher perfeita, que podia fielmente refletir a glória perfeita do homem, para o louvor de Deus. Visto que se originou do Deus da santidade, o matrimônio é santo. Não é pecaminoso em si mesmo, mas é possível pecar contra ele.
12, 13. Por que podia Deus abençoar o casal humano? Por que era o matrimônio uma dentre todas as coisas que Deus viu que eram boas?
12 Deus, o Criador, propôs de que o matrimônio fosse uma bênção para o homem e a mulher, de que vivessem juntos em paz, cumprindo juntos o propósito perfeito de Jeová Deus. Foi, assim que, depois dei o homem Adão ter aceitado a mulher como sua esposa, seu Criador e Pai celestial os podia abençoar.
13 Sua bênção e sua vontade para com êles acham-se expressas nas seguintes palavras: “Macho e fêmea os criou. Ademais, Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sêde frutíferos, e tornai-vos muitos, e enchei. a terra, e subjugai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas volantes dos céus, e toda criatura vivente que se arrasta sobre a terra.’” (Gên. 1:27, 28, NM) Deus não podia abençoar algo mau, assim como não podia criar algo pecaminoso e impróprio. Criar ele a mulher perfeita foi uma coisa boa, porque não era bom que o único homem na terra permanecesse o único de sua espécie; e se permanecesse sozinho, não poderia reproduzir a sua própria espécie. Por outro lado, o matrimônio do perfeito homem e da perfeita mulher no Paraíso foi uma coisa boa, porque serviria o propósito bendito do Pai celestial quanto a encher a terra confortavelmente com criaturas humanas perfeitas, transformando toda a terra num paraíso, para ser o lar eterno da raça humana perfeita. O relato bíblico inclui o matrimônio perfeito, no Paraíso, no sexto “dia” criativo, ao dizer: “Depois disso, Deus viu tudo o que tinha feito, e, vê! era muito bom. E houve tarde e houve manhã, dia sexto.” — Gên. 1:31, NM.
14. Proveu Deus algum divórcio futuro para este casal? Qual era a atitude de Adão para com o divórcio no Éden?
14 Esta foi a mais antiga forma de matrimônio na terra, e os principais etnólogos deste século vinte, sem fé, estão procurando em vão algo anterior ou diferente. Quando Jeová Deus casou o homem perfeito e a mulher perfeita no Paraíso, fez Deus provisão para qualquer divórcio posterior deste jovem casal? Não; que razão haveria para isso? Ele lhes apresentou a perspectiva duma união eterna em paz e harmonia, com uma família perfeita e feliz de descendentes para encher um paraíso que envolveria a terra inteira. No seu dia feliz de casamento, Adão não estava pensando em divórcio; nem tinha idéia de tal coisa. Por que desejaria divorciar-se de osso dos seus ossos e carne da sua carne, de alguém que era “uma só carne” com ele, de alguém com quem Deus o tinha juntado? Tanto ele como sua esposa estavam decididos a cumprir o propósito deleitoso deste matrimônio perfeito.
15. De que era uma Ilustração este matrimônio humano? Portanto, o que ilustrou o fato de se tomar uma costeia de Adão para formar a sua esposa?
15 Seu matrimônio indissolúvel foi uma ilustração humana de um matrimônio maior, o de seu Pai celestial com sua companheira celestial, semelhante a uma esposa, a saber, sua organização celestial invisível de santos filhos espirituais. Muito antes da criação do homem e da mulher, Deus tinha criado uma organização celestial de filhos. Estes, do seu ponto de observação celestial, invisível, tinham observado a criação da terra. Jeová Deus referiu-se a estes filhos organizados quando falou a Jó, da terra de Uz, homem que temia a Deus: “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? . . . Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?” (Jó 38:4, 7, Al) O fato é que Jeová Deus estava falando ao principal desta organização celestial de filhos quando disse: “Façamos o homem à nossa imagem, segundo nossa semelhança.” (Gên. 1:26, NM) Esta organização inteira de filhos angélicos originou-se de Jeová Deus, pois eles são a sua criação, por meio da sua força ativa ou espírito. Isto é o que foi ilustrado ao tomar ele uma costela do lado de Adão e desenvolvê-la numa esposa para Adão.
16. (a) Como se referiu Deus à sua organização celestial no Éden, e por quê? (b) Por que foi ela comparada a Sara, em Isaías 54:1-6?
16 Deus uniu esta organização angélica celestial a si mesmo com laços indissolúveis como os do matrimônio, de modo que Ele fala desta organização universal celestial de santos anjos como sendo sua esposa. Referiu-se a esta mulher celestial simbólica quando falou à grande Serpente que induziu ao pecado no paraíso do Éden: “Porei inimizade entre ti e a mulher e entre e tua semente e a sua semente. Ele te ferirá na cabeça e tu o ferirás no calcanhar.” (Gên. 3:15, NM) Depois desta promessa, a organização angélica celestial demorou muito em produzir esta Semente prometida, o Cristo ou Messias. Por isso foi. comparada a Sara, esposa do patriarca Abraão, que por muito tempo era estéril, mas que aos noventa anos de idade deu a Abraão o primeiro e único filho deles, Isaac. Falando a esta organização celestial sob a figura de Sara, Jeová Deus assegurou profeticamente à sua “mulher” ou “esposa”, que ela, no tempo devido, daria à luz a Semente prometida, ou o Cristo. Deus disse: “Canta, esteril, que não déste á luz; . . . Pois o teu Creador é teu marido; Jehovah dos exercitos é o seu nome: e o Santo de Israel é o teu redemptor; será chamado o Deus de toda a terra. Porque Jehovah te chamou como a mulher desamparada e angustiada de espirito, sim como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus.” — Isa. 54:1, 5, 6.
17. O que se prefigurou com o fato de Abraão nunca se ter divorciado de Sara? E a que serve isto de modelo?
17 Abraão nunca se divorciou de sua esposa Sara. Ela morreu, ainda sua esposa, trinta e sete anos depois do nascimento de seu único filho Isaac. (Gên. 23:1, 2) Jeová Deus nunca se divorciará de sua fiel organização celestial, sua “esposa” ou “mulher”, representada na terra por Sara. Este é o modelo celestial correto para todos os matrimônios humanos, a começar com o de Adão e Eva no paraíso terrestre. — Gál. 4:26-28.
18. Por que e como teriam sido monógamos os matrimônios no jardim do Éden através da continua fidelidade?
18 O matrimônio de Adão foi monógamo, pois Deus lhe deu apenas uma esposa. Se Adão e Eva tivessem permanecido fiéis no Paraíso e tivessem tido filhos e filhas perfeitas naquele parque edênico, eles teriam seguido o modelo divino. Teriam dado a cada um de seus filhos apenas uma de suas filhas por esposa, cada filha sendo virgem. Estes matrimônios teriam sido indissolúveis. Então, se todas estas pessoas casadas tivessem permanecido fiéis a seu Deus; nenhuma delas teria sofrido a penalidade pelo pecado, que é a morte. Nenhuma dela teria morrido, e o matrimônio de nenhuma delas teria sido dissolvido pela morte. Não teria havido casamentos de viúvos e de viúvas.
19. Que espécie de experiência teria sido o dar à luz filhos no Éden? Até que ponto teria isso continuado?
19 Todos os matrimônios teriam sido frutíferos pela geração de muitos filhos em perfeição. Darem as esposas à luz filhos teria sido uma experiência maravilhosa e alegre, a ser aguardada com prazer e não com temor. Tudo isso teria sido com o objetivo de cumprir o propósito divino de encher a terra com habitantes humanos perfeitos, que cultivassem o paraíso global e cuidassem dele, seu lar eterno. Quando este objetivo tivesse sido alcançado, os casais perfeitos teriam exercido perfeito autocontrole e se teriam abstido de ter mais filhos. Segundo a vontade e o arranjo de Deus, suas faculdades de reprodução também teriam alcançado o limite e teriam deixado de funcionar. No Paraíso, o matrimônio não teria significado nenhuma “tribulação na carne” para os casais, como foi predita pelo apóstolo Paulo para os casados de hoje. — 1 Cor. 7:28.
20. Apesar da situação do casamento humano e dos filhos mortos, qual é ainda o propósito de Deus? O que diz ele ao arquiinimigo deste propósito?
20 O propósito de Deus, de que houvesse uma terra paradísica cheia de homens e mulheres, perfeitos e piedosos, louvando o grande Criador, ainda será cumprido, no Seu tempo designado, apesar da atual situação dos casamentos humanos. Sim, apesar do fato de que bilhões de filhos de matrimônios anteriores, mas agora dissolvidos, jazem mortos no pó ou na lama da terra. O belo propósito concernente a esta terra, revelado por Deus a Adão e Eva no Paraíso, ainda é o mesmo hoje e não é impossível para ele. Ele disse ao arquiinimigo deste propósito: “Jeová dos exércitos jurou, dizendo: ‘Certamente assim como calculei, assim tem de ocorrer; e assim como aconselhei,, isso é o que se dará.’ . . . Pois o próprio Jeová dos exércitos tem aconselhado, e quem o pode anular? E a sua mão é a que está estendida, e quem a fará voltar para trás?” — Isa. 14:24-27, NM.
21. Quantos matrimônios se realizaram no Paraíso, e o que teria sido evitado para a família humana se todos os matrimônios tivessem sido realizados ali?
21 Entretanto, quanta infelicidade marital e quantos fracassos, quanto sofrimento humano, quanto vitupério para o santo nome e palavra de Deus teriam sido poupados à família humana, se todos os casamentos de homens e mulheres se tivessem realizado no Paraíso, não apenas naquele paraíso local no Oriente Médio, mas num paraíso ampliado sobre a terra inteira, sujeita por casais obedientes, justos e perfeitos, bem como por seus filhos santos! Deus fornecera a possibilidade para que todos os casamentos humanos fossem celebrados no jardim ampliado do Éden. Mas, acontece que houve apenas um casamento no paraíso terrestre de há quase seis mil anos atrás.
22. (a) Por que resultou aquele matrimônio no Paraíso em tanta discórdia e infelicidade doméstica? (b) Para com que coisas havia Eva mostrado o devido respeito, e por que tinha isso sido correto?
22 Esta união bendita de Adão e Eva, na sua perfeição, iniciou-se no seu lar perfeito, sob a bênção de Deus. Por que resultou em tanta discórdia e infelicidade doméstica? Porque o homem e sua esposa, embora perfeitos, não cumpriram as suas responsabilidades maritais e não mantiveram entre si a relação correta quando surgiu a sua primeira prova. Um intrometido nos seus assuntos particulares, um pertubador do matrimônio e arruinador da família surgiu na cena, alguém que teve a idéia de usar todo este arranjo divino para a sua própria vantagem egoísta. Tratava-se dum filho espiritual de Deus, que era ambicioso, egotista e rebelde, merecendo o nome de Satanás, o Diabo. Ele não palestrou sobre o assunto como o casal. Não; começou a falar por meio duma serpente, quando Eva estava sozinha, separada de sua cabeça marital, seu marido Adão. Eva disse corretamente à serpente o que seu marido lhe dissera, que Deus tinha proibido que comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ela seguia a palavra e o exemplo de seu marido por não comer daquela árvore. Seu marido ocupava para ela a posição dum profeta de Jeová Deus, e era então um profeta veraz. De modo que ela mostrava respeito pela palavra de Deus, bem como pela chefia de seu marido, por meio de quem se lhe transmitiu a palavra de Deus.
DESRESPEITANDO A CHEFIA NO MATRIMÔNIO
23. O que disse então a serpente, acusando assim Adão e Deus de serem o quê?
23 Mas agora, a serpente (ou quem estava invisivelmente por trás dela) disse a Eva que seu marido era um falso profeta. Disse caluniosamente que Jeová Deus era mentiroso, nada todo-poderoso, nem capaz de impor a penalidade pela violação de sua lei. “A isto, a serpente disse à mulher: ‘[Tanto tu como teu marido] positivamente não morrereis. Pois Deus sabe que no mesmo dia em que comerdes [da árvore proibida], vossos olhos forçosamente serão abertos e forçosamente sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.’” — Gên. 3:4, 5, NM.
24. Que violação da relação matrimonial cometeu Eva então? Como queria ela usar a sua suposta sabedoria?
24 A Eva começou a agradar a idéia de ser semelhante ao seu Pai celestial, e assim comeu do fruto proibido. Mas, que maneira de se tornar semelhante ao seu Pai, por desobedecer a Ele! Com isso ela rompeu a sua relação marital teocrática; não consultou seu marido na sua capacidade de profeta de Deus. Ela fez como fizeram os seus descendentes, os israelitas, na sua crise, muito tempo depois: “Rejeitaram a palavra de Jehovah, e que sabedoria é essa que elles teem?” (Jer. 8:9) Pior ainda — ia então exercer a sua influência sobre seu marido, para seguir esta sabedoria que achava possuir!
25. (a) Como chegou Adão a enfrentar o seu primeiro problema marital? (b) Podia Adão divorciar-se de Eva, e o que decidia essa questão?
25 Posteriormente, Adão juntou-se a Eva. Não estava diante da mesma mulher que conhecera antes. Estava diante duma mulher que pensava mais de si, mesma do que devia. Ele estava diante duma transgressora, uma mulher que desobedecera a seu Deus e Pai. Ela ofereceu-lhe do fruto proibido, em confirmação de seu próprio pecado. Adão enfrentou então o seu primeiro problema marital! Deus não estava ali para ser perguntado. No entanto, Adão sabia que sua esposa tinha sèriamente pecado e tinha ficado sujeita à pena de morte anunciada por Deus: “No dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” (Gên. 2:17, NM) Esta pena de morte podia dissolver o casamento de Adão com a bela Eva. Adão não tinha autoridade para se divorciar de Eva; ela era osso de seus ossos e carne de sua carne. Era “uma só carne” com ele, ligada a ele pelo próprio Deus Jeová.
26, 27. (a) Como poderia Adão ter-se divorciado da transgressão de Eva, e de que responsabilidade se teria assim desincumbido? (b) Segundo a lei de Israel como podia o marido exercer a chefia com autoridade? Como poderia Adão ter continuado a ser o profeta de Deus?
26 Contudo, Adão podia ter-se divorciado ali mesmo da transgressão de Eva, negando-se a comer do fruto proibido que ela lhe oferecia com persuasão. Era verdade que seu Deus e Pai. celestial tinha dito: “É por isso que o homem deixará seu pai e sua mãe e tem de apegar-se à sua esposa.” Mas ele não podia abandonar o seu Deus. A quem amava Adão mais, sua esposa ou seu Deus e Dador da vida? Para tomar a ação correta para com sua esposa, Adão não precisava esperar até a próxima vez em que ouvisse “a voz de Jeová Deus andando no jardim [Paraíso], por volta da parte fresca do dia.” Ele poderia ter mostrado a chefia teocrática no vínculo marital do mesmo modo como posteriormente o marido israelita podia, na nação escolhida de Deus. Os israelitas chegaram a estabelecer relações com Deus por meio dum pacto formal celebrado pelo mediador Moisés, o profeta, ao passo que Adão e Eva estavam em relação direta com Deus, como seus próprios filhos perfeitos, não precisando de mediador. — Gên. 2:24; 3:8, NM.
27 No caso duma mulher israelita, a lei de Deus por meio de Moisés declarava: “O voto duma viuva, ou da divorciada, a saber, tudo pelo que se obrigar [sem ter um marido por cabeça], ser-lhe-á valido. Se ella fez o voto em casa de seu marido, ou com juramento obrigou-se a alguma abstinencia, e o marido o soube, e não lhe disse nada, nem lhe recusou licença; serão validos todos os votos della, e será preciso observar ella toda a abstinencia a que se obrigou a si. mesma. Mas se seu marido os annullou no dia em que os soube, não será valido o que sahiu dos labios dellas no tocante aos votos ou no tocante ao que se obrigou; seu marido as annullou; e Jehovah lhe perdoará a ella. Todo o voto, e todo o juramento com que ella se obriga a alguma abstinencia para affligir a alma, seu marido pôde tornal-o valido, ou pôde annullal-o. Mas se elle os annullar, depois que soube; levará sobre si a iniquidade della.” (Núm. 30:9-13, 7.5) Se Adão tivesse repudiado a transgressão de sua esposa por rejeitar o fruto na sua bela mão, teria continuado como profeta de Jeová para a família humana. Não teria sentido culpa de consciência, procurando cobrir-se com uma cobertura para os lombos, quando Jeová Deus se aproximou deles por volta da viração do dia.
28. Por que não podia Adão comer com consciência tranqüila do fruto que Eva lhe ofereceu?
28 Neste caso não se tratava de a esposa preparar uma refeição e de o marido comer do que se lhe apresenta, sem perguntar nada por causa da consciência. A consciência estava funcionando em Adão, porque ele sabia que fruto estava sendo instado a comer o fruto proibido pelo seu Deus e Criador, o Dono do Paraíso.
29. (a) Como fracassou Adão quanto à sua chefia? (b) Quem foi o mais responsável na transgressão, conforme mostra Paulo?
29 Era uma ocasião em que Adão devia exercer a chefia teocrática na união marital. Mas ele, em vez disso, deixou-se enlaçar, por medo de perder a sua esposa, quando Deus executasse a pena de morte. Ele permitiu que sua esposa lhe ensinasse a desobediência à lei suprema de Deus. Ele acompanhou a sua esposa pecadora, desencaminhada pelo argumento astuto e falso da serpente. Ele confirmou o pecado dela por comer do fruto proibido. Não se manteve à altura de suas obrigações maritais como chefe de casa, para a proteção da família com que devia encher a terra, segundo autorizado. Por isso, ele, como chefe da casa, foi o mais responsável do casal que agora era pecador. Foi, em harmonia com isso que o apóstolo Paulo escreveu: “Não permito que a mulher ensine, ou exerça autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Pois Adão foi formado primeiro, depois Eva. Também, Adão não foi enganado, mas a mulher foi completamente enganada e veio a estar em transgressão.” — 1 Tim. 2:12-14, NM.
30. Sobre quem lançou Deusa maior responsabilidade pelo fracasso deste matrimônio e com que penalidade?
30 Quando Deus proferiu a sentença sobre o casal pecador, êle lançou a responsabilidade principal pela ruína deste matrimônio no Paraíso sobre o rebelde espiritual invisível que se utilizou da serpente. Deus disse à serpente: “Assim o fizeste.” Deus passou então a sentenciar Satanás, o Diabo, à futura destruição sob o calcanhar da Semente da “mulher” ou “esposa” celestial de Deus. — Gên. 3:14, 15.
31, 32. (a) Como se mostra sobre quem Deus lançou maior responsabilidade quanto ao casal? (b) De que modo não refletiu Eva a “glória do homem”? Que penalidade pronunciou Deus contra ela?
31 Mas, quanto ao casal humano, Jeová Deus atribuiu maior responsabilidade ao marido. Foi. ao marido, Adão, que Deus sentenciou a comer dos frutos do solo amaldiçoado, fora do Paraíso, até êle morrer e sé decompor no pó do solo amaldiçoado.
32 A sentença de Deus sobre a mulher, Eva, apenas predisse para ela dores de parto e também a sua subordinação. Ela não brilhara como a “glória do homem”, a glória de seu marido perfeito. Tinha desconsiderado a chefia de seu marido profeta e tinha desconsiderado seu aviso procedente de Deus, tomando a dianteira no pecado segundo a sugestão dum estranho, dum caluniador tanto de Deus como de Seu profeta. Por isso seria agora obrigada a conhecer a chefia de seu marido. Deus disse na sua sentença à mulher, Eva: “E teu anseio será para teu marido, e ele te dominará.” (Gên. 3:16, NM) Daí em diante teve de suportar o domínio dum marido deliberadamente pecador e imperfeito, que não estava mais em relação com Deus, até que ela morreu, isto é, se Adão sobreviveu a ela ao morrer êle à idade de 930 anos.
33. Que medidas tomadas então por Deus puseram fim à vida marital no Paraíso? Qual foi a causa de tudo isso?
33 Assim terminou a vida conjugal naquele Paraíso pacifico do Éden. Tudo por causa do pecado, que é a violação da lei sagrada de Deus. Deus não queria mais que comessem dos frutos edênicos, aos quais os pecadores Adão e Eva não tinham mais direito, e dos quais Adão, talvez sob a influência e sugestão de sua mulher, procuraria comer. “E Jeová continuou, dizendo: ‘Eis que o homem se tornou como um de nós, sabendo o bem e o mal, e agora, a fim de que não estenda a mão e realmente tome também do fruto da árvore da vida, e coma e viva para sempre, —’ Com isso, Jeová Deus expulsou-o do jardim [Paraíso] do Éden para cultivar o solo de que tinha sido tomado. E assim expulsou o homem e postou ao oriente do jardim do Éden os querubins e a lâmina chamejante duma espada que se revolvia continuamente para guardar o caminho para a ‘arvore da vida.” — Gên. 3:22-24, NM.
34. Como se realizará em breve o matrimônio no Paraíso? Que privilégio terão então os casais para com o Originador do matrimônio?
34 A vida marital no Paraíso cessou assim de modo calamitoso, porque o marido e a mulher não mantiveram entre si a relação ordenada por Deus. No entanto, o matrimônio ideal será em breve usufruído num Paraíso, maravilhosamente, para o louvor do grande Originador do matrimônio. Não, isto não se dará pela morte e pela ida ao céu dos que se amam, para estarem juntos num matrimônio celestial. Será por se sobreviver à guerra do Armagedon que não demorará muito. Depois que aquela guerra universal tiver destruído todos os que agora arruínam a terra, o reino de Deus, por meio de Cristo, a Semente de Sua “mulher”, restabelecerá o Paraíso nesta terra e o estenderá sobre todo o planeta. Os casais fiéis que sobreviverem continuarão a sua vida de casados depois do Armagedon, e no Paraíso restabelecido. Os sobreviventes solteiros usufruirão o privilégio de entrar na vida de casados com companheiros teocráticos, e terão a felicidade de criar filhos em condições paradísicas, estando preso Satanás, o Diabo. Todos estes terão o privilégio de vindicar a Jeová Deus por provar que a vida de casado, no Paraíso, pode ser bendita e bem sucedida.
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O matrimônio fora do paraísoA Sentinela — 1961 | 1.° de maio
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O matrimônio fora do paraíso
1. Em que resultou a continuação do matrimônio fora do Éden, e os descendentes de que filho de Adão sobreviveram ao Dilúvio?
O CASAL expulso, Adão e Eva, continuaram no seu matrimônio fora do Paraíso do Éden. Podemos estar certos de que, daquele tempo em diante, não foi mais um matrimônio, pacífico. Lá fora, no solo amaldiçoado, eles começaram a ter os seus filhos contaminados pelo pecado, os quais, desde o nascimento se achavam assim numa condição moribunda. Adão “se tornou pai de filhos e de filhas”. (Gên. 4:1; 5:4, NM) No decorrer do tempo celebraram-se novos casamentos. Os filhos maduros de Adão foram casados com as filhas maduras de Adão. Acha-se assim registrado que, posteriormente, seu .filho primogênito, Caim, “teve relações com sua esposa e ela ficou grávida, dando à luz a Enoc”. Na Bíblia registram-se seis gerações de Caim, que viveu afastado “na terra da Fuga, ao leste do Éden”. (Gên. 4:16-24, NM) Caim tinha um irmão mais jovem, de nome Set. A família humana atual descende de Set, não de Caim, cujos descendentes foram todos destruídos no grande Dilúvio. Entre os descendentes de Set; havia Enoc, o profeta, e Noé, o construtor da arca em que oito almas humanas sobreviveram àquele dilúvio global. — 1 Ped. 3:20; 2 Ped. 2:5.
2. Quem introduziu a poligamia? Como é que os desobedientes “filhos de Deus” participaram do matrimônio humano?
2 Com respeito aos dias antediluvianos de Noé, o próprio Jesus Cristo nos diz que “as pessoas . . . naqueles dias anteriores ao dilúvio, [estavam] comendo, bebendo, casando e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca”. (Mat. 24:38, NM) A Bíblia Sagrada não relata como se realizavam aqueles casamentos. A poligamia foi introduzida por Lamec, descendente do iníquo Caim, pois Lamec tomou para si duas esposas. (Gên. 4:19-24) Nos dias de Noé, antes do Dilúvio, certos “filhos de Deus”, do céu, materializaram-se na terra para se casar com as belas “filhas dos homens”. Relata-se que estes desobedientes “filhos de Deus” satisfizeram a sua paixão por tomarem “para si esposas de todas as que selecionaram”, gerando descendentes híbridos que foram chamados de nefilins, “os poderosos que eram daquele mundo, os homens de fama”. Quantas mulheres estes apaixonados “filhos de Deus” selecionaram e tomaram para si, e se tiraram mulheres legalmente casadas de seus maridos legítimos, por serem belas, não é relatado pela Bíblia. — Gên. 6:1-4, NM.
3. Que fim levaram os polígamos no Dilúvio? Aderindo a que tipo de casamento será mantida em vida a família humana no Paraíso restaurado?
3 Uma coisa é certa: todos os polígamos foram exterminados pelo Dilúvio, pois o sobrevivente Noé e seus três filhos tiveram cada um apenas uma esposa. Já que Jesus Cristo disse que as coisas nos seus dias no “tempo do fim” deste mundo iníquo seriam assim como nos dias de Noé, sabemos que nenhum bígamo ou polígamo poderá sobreviver ao fim deste mundo iníquo e chegar a viver no Paraíso, debaixo do reino de Deus. Concordemente, a família humana iniciou-se de um homem com uma só mulher; a família humana foi preservada no grande Dilúvio por um homem que tinha apenas uma mulher, junto com seus filhos monógamos; e a família humana será mantida viva, sem interrupção, através do “presente sistema iníquo de coisas”, por homens, mulheres e crianças piedosas que aderem estritamente à monogamia, o casamento de uma só mulher com um só homem.
4. Como indicou Deus que ele autorizou o matrimônio para os descendentes dos sobreviventes do Dilúvio? Atualmente, o que faz com que os que esperam sobreviver ao Armagedon examinem suas relações?
4 Imediatamente depois do Dilúvio, Jeová Deus abençoou a Noé e seus três filhos e lhes disse o mesmo que dissera ao abençoar Adão e Eva no Paraíso do Éden: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra.” Ele autorizou assim também o casamento de seus descendentes, dizendo: “Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.” (Gên. 9:1-7, Al) Hoje, mais de quarenta e três séculos depois, os homens acham que a terra está cheia de gente e que há uma explosão de população. Mas a destruição deste sistema iníquo de coisas na guerra universal do Armagedon reduzirá grandemente a população da terra, assim como fez o Dilúvio. Por isso, todos os dedicados a Deus, que esperam usufruir a vida marital no prometido Paraíso terrestre, debaixo do reino de Deus, examinam agora conscienciosamente as suas relações. Desejam harmonizá-las com as regras e normas da Palavra de Deus quanto à moral, ao matrimônio e ao divórcio.
5. (a) Quanto aos costumes e normas do matrimônio, qual é a questão principal para nós neste “tempo do fim”? (b) Podem ser usadas como norma agora algumas das práticas de matrimônio que Deus permitiu no passado?
5 Hoje em dia, os costumes e as normas maritais divergem nas diferentes partes da terra. Em alguns países, as leis humanas talvez os aprovem e os permitam. Mas a grande pergunta, neste crítico “tempo do fim”, é: São aprovados pela lei atual de Jeová Deus? Qual é a lei de Deus referente ao matrimônio, que se aplica agora, neste “tempo do fim”? Houve no passado alguns costumes maritais permitidos e regulados por Deus entre seus servos escolhidos, nos séculos antes de Cristo, mas hoje não podemos tomar nele mesmo estes como normas para os casados que agora desejam agradar a Deus. Examinemos assim esta questão.
6. Como procurou Sara, esposa de Abraão, compensar a sua esterilidade de muito tempo, e aprova Deus tal proceder hoje?
6 Quatrocentos anos depois do Dilúvio, o amigo de Jeová, o patriarca Abraão, foi um homem casado com uma só mulher, Sara. Quando chegou aos oitenta e cinco anos de idade e Sara tinha setenta e cinco anos, eles ainda não tinham filhos, por causa da esterilidade de Sara, Sara decidiu adotar um filho. Para isso ela entregou a Abraão a sua serva egípcia, Agar, para que tivesse relações com ela e gerasse o filho desejado. Agar deu à luz um filho, que foi chamado de Ismael; e Sara adotou este filho como o seu próprio. Não há registro de que Abraão, durante os próximos quinze anos, tivesse mais relações com Agar, como esposa secundária. No entanto, tal maneira de compensar a esterilidade da esposa, ou mesmo a atual inseminação artificial, com o objetivo de ter um filho, não é agora aprovada por Deus. Embora Deus prometesse abençoar a Ismael e multiplicá-lo, Deus não aceitou este filho adotivo como herdeiro de Abraão. A própria Sara tinha de se tornar mãe do herdeiro.
7. (a) Como mostrou Deus que não era necessário Abraão ter uma esposa secundária para transmitir a um filho a bênção de Deus a respeito da Semente? (b) Será que o costume em muitos países, de ter esposas secundárias, faz com que seja correta essa prática para os atuais servos de Deus?
7 Anos depois, o Deus Todo-poderoso reanimou as faculdades reprodutivas de Abraão e de Sara, e deu a Abraão milagrosamente um filho por meio de Sara, quando ela tinha noventa anos e ele cem anos de idade. Realmente não tinha havido necessidade duma esposa secundária para Abraão, para que tivesse um herdeiro masculino a quem pudesse transmitir a promessa pactuada de Deus referente a uma Semente de bênção para todas as famílias da terra. Alguns anos depois, Sara instou fortemente que a esposa secundária Agar e seu filho Ismael fossem mandados embora da família. Deus aprovou isso e Abraão obedeceu à vontade indicada de Deus, despedindo Agar e Ismael, para nunca mais voltarem. (Gên. 16:1 a 21:21; Gál. 4:22-31) Hoje, Jeová Deus não aprova que seus servos tenham esposas secundárias, mesmo que o fato de um homem ter outras mulheres como esposas secundárias, além de sua esposa legal, seja um costume aceito e permitido em muitos países.
8. (a) Quanto ao matrimônio, o exemplo de quem seguiu Isaac, filho de Abraão? (b) Portanto, como prefiguração de que grande fato serviu Isaac?
8 O único filho de Sara, Isaac, restringiu-se a apenas uma esposa. Ele seguiu o exemplo divino dado no Paraíso do Éden, e também apresentado pelos sobreviventes do Dilúvio, Noé e seus três filhos. Isaac fez isso apesar do fato de que a sua esposa Rebeca tivesse ficado estéril por vinte anos, antes de dar à luz os gêmeos Jacó e Esaú. (Gên. 25:19-26) Deste modo, Isaac serviu fielmente o propósito de Deus em representar que o Filho de Deus, Jesus Cristo, teria apenas uma noiva espiritual, a.saber, a verdadeira congregação cristã de Deus, composta de 144.000 seguidores fiéis, os quais são adotados por Deus como seus filhos espirituais. (Gál. 4:28-31) Dirigindo-se a estes filhos de Deus, o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Corinto, aos quais tinha levado a verdade a respeito de Cristo: “Pois tenho ciúme de vós coxa ciúme piedoso, pois prometi-vos pessoalmente em casamento a um só esposo, a fim de vos apresentar ao Cristo como virgem casta.” — 2 Cor. 11:2, NM.
TER SIMULTANEAMENTE MAIS DE UMA ESPOSA
9. (a) Como fez Jacó arranjos para obter de seu tio Labão uma esposa? (b) Contra que pecado foi uma proteção o profundo amor de Jacá para com Raquel?
9 Dentre os filhos gêmeos de Isaac, Deus escolheu a Jacó como o homem que havia de receber a promessa divina feita a Abraão quanto à bênção para todas as famílias da terra por meio da Semente da “mulher” de Deus. Jacó queria ser igual a seu pai Isaac e ter apenas uma só esposa, a saber, Raquel, filha de seu tio Labão. Jacó era parente de Labão, mas não recebeu Raquel sem custo. Por isso ele falou a Labão: “Sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel.” Chegando-se a um acordo sobre isso, Jacó serviu sete anos por Raquel. “E estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.” O tempo não só lhe passou rapidamente porque Jacó a amava tão profundamente que não se apercebia do tempo; lhas, antes, foi porque amava tanto a Raquel, que achava que sete anos de trabalho árduo eram um preço barato para se pagar por esta moça preciosa. O profundo amor de Jacó por Raquel foi, para ele uma proteção contra a imoralidade. Durante os seus sete anos de noivado com Raquel, ele manteve a sua virgindade, igual a ela, para que estivesse moralmente puro quando se casasse com ela.
10. Neste respeito como foi Jacó um modelo para os cristãos hoje em dia?
10 Neste respeito, Jacó foi modelo para os cristãos atuais. Quantos homens, que agora professam ser cristãos dedicados, estariam dispostos a pagar o preço da noiva com sete anos de serviço de pastor ou outro trabalho árduo, achando-o ainda barato? Quantos deles teriam a força moral de manter a sua virgindade, sua condição de solteiro, durante os sete anos de noivado, a fim de se oferecerem castos e puros aos seus cônjuges? Mesmo quando o período de noivado é muito inferior a sete anos, todos os cristãos dedicados devem respeitar o noivado, assim como Jacá fez, e manter uma moral boa.
11. (a) Tendo em vista o que é que Jacó pediu a seu tio Labão para que lhe desse Raquel no fim dos sete anos de trabalho? (b) Com respeito ao matrimônio, como mostrou seu irmão gêmeo, Esaú, que não respeitava seus pais nem o pacto abraâmico?
11 No fim do período de noivado; Jacó disse a Labão, seu idoso tio: “Dá-me minha mulher, pois já venceu o prazo, para que me case com ela.” (Gên. 29:18-21, ALA) Jacó tinha então o direito de pedir Raquel por esposa, não só para usufruir com ela o leito marital, más também para. estabelecer um lar independente seu e criar família, pois tinha então oitenta e quatro anos de idade e Pra. também o herdeiro natural da promessa abraâmica. Esaú, irmão gêmeo de Jacá, já estava então casado por quarenta e quatro anos. Esaú era caçador impetuoso e aventureiro, e homem impulsivo. Contrário aos desejos de seus pais, que temiam a Jeová Deus e respeitavam o pacto abraâmico, Esaú casara-se com mulheres incrédulas do país, duas hititas. “Elias foram uma amargura para o espirito de Isaac e de Rebecca”, seus pais. Sim, Esaú tornou-se polígamo, de sua própria escolha e vontade. Quando tinha setenta e sete anos de idade, ele tomou uma terceira esposa, uma prima sua, uma ismaelita. (Gên. 26:34, 35; 28:8, 9) Isto foi quando seu irmão gêmeo; Jacó, estava começando a trabalhar para pagar o preço da noiva, a fim de obter Raquel, que era crente em Jeová, o Deus de Abraão e de Isaac.
12, 13. Como foi Jacó levado ã poligamia, contra a sua vontade?
12 Jacó não se tornou polígamo de modo intencional, para imitar seu irmão Esaú. A poligamia não estava nos planos originais de Jacó. A única mulher que ele queria era Raquel. No entanto, na noite das núpcias, Labão apresentou a Jacó, como esposa, a irmã de Raquel, Léia, sob um véu grosso que ocultava a identidade dela. Na manhã seguinte, Jacó descobriu que coabitara com Léia, e não com Raquel.
13 Por que tinha Labão feito isso ao seu genro? Porque Léia era mais velha que Raquel, e Labão, seu pai, argumentou que não era o costume do país casar a filha mais jovem antes da primogênita. Junto com Léia, Labão deu-lhe Zilpa, a serva dela, também como esposa secundária, caso se tornasse aconselhável. Mas Jacó tinha realmente apenas um amor verdadeiro, e ainda queria Raquel. Labão sugeriu assim que Jacó trabalhasse outros sete anos em pagamento de preço da noiva para Raquel. Jacó concordou.
14. Quando recebeu Jacó a Raquel como esposa, e de que maneira mostrou Jeová Deus se aprovava ou desaprovava a poligamia de Jacó sob estas circunstâncias?
14 No fim da celebração do casamento de Jacó e Léia, que durou uma semana, Labão deu Raquel em casamento a Jacó e Jacó começou a pagar o preço da noiva com trabalho árduo. Apegou-se ao seu contrato em amor a Raquel. Ele trabalhou em pagamento do preço inteiro, que ele achava ainda ser muito inferior ao valor de sua amada Raquel. Labão deu também a Raquel uma serva. (Gên. 29:9-30) Assim se vê que Jacó foi levado à poligamia por meio dum ardil. No entanto, casou-se com irmãs que temiam a Jeová; e Jeová Deus não indicou a sua desaprovação. De fato, abençoou Jacó com doze filhos e uma filha, por meio destas duas irmãs e suas servas.
15. (a) Que regulamento fez Deus em Israel quanto a um homem casar com irmãs? (b) De que modo seguiu o Rei Salomão o exemplo de Esaú, mas o que tinha Deus ordenado sabiamente concernente os futuros reis de Israel?
15 Mais tarde, quando Jeová Deus organizou estes doze filhos e suas famílias como a nação de Israel e tirou esta nação da escravidão no Egito, Jeová ainda permitiu a poligamia nesta nação. Mas ele proibiu que o polígamo se casasse com irmãs carnais enquanto ambas vivessem. Ele ordenou: “Não tomarás uma mulher com sua irmã, para afligi-la, descobrindo a sua nudez com ela na sua vida.” (Lev. 18:18, Al) O maior polígamo na história da nação de Israel (mas não do mundo) foi o Rei Salomão, de Jerusalém. “Ele veio a ter setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas, e suas mulheres desviaram-lhe gradualmente o coração” da adoração de Jeová como único Deus verdadeiro e vivo. Isto se deu porque Salomão seguiu o exemplo de Esaú, casando-se com mulheres estrangeiras, inclusive a filha do Faraó governante do Egito. (1 Reis 11:1-3, NM) Jeová Deus ordenara sabiamente quanto aos futuros reis de Israel: “Nem multiplicará para si mulheres, para que se não desvie o seu coração; . . . fará escrever para si uma copia desta lei num livro, do que está deante dos Levitas sacerdotes. Tel-o-á comsigo, e nelle lerá todos os dias da sua vida, para que apprenda a temer a Jehovah seu Deus.” — Deu. 17:17-19.
16. Embora permitisse a poligamia em Israel, o que mais fez Deus quanto a isso?
16 Portanto, Deus permitiu a poligamia no antigo Israel, mas tomou providências legais para proteger a esposa original do polígamo, bem como qualquer outra esposa e seus filhos. (Deu. 21:15-17) A prática da poligamia contribuiu, sem dúvida, para o grande aumento da população na nação do Israel natural.
17. Em que condição estava a poligamia em Israel nos dias de Jesus? Que norma adotou ele para os seus seguidores quanto ao matrimônio?
17 Quando Israel caiu sob o domínio dos romanos; que conquistaram o mundo, no primeiro século antes da era cristã, a poligamia tinha declinado entre os israelitas ou judeus. A Enciclopédia Judaica (em inglês, Tomo VIII, página 336) diz: “Nos tempos romanos prevalecia entre os judeus a monogamia, mas havia exceções notáveis.” Segundo a lei dada aos israelitas por intermédio de Moisés, o profeta de Jeová, os judeus que ainda afirmam estar sob essa lei poderiam sentir-se livres para praticar a poligamia, do mesmo modo como fazem seus parentes afastados, os árabes muçulmanos. Em vivo contraste com isso, Jesus Cristo expressou que a vontade de Deus para seus seguidores é o matrimônio que copia o exemplo dado no Paraíso. Jesus Cristo, o Filho de Deus, era perfeito e sem pecado. Por isso, na questão do matrimônio humano, ele se apegou ao modelo do homem perfeito no Paraíso, o de o homem ter apenas uma esposa viva. (Mat. 19:1-9) Esta é a única norma que será permitida no Paraíso em breve a ser restaurado sob o reino de Deus.
18. Por que deve o adorador de Jeová estar disposto a que a esposa lhe custe alguma coisa? Que esposa deve ser considerada como procedendo “de Jeová”?
18 Antes de o Rei Salomão, muitas vezes casado, se desviar da adoração pura de Deus, ele escreveu as seguintes palavras: “Achou alguém uma boa esposa? Ele achou uma coisa boa e obtém a boa vontade de Jeová.” (Pro. 18:22, NM) “Casa e riquezas são herdadas dos paes, mas a mulher sabia vem de Jehovah.” (Pro. 19:14) O adorador de Jeová Deus deve assim estar disposto a que ‘a sua esposa lhe custe algo, quer antes quer depois do casamento, especialmente a esposa que lhe obteria a boa vontade de Jeová, uma esposa que poderia considerar como sendo ‘de Jeová’, por causa da sua completa dedicação e devoção exclusiva a Deus.
19. Que exemplos de pagamento por uma esposa apresenta a Bíblia?
19 Nos tempos bíblicos havia entre o povo escolhido de Deus o costume de pagar um preço pela noiva, como despesa inicial de se ter uma esposa. Davi, o matador do gigante, pagou com duzentos prepúcios de soldados filisteus por sua esposa Mical, filha do Rei Saul. (1 Sam. 18:20-27) O profeta Oséias pagou quinze moedas de prata e um ômer e meio de cevada por sua esposa. (Osé. 3:1-3) Jesus Cristo pagou pela sua noiva espiritual com o sacrifício de sua própria vida. (Efé. 5:25, 26) Lembre-se também, que Eva custou a Adão uma costela. — Gên. 2:21, 22.
20, 21. Em certos lugares, que costume matrimonial, dispendioso para o pai da noiva, existe ainda hoje? Que exemplos bíblicos temos disso?
20 Este antigo costume ainda existe em muitas partes da terra. Também, em outras partes há o costume de o pai dar um dote junto com a sua filha, isto é, dinheiro, bens ou propriedade que a mulher traz ao seu marido por ocasião do casamento. Isto é dispendioso para seu pai. Mas, dar um dote costumava ser praticado na nação de Israel, na antiguidade. Tome o caso de Caleb, companheiro de Josué ao espionarem a terra de Canaã. Apesar de sua idade, permitiu-se-lhe cruzar o rio Jordão e entrar na Terra Prometida da Palestina, junto com Josué, que era sucessor do profeta Moisés. Caleb teve de conquistar a sua parte de terra. Ele prometeu dar a sua filha Acsa ao homem que capturasse a cidade inimiga de Quiriate-Séfer. Seu sobrinho Otniel a capturou. Quando Acsa lhe foi dada como esposa, ela pediu em adição que seu pai Caleb lhe desse certo dote. Portanto, a certo terreno que lhe foi dado no sul, Caleb acrescentou os necessários poços de água. — Jos. 15:13-19.
21 Faraó, rei do Egito, dera a sua filha em casamento ao Rei Salomão. Faraó deu à noiva a cidade de Gezer como presente de despedida ou dote, cidade que o Rei Salomão depois edificou. (1 Reis 9:16, 17) O dote não é uma maneira de alguém pagar a um homem para se casar com a sua filha, mas fornece ajuda material ao homem que se casa com ela. Livra-a de ser uma despesa total para seu marido.
22. (a) Foram abolidos em Pentecostes, 33 E. C., o preço pago pela noiva e o dote, no que se refere à congregação cristã? Como se indica isso? (b) Segundo o novo pacto de Deus, que norma quanto ao matrimônio devem seguir hoje os cristãos?
22 Quando a congregação cristã foi estabelecida no dia de Pentecostes, em 33 E. C., os membros originais eram judeus e os que se tornaram prosélitos judeus pela circuncisão. Durante três anos e meio, a congregação cristã continuou exclusivamente composta de judeus e prosélitos. Estes judeus levaram de algum modo seus costumes de casamento para o cristianismo. Até mesmo Jesus Cristo, seu Chefe, usou os costumes judaicos de casamento para ilustrar os seus discursos por parábolas. (Mat. 22:1-14; 25:1-13; Luc. 12:35-40) Alguns arranjos maritais dos judeus foram, de fato; abolidos pelo novo pacto de Jeová com a congregação cristã, embora os tivesse especificado e autorizado na sua lei dada aos judeus por intermédio de Moisés. Mas, não há registro que indique que se aboliu ou proibiu o preço de noiva e o dote entre os cristãos, nem tampouco as celebrações de casamento. O novo pacto de Jeová, porém, restabeleceu na congregação cristã a norma perfeita para o matrimônio que ele mesmo fixara para o perfeito homem e mulher no Paraíso do Éden. Esta norma precisa ser seguida pelos cristãos atuais.
(Publicaremos mais artigos desta série)
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