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Divirta-se de modo equilibrado nas festas de casamentoA Sentinela — 1984 | 15 de outubro
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Divirta-se de modo equilibrado nas festas de casamento
1, 2. (a) Por que devemos hoje em dia dar atenção às recepções de casamento? (b) São indispensáveis as recepções?
PROVAVELMENTE você tem visto ampla prova do cumprimento da profecia de que nos “últimos dias” as pessoas seriam “mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”. (2 Timóteo 3:1-4) Evidência disso vê-se facilmente na maneira em que muitos encaram as festas ou recepções de casamento, e em como se comportam nelas.a Qual deve ser o nosso conceito sobre essas recepções? Devem os cristãos evitar dar festas de casamento ou assistir a elas? Ou será que a questão é que, para sermos “amantes de Deus”, temos de evitar certas armadilhas?
2 Não importa quão comum seja localmente realizar um evento social após a cerimônia de casamento, os cristãos certamente não são biblicamente obrigados a fazer isso. Alguns casais preferem reunir-se apenas com a sua família imediata e alguns amigos bem achegados, talvez por participar com eles num almoço ou jantar privativo. Mas, dar uma festa de casamento ou comparecer a uma não pode em si mesmo equiparar-se a ser ‘amante de prazeres’, pois Jesus e seus discípulos assistiram a uma celebração de casamento em Caná.
3. Quão comuns eram as festas de casamento nos tempos bíblicos?
3 O casamento é uma ocasião alegre para os recém-casados, seus parentes e amigos. Alegres festas de casamento há muito são comuns. (Gênesis 29:21, 22; Juízes 14:3, 10, 17) Visto que os judeus estavam acostumados a festas de casamento, Jesus pôde usá-las em três ilustrações. (Mateus 22:2-14; 25:1-13; Lucas 14:7-11) Até mesmo o último livro da Bíblia diz: “Felizes os convidados à refeição noturna do casamento do Cordeiro.” — Revelação 19:9.
4. Como têm sido muitas festas de casamento?
4 Os servos de Deus no passado — incluindo Jesus e seus discípulos — derivavam prazer equilibrado das festas de casamento. O mesmo se dá hoje com milhares de cristãos. Certo parente descrente que compareceu a uma delas, na África do Sul, disse: “Eu não sabia que as Testemunhas de Jeová realizavam festas de casamento tão agradáveis. Estamos cansados de toda a bebedeira e música barulhenta nos casamentos de hoje.” Incontáveis recepções cristãs mereceriam elogios similares.
5. Que problemas tem surgido?
5 Contudo, a pressão do mundo para que as pessoas se tornem “amantes de prazeres” é forte. Assim, certos anciãos cristãos informaram:
“Alguns aproveitam as [festas de casamento] para se ‘soltar’. Raciocinam que oportunidades assim são poucas, de modo que querem aproveitá-las ao máximo para dar vazão à pressão, para dar rédea solta a desejos reprimidos no resto do tempo. Não é de admirar que o clima da festa fique turbulento.” — Europa.
“Parece que a celebração de casamento consiste em um discurso, comer um pouco e daí dançar até clarear o dia. Alguns acham que nas recepções podem beber mais do que de costume, e amiúde bebem demais.” — América Latina.
“A festa de casamento pode incluir ‘dançar até o dia amanhecer’. Algumas dessas festas são realmente mundanas — turbulentas, com muita bebida e danças mundanas. Muitos apelam para a ostentação, com roupas caras e muitas caixas de cerveja.” — África.
NECESSIDADE DE MODERAÇÃO
6. O que podemos aprender sobre festas judaicas, com base numa declaração feita em Caná?
6 A maioria das pessoas sabe que na festa de casamento em Caná Jesus transformou água em vinho. Lembre-se, porém, do seguinte: “Ora, quando o diretor da festa provou a água que tinha sido transformada em vinho, . . . [ele] chamou o noivo e disse-lhe: ‘Todo outro homem apresenta primeiro o vinho excelente, e, quando as pessoas ficam inebriadas, o inferior.’” (João 2:9, 10) Ele não disse que nessa festa específica os convidados se ‘inebriaram’.b De fato, é inconcebível que Jesus aprovasse a bebedeira e contribuísse para ela por fazer mais vinho. Mas, aquele homem sabia que beber demais era comum nas festas de casamento judaicas.
7. O que deve o cristão levar em conta quanto a servir bebidas alcoólicas?
7 Em algumas recepções os anfitriões não têm servido bebida alcoólica de espécie alguma, visto ser muito comum beber demais naquela região, e para evitar que algum convidado que tivesse tido problema com bebida fosse tentado. Alguns irmãos africanos até mesmo disseram que não servir bebidas alcoólicas contribui para uma “festa de casamento cristã pura”. E é correto que não servir bebidas alcoólicas pode ser aconselhável onde é forte o sentimento comunitário contra o consumo delas por parte de cristãos. (Romanos 14:20, 21) Ainda assim, é necessária uma avaliação equilibrada. Pergunte-se: Será que a festa a que Jesus compareceu era ‘impura’ porque se serviu vinho? A Bíblia condena a bebedeira, não o consumo moderado de bebidas alcoólicas. — Provérbios 23:20, 21; 1 Pedro 4:3.
8, 9. (a) Se forem servidas bebidas alcoólicas, como se pode manter a moderação? (b) Que disse certo ancião sobre o problema?
8 Se o casal desejar servir bebidas alcoólicas na sua recepção, será sábio e mostrará consideração da parte deles dar a devida atenção à moderação. (1 Timóteo 3:2; Mateus 23:25) Por exemplo, na festa em Caná, como eram servidos os convidados? Evidentemente pelos “ministrantes”. (João 2:5, 9) Assim, o casal pode designar pessoas para servirem a bebida (e talvez limitarem a quantidade dela). Naturalmente, em qualquer recepção cristã deve haver bebidas não-alcoólicas para os que talvez as prefiram ou que não devem beber bebidas alcoólicas.
9 Um ancião da América Central comentou: “Um problema é que as recepções têm sido grandes demais, de modo que é impossível controlar a todos os convivas. Às vezes pessoas do mundo têm entrado sem serem convidadas, trazendo garrafas de bebida e causando escândalo.” Portanto quem exercerá controle ou direção? Quantos deverão estar presentes? O que será programado para essas festas?
QUEM DIRIGE?
10. Seguir que indicação bíblica pode contribuir para melhorar o controle nas recepções?
10 Na festa de Caná, havia um “diretor da festa”. (João 2:9) Similarmente, nas recepções atuais um irmão capaz e responsável pode ser designado para supervisionar os detalhes. Conhecendo a vontade dos recém-casados, ele pode orientar os músicos, garções e outros, ou pode consultar o casal e daí agir concordemente. Isto pode incluir supervisionar os convivas. Juntos poderão dar atenção aos convidados e lidar com quaisquer ‘penetras’. Quanto ao controle, note na ilustração de Jesus o que aconteceu com certo convidado que mostrou clamoroso desrespeito numa festa de casamento. — Mateus 22:11-13.
11. O que se deve considerar ao selecionar alguém para ajudar o casal na direção dos assuntos?
11 Em muitas recepções mundanas, o administrador do salão ou o dirigente do conjunto musical atua como mestre-de-cerimônias. Ele talvez conheça a rotina normal e provavelmente tenha um discurso pronto ou algumas piadas sugestivas. Mas, se desejar uma recepção que se harmonize com os princípios cristãos, gostaria de que alguma pessoa do mundo — que não é nem seu irmão espiritual, nem membro de sua família — dirigisse a palavra aos convidados e seja o centro das atenções? Harmonizar-se-ia isso com o conselho de ‘fazer o que é bom para com todos, mas especialmente para com os que lhe são aparentados na fé’? — Gálatas 6:10.
12. Que indicação dá a Bíblia quanto a quem, em especial, é o responsável pelo que acontece numa recepção?
12 Às vezes os pais da noiva ou do noivo ajudam o casal por pagar as despesas da recepção. Assim, os pais talvez achem que devam ter voz influente sobre quem deve ser convidado, o tipo de alimento e de bebida que será servido, ou qual será o programa. A Bíblia não diz quem pagou as despesas da festa em Caná, mas nos diz que quando surgiu um assunto importante “o diretor da festa chamou o noivo”. (João 2:9) Numa festa de casamento, o noivo é o cabeça bíblico da recém-formada nova família. (Efésios 5:22, 23) Assim, embora deva amorosamente considerar os desejos de sua noiva nesse dia especial, e os desejos de suas famílias, primariamente cabe a ele assumir a responsabilidade pelo que será feito e pelo que não será feito.
A QUEM CONVIDAR?
13. Qual era o tamanho das festas de casamento nos tempos bíblicos?
13 Não sabemos qual o tamanho das festas de casamento nos tempos bíblicos. A de Sansão incluiu seus pais, 30 conhecidos de sua noiva e provavelmente outros amigos ou parentes. (Juízes 14:5, 10, 11, 18) Os convivas nos casamentos judaicos eram co-adoradores da cidade, bem como visitantes. Jesus e seus discípulos, de algum lugar na Galiléia, foram à festa em Caná. A quantidade de vinho produzida sugere um grupo considerável. — João 2:1, 2, 6.
14, 15. Que tipo de recepções, sem grandes formalidades, têm oferecido alguns, mas que problemas podem surgir?
14 Hoje, os costumes e as preferências quanto ao tipo e ao tamanho das recepções diferem. Em algumas regiões é comum realizar-se uma festa sem grandes formalidades; todos os co-cristãos amigos dos recém-casados são bem-vindos. Talvez se sirva um lanche, que não visa satisfazer o apetite de todos, mas sim dar-lhes a oportunidade de cumprimentar os noivos e usufruir calorosa associação. Em outros lugares, em reuniões a que todos os amigos são convidados, muitos levam algum alimento — um prato pronto, uma bebida ou uma sobremesa. Todos os que assim se oferecem têm a alegria de contribuir, e todos podem usufruir uma refeição variada sem que a carga recaia sobre o casal ou outra pessoa qualquer. — Atos 20:35.
15 Pelo que lemos nas ilustrações de Jesus, parece que nas festas de casamento judaicas amiúde havia muita comida. (Mateus 22:2; Lucas 14:8) Naturalmente, servir alimento para todos os convidados numa recepção requer muito planejamento. Certa mãe na América do Norte relata esta triste experiência:
‘Quando se espalhou a notícia de que haveria um casamento, apareceram jovens de uma ampla área, para comer e dançar de graça. Enquanto os convidados estavam no Salão do Reino, outros foram ao salão de festas e ocuparam todas as mesas disponíveis. Quando cheguei, deu-me vontade de chorar, pois não havia mais lugar. Fiquei terrivelmente magoada pela falta de amor demonstrada por penetrarem numa festa de casamento sem ser convidados e consumirem o alimento provido pelo anfitrião para os amigos íntimos e parentes.’
16. Que podemos aprender da Bíblia quanto aos convivas nas festas de casamento?
16 Maria, Jesus e seus discípulos não invadiram a festa de casamento em Caná; eles ‘foram convidados’. (João 2:1, 2) Jesus disse: “Quando fores convidado por alguém para uma festa de casamento . . .” (Lucas 14:8, 9, 16, 17) Na ilustração do casamento do filho do rei, Jesus também falou dos “convidados”. (Mateus 22:3, 9, 10) Ademais, quando certo convidado foi desrespeitoso, ordenou-se aos empregados que o expulsassem. Noutra parábola, cinco virgens que queriam participar numa festa de casamento foram impedidas de entrar. (Mateus 22:11-13; 25:10-12) Assim, não deve parecer estranho se uma recepção for restrita a convidados, e que estes venham adequadamente trajados. E é compreensível que a generosidade dum anfitrião não precisa estender-se a pessoas cujos interesses principais sejam a comida e o prazer. — Filipenses 3:18, 19; Eclesiastes 5:11.
17. Que dificuldade tem surgido quanto ao tamanho das festas de casamento?
17 Quando um casal ou seus parentes desejam servir uma refeição completa para muitos convidados, isto pode significar grande despesa. (Veja Marcos 6:35-37.) Das Ilhas do Pacífico vem o seguinte relatório:
“Há uma tendência para recepções exageradas. Alguns se endividam para dar uma grande festa, destarte começando a vida de casado com dívidas. Amiúde parece vigorar o desejo de não querer ficar mal conceituado, de modo que dão uma festa maior do que as suas condições permitem.”
Quão triste é quando um jovem casal inicia a vida de casado sobrecarregado de dívidas que podem dificultar seu relacionamento. Ou, como se sentiriam sabendo que seus pais enfrentam o problema de pagar as enormes despesas de uma grande recepção? Naturalmente, alguns do mundo talvez incorram numa dívida atordoante para realizar uma festa de casamento, levados pelo desejo orgulhoso de impressionar outros ou para salvar as aparências na comunidade. (Provérbios 15:25; Gálatas 6:3) Mas, deve-se dar isso no caso de cristãos, em vista do que lemos em Lucas 12:29-31?
18, 19. (a) Por que alguns talvez tenham decidido dar uma grande recepção? (b) Como devemos reagir se não formos convidados para a recepção oferecida por um amigo? (Lucas 14:12)
18 A motivação por trás de algumas festas bem grandes tem sido o desejo de se equiparar com outros ou de sobrepujá-los. Anciãos da África Ocidental comentaram:
“Alguns fazem grandes despesas com comes e bebes. Aquele que oferece a mais custosa festa de casamento é o que dita as regras. Isto tem causado problemas para os não suficientemente corajosos para ser diferentes. A ostentação dos recursos da pessoa pode escandalizar outros, e é desnecessário tentar igualar-se a terceiros.” — Veja 1 João 2:15-17.
19 Outros têm sido pressionados a oferecer recepções gigantescas por temer ofender pessoas. Imaginam que se certos conhecidos não forem convidados, estes se sentirão magoados. Assim, convida-se um número maior do que é sábio. Francamente, porém, quem de nós gostaria que nossos amigos tivessem tanto receio de não nos convidar a ponto de ficarem sobrecarregados de dívidas e talvez não poderem ingressar no ministério de tempo integral? Se não formos convidados, quanto melhor é confiar que eles maduramente pesaram todos os fatores, inclusive os financeiros. Não nos terem convidado pode até refletir a confiança deles de que somos maduros e não ficaremos logo ofendidos. (Eclesiastes 7:9; 1 Coríntios 13:4-7) Ainda assim podemos compartilhar a alegria deles por assistir ao discurso bíblico de casamento, que é a parte mais importante. Se tivermos a este em menor estima do que a recepção, poderá o motivo ser que nos tornamos ‘amantes de prazeres em vez de amantes de Deus’? — 2 Timóteo 3:4.
20. Limitar o tamanho da recepção pode evitar que tipo de práticas?
20 Ser razoável quanto ao tamanho e o custo da recepção também ajuda a evitar práticas indesejáveis. Por exemplo, o desejo de ganhar dinheiro tem levado uns poucos a comprar tecido especial para roupas de casamento e daí solicitar aos acompanhantes da cerimônia de casamento que comprem deles o tecido por um preço mais alto. Em alguns casamentos os convivas tiveram de “comprar” pedaços do bolo ou “pagar” para dançar com a noiva por pregar dinheiro no vestido dela. Tal ênfase no dinheiro talvez também inspire os convivas a exibir sua riqueza por lançar dinheiro sobre os músicos ou dar grandes presentes, de modo a conseguir um lugar especial perto dos recém-casados. — Lucas 14:8-11.
CONTRIBUA PARA QUE TODOS SE DIVIRTAM
21. Que papel desempenha a música nas festas de casamento?
21 No período das guerras dos macabeus, certo cortejo matrimonial judaico foi ao encontro de um grupo “de pandeiros e músicos”. (1 Macabeus 9:39, The Oxford Annotated Bible; compare com Salmo 45:8.) Hoje, também, muitas vezes a música faz parte das recepções de casamento. Ela pode aumentar o prazer cristão da ocasião — ou diminuí-lo. Por que é possível esta última hipótese? Em muitos casos, a música tem sido muito alta e irrestrita. Alguns músicos gostam de música tipo discoteca, ou talvez se deliciem em exibir freneticamente as suas habilidades. Mas, uma recepção cristã não é o lugar para nenhuma dessas coisas. Podem os convidados, jovens ou idosos, usufruir companheirismo cristão se a música é tão alta que é impossível conversar com quem está do outro lado da mesa?
22. Como se podem reduzir os problemas relacionados com a música?
22 Obviamente, a música nas festas de casamento precisa ser cuidadosamente planejada e supervisionada, especialmente se for ao vivo. É preferível não contratar músicos mundanos. Se músicos forem contratados, o noivo, ou o irmão escolhido para supervisionar, deve explicar firmemente quais as músicas que podem ser tocadas e quais as que não podem. (Êxodo 32:6, 17, 18) Deve ser estipulado que nenhum pedido especial da parte de convidados pode ser atendido sem aprovação do noivo ou do “diretor” da recepção. Devido a problemas freqüentes quanto à natureza e ao volume da música ao vivo, muitos casais têm optado por discos ou fitas, selecionados exatamente de acordo com o que querem. Para tocá-los tem encarregado um adulto, não facilmente levado pelo que é comum entre jovens imaturos. — 1 Coríntios 13:11; Hebreus 5:14.
23-25. Que outras medidas práticas podem tomar os recém-casados para garantir uma agradável reunião cristã?
23 Recém-casados cristãos querem que seus convidados guardem boas recordações de sua recepção. Assim, se houver música e/ou dança, esta(s) deve(m) harmonizar-se com os princípios bíblicos. Se alguns forem convidados a proferir algumas palavras, as pessoas escolhidas e o que vão dizer devem harmonizar-se com uma reunião cristã digna.
24 Na parábola das dez virgens a festa começou “no meio da noite”, porque os participantes se haviam atrasado. (Mateus 25:5, 6) Em outro caso, o que Jesus disse sobre o rei que, com a festa pronta para começar, mandou seus servos convidar pessoas nas ruas, indica que a festa foi durante o dia. (Mateus 22:4, 9) Hoje, algumas recepções se têm estendido até altas horas da noite, tornando-se mais incontroláveis à medida que cristãos maduros se retiram para ter uma razoável noite de sono. Para evitar isso, muitos casais equilibrados têm marcado um horário para a recepção começar e um horário para terminar. Deste modo todos podem fazer seus planos, incluindo arranjos para atividade cristã apropriada no dia após uma agradável recepção.
25 Uma recepção de casamento pode ser uma ocasião esplêndida para entretenimento cristão correto e equilibrado. Mas, que papel desempenha esta com relação ao que se segue — a vida de casados quais cristãos verdadeiros?
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Olhe além do dia do casamentoA Sentinela — 1984 | 15 de outubro
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Olhe além do dia do casamento
1, 2. Que contraste instrutivo apresentam os casamentos no Japão?
A REVISTA Time (6 de dezembro de 1982), declarou que no Japão o casamento é um ‘empreendimento de 17.000.000.000 de dólares’, custando “a espantosa soma de US$ 22.000 [c. Cr$ 48,4 milhões] por casal”. Contudo, “o aumento no índice de divórcios no Japão [é] sem precedentes; três de cada dez casais se separarão”.
2 Em contraste, o jornal Hokuu Shimbun disse sobre o casamento de duas Testemunhas de Jeová em Noshiro: “Ambos são cristãos zelosos, e baseados nesse ensino seu conceito é: ‘O casamento pode ser simples, mas ao mesmo tempo ter a aprovação de todos.’” Comparada com os casamentos custosos e suntuosos, que são comuns, a simplicidade desse casamento valeu notícia. “Mesmo assim”, disse o jornal, “o casamento estava repleto da alegria de votos de um futuro feliz para o casal”.
3. Que efeito pode ter sobre sua felicidade o dia de seu casamento?
3 Como o casal encara o dia do casamento, e as demandas deste, pode influir diretamente na sua felicidade futura. Por quê? Segundo a psicóloga dra. Sally Witte, “os estudos mostram ser estressantes não só as coisas más que acontecem ao indivíduo, mas, também, as coisas boas”. Especialistas em saúde mental dizem que casar-se produz mais tensão na pessoa do que perder o emprego. Obviamente, se a celebração do casamento for monumental, em vez de modesta, suntuosa, em vez de simples, a tensão que lhe sobrevirá será mais severa.
4. Que acontece amiúde depois de casamentos excessivamente primorosos?
4 Ademais, muitos que hoje se casam centralizam tanta atenção — e expectativas irrealistas — em torno do dia de casamento que, depois dele, há um drástico desapontamento. Certa recém-casada relatou: “Por meses, todos os meus conhecidos pareciam emocionados, não apenas eu. Mas daí o casamento passou como que num segundo e, quando chegamos em casa, da recepção, eu estava tomada de tristeza.” Certo jovem, citado no livro Getting Married (Casar-se), disse:
‘Supõe-se que o período do noivado seja esplêndido e emocionante. Daí, espera-se que você tenha uma suntuosa festa de casamento, cheia de fantasia. Isto é algo fantástico. Daí você irá em viagem de lua-de-mel, e isto é superfantástico. Você vai criando a expectativa de que algo fascinante e magnífico ocorrerá assim que se casar. Daí, de repente, vem aquela quietude. Subitamente, você tem que se virar sozinho com aquela mulher, e ela com você.’
5. Que devem os cristãos esperar de seu dia de casamento?
5 Todos concordaríamos que o casal deve aguardar o dia de seu casamento qual ocasião feliz, especial e momentosa, pois estarão dando um grande passo em sua vida. Contudo, eles contribuirão para a sua própria felicidade se evitarem dar tanta ênfase ao dia do casamento a ponto de obscurecer o que realmente é mais importante, sua vida depois quais cristãos casados.
PREPARAR-SE PARA UM MATRIMÔNIO FELIZ
6. O que é aconselhável fazer antes do dia de casamento?
6 Jesus declarou um truísmo que os solteiros podem aplicar: “Quem de vós, querendo construir uma torre, não se assenta primeiro e calcula a despesa, para ver se tem bastante para completá-la?” (Lucas 14:28) Sim, é sábio estudar bem um projeto antes de começá-lo. Isto também se aplica ao casamento. Muitos conselheiros matrimoniais recomendam a seus clientes que os futuros nubentes façam um curso ou assistam a algum seminário sobre o assunto, para se ajustarem à vida de casados e saberem enfrentar os problemas em potencial. Certo conselheiro disse: “Se essa moçada que sai do curso secundário entendesse de relação conjugal uma centésima parte do que entende de computadores, o casamento seria uma experiência muito mais satisfatória.”
7. Onde pode você achar informação útil sobre vida conjugal?
7 As Testemunhas de Jeová têm provido boa orientação nesse campo, orientação baseada não nos mutáveis ventos da opinião humana sobre o que produz bom êxito na vida conjugal, mas nos conselhos perfeitos do Originador do casamento. (Salmo 119:98-105) Tanto A Sentinela como Despertai! publicam ampla variedade de artigos sobre a vida conjugal. Poderá constatar melhor a abundância de tal matéria por verificar quão grande é o número de entradas e referências sob o verbete “Casamento” nos índices das publicações da Sociedade Torre de Vigia, tais como o índice para 1976-80. Muitos artigos sobre casamento são estudados nas congregações, dando aos prospectivos cônjuges a oportunidade de ouvir observações práticas da parte de homens e mulheres cristãos que têm experiência pessoal e que são estudantes aguçados da Palavra de Deus.
8. Se você planeja casar-se, que passo proveitoso poderia dar?
8 Se planeja casar-se, seria bom que estudasse também a importante matéria contida em outros compêndios para estudo bíblico. Por exemplo, Felicidade — Como Encontrá-la, tem capítulos sobre problemas de dinheiro, sexo, e como ser bem sucedido na vida familiar. Torne Feliz Sua Vida Familiar contém conselhos práticos adicionais da Palavra perfeita de Deus. Eis alguns capítulos: “Lance um Bom Alicerce Para o Seu Casamento”, “Após o Dia do Casamento”, “O Marido Que Obtém Profundo Respeito”, “A Esposa Muito Amada” e “O Amor, ‘Perfeito Vínculo de União’”. Planeje estudar essa matéria com seu futuro cônjuge antes do casamento. Quão benéfico seria, também, considerar essa matéria junto com um irmão cristão maduro a quem vocês respeitam e que possa oferecer sugestões úteis. (Provérbios 4:1-9) Isto ajudará a ambos a manter seus planos para a celebração do casamento na perspectiva correta com relação ao que é mais importante, sua vida de casados.
ESTEJA PREPARADO PARA TRABALHAR
9, 10. (a) Por que é importante ter um conceito realista sobre o casamento? (b) O que pode ajudar os cristãos nesse respeito?
9 Mencionamos antes que muitos aguardam seu casamento achando que ‘algo fascinante e magnífico ocorrerá assim que a pessoa se casar’. Pessoas com tal conceito irrealista logo enfrentarão a desilusão, a frustração e a infelicidade. A verdade é que um matrimônio feliz exige trabalho, muito mais do que o relacionado com as bodas, por maior que tenha sido. Numa sessão de terapia marital, organizada pelo professor E. M. Pattison, uma jovem chamada Betty declarou: “Eu alimentava fantasias fascinantes sobre o casamento, apenas acentuadas por viver juntos. Mas não havia nada de mágico no casamento — apenas muito trabalho duro.”
10 O estudo da Palavra de Deus pode ajudar os cristãos a se prepararem para as realidades da vida conjugal. Como assim? Primeiro, porque sabemos que todas as pessoas herdaram de Adão a imperfeição. Romanos 3:23 nos assegura: “Pois todos pecaram e não atingem a glória de Deus.” É igualmente certo que a pessoa imperfeita que passará a ser seu cônjuge não estará à altura de algumas de suas expectativas. Uma vez iniciada a rotina da vida diária, talvez descubra que seu marido é impaciente, um pouco genioso, um tanto preguiçoso, ou que tende a esquivar-se de suas obrigações bíblicas de cabeça da família. Ou, ao conviver com sua esposa, a intimidade do casamento talvez revele que ela é um tanto vaidosa, um pouco mandona, às vezes criticadora ou surpreendentemente interessada em bens.
11, 12. Como ajuda, quanto a melhorar a qualidade da vida marital, o fato de você ser cristão?
11 Serem ambos cristãos com fé na perfeição do conselho de Deus provê uma base para melhora. Talvez possam considerar com tato, mas francamente, os aspectos em que cada um gostaria de ver uma aderência mais estrita ao conselho de Deus. Use sabedoria e discernimento ao escolher a ocasião para discutir tais assuntos, e não o faça quando seu cônjuge estiver obviamente irritado ou enfadado. A melhor reação se conseguirá se, durante
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