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Cada um foi feito para determinado papelDespertai! — 1972 | 22 de novembro
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família humana tenta firmemente estabelecido dentro de si o fato de que o varão tem a constituição mais dura e é mais forte.
Compare-se, exemplificando, os recordes alcançados nos Jogos Olímpicos. O recorde olímpico dos 100 metros rasos para homem é de 9,9 segundos, mas para as mulheres é de 11 segundos. Nesta curta distância, os homens cruzam a linha de chegada uns 9 ou 10 metros na frente das mulheres. O recorde olímpico de salto em altura é superior a 2,20 metros para os homens, mas é de uns 1,90 para as mulheres. Em todo evento comparável, os homens correm e nadam mais rápido, pulam mais alto, e lançam pesos mais longe que as mulheres.
Por que os homens têm maior força física? Porque foram criados para desempenhar diferente papel na vida do que as mulheres. Teriam de efetuar o trabalho mais pesado e liderar em sustentar a família e lhe dar proteção.
Será que isto torna as mulheres “inferiores”? Será que um corpo bem-proporcionado duma mulher é “inferior” ao corpo bem-proporcionado dum varão? Será de menos valor, ou será menos útil? Qual é “superior”, o carvalho ou a rosa? A seu próprio modo, cada um é valioso e desejável.
Em adição à diferença na estrutura e na força físicas, as mulheres passam por diferentes ciclos físicos, tais como a menstruação e a menopausa. Por isso, não podemos fugir da verdade sobre o assunto, de que há diferenças muito básicas em sentido físico entre os homens e as mulheres. Com efeito, os cientistas podem dizer, sem conhecer de antemão o sexo duma pessoa, se uma célula do corpo pertence a um homem ou a uma mulher. Conforme indica certa fonte: “Todas as células do corpo do homem diferem das do corpo da mulher.”
Outras Diferenças
Visto que há tais diferenças físicas inalteráveis entre os homens e as mulheres nos seus códigos genéticos, não deveria parecer estranha que também houvesse diferenças emocionais ou psicológicas. O antropólogo Lionel Tiger, da Universidade Rutgers, declara:
“Em suma, há considerável evidência de que as diferenças entre os varões e as varoas não resultem de simples conspiração masculina, . . . ocorrem em tão ampla variedade de situações e culturas que a explicação feminista é inadequada em si mesma para nos ajudar a entender as mesmas, e que há bases biológicas para as diferenças sexuais que nada têm que ver com a opressão das varoas, mas, antes, com, o assegurar a segurança das comunidades e o crescimento saudável das crianças. . . .
“Agora sabemos que o intricado código genético DNA torna possível que o indivíduo herde não só simples características físicas, tais como o tamanho, a forma e a constituição química, mas também um inteiro grupo de propensões para determinado comportamento social que acompanha determinada fisiologia.
Assim, o código genético determina mais do que as características físicas que tornam diferentes os dois sexos. Também fornece a cada sexo diferentes fatores emocionais que fazem-nos reagir de modo diferente. Via de regra, as mulheres têm qualidades mais ternas do que os homens. Inclinam-se mais a ser sociáveis, sensíveis e consideradas. Amiúde, têm mais paciência.
Por que foram criadas com diferentes características físicas e emocionais? Porque têm diferentes papéis a desempenhar.
Em Que as Mulheres Excedem
Em coisa alguma isto é mais evidente do que no papel da mulher como mãe. Não só tem ela o equipamento físico para dar à luz e para alimentar o bebê, mas ela tem as características emocionais para cuidar dele.
O fato que, através da história, os povos em toda a terra viram a necessidade e a sabedoria de as mães cuidarem dos bebês sugere certamente muito mais do que uma conspiração masculina. O que aponta meridionalmente é que ela foi criada para um papel diferente, mas um papel que torna a mulher vital à sociedade humana. Quão vital? Pergunte a si mesmo: Onde é que estaria a família humana, inclusive o leitor ou a leitora, sem mães? Não existiria de forma alguma! A Bíblia pontifica: “Como a mulher procede do homem, assim também o homem é por intermédio da mulher.” — 1 Cor. 11:12.
Também, o amor de mãe, muito mais do que o amor do pai, é uma necessidade absoluta para o desenvolvimento normal dos bebês. Estudos intensivos de bebês criados em orfanatos revelam que aqueles bebês desprovidos de cuidado amoroso das mães sofriam danos dos quais a maioria deles jamais se recuperava completamente. A probabilidade era muito maior de crescerem com sérios problemas emocionais, mentais e até mesmo físicos.
O Dr. Peter Neubauer, diretor do Centro de Desenvolvimento Infantil em Nova Iorque, afirma:
“O amor e a afeição que [a criança] recebe de sua mãe ou da mãe-símbolo, mui criticamente desde seu nascimento até idade de 3 anos, determinará o curso do desenvolvimento emocional que o levará por toda a vida. . . .
“Quase tudo que costumávamos dizer era que a mãe deveria segurar seu bebê enquanto o alimentava. Agora sabemos que é deveras a ‘carícia’ (o toque), os ‘rostos alegres’ (as vistas), e as ‘palavras amorosas’ (os sons), junto com os cheiros e os gostos, que são os requisitos prementes da infância.
“É a conversa sem sentido, o cantar, o sorrir de um para o outro, o acariciar, balançar, o erguer e o rir que constituem ‘o amor e a afeição’. . . .
“Se acontecer algo de errado, torna-se cada vez mais difícil consertá-lo depois da idade de 3 anos.”
Já observou a mãe amorosa com seu bebê? Quão óbvio é que ela é superior em fornecer ao bebê as suas necessidades no começo da vida! Não é que o papel do pai não seja importante, mas, no estágio inicial da vida do bebê, o papel da mãe é o mais vital.
Satisfação em Cumprir Seu Papel
Quando as mulheres entendem e cumprem seu papel na família, ao invés de lutar contra o mesmo, podem obter enorme satisfação. Certa mulher escreveu para o Ladies’ Home Journal: “Fomos criadas para ser diferentes do homem em natureza, mas não para ter menos valor. É o meu desejo mais acalentado ser feminina, que é meu papel natural na vida, meu marido a ser mais masculino, segundo sua natureza.”
Certa mãe escreveu: “Falando pessoalmente, minha satisfação na vida é o tempo gasto junto com meu marido e as coisas que fazemos juntos. Mas, isso inclui ter os filhos em volta de nós, observando-os crescer e orgulhando-nos deles.”
Outra mãe comentou a acusação de que as mulheres têm “problema de identificação”. Ela disse que não tinha nenhum, mas, antes, era considerada com grande amor, afeição e admiração pelo marido e dois filhos. Fez o apelo: “Mulheres, não me libertem disso tudo!”
Um artigo na revista McCall’s observou: “Não importa o que qualquer homem [ou mulher] diga, a mulher mediana que torna o seu mundo um lugar melhor para sua família viver, realiza mais do que uma dúzia de capitães da indústria que devotam suas vidas à fabricação de aquecedores a vapor ou à fabricação de cortadores automáticos de bacon em fatias.”
No entanto, quando a mulher tem um marido, um pai ou um irmão que não compreende seu papel e suas necessidades, e que não a trata de modo correto, então ela pode tornar-se deveras infeliz. Bem amiúde, estas são as mulheres que procuram libertar-se.
Mas, exatamente como é que o homem deveria tratar uma mulher? Como, em especial, deve o marido tratar sua esposa? E será que ter filhos é o principal papel dela na vida?
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Como devem os homens tratar as mulheres?Despertai! — 1972 | 22 de novembro
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Como devem os homens tratar as mulheres?
QUAL é o melhor modo de os homens lidarem com as mulheres? Como, em especial, deve o marido tratar sua esposa para que haja o maior benefício para ambos?
A resposta a tais perguntas só pode vir daquele que está mais habilitado a dá-las. Quem é? Tem de ser Aquele que esquematizou e fez as mentes e os corpos dos homens e das mulheres. Por certo o Criador, Jeová Deus, conhece melhor como sua criação deve funcionar para ter os melhores resultados.
Tenha presente que o casamento não é um acidente, algo que simplesmente aconteceu desenvolver-se através das eras. O primeiro casamento foi ordenado por Deus. Primeiro, Deus criou o homem, daí, a mulher, juntando-os como marido e esposa. Cada um recebeu qualidades e responsabilidades um tanto diferentes. A respeito disso, Gênesis 2:18 afirma: “Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento dele.”
Um complemento é algo correspondente, algo que torna completo. Fornece o que falta ou é necessário. No caso do homem e da mulher, cada um foi criado com uma necessidade que o outro preenchia. Suas qualidades se equilibravam, ou se complementavam, um ao outro tão bem que o homem e a mulher, como casal, eram considerados “uma só carne”. (Gên. 2:24) Que isso obrava nos melhores interesses de ambos pode ser depreendido do que também diz o relato da Bíblia: “Depois, Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” — Gên. 1:31.
Note, também, que, quando foi criada a mulher, não se disse que sua função era apenas ter filhos. A relação da mulher com seu marido como de um complemento, ou cônjuge, é o que se destaca por menção específica. Obviamente ela o complementa em ter filhos, porque nenhum
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