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  • Casamentos incestuosos — como devem ser encarados pelos cristãos?
    A Sentinela — 1978 | 15 de setembro
    • O homem não se podia casar com a viúva de seu irmão, algo que hoje, em muitos países, não é encarado como incestuoso. Contudo, deve-se notar que, sob o pacto da Lei, quando o homem morreu sem ter gerado herdeiro, a Lei requeria que seu irmão tomasse a viúva por esposa, com o objetivo de gerar um herdeiro no nome de seu irmão. Isto mostra que tal relação não era intrínseca ou inerentemente considerada má ou imoral. — Lev. 18:16; Deu. 25:5, 6.

      O casamento entre primos coirmãos, em que os laços sangüíneos são bastante próximos, não era proibido. O casamento com uma meia-irmã era proibido, mas não se declarava nenhuma proibição contra o filho casar-se com a enteada de seu pai, quer dizer, com uma filha adotiva dele, que não era descendente da relação entre seus genitores. — Lev. 18:11.b

      FATORES IMPORTANTES PARA OS CRISTÃOS

      O fato de que os cristãos não estão debaixo do pacto da Lei certamente não significa que qualquer casamento entre parentes carnais, não importa quão próximos, seja aceitável aos cristãos. É digno de nota que a Encyclopœdia Britannica (Micropædia, Vol. V, p. 323), na consideração do incesto, menciona o casamento entre pais e filhos, e entre irmãos e irmãs, e declara que “o incesto é universalmente condenado e usualmente encarado com horror”. Em outro artigo (Macropædia, Vol. 10, p. 479), diz: “O que mais se aproxima duma regra universal encontrada em todas as culturas humanas conhecidas é o tabu do incesto — a proibição da relação sexual entre um homem e sua mãe, irmã, filha, ou com outra parenta especificada.” Fala (p. 480) sobre a “tríade básica” de mãe, irmã, filha, encontrada em tais proibições do incesto. — Veja Enciclopédia Mirador Internacional, p. 6032.

      Recorrendo às inspiradas Escrituras Gregas Cristãs, parece óbvio que, quando o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo, sobre tratar as ‘mulheres mais idosas, como a mães, as mulheres mais jovens, como a irmãs, com toda a castidade’, sua injunção derivava força do fato de que as relações sexuais com a própria mãe ou irmã carnal eram consideradas como totalmente inaceitáveis, fundamentalmente imorais. (1 Tim. 5:2) E visto que tais relações sexuais, conforme já vimos, são encaradas com repugnância, em quase que todas as regiões, é óbvio que tal relação não poderia satisfazer a injunção bíblica de que “o matrimônio seja honroso entre todos”. — Heb. 13:4.

      Embora a probabilidade de isso acontecer, sem dúvida, seja bem remota, não pode haver dúvida de que aquele que entra numa relação de genitor(a)-filho(a) ou de irmão irmã seria considerado como definitivamente inaceitável para a congregação cristã das Testemunhas de Jeová, e, portanto, inaceitável para o batismo, a menos que se dissolva primeiro tal união. Todo aquele que for membro batizado da congregação e que entrar em tal união seria corretamente desassociado da congregação, e a readmissão só poderia ocorrer após a dissolução de tal união.

      RELAÇÕES FORA DA FAMÍLIA DIRETA

      Que dizer dos casos fora da família direta? Visto que o pacto da Lei não vigora para os cristãos, não parece haver suficiente base bíblica para se adotar uma atitude rígida, embora quanto mais achegado for o casamento a tal consangüinidade, íntima, tanto mais a congregação deve esclarecer que encara a união como indesejável. Nisto entra fortemente o princípio bíblico do amor, visto que se sabe que quanto mais achegada for a consangüinidade, tanto maior a probabilidade de resultarem defeitos genéticos nos descendentes. (Rom. 13:8-10) Também é um fato que, na comunidade em geral, “o horror do incesto diminui com a distância do parente sangüíneo”. (Encyclopœdia Britannica, Micropædia, Vol. V, p. 323) De modo que, embora alguma união entre parentes fora da família direta não requeira a expulsão, os anciãos congregacionais certamente tomarão em consideração o grau de proximidade na relação dos que estão em tal união, bem como o efeito que isto tem sobre a congregação e a comunidade, deixando-se então guiar por isso quanto a usar tais de algum modo exemplar na congregação.

      O parentesco talvez não seja por consangüinidade, mas por casamento (afinidade). O cristão procura corretamente evitar algo que possa suscitar o preconceito do público, em vista duma violação de normas rigidamente adotadas neste aspecto do assunto. Assim, ao passo que, quando parentes não relacionados por sangue se casam, o perigo de defeitos genéticos não entre em consideração, a proximidade do parentesco ainda pode afetar a honradez de seu casamento aos olhos da comunidade. Conforme já se mostrou, isso deve ser de séria preocupação para o cristão. (Heb. 13:4) Iguais ao apóstolo, devemos ‘guardar-nos para não nos tornarmos causas de tropeço’ para os que nos cercam. — 1 Cor. 10:32, 33.

      Neste respeito, que dizer do caso descrito em 1 Coríntios 5:1? O apóstolo descreve ali uma relação imoral entre um homem e a esposa de seu pai, evidentemente a madrasta do homem. A narrativa não diz que estivesse envolvido qualquer casamento, e, de fato, o apóstolo o chama de “fornicação” (porneia). O relato não diz que o pai do homem ainda vivia, embora as palavras em 2 Coríntios 7:12, se forem aplicadas ao mesmo caso, indicariam que ainda estava vivendo. Portanto, parece que não se tratava dum casamento, mas de o homem viver imoralmente com sua madrasta. No entanto, mesmo que não envolvesse a questão do casamento, a referência de Paulo a isso, como sendo caso de fornicação “tal como nem há entre as nações”, mostra claramente que o vinculo familiar existente tornava a fornicação especialmente escandalosa. — 1 Cor. 5:1.

      MANTENHAMOS O DEVIDO EQUILÍBRIO NO NOSSO CONCEITO

      Naturalmente, não é dever da congregação cristã insistir na total conformidade com todas as divergentes normas do mundo a respeito do incesto, nem de agir como executora das leis de César, que proíbem certos casamentos (sendo que algumas dessas leis vão além do que o pacto da Lei proibia). As leis humanas e suas definições do “incesto” não são coerentes, mas mostram ampla variedade. Em algumas sociedades, o homem que se casa dentro do seu clã ou aldeia, ou, em certos casos, mesmo dentro da sua tribo, pode ser considerado incestuoso. Em outras sociedades, quase se dá o inverso, e a pessoa é condenada se não se casar dentro de sua tribo ou de seu clã. (Encyclopœdia of Religion and Ethics, de Hastings, Vol. IV, p. 253) Em algumas sociedades orientais, é considerado impróprio o casamento entre os que têm o mesmo nome de família, não importa quão distante seja seu parentesco. (Encyclapœdia Britannica, Macropædia, Vol. 5, p. 32) Em certos países ou estados, o casamento entre primos coirmãos pode obter reconhecimento legal, em outros, não.

      Esses fatores, embora não forneçam a norma de moralidade que governa a aceitação de alguém na congregação cristã ou a sua expulsão dela, podem influir em se ele é usado de modo exemplar na congregação. Muito dependeria da gravidade com que a comunidade local encara a união entre certos parentes, se isso é motivo de grande escândalo, ou simplesmente uma questão de um ocasional ou esporádico comentário desfavorável. — 1 Tim. 3:7, 10.

      Quando alguém entrou em tal união antes do batismo e a união não envolver nenhum vínculo familiar direto, e talvez já tenha resultado em filhos, então parece que se pode aplicar a tal situação o princípio declarado em 1 Coríntios 7:24. Em alguns casos, a união talvez não receba reconhecimento legal na região. Se as partes envolvidas puderem ir a um lugar onde este é obtenivel, isso será proveitoso, porque pode contribuir certo grau de honradez à união aos olhos dos outros. Do contrário, se as partes desejarem batizar-se e estiverem de outro modo habilitadas, pode-se-lhes dar a oportunidade de assinar uma declaração, votando fidelidade à sua união existente. Esta seria encarada como expressão de sua própria aceitação de sua união como obrigatória, em vez de dar a entender que a congregação favorece tal união.

      Certamente, os profundamente interessados em ter e manter o favor e a bênção de Deus prevenir-se-ão contra fazerem algo que cause reflexos desfavoráveis sobre o seu Nome e Palavra. Embora livres da sujeição ao pacto da Lei, dado aos israelitas, eles, como verdadeiros cristãos, acatarão seriamente as palavras inspiradas do apóstolo: “Não useis esta liberdade como induzimento para a carne, mas, por intermédio do amor, trabalhai como escravos uns para os outros.” — Gál. 5:13.

  • O valor da genealogia bíblica
    A Sentinela — 1978 | 15 de setembro
    • O valor da genealogia bíblica

      TALVEZ já tenha começado a ler a Bíblia de Gênesis a Revelação (Apocalipse) e achado a leitura muito absorvente. Mas, quando chegou aos livros de Crônicas e viu em versículo após versículo e capítulo após capítulo uma lista genealógica de nomes que nem sabia pronunciar, que não tinham significado para você, talvez tenha dito: ‘Por que existe isso aqui? Por que tais pormenores aborrecedores?’

      É verdade que, para a mera leitura, uma lista assim é monótona. Todavia, estas listas genealógicas são bem valiosas. Por quê? Em primeiro lugar, porque apóiam a

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