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    A Sentinela — 1961 | 15 de junho
    • Defendendo a honradez do matrimônio

      “Seja o matrimônio honroso entre todos, e seja o leito marital sem profanação, pois Deus Julgará os fornicários e os adúlteros.” — Heb. 13:4, NM.

      1. (a) Que conceito se deve formar do matrimônio e como deve este ser mantido, se há de ser benéfico? (b) Que ação, da parte dos casados, resulta na bênção divina e no bom êxito?

      O MATRIMÔNIO deve ser mantido honroso pelos casado, como arranjo estabelecido pelo próprio Deus. A sua celebração também deve ser considerada cora honra. O matrimônio é um assunto sério e de responsabilidade, que tem apresentado muitos problemas, fora do Paraíso do Éden, onde foi iniciado; e a consideração honrosa do casamento deve também ter um efeito benéfico. Deve ajudar a tornar o matrimônio bem sucedido. Realmente, por meio do matrimônio, o homem e a mulher devem esforçar-se a honrar a Deus, o amoroso Pai celestial que tornou possível tal união, que teria sido inteiramente venturosa, se tivesse continuado no Paraíso. Seria correto esperar-se que Deus abençoasse tal união do casal que honra a Deus. Mas, quando se desconsideram e violam as leis e as regras divinas para um matrimônio bem sucedido, não se pode esperar que Deus o abençoe, antes, é de se esperar que ele exerça o juízo. A infelicidade e o sofrimento são o resultado certo disso. Deus fez leis que governara todas as outras coisas de sua criação; do mesmo modo ele fez leis que governam este arranjo privilegiado do matrimônio. Os casados, ou os que pensam em casar-se, honram a ele por darem atenção às suas leis e seus regulamentos registrados no seu Livro sagrado, a Bíblia. Isto traz bênçãos divinas e resulta em bom êxito.

      2. Casou-se Jesus Cristo quando estava na terra? E qual foi a sua atitude para com o casamento entre o povo de Deus?

      2 O Filho celestial de Deus não se tornou o homem Jesus Cristo com o objetivo de se casar com uma das filhas descendentes do pecador Adão. Esta não era a vontade de Deus quanto a ele. Contudo, Jesus honrou o matrimônio entre o povo de Deus. Quando ele aceitou o convite e assistiu à celebração dum casamento em Caná da Galiléia, ele fez o seu primeiro milagre na terra, o de transformar água era vinho da melhor espécie, a fim de contribuir para a alegria e o regozijo da celebração. (João 2:1-11) Ele respeitou muito este arranjo de Deus para a felicidade do homem; e foi ele quem disse: “O que Deus juntou, não o separe o homem.” (Mat. 19:6, NM) Ele patrocina o matrimônio humano ideal, tornando-o a regra para seus seguidores.

      3. Como se expressou Paulo sobre o matrimônio? Como descreveu ele o conceito que a congregação cristã forma do seu casamento com Cristo?

      3 Paulo, o apóstolo cristão, teve o mesmo elevado conceito do matrimônio como seu Mestre, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Paulo disse: “Seja o matrimônio honroso entre todos, e seja o leito marital sem profanação, pois Deus julgará os fornicários e os adúlteros.” (Heb. 13:4, NM) Usando linguagem figurada, Paulo referiu-se à preparação da congregação cristã para o casamento com o Jesus Cristo glorificado e celestial por seu Noivo espiritual. As seguintes são as palavras de Paulo aos membros desta congregação cristã: “Maridos, continuai a amar vossas esposas, como também o Cristo amou a congregação e por ela se entregou a si mesmo, para que a santificasse, purificando-a com a lavagem de água por meio da palavra [de Deus], para que pudesse apresentar a congregação a si mesmo em seu esplendor, não tendo mancha, nem ruga; nem qualquer coisa semelhante, mas para que fosse. santa e sem defeito.” (Efé. 5:25-27, NM) Quão honrosa precisa ser a maneira de se encarar este mais grandioso de todos os casamentos, o de Jesus Cristo e sua congregação fiel de 144.000 membros.

      4. Como expressou Paulo a sua ansiedade quanto ao casamento bem sucedido da congregação cristã?

      4 O apóstolo Paulo, mostrando-se ansioso quanto à devida preparação e maneira correta de encarar o matrimônio, escreveu também à congregação: “Tendo ciúme de vós com ciúme piedoso, pois prometi-vos pessoalmente em casamento a um só espôso, a fim de vos apresentar ao Cristo como virgem casta. Mas, receio que, de algum modo, como a serpente seduziu a Eva pela sua astúcia, vossas mentes possam desviar-se da sinceridade e da castidade que se devem ao Cristo.” (2 Cor. 11:2, 3, NM) Também, com referência mais direta à conduta pessoal neste respeito, Paulo escreveu: “Isto é o que Deus quer, a santificação de vós, para que vos abstenhais da fornicação; para que cada ura de vós saiba como obter posse do seu próprio vaso em santificação e honra, não com cobiçoso apetite sexual, tal como também têm as nações que não conhecera a Deus.” — 1 Tes. 4:3-5, NM.

      5. Qual é o curso normal da vida humana no desenvolvimento físico de rapazes e de moças?

      5 No desenrolar normal e regular dos eventos, a tendência de toda a vida humana é que os homens se casam com mulheres, tendo por objetivo ser frutíferos e produzir filhos na sua própria imagem e semelhança. (Gên. 5:1-3) Quando o rapaz atinge a idade de treze a dezesseis anos, e a moça chega à idade de onze a quatorze anos, os órgãos reprodutivos atingem a sua madureza. O rapaz e a moça atingem o que se chama de idade da puberdade ou idade adulta, e podem desempenhar o seu respectivo papel em trazer filhos ao mundo.

      6. Qual é o conceito correto que se deve formar dos órgãos sexuais? E tem alguém o direito de prejudicar o filho quanto ao posterior casamento puro dele?

      6 O propósito de Deus era que cada criatura humana estivesse dotada da capacidade de produzir filhos, no devido tempo, e assim pudesse usufruir a vida de casado e cumprir o seu propósito até que a terra estivesse cheia de humanos adultos, justos e semelhantes a Deus. (Gên. 1:26-28) Concordemente, Deus criou o homem e a mulher com órgãos sexuais para um maravilhoso propósito em harmonia com a vontade divina. Portanto, os órgãos sexuais não devem ser considerados como brinquedos, nem devem ser abusados, nem se deve fazer mau uso deles. O cuidado correto com os órgãos sexuais aplica-se tanto antes como depois do casamento, para que o matrimônio seja bem sucedido e feliz. Quando se considera o assunto com boa perspectiva, então se vê que a preparação salutar e prestimosa duma criança para o futuro matrimônio começa realmente antes do nascimento dela. Sim, neste respeito recai uma pesada responsabilidade sobre os seus pais, que não devem pensar apenas nos seus filhos, mas também nos seus netos. Ninguém, nem os pais, nem pessoas que não são os pais, desejará macular ou tem o direito de macular a oportunidade, o privilégio e o direito natural da criança de entrar na relação marital de modo puro e honroso.

      7. Qual será o nosso proceder correto, se respeitarmos o nosso próprio direito de nos casarmos e também o direito de outro pessoa fazer isso?

      7 Se tivermos o devido respeito pelo nosso próprio direito e privilégio de nos casarmos, desejaremos aprontar-nos para isso em honra. Teremos também o devido respeito pelo direito de outra pessoa, quer rapaz quer moça, quer homens quer mulher, de se casar de modo digno e honroso. Isto significa que não desejaremos contaminar ou corromper a nós ou a outros, ao ponto de estarmos numa condição impura ao entrar nesta honrosa relação marital.

      BOA MORAL

      8. (a) O que, portanto, devem os pais fazer a favor dos seus filhos cheios de curiosidade e perguntas, e qual é o melhor livro para lhes ajudar neste respeito? (b) Para que privilégio podem os pais ajudar agora a preparar seus filhos?

      8 Isto exige que desenvolvamos uma boa moral. Os pais ou os tutores de menores devem ensinar-lhes os fatos da vida. Os pais podem fazer isso de maneira. pura, respeitável e edificante. Não importa o que alguns médicos pensem sobre isso, a “sarjeta” ou as vielas escusas não são o lugar para os rapazes e as meninas aprenderem os fatos da vida, ou, antes, o abuso, a perversão, a degradação e a idolatria do sexo. Durante milhares de anos, o Livro do próprio Criador, a Bíblia Sagrada, tem sido o melhor livro na terra para ensinar aos adultos e às crianças os fatos básicos da vida, quanto a como descendemos de Adão e Eva, por que há tanto homens como mulheres, e como cada um de nós pode escolher desempenhar a sua parte, de modo piedoso, na atual continuação e ampliação da família humana. Os pais e os tutores devem ser sábios e usar a Bíblia para revelar os fatos nobres da vida às mentes curiosas e inquisitivas das crianças em desenvolvimento. Assim podem combater a influência degradante da “sarjeta”. Assim ajudam cedo aos filhos a contemplar de modo correto o casamento posteriormente na vida. Agora que a Palavra profética de Deus apresenta a esperança de sobrevivência à guerra universal do Armagedon, quão grandioso é o privilégio atual dos pais de preparar talvez os filhos para o casamento como sobreviventes do Armagedon no mundo justo de Deus, no Paraíso restabelecido à terra!

      9. O que precisa ser cuidado sempre pelos cristãos que seguem a paz e o que lhes receitou Paulo no meio dum mundo imoral?

      9 Todos os que agora seguem a paz por amarem uma vida piedosa e desejarem ver bons dias para sempre, debaixo do reino de Deus, precisam cuidar continuamente de sua moral. Segundo relatórios publicados a respeito das condições mundiais, a humanidade nunca viveu num mundo mais corruto do que o atual, pelo menos desde o imoral mundo antediluviano dos dias de Noé. A fornicação, o adultério, a sodomia e a bestialidade estão aumentando num grau chocante. Há dezenove séculos, o apóstolo Paulo comentou a imoralidade existente no mundo pagão e recomendou aos cristãos uma proteção. Ele escreveu aos concrentes em Corinto, na Grécia: “Agora, quanto às coisas sobre as quais escrevestes, é bola que o homem não tenha relações com mulher; no entanto, devido à prevalência da fornicação, tenha cada homem a sua própria esposa e cada mulher o seu próprio marido.” (1 Cor. 7:1, 2, NM) Paulo prescreveu o casamento honroso.

      10. Hoje em dia, que questão confronta a pessoa antes e depois do casamento, e que oportunidades de imoralidade se apresentam hoje em grande escala?

      10 No entanto, em vista da “prevalência da fornicação” no tempo atual, a questão não é só evitar a fornicação antes do casamento, mas também de abster-se do adultério depois do casamento. Hoje em dia há uma multidão de mulheres atraentes que estão dispostas a vender os seus corpos ou os oferecer à venda para satisfazer ilegalmente as paixões sexuais de homens imorais. Há também hoje uma multidão de meninos e homens que estão igualmente dispostos a vender os seus corpos e tornar-se efeminados, “homens mantidos para propósitos desnaturais”, a fim de satisfazer a lascívia de homens que preferem o contato carnal com homens de modo similar ao do homem com uma mulher; e isto é uma “coisa detestável”. (1 Cor. 6:9; Rom. 1:27; Lev. 1.8:22, NM) A Palavra de Deus mostra, como aviso, as horríveis conseqüências da imoralidade.

      11. (a) E a imoralidade uma expressão do amor ao próximo, ou o que é? (b) Ceder às propostas imorais de outro pode ter que fim?

      11 Neste respeito, o apóstolo Paulo explicou-nos o significado do amor, dizendo: “Aquele que ama ao seu próximo tem cumprido a lei. Porque o código da lei: ‘Não cometerás adultério’, . . . e qualquer outro mandamento que há, está resumido nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” (Rom. 13:8, 9, NM) Não há amor ao próximo na fornicação, no adultério ou na sodomia. Significa apenas entregar-se à paixão ardente que resulta em muito dano físico, social e espiritual, afetando inclusive a consciência. A Palavra de Deus avisa com a maior franqueza o Seu povo contra as meretrizes profissionais ou qualquer moça ou mulher que quer na ocasião fazer o papel de meretriz, bajulando o homem escolhido como vítima. Deixar-se tornar vítima das artimanhas duma pessoa imoral é o começo dum proceder que pode terminar na morte, na morte física bem como na morte espiritual. A própria razão de a Palavra de Deus falar sobre isso é a seguinte:

      12. Segundo Provérbios 2:16-19, qual é a razão por que a Palavra de Deus se expressa sobre este assunto?

      12 “Para te livrar da mulher estranha, da mulher estrangeira [para Deus], que tornou suave o seu próprio falar, que abandona o amigo confidencial de sua juventude e que se esqueceu do próprio pacto do seu Deus [caso se tiver dedicado a Deus e estiver sob o novo pacto feito com o povo de Deus]. Pois a casa dela afunda até a morte e o seu rastro desce até os impotentes na morte. Nenhum dos que tiverem relações com ela voltará, nem recuperarão eles as veredas dos viventes.” — Pro. 2:16-19, NM.

      13, 14. (a) Por que não é a imoralidade o caminho para a verdadeira vida, e contra quem devem os membros da congregação se prevenir? (b) Semelhantes a que jovem inexperiente não devemos ser?

      13 A imoralidade talvez seja o caminho para o que homens e mulheres dissolutas chamam de “sofisticação”, para tornar a pessoa sábia nas coisas do mundo; mas não é o caminho para a sabedoria pura e limpa, a sabedoria que dá vida. Não é o caminho para a vida real. Os que se associam com os imorais talvez nunca consigam voltar à vereda dos que se encaminham para a vida eterna. É possível que mais cedo ou mais tarde acabem no lugar donde não poderão voltar, donde é impossível voltar, o Seol, o túmulo comum da humanidade, ou, pior ainda, o lugar no aniquilamento eterno, a Geena. Este não é um assunto a ser desprezado sobranceiramente pelos sofisticados, com indiferença e despreocupação, nesta era da penicilina. É: algo que deve ser ponderado por todos à luz da sabedoria celestial, claramente explicada e há muito registrada, tanto pelos adolescentes como pelos adultos, as virgens, os solteiros e os casados. Previna-se contra as pessoas imorais, tanto as de fora da organização do povo de Deus como as que talvez se mantenham em contato com ela, ou se introduzam sorrateiramente nela, dando-se a aparência de estar nela. Não abrigue nem cultive desejos imorais. Não seja como o jovem inexperiente, falto dum bom coração, dum coração de boa moral, falto dum motivo bom e puro, que por isso tomou o caminho onde podia ser facilmente interceptado por uma escrava da imoralidade:

      14 “Passando pela rua perto da esquina dela, [está] marchando no caminho da casa dela, no crepúsculo, no entardecer do dia, na aproximação da noite e da escuridão. E vê! Veio ao encontro dele uma mulher, com as vestes de prostituta e astuta de coração. . . . Ora está fora de casa, ora está nas praças públicas, e perto de cada esquina está ela de espreita. E ela o agarrou e lhe deu um beijo. Ela se fez de impudente . . . Ela o desencaminhou pela abundância de sua persuasão. Com a lisonja dos seus lábios ela o seduz. De repente ele a segue, como o touro que vai ao matadouro, e como que prêso para a disciplina dum homem tolo, até que uma flecha lhe fende o fígado, exatamente como um pássaro se apressa para a armadilha, e não soube que estava envolvida a sua própria alma. [ou vida].” — Pro. 7:7-23; NM margem.

      15. Em harmonia com esta comparação, como devemos imaginar-nos quando tentados por alguém imoral, e, portanto, onde nos encontraríamos se cedêssemos à tentação?

      15 Se estiver sendo tentado por uma pessoa imoral, imagine-se na situação dum touro sendo levado submisso à sua própria matança, por um espinho que lhe atravessa as ventas ou por uma argola no nariz. Acha isso engraçado? Dá-lhe isso risadas? As palavras de sedução da pessoa imoral: “As águas roubadas são doces” (Pro. 9:17, Al), talvez se cumpram por alguns minutos em agradável satisfação sexual, mas em que situação o deixam? Numa armadilha de morte, igual a um pássaro! Ora, para a sua grande dor, uma flecha mortífera lhe fende o fígado. Seguem-se a tristeza e uma dor mortífera. E também o tormento da consciência!

      16. Como se mostra que a Bíblia é clinicamente correta quando fala de como uma flecha fende o fígado do imoral?

      16 O livro inspirado dos Provérbios é acentuada e especificamente correto ao dizer que uma flecha mortífera fende o fígado do imoral. O fígado é o alvo dos organismos das doenças. Testes de laboratório feitos por médicos estabeleceram que um pequeno espiroqueta associado com a terrível doença venérea chamada sífilis pode freqüentemente ser encontrado em grandes números nas células do fígado, embora tenha sido também encontrado nos tecidos dos pulmões, do baço e do coração. No caso da outra doença terrível, chamada gonorréia, o gonococo bacterial que causa a doença pode ser apanhado através dos vasos sanguíneos do corpo e distribuído para afetar não só os órgãos genitais, lhas quase todos os órgãos do corpo humano, penetrando na membrana de revestimento do fígado, a maior glândula do corpo humano, e também no cérebro, na medula espinhal, no coração e em outros órgãos. A Bíblia é assim clinicamente exata.

      17. Quando alguém se entrega voluntariamente á Imoralidade, a que perigo se expõe, e a que se sujeita assim?

      17 Quando uma pessoa apaixonada deliberadamente se expõe à imoralidade, está brincando com a morte. Quando alguém se deixa ficar inflamado sob circunstâncias impróprias e cede à lisonja, ao ardor, às sugestões sutis e aos convites à imoralidade, pouco reconhece no momento o terrível perigo ao qual se sujeita ou entrega. Está cambaleando para a estrada da doença, sim, da falta de sossego e de paz, a estrada para o Seol, o túmulo comum da humanidade. Ou ele não se importa, ou esquece ou não sabe que se está expondo à repulsiva sífilis, a qual, junto com o alcoolismo e a tuberculose, é considerada uma das três grandes pragas que afligem hoje a humanidade.

      18. Por que são de maior significância para o corpo humano as manifestações da sífilis no terceiro grau?

      18 As manifestações da sífilis no terceiro grau, afetando o cérebro, os olhos, o fígado e outros órgãos, têm a maior significância para o corpo humano. Neste caso, as lesões causadas ao cérebro e à medula espinhal são as primeiras em freqüência e seriedade. As mais temidas são as lesões causadas aos centros nervosos. Podem resultar em ataxia locomotora e paralisia geral, em paresia (paralisia parcial) ou em paralisia de um lado do corpo. Além disso, pode haver efeitos hereditários transmitidos aos filhos nascidos depois.

      19. Por que não há outra doença com tal influência assassina sobre os filhos como a sífilis?

      19 Diz-se que “nenhuma doença tem tal influência assassina sobre os descendentes como a sífilis”. Quando tanto o pai como a mãe são sifilíticos, o contágio de seu filho é quase inevitável. A primeira gravidez pode resultar num aborto; depois pode haver natimortos ou um filho que nasce vivo mas morre pouco depois; depois, filhos sifilíticos, maculados, com fraquezas .inatas e incapacidade inata para a vida, filhos atrofiados física e mentalmente, muitas vezes imbecis ou idióticas, sim, crianças que são monstruosidades. Que modo de preparar o filho para um futuro casamento honroso!

      20. Por que é a pessoa sifilítica uma causa de possível perigo para os outros? E, como praga social, por que faz esta doença que o casamento seja desaconselhável pura quem padece dela?

      20 Cada pessoa sifilítica é um possível perigo para a pessoa com quem entra em contato íntimo, quer seja esposa, quer marido, quer os filhos. Teme-se apanhar um jornal ou uma revista, ou usar a toalha usada pela pessoa sifilítica, ou nadar perto dela. Em relação com o casamento, The Encyclopedia Americana diz: “É, porém, especialmente com relação ao casamento que os estragos da sífilis como praga social são de mais elevado interesse e importância. . . . Um homem sifilítico não se deve casar enquanto for capaz de contagiar a sua esposa ou gerar filhos sifilíticos. . . . O homem sifilítico .pode estar exposto a perigos, em conseqüência de sua doença, que o inabilitem para a posição responsável de chefe e esteio duma família. A possível existência de tais condições inabilitantes precisa sempre ser tomada em consideração quando está envolvida a questão do casamento.” — Tomo 26, edição de 1.929, página 180.

      21. Até que ponto aumentaram as doenças venéreas em 1960, nos Estados Unidos, segundo revelou um estudo feito naquela nação?

      21 Sim, pais, e também filhos, temos aqui algumas notícias que devem considerar como uma espécie de barômetro das doenças venéreas em toda a terra. Um estudo feito em escala nacional nos Estados Unidos revelou que no ano de 1960 as doenças venéreas aumentaram naquele país. Os adolescentes estão ficando cada vez mais envolvidos nas doenças do “amor sexual”. Sem qualquer vergonha, certa moça, de uns treze ou quatorze anos de idade, mencionou por nome oitenta homens com quem ela mantivera relações sexuais. Segundo o relatório, durante os dois anos de 1.957 e 1958, o numero de menores dentro das idades de dez a quatorze anos, que sofrem de doenças venéreas infecciosas, aumentou de 2.443 para 2.793, ou 14,3 por cento. O número dos do grupo de quinze a dezenove anos de idade aumentou em 11,4 por cento. Um diretor da Associação de Saúde Social calculou que houve em realidade 60.000 casos novos de sífilis e mais de um milhão de casos novos de gonorréia, inclusive um número não especificado de casos não relatados. — Times de Nova Iorque, 24 de fevereiro de 1.960.

      22. Que disse um perito federal dos Estados Unidos em 1960 quanto ao aumento da sífilis infecciosa?

      22 Em 5 de abril de 1960, um perito federal dos Estados Unidos disse que os casos de sífilis infecciosa naquele país mostraram um aumento de 42 por cento na última metade de 1959, em contraste com o período similar de 1958. O aumento foi considerado como “terrivelmente alarmante”, especialmente em certas cidades grandes. — Times de Nova Iorque, 6 de abril de 1960.

      23. Por que não serve o uso da penicilina para contrabalançar o perigo da doença venérea, e por que não contribui a gonorréia contraída para um matrimônio pacifico e feliz?

      23 É tolice de os de inclinações imorais confiarem na capacidade da penicilina para curar as doenças venéreas, ou de pensarem que podem arriscar-se. Embora tenhamos hoje a penicilina, estas doenças, que receberam seu nome segundo a deusa pagã do amor sexual, Vênus, estão aumentando. Não se pode brincar com elas em segurança, mas é preciso guardar-se bem contra elas. Na medicina, a doença da gonorréia não é mais considerada como a doença benigna, insignificante, de antigamente. Os médicos consideram agora a gonorréia como uma das mais tremendas pragas sociais dos nossos tempos. Apanhar-se esta praga devido à imoralidade certamente não contribui para um matrimônio pacífico, feliz e bem sucedido. A gonorréia num dos pais pode resultar na perda parcial ou completa da vista dum filho nascido a tal progenitor doente. No caso dos recém-nascidos, calcula-se que de dez a vinte por cento de todas as cegueiras se devam à infecção por este microrganismo conhecido como gonococo.

      24. Quão séria pode tornar-se a gonorréia no caso das mulheres? Portanto, que preço tem de pagar aquele que ficar infeccionado pela gonorréia?

      24 A gonorréia nas mulheres pode tornar-se tão séria, que pode eliminar completamente a sua esperança de ter filhos. A gonorréia é uma das causas mais freqüentes da esterilidade feminina. Certas complicações podem também causar a esterilidade dos homens. Crê-se que a gonorréia nos homens seja responsável por 45 por cento dos matrimônios estéreis. Setenta por cento ou mais da esterilidade nas mulheres são o resultado da transmissão da gonorréia pelo marido à esposa. Relata-se que cada ano milhares de esposas jovens e inocentes ficam assim infeccionadas, sendo os maridos muitas vezes sem saber a causa contribuinte, que estraga a saúde e a vida do seu cônjuge. As mulheres podem assim ficar reduzidas ao estado de semi-inválidas, incapazes de andar e sofrendo de outro modo. Por fim, podem sentir-se obrigadas a recorrer a um cirurgião em busca de alívio, para serem esterilizadas por se lhes extrair os órgãos reprodutivos dados por Deus. Se a doença responsável por isso pode ser atribuída à conduta imoral da parte, de um dos cônjuges ou de ambos, então é deveras um preço pesado a se pagar pela violação da lei de Deus, apenas por causa dum prazer passageiro.

      “É MELHOR CASAR-SE” — QUANDO E POR QUE ENTÃO?

      25. (a) Quando procede bem o que renuncia à vida de solteiro? (b) Por que precisa até mesmo o casado estar vigilante nestes dias?

      25 Neste mundo, onde a fornicação e o adultério prevalecem mais do que nunca, não é um proceder imprudente ter um cônjuge, conforme aconselha o apóstolo Paulo, casando-se a pessoa para não pecar. Neste caso, aquele que renuncia à sua condição de solteiro fará bem. Quanto aos solteiros, Paulo diz: “Se não têm autocontrole, casem-se, pois é melhor casar-se do que ficar inflamado de paixão.” (1 Cor. 7:2, 8, 9, 38, NM) Quando alguém decide casar-se, deve fazer isso em toda a honradez, no respeito pelas leis de Deus e pela sabedoria celestial, chegando-se assim ao seu futuro cônjuge de modo puro, inculpe quanto à fornicação. No caso do homem casado, ele deve honrar o leito marital e abster-se do adultério. O famoso médico e autor alemão Max S. Nordau disse: “Não importa quão profundamente, estejamos enamorados de determinada pessoa, não deixamos de ser suscetíveis à influência do sexo inteiro.” A observação de alguns ou de muitos casados parece confirmar a declaração deste médico. Sem dúvida, todos precisam manter-se vigilantes nos dias atuais, quer estejam, casados quer não. Ao homem casado ou ao solteiro que pretende casar-se, Provérbios 5:15-23 (NM) diz:

      26. Que diz Provérbios 5:15-23 aos casados e aos solteiros que pretendem casar-se?

      26 “Beba água da tua própria cisterna, e os fios de água procedentes do meio do teu próprio poço, [isto é, do seu cônjuge legal, como fonte de felicidade e prazer sexual]. Derramar-se-iam para fora [onde as meretrizes estão à espreita] as tuas fontes [de satisfação sexual], tuas correntes de água [de conforto sexual] nas próprias praças públicas [onde as prostitutas se oferecem por um preço]? Que sejam apenas para ti [com teu cônjuge], e não para os estranhos contigo. Seja abençoada [e não amaldiçoada por Deus] a tua fonte de água [tua fonte de satisfação sexual], e regozija-te com a mulher da tua mocidade, uma amável gazela e uma encantadora cabrita montesa. Que os próprios seios dela [e não os de mulheres imorais] te enlevem em todos os tempos. Extasia-te constantemente com o seu amor. Portanto, por que deverias tu, meu filho, ficar extasiado com uma mulher estranha ou abraçar o peito duma mulher estrangeira? Pois os caminhos do homem estão diante dos olhos de Jeová, e ele contempla todos os seus trilhos. O iníquo será apanhado, pelos seus próprios erros, e nos laços do seu próprio pecado será ele agarrado. Ele será o que há de morrer, porque não há disciplina [não há autodisciplina, não se aceita disciplina] e porque ele se perde na abundância de sua tolice.”

      27. (a) O que não gostaria o cristão de transmitir à sua esposa, e por que não? (b) Em que poderia resultar qualquer erro sorrateiro do cristão, mostrando que tais erros o apanharam em flagrante?

      27 O cristão casado está obrigado a estar satisfeito com a sua única esposa. Se um cristão dedicado deseja ter uma mulher, deve casar-se com ela honrosamente. O cristão casado não deve querer suplementar a sua esposa com outras mulheres dentro ou fora da congregação cristã, e assim ter cisternas, poços, fontes ou correntes de água das quais pode tirar prazer sexual “fora [de seu próprio lar]” e nas “praças públicas”. O cônjuge infiel talvez procure fazer isso em segredo, às ocultas, mas, lembre-se tal pessoa de que os caminhos do cristão dedicado estão “diante dos olhos de Jeová” e que Jeová “contempla todos os seus trilhos”. Nada escapa a Jeová, como Juiz. Ele nos avisa que os erros sorrateiros do cristão o apanharão como pessoa iníqua. Chegará a compreender isso, talvez, quando descobrir que uma doença vergonhosa arde no seu corpo, ou que cessou a sua faculdade de procriação, ou que sua esposa ficou estéril, ou dá à luz um filho natimorto, ou cego, ou deformado, ou doentio.

      28. O que poderá chegar a reconhecer a respeito da mulher com que praticou imoralidade, em vista da dor conseqüente?

      28 Poderá chegar a reconhecer dolorosamente, quanto à mulher imoral, com que se tornou uma só carne, que “o efeito posterior dela é tão amargo como o absinto; é tão afiado como uma espada de dois gumes. Os pés dela descendem pára a morte. Até os seus passos se firmam no próprio Seol. Ela não contempla a vereda da vida. . . . [tens] de gemer no teu futuro, quando a tua carne e o teu organismo chegam ao fim. E terás de dizer: ‘Como odiei a disciplina e como meu coração desrespeitou até a repreensão! E não dei ouvidos à voz dos meus instrutores, e não inclinei o meu ouvido aos meus ensinadores. Entreguei-me facilmente a toda sorte de maldade no meio da congregação e da assembléia.’” — Pro. 5:3-14, NM.

      29. (a) Além da dor física, o que introduz na sua vida marital o cristão que erra moralmente? (b) Em que situação ele se coloca, e a que denúncia se sujeita ele?

      29 Além da doença e da dor que o cristão que se volta para a imoralidade pode trazer sobre a sua própria carne, sobre a sua esposa que é uma só carne com ele, e sobre os seus futuros filhos, ele causa desunião, desconfiança e desavenças na sua vida marital. Pior do que isso, porém, ele se expõe à morte espiritual. Paga o preço da desaprovação de Deus, cujos olhos têm observado os seus caminhos e seus trilhos. Quando este Juiz celestial faz infalivelmente que o iníquo seja apanhado pelos seus erros e os laços atadores de seu próprio pecado o prendam, Jeová o traz em juízo perante a sua congregação terrestre, a assembléia cristã. Sendo ignominioso para Deus e para sua congregação, ele é desassociado, lançado fora da congregação, em desonra, para onde está o mundo morto. Provérbios 22:14 (NM) avisa: “A boca de mulheres estranhas é cova profunda. Aquele que for denunciado por Jeová cairá nela.” Sabendo a quem Jeová Deus denuncia, queremos ser denunciados por ele, caindo na cova profunda da imoralidade aberta para nós pela boca melosa da pessoa imoral, quer mulher quer homem? Queremos ser denunciados e expulsos da organização pura e aprovada de Jeová?

      30. (a) Em vista da nossa dedicação a Deus, de que nos devemos lembrar quando a imoralidade se nos apresenta Inopinadamente? (b) O que disse Paulo neste respeito ao cristão casado com Cristo?

      30 Embora não o queiramos, o caminho para a impureza moral pode estar tentadoramente acessível a nós. Lembremo-nos, então, de quem somos, por nos termos dedicado a Jeová Deus. Se for cristão dedicado, a quem Deus chamou para formar parte da noiva celestial de seu Filho, Jesus Cristo, estando assim desposado a Cristo, então lhe diz Paulo: “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei eu; pois, os membros do Cristo e os farei membros duma meretriz? Que isso nunca aconteça! O quê! Não sabeis que aquele que se junta a uma meretriz é um só corpo [com ela]? Pois: ‘Os dois’, diz ele [no relato da criação em Gênesis 2:24], ‘serão uma só carne’. Mas aquele que se junta ao Senhor é um só espírito. Fugi da fornicação. Todo outro pecado que o homem talvez cometa é fora do corpo, mas aquele que pratica a fornicação está pecando contra seu próprio corpo.” — 1 Cor. 6:15-18, NM.

      31. A que prática não consentiria Cristo com respeito aos membros do seu corpo espiritual? E que conseqüências mortíferas podem surgir do pecado imoral contra a própria carne?

      31 Portanto, se um membro do corpo espiritual de Cristo comete imoralidade com alguém do sexo oposto, homem ou mulher, então está tentando tomar um membro do corpo de Cristo e fazê-lo uma só carne com a pessoa imoral, em fornicação ou adultério. Acha que Cristo Jesus consentiria em ser feito um só com uma meretriz ou com uma adúltera? Nem por um instante! Não se pode ser uma só carne com uma pessoa moralmente impura e ao mesmo tempo ser “um só espírito” com o Senhor Jesus Cristo. Quando alguém se faz sexualmente uma só carne com alguém moralmente sujo, ele está pecando contra a sua própria carne. A sua união carnal impura, ilícita, poderá resultar numa doença horrível e em outras conseqüências mortíferas para a carne. Estas podem incluir ser este membro imoral entregue a Satanás, pela congregação cristã, “para a destruição da carne”, a fim de que o espírito da congregação limpa seja salvo no dia do Senhor. Foi isto o que Paulo fez com um membro incestuoso da congregação de Corinto, nos seus dias. “Removei o homem iníquo de entre vós”, ordenou o apóstolo com autoridade. — 1 Cor. 5:5, 13, NM.

      32. De modo similar, mesmo quando alguém é pessoa dedicada, mas não do “corpo” de Cristo, em que deve pensar antes de praticar imoralidade? A que se vê a sociedade do Novo Mundo obrigada quanto ao Imoral?

      32 Mesmo que não seja membro do ‘corpo espiritual de Cristo’, mas está dedicado a Deus na esperança de seu novo mundo de justiça, então pense no que é antes de se entregar à imoralidade. Pense que significa fazer da sua carne, carne pertencente à sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, “uma só carne” com uma pessoa imoral! Consente a sociedade do Novo Mundo que faça dela “uma só carne” ou uma unidade com o fornicário ou adúltero? Nem por um instante! Se não tiver respeito por ela e seu bom nome, então o espírito de Deus não permitirá que ela tenha respeito por sua pessoa e sua imoralidade. Não pode considerá-lo membro dela, pois está trazendo vitupério sobre ela e sobre o Deus cujo nome leva; e assim se torna uma pedra de tropeço para os outros.

      33. Quem deve refletir sèriamente sobre isso, e de que modo não deveríamos querer saber das conseqüências da imoralidade?

      33 Isto é algo que as missionárias devem considerar seriamente nas suas designações em países estrangeiros, quando estão sendo ardentemente acossadas por rapazes ou homens nativos, de maneiras suaves, que aparentam ter interesse na mensagem bíblica transmitida pelas missionárias, experimentando-as então com sugestões impróprias, para torná-las suscetíveis. É algo que deve ser considerado pelos jovens cristãos dedicados, que atingem a idade púbere e que talvez sonhem com um casamento feliz e bem sucedido, sob a bênção de Deus, quer antes quer depois da batalha do Armagedon. É algo em que devem pensar todos os membros dedicados da sociedade do Novo Mundo, no meio deste presente mundo imoral e degradado de tentação, em que estamos obrigados a manter a integridade moral para com Deus. Não procure aprender “de modo difícil”.

      34. Que oração do salmista nos sentimos induzidos a proferir?

      34 Ao pensarmos na seriedade do assunto, sentimo-nos movidos a oferecer a oração feita pelo salmista, depois de ele ter feito um sério engano moral: “Cria. em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” — Sal. 51:10, Al.

  • Casando-se em honra
    A Sentinela — 1961 | 15 de junho
    • Casando-se em honra

      1. Que questão foi recentemente suscitada no que se refere a quem deve fazer os arranjos para o casamento, e em vista de que fatos maritais?

      RECENTEMENTE surgiu a questão: Há melhores resultados no matrimônio quando os pais dos jovens providenciam o casamento dos seus filhos, assim como se faz hoje na Índia e se fez antigamente em Israel, do que quando os filhos e as filhas escolhem seus próprios companheiros de vida? Por exemplo, na Índia quase não se conhece o divórcio. Nos Estados Unidos da América, onde o pequeno “Cupido”, filho de Vênus, faz supostamente os arranjos maritais, uma quarta parte de todos os matrimônios acaba em divórcio legal, nem se mencionando as separações legais e outras.

      2. Que se precisa dizer, ã luz dos exemplos bíblicos, sobre a aplicação dos arranjos matrimoniais de um país aos cristãos de outro pais?

      2 O que podemos dizer a respeito dos cristãos dedicados? Não podemos dizer que as normas para os arranjos de casamento, que prevalecem nos Estados Unidos e em países europeus precisam ser impostas aos cristãos dedicados em outros países onde há costumes diferentes de casamento. Não há nada nas Escrituras Gregas Cristãs que rompa ou proíba os costumes dos judeus, dos quais procederam Jesus Cristo e os primeiros cristãos, costumes segundo os quais os pais fazem os arranjos para o casamento de seus filhos menores. Ora, Isaac tinha até mesmo quarenta anos quando seu pai Abraão, com quem Isaac vivia, procurou uma noiva temente a Deus para Isaac. Jacó, filho de Isaac, tinha setenta e sete anos de idade quando seu pai cego lhe disse para onde devia ir procurar sua esposa; ao passo que o irmão gêmeo de Jacó, Esaú, à idade de quarenta anos, fez os seus próprios arranjos maritais e se entregou à bigamia com mulheres pagãs. O obediente Jacó, porém, obteve a bênção abraâmica por meio de Isaac.

      3. Com referência aos pais, o que não foi aconselhado por Paulo aos filhos, e que direito não negou ele aos pais cristãos quanto ao matrimônio?

      3 Ao dar conselhos maritais, o apóstolo Paulo não disse aos filhos que desrespeitassem seus pais. Ele disse: “Ora, eu digo às pessoas solteiras e às viúvas, que é bom que permaneçam como eu. Mas, se não têm autocontrole, casem-se.” (1 Cor. 7:8, 9, NM) Lembre-se de que as viúvas eram pessoas independentes quanto aos arranjos maritais. Por causa delas, Paulo acrescentou: “É melhor casar-se do que ficar inflamado de paixão” e entregar-se à fornicação. Ele disse, por isso, a respeito das “viúvas mais jovens” na congregação cristã: “Quando seus impulsos sexuais se tiverem interposto entre elas e o Cristo, querem casar-se, incorrendo em juízo, porque desconsideraram sua primeira expressão de fé [por deixarem os impulsos sexuais predominar e interpor-se entre elas e Cristo]. Ao mesmo tempo, aprendem também a ficar desocupadas, andando ociosamente pelas casas, sim, não somente desocupa das, mas também tagarelas e intrometidas nos negócios de outras pessoas, falando das coisas de que não deviam. Por isso desejo que as viúvas mais jovens se casem, que tenham filhos, que administrem uma casa, a fim de não dar induzimento ao oponente para vituperar. De fato, algumas já se desviaram para seguir a Satanás.” (1 Tim. 5:11-15, NM) Fora deste caso das viúvas, que não estavam sob a lei parental, Paulo não disse que os pais judeus ou gregos, como cristãos, não tinham mais o direito de fazer a escolha e os arranjos maritais para seus filhos menores.

      4. No entanto, embora exerçam o seu direito, por que princípios devem os pais cristãos deixar-se governar, a fim de resguardar o quê?

      4 No entanto, ao exercerem seu direito segundo o costume e as leis locais para selecionarem os cônjuges para filhos e filhas, os pais dedicados a Deus, por meio de Cristo, devem ser controlados pelos princípios cristãos. Sujeite-se à regra de Deus, igual a Abraão. Ele protegeu o bem-estar espiritual de seu filho como herdeiro da promessa abraâmica por escolher uma adoradora de Jeová Deus como esposa para Isaac. Assim não sobrecarregou Isaac com um jugo desigual.

      5. (a) Por que não violou Sansão as regras matrimoniais de Deus, ao insistir que seu pai providenciasse para ele o casamento com uma filistéia? (b) Por que exercício impróprio do seu direito pode um pai cristão mostrar-se desqualificado para a superintendência na congregação?

      5 Isaac, por sua vez, avisou Jacó, seu filho que temia a Deus, contra o casamento com uma pagã descrente, mandando-o para a casa de seu avô Betuel, em busca duma noiva. Sansão, o homem forte, insistiu diante das objeções de seu pai Manoá, que este o casasse com uma mulher filistéia pagã, porque Sansão queria penetrar na organização filistéia, a fim de executar a vingança divina naqueles opressores; de modo que “isso vinha de Jehovah”. (Juí. 14:1-4) Por isso não foi o sexo que controlava a Sansão, mas o propósito declarado de Deus, de que “ele é quem tomará a dianteira em salvar Israel da mão dos filisteus”. (Juí. 1.3:5, NM) Os pais cristãos que aderem ao seu direito local, nativo, de providenciar o casamento, estão por isso obrigados a casar seus filhos apenas com cristãos dedicados dentro da organização teocrática de Jeová, colocando-os assim sob um jugo igual; um jugo marital teocrático. De que outro modo poderiam os pais refrear-se de irritar os seus filhos e continuar a “criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”? (Efé. 6:4, NM) O pai cristão que põe seu filho ou filha crente em jugo desigual com uma pessoa descrente, não-dedicada, certamente se mostra muito imaturo nos princípios cristãos, como homem que procura alguma vantagem egoísta, materialista, que preside mal sobre a sua própria família e não está habilitado para que se lhe confira a superintendência sobre uma congregação cristã. — 1 Tim. 3:2-5; 2 Cor. 6:14-16; 7:1.

      6. Como pode este direito parental constituir um sério problema para o filho dedicado? E, neste respeito, como pode o filho dedicado chegar a sofrer perseguição duma família dividida?

      6 O exercício do direito parental de providenciar os casamentos pode tornar-se um sério problema para alguns filhos. Isto se dá no caso em que o pai ou o tutor legal não é testemunha dedicada de Jeová, ao passo que o filho ou a filha estão dedicados a Jeová. Se o pai ou o tutor não respeitar a dedicação do filho a Jeová e pretende casá-lo com alguém que não é membro dedicado da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, então o filho ou a filha dedicada poderiam fazer objeções. Poderia dar-se a explicação de que é contrário à lei e à vontade de Jeová Deus que uma testemunha dedicada de Jeová se case com um incrédulo não-dedicado. O filho respeitoso pode pelo menos pedir seriamente que o pai lhe ache um cônjuge entre os da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová. Se o filho ou a filha recusar conscienciosamente ser casado com alguém descrente, não dedicado, é possível que surja perseguição da parte da família. Mas o fiel cristão sofreria a perseguição por parte duma família dividida por causa da consciência. — Mat. 10:34-37; 1 Ped. 2:19.

      7. Quando se concede ao filho cristão a liberdade de escolher seu próprio cônjuge, quanta liberdade tem ele, e como se torna ela uma liberdade segura?

      7 Quando os pais permitem a seleção dum cônjuge por parte do filho ou da filha, então o filho ou a filha, como cristãos dedicados, estão sob as instruções apostólicas de casar-se com quem quiserem, mas “somente no Senhor”, isto é, somente com alguém em união com o Senhor, como eles mesmos. (1 Cor. 7:39, NM margem) A liberdade de se escolher um cônjuge para uma testemunha dedicada de Jeová é assim uma liberdade relativa. Esta é uma liberdade segura; resulta em paz e felicidade, pois há igualdade religiosa entre os dois no jugo marital.

      8. Por casar-se “somente no Senhor”, o que mostra o filho para com os pais cristãos, e o que evita assim?

      8 Se os próprios pais forem cristãos dedicados, então o filho está seguindo a ordem apostólica de honrar o pai e a mãe que estão em união com o Senhor por respeitar seu desejo teocrático de que seus filhos se casem somente no Senhor, dentro do arranjo aprovado pelo Senhor. (Efé. 6:1-3) O filho que se casa no Senhor não causa assim ‘amargura de espírito’ ou ‘repugnância’ aos da família, como Esaú causou aos seus pais Isaac e Rebeca, porque ele, profanamente, não soube ‘apreciar coisas sagradas’. — Gên. 26:34, 35; 27:46; 28:1; Heb. 1.2:16, 17, NM.

      9. Se o matrimônio for honroso entre os cristãos, que reação intima não deve existir no casado? Onde deve ser o casamento devidamente registrado?

      9 Escrevendo a cristãos hebreus, o apóstolo Paulo disse: “Seja o matrimônio honroso entre todos.” (Heb. 13:4, NM) Se o matrimônio é honroso entre cristãos hebreus e entre todas as outras testemunhas dedicadas de Jeová, por que haveria vergonha de se estar casado? Não pode haver; não deve haver. O estado de casado, da pessoa, deve por isso ser anotado e a anotação deve ser mantida nos arquivos oficiais da congregação, com que a pessoa casada se associa como membro.

      10. (a) O que é o matrimônio consensual, e pode ser registrado nos arquivos da congregação como convívio legal, nos países onde é amplamente praticado? (b) Como o chama a Bíblia?

      10 Pode-se registrar como casamento, nos arquivos da congregação, o convívio de todos os casais que vivem juntos como se fossem marido e mulher legalmente casados? Não; não pode ser registrado, se conviverem fora do matrimônio cristão legal. Em alguns países, o homem e a mulher consentem em viver juntos na maior intimidade, como marido e mulher, mas sem a autorização ou o registro legal. Isto é o que se chama localmente de “matrimônio consensual”. Embora seja tolerado na localidade e possa ter o reconhecimento da vizinhança, a Palavra de Deus o chama francamente de fornicação, ou de adultério, se um ou outro dos que estão neste tipo de união já estiver casado e não estiver divorciado de modo legal.

      11. Por que não é o chamado matrimônio consuetudinário um estado correto para o cristão?

      11 Em outros países existe o chamado “matrimônio consuetudinário”. Trata-se dum casamento por acordo, sem o casal passar por uma cerimônia oficial de casamento oficiado por um funcionário do estado, mas que pode ser provado pelos escritos, pelas declarações ou pela conduta conhecida do casal. Em alguns estados ou nas províncias de um país, tal tipo de casamento consuetudinário é legal; em outros estados do mesmo país talvez não seja legal. Se o casal se mudar de um estado, onde é legal, para outro estado, onde não é legal, então é possível que alguns ali os considerem culpados de fornicação ou de adultério, mesmo que apenas estejam ali temporàriamente de visita, num congresso. Assine, nem em todos os lugares do mesmo país o casal teria a mesma respeitabilidade e o mesmo reconhecimento. Podem surgir dificuldades legais quanto à herança deixada aos filhos dum matrimônio consuetudinário, e assim por diante. Certamente, esta não é a situação irrepreensível em que o cristão deve encontrar-se.

      A NECESSIDADE DUM CASAMENTO LEGALIZADO

      12. Por que não pode a congregação cristã admitir os que vivem em matrimônio consensual e consuetudinário? E antes de poderem ser admitidos ao batismo em água os que vivem em tal matrimônio, que precisam fazer?

      12 Visto que a Palavra de Deus condena a fornicação e o adultério, a sua congregação de pessoas dedicadas, na terra, não pode reconhecer os casais que vivem em matrimônio consensual. Não pode admiti-los como membros de boa situação e como representantes da congregação. Quanto ao matrimônio consuetudinário, a situação deste é tão incerta, por não ser universalmente reconhecido e aprovado, que a sociedade do Novo Mundo não pode considerar os casais em matrimônio consuetudinário como pessoas aceitáveis para o batismo em símbolo duma dedicação verdadeira e válida a Deus, por Cristo. Antes de serem considerados aceitavelmente dedicados a Deus e dignos de serem batizados em água, exige-se que os que convivem em matrimônio consuetudinário o legalizem por uma cerimônia oficial de casamento, realizada por algum representante licenciado ou autorizado do Estado, perante as necessárias testemunhas. O mesmo requisito de legalidade torna-se necessário para os que vivem em matrimônio consensual, se hão de sair da condição de fornicação ou de adultério, do ponto de vista da Palavra de Deus. O que foi estipulado na página 142, parágrafo 20, da Sentinela de 1.° de julho de 1957, é uma concessão misericordiosa, e ainda permitimos este arranjo.

      13. Por meio do casamento legal, que realizam os que anteriormente viviam em matrimônio consensual e consuetudinário para o bem geral, e onde se pode registrar o seu casamento?

      13 Pelo casamento legal, perante testemunhas, o casal expressa um ao outro, solenemente, os seus votos, assumindo todas as obrigações do matrimônio. Provêem também aos seus filhos a devida posição correta, junto com os privilégios e direitos legais concedidos pela lei de Deus e pela lei do Estado. Tendo assim tornado honrosa a sua união como marido e mulher, limpando-se moralmente, eles podem dedicar-se a Deus e procurar uma posição na sua sociedade do Novo Mundo, na qual o casamento precisa ser mantido honroso e o leito marital sem mácula, pois “Deus; julgará os fornicários e os adúlteros”. Em tais circunstâncias honrosas, seu casamento pode ser registrado pelo Estado e também ser anotado nos registros da congregação com que se reúnem e pregam.

      14. Neste respeito, por que não se precisava Jesus envergonhar de seus pais terrestres e de seus antepassados? Por que não se envergonhavam os anjos de atestar o seu nascimento?

      14 O casamento dos pais terrestres de Jesus e de seus antepassados achava-se registrado no cartório da aldeia. É por isso que sabemos que, segundo a carne, Jesus foi realmente o Messias, o filho de Abraão e o filho do Rei Davi; e que ele tinha assim o direito legal a ser o herdeiro da promessa que Jeová Deus fizera a Abraão, e também de ser o herdeiro do pacto do reino eterno que Deus fizera com o Rei Davi. Isto se dava tanto indiretamente, através de seu pai adotivo, José, como diretamente, através de sua mãe terrestre, Maria. Foi assim que o apóstolo Mateus pôde obter o registro genealógico da árvore genealógica de José, e Lucas pôde obter o registro da árvore genealógica de Maria. Os casamentos dos antepassados terrestres de Jesus foram honrosos e foram registrados publicamente para confirmação legal. Jesus não tinha nada de que se envergonhar neste respeito. Os anjos do céu não se envergonhavam de atestar o seu nascimento em Belém. Nós, como seguidores e imitadores de Jesus Cristo, e como associados da congregação de que ele é o Chefe, devemos ser tão honrosos no casamento como seus antepassados.

      15. Que se precisa dizer das relações sexuais entre José e Maria? E o que pensava ele por um tempo quanto à culpa dela, que lhe mereceria a extinção?

      15 Maria era noiva do carpinteiro José, que se havia de tornar o pai adotivo de seu filho. Mas, durante o tempo de seu noivado ou. compromisso de se casar, José não teve relações sexuais com a sua noiva Maria. Nem as teve depois de obedecer às ordens do anjo e de se casar com Maria, que estava grávida. Ele esperou até depois de ela ter dado à luz a Jesus. (Mat. 1:18-25, NM) Visto que a gravidez de Maria fora milagrosa, José pensava no princípio que ela tivesse violado a honra de seu noivado. Por isso “pretendia divorciar-se dela secretamente”, porque “não queria fazer dela um espetáculo público”, por ela ser apedrejada até morrer, por causa da infidelidade moral.

      16. De que maneira honrosa trataram Jacó e Raquel o matrimônio?

      16 O patriarca Jacó, antepassado de José, fora por sete anos noivo da bela Raquel. Contudo, durante todo este tempo, em que trabalhava para pagar o preço da noiva, ele não teve relações sexuais com ela. Só no fim do noivado pediu-a ao seu pai Labão, para que fossem formalmente casados e ele pudesse ter relações honrosas com ela. Jacó e Raquel entraram assim honrosamente na relação marital. — Gên. 29:20-30.

      17. Como são biblicamente classificadas as relações sexuais entre noivos, e que penalidade pode a congregação aplicar neste caso?

      17 Hoje era dia, quando os das testemunhas dedicadas de Jeová contratara o casamento, não podem ter relações sexuais entre si antes de serem formalmente casados perante testemunhas e devidamente registrados como casados. Se não exercerem autocontrole, mas se estimularem quando estiverem sozinhos, sem serem observados, e cederem à paixão e tiverem relações sexuais, estão cometendo fornicação. Serem noivos não desculpa o ato nem o tira do domínio da imoralidade, da fornicação. Podem ser expulsos da congregação cristã por tal impureza. O ministro cristão está dentro do seu direito consciencioso quando se nega a casá-los, deixando que se casem perante a autoridade civil do Estado, se decidirem casar-se depois de terem sido desassociados e antes de serem readmitidos na congregação.

      18. Antes do casamento, e para torná-lo feliz, sobre que deviam os noivos informar-se diretamente cada um sobre o outro?

      18 Para garantir um matrimônio feliz, os casais precisam chegar a conhecer-se bem. Cada um deve saber se o outro está biblicamente livre para se casar, ou para se casar de novo. Cada um deve saber, também, se o outro está fisicamente apto para se casar e para cumprir os direitos maritais sem perigo, mas com prazer e com os resultados desejados. Se os pais do casal não fizerem os arranjos maritais ou não fizerem as devidas investigações, então o casal de noivos terá de fazer isso sozinho, francamente, sem sentimento de vergonha, em seriedade. É somente correto sujeitar-se a exame de sangue e outros exames médicos exigidos antes do casamento e para a concessão da licença para se casarem.

      19. Por que devem os noivos saber os fatos um do outro antes de decidirem casar-se? Que exemplo da vida real mostra a urgência deste proceder?

      19 Nunca presuma nada. Saiba os fatos. Assim não haverá depois horror em vez de êxtase, na noite nupcial ou depois, como se deu no caso duma moça latino-americana, dedicada a Deus, que se casou animada por um amigo conhecedor do noivo. Era tarde demais quando ficou chocada em saber que se tinha casado com um leproso não registrado. O leproso não mostrou amor cristão ao ocultar a sua doença repugnante. O amigo do noivo não mostrou amor fraternal ao ser conivente no casamento e deixar a moça inocente em ignorância. Quando o assunto foi relatado à Sociedade Torre de Vigia, no interesse da moça casada de modo infeliz, não havia nada que a Sociedade pudesse fazer para aliviá-la das terríveis conseqüências da sua negligência, de não investigar primeiro, antes do casamento, fazendo então uma decisão inteligente. Isto é bastante infeliz, pois a doença e a enfermidade não são base bíblica para um divórcio que livre a pessoa para se casar de novo sem ser culpada de adultério! Tal maneira cega e ignorante de encarar o casamento não resulta em paz no matrimônio.

      20. Sob que circunstância tem o estado marital as suas compensações abençoadas, e qual é o melhor gula para os casados?

      20 Quando um cristão encara o casamento devidamente informado e com uma conduta honrosa, casando-se então honrosamente, o matrimônio tem para ele alegrias, privilégios e bênçãos compensadores. Honra a Deus, o Pai celestial do matrimônio. Porém, uma consideração adicional disso e das pesadas e dignificantes responsabilidades do matrimônio honroso, será feita em outros artigos no número seguinte, segundo a Bíblia, o melhor guia para os casados.

  • Pregando no Brasil
    A Sentinela — 1961 | 15 de junho
    • Pregando no Brasil

      AS TESTEMUNHAS de Jeová no Brasil olham para o futuro. Planejam agora a construção de um novo lar de Betel no estabelecimento da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, para cuidar do grande aumento da obra da proclamação do Reino de Deus neste vasto país. A obra no Brasil, durante o ano de 1960, viu novamente um notável aumento de 17 por cento, com novo auge de 20.321 ministros empenhados na pregação das boas novas a respeito do novo mundo justo de Deus. Isto é realmente maravilhoso. Quando olhamos para trás ao ano de 1940, o auge no número de ministros pregadores foi então de 248. As testemunhas de Jeová, em toda a parte, se regozijam com esta prosperidade. As testemunhas de Jeová no Brasil são muito ativas e muitas delas foram trabalhar em lugares onde a necessidade é grande. Conforme estabelecem congregações em lugares distantes, estas são visitadas por ministros viajantes, chamados servos de circuito, que encontram um território muito interessante para a atividade. Os seguintes são alguns dos relatórios e experiências recebidas no escritório da Sociedade.

      O evento notável do ano foi a nossa série de dezessete assembléias de distrito, com um total de mais de 27.000 na assistência, ligado com a visita de N. H. Knorr, presidente da Watchtower Society, à assembléia do Rio. As sugestões e o conselho dado, quando postos em operação, certamente afetarão o crescimento futuro e a madureza da obra.

      O programa de ensino de leitura e escrita, realizado nas congregações, ajudou a centenas de pessoas a melhorar a sua eficiência na pregação de casa em casa. Um exemplo típico disso se deu em Recife, onde um homem de boa vontade recebeu um testemunho e o reconheceu como a verdade. Ele foi assistir a uma assembléia e começou a freqüentar as reuniões no Salão do Reino local. Quando sé lhe deu uma revista, para que pudesse acompanhar o estudo de A Sentinela, ele se viu obrigado a confessar: “Não sei ler.” Foi imediatamente apresentado ao servo da leitura e escrita, e matriculou-se na aula semanal realizada no Salão do Reino. No princípio ele tinha as suas dúvidas e achava que não ia adiantar nada, visto que já se matriculara em outras escolas e ainda não aprendera nada. Mas, em cinco meses aprendeu a soletrar, a ler e a escrever. Ele continua o relato na sua própria escrita: “Já comecei a dar resposta nos estudos. Que grande satisfação! Sabia ler! Hoje com grande satisfação já leio textos na Bíblia no serviço de campo e posso explicá-los, . . . fui estimulado a entrar na escola do ministério . . . , logo mais estarei dando o meu primeiro discurso de estudante.”

      Nosso aumento em assinaturas para as revistas A Sentinela e Despertai! devia-se principalmente ao zelo e entusiasmo dos muitos novos ministros publicadores. Por exemplo, um novo ministro no Rio de Janeiro fez uma lista de mais de 200 nomes de seus antigos amigos e conhecidos no mundo, e, durante a campanha

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