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  • Eventos sociais exigem moderação cristã
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1969
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1969
w69 1/11 pp. 667-670

Eventos sociais exigem moderação cristã

AS FESTAS de casamento judaicas eram ocasiões alegres, nos tempos antigos, com música, dança, comes e bebes. Aprendemos de João, capítulo dois, que Jesus Cristo e seus discípulos assistiram a tal festa em Caná da Galiléia. Embora a Bíblia não diga especificamente que Jesus participou em todas as coisas que se acabam de mencionar, ele contribuiu para a festa por produzir milagrosamente vinho, bebida que alegra o homem. — Sal. 104:15; João 2:1-11.

Significa isso que Jesus achava que “qualquer coisa valia” em eventos sociais? Não. Primeira Timóteo 3:2 diz que os superintendentes cristãos, que devem dar bom exemplo aos demais da congregação, devem ser ‘moderados nos hábitos’. E Jesus condenou os fariseus pela sua “intemperança”. — Mat. 23:25.

Os cristãos são gente feliz que serve a um “Deus feliz”. (1 Tim. 1:11) Gostam de ter associação edificante entre si. Quando, na sua vida ocupada, têm ocasião para se associar em reuniões sociais, acham isso agradável. Sabem, naturalmente, que, por causa da imperfeição humana, coisas impróprias poderiam surgir em tais reuniões; esforçam-se a evitá-las por terem moderação.

De que modo precisam os eventos sociais refletir a moderação cristã? Podemos ilustrar o conceito correto por considerar os eventos sociais relacionados com o casamento.

RECEPÇÕES OU FESTAS DE CASAMENTOa

O fato de que Jesus esteve presente numa festa de casamento mostra que não é impróprio que a noiva e o noivo cristãos convidem seus amigos íntimos e parentes para participar da alegria de seu casamento, por estarem presentes numa recepção. Cristo até mesmo teceu três ilustrações em volta do ambiente de festas de casamento. — Mat. 22:1-13; 25:1-13; Luc. 14:7-11.

No entanto, não devemos chegar à conclusão de que a festa de casamento é essencial. Não é. Se o casal deseja realizar uma recepção, e a situação o permitir, podem fazer isso. Muitos cristãos, porém, se casaram de modo feliz sem festa de casamento após a cerimônia. E para os que planejam realizar uma recepção, o assunto merece cuidadosa reflexão, para que se manifeste moderação cristã naquilo que se faz.

As recepções mundanas se destacam freqüentemente por uma coisa destacada — o excesso! O primeiro excesso é o custo; certo jornal novaiorquino noticiou: “De junho de 1968 a junho de 1969, [os estadunidenses] terão gasto cerca de US$ 7,2 bilhões em uns 1.800.000 casamentos, que um bom número deles não podiam dar-se realmente ao luxo de realizar. . . . Acima de tudo, o dinheiro compra uma recepção contratada.” Depois há o excesso no comer, no beber e na diversão. É vital que os cristãos evitem tal falta de moderação.

Quão grande deve ser a festa de casamento? Isto cabe ao casal decidir. Certos pais, na América do Norte, gastaram tanto com o casamento de sua filha, que se tiveram de mudar para outro lugar para achar emprego extra, a fim de pagá-lo. Parece-se isso com a moderação cristã ou se trata antes de “ostentação dos meios de vida da pessoa”, que “não se origina do Pai, mas origina-se do mundo”? — 1 João 2:16.

Um superintendente, na África ocidental, mencionou um fator que aumenta este problema: “Uma vez que se torna conhecido que vai haver um casamento, a congregação inteira, e alguns de congregações vizinhas, acham que precisam comparecer à recepção, quer tenham sido convidados quer não. Alguns acham que os que se casam têm a obrigação de realizar uma recepção e prover bastante comida e bebida para todos os presentes.” Todavia, tal conceito não está em harmonia com os ensinos de Jesus. Em duas das suas ilustrações em que usou festas de casamento ele mencionou “convidados”. (Mat. 22:3; Luc. 14:8) Falou até mesmo de alguns não serem recebidos quando não havia provisões para eles participarem da festa. — Mat. 25:11, 12.

Após o casamento, em Toronto, no Canadá, o casal participou duma refeição com apenas alguns amigos muito íntimos e com parentes, e depois ‘franquearam a casa’ à congregação em geral, servindo apenas uma colação ligeira. Após um casamento em Düsseldorf, na Alemanha, havia apenas dezesseis presentes à festa num restaurante. Isto tornou possível haver uma conversação sossegada. O dinheiro que o casal poupou por realizar uma reunião pequena foi usado sabiamente por eles na sua nova designação como ministros pioneiros especiais. É verdade que outros também queriam estar presentes à celebração, mas compreenderam que o casal, conforme o expressou o noivo, não podia “convidar a todos”. No entanto, tiveram a satisfação de participar na felicidade do casal por estarem no Salão do Reino para o discurso de casamento.

Portanto, quer a festa de casamento inclua muitas pessoas, quer poucas, quer seja realizada apenas com convites, quer se realize a chamada “casa franqueada”, ou se há de haver mesmo uma recepção, é assunto a ser decidido pelo casal que contrai núpcias. Os que cultivam a moderação cristã vão “viver com bom juízo, e justiça, e devoção piedosa no meio deste atual sistema de coisas”. — Tito 2:12.

MODERAÇÃO NAS ATIVIDADES PLANEJADAS

Deve haver arranjos específicos quanto às atividades na recepção? Sim. Na festa de Caná havia um “diretor da festa”. (João 2:8) Naturalmente, no fim das contas, a responsabilidade pela recepção cabe ao noivo, não importa quem a financie. Mas, ele pode ter alguém para lhe ajudar a cuidar de que “todas as coisas ocorram decentemente e por arranjo”. (1 Cor. 14:40) Um cristão espiritualmente maduro, na Rodésia, observou: “Quanto maior o grupo, tanto mais organização é necessária, se tudo há de funcionar suavemente. Uma programação é de grande ajuda.”

Dois cristãos que se casaram em Elsinore, na Dinamarca, tinham parentes que não eram adoradores verdadeiros. Acharam que, se tais parentes mundanos fossem convidados à festa, seria difícil garantir a prevalência da moderação. Por isso se orientaram pela declaração do noivo: “Naquela ocasião queríamos estar com os nossos irmãos espirituais.” Durante a refeição, seu pai, testemunha de Jeová, pediu que diversos, avisados de antemão, fizessem breves observações. Estas — umas alegres, outras sérias — agradaram a todos no pequeno grupo. Depois, o marido disse todo feliz: “Se tivesse de fazer isso outra vez, o faria exatamente igual.”

“No Chile, uma recepção de casamento em que não houver baile não é considerada como fiesta própria”, disse um cristão na América do Sul. É errado haver baile numa recepção cristã de casamento? Bem, não é errado dançar. Mas, há perigos relacionados com isso que devem ser reconhecidos. Um superintendente na Nigéria observou que aquilo que é puro e próprio pode “dar lugar à música popular mundana que usualmente estimula o sexo e cria o desejo de dança sensual. Isto seria prejudicial para os presentes.”b

Dando-se conta de que isso poderia acontecer, especialmente quando se contrata uma banda mundana, certo ministro, na Nova Escócia, Canadá, gravou em fita magnética a música a ser tocada na sua recepção. O baile se manteve assim em harmonia com a moralidade e a moderação cristãs. Muitos naquela recepção gostaram de dançar quadrilhas.

Outro ponto a destacar naquela recepção foi o fato de que não se serviram bebidas alcoólicas. O caso não é que sejam proibidas aos cristãos, pois Jesus proveu até mesmo vinho em Caná. Mas, neste caso, o noivo achou que alguns, naquela região, poderiam escandalizar-se caso se servissem bebidas alcoólicas. Pensou nas palavras: “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça teu irmão tropeçar.” (Rom. 14:21) Quando se servem tais bebidas numa recepção, deve haver ampla provisão para os que preferem beber refrigerantes. Evidentemente não era incomum os judeus, nos dias de Jesus, ficarem inebriados nas festas de casamento. (João 2:10) Deve-se usar, portanto, de grande cautela, por parte dos cristãos hoje em dia, para que tais ocasiões felizes não sejam estragadas pelo excesso no beber. — Pro. 23:20, 21.

Precisa a celebração continuar até altas horas da noite para ser bem sucedida? Não. Um superintendente num país latino-americano disse que, ocasionalmente, “as recepções prosseguem até as primeiras horas da madrugada. Serve-se uma refeição completa às 23,30 horas. É bem conhecido que a reunião dos grupos para participarem no ministério de campo, na manhã seguinte, é muito pouco apoiada”. Mesmo que no país em que se more seja comum estender a celebração por tão longo tempo, precisam os cristãos seguir os costumes que os deixariam tão cansados, no dia seguinte, que não poderiam servir corretamente seu Criador? Seria isso uma demonstração de moderação? Ao contrário, os arranjos feitos pelos cristãos espiritualmente maduros se harmonizam com o conselho: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Cor. 10:31.

Portanto, quando cristãos decidem realizar uma reunião social, tal como uma festa de casamento, esta não deve ser modelada segundo as festas ruidosas, descomedidas, do mundo, marcadas pelos excessos. Antes, deve ser uma reunião bem ordenada, feliz, que manifeste moderação cristã. O cristão da Nova Escócia, já mencionado, disse: “Três anos depois, visitamos a congregação, e eles ainda se lembraram da recepção como bom exemplo.” Quão agradáveis são os frutos da moderação cristã!

“CHUVA” DE PRESENTES DE CASAMENTO

Em alguns países é comum os amigos e os parentes da noiva e do noivo se reunirem algum tempo antes do casamento. Ali chamam a isso muitas vezes de “chuva” (conhecido também por “chá de cozinha”), pois os presentes podem, por assim dizer, trazer uma “chuva” de presentes para o casal.

Novamente, não há absolutamente nenhuma necessidade disso, nem precisam os que moram em países onde isso não é comum pensar que precisam instituir tal coisa. Mas, caso se planeje tal evento social, este também deve refletir os princípios cristãos, inclusive a moderação. O que se acaba de dizer sobre a comida e bebida, e a diversão, aplica-se também neste caso.c

Cabe, porém, fazer comentários especiais sobre os presentes. Quão triste seria se um cristão convidado para tal “chuva” achasse que ele, ou ela, não podem aceitar o convite por não poderem dar um presente caro, ou mesmo qualquer presente. Desejam os verdadeiros cristãos colocar alguém em tal situação? O presente, supostamente, é uma expressão espontânea de afeto. Tal expressão pode assumir muitas formas, e um presente tangível, por ocasião dum evento específico, não deve ser obrigatório.

Em alguns lugares, onde se realizam tais “chuvas”, os presentes são agrupados sem se indicarem os nomes dos que os fazem. Por quê? Esses cristãos se apercebem do conselho de Jesus, de que a dádiva não deve dar glória ao dador. (Mat. 6:1-4) Acham que, se alguém não tiver trazido um presente, outro tiver trazido um pequeno sinal de estima e ainda outro um presente caro, poderia fazer-se uma comparação desamorosa. — Mat. 7:12.

Significa isso que é errado identificar-se como originador de certo presente? Não, esta não é a questão. Em outros lugares, os cristãos, por ocasião do casamento e da “chuva”, entregam os presentes pessoalmente ou assinam cartões presos aos presentes. Mas, quando se abrem e exibem os presentes, não se anuncia quem o deu. Assim não se cria embaraço.

Atualmente, os que não adoram a Jeová realizam muitas vezes eventos sociais descomedidos que os identificam como “mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”. (2 Tim. 3:4) Mas os servos de Jeová, orientados pela sua Palavra inspirada, demonstram seu apreço maduro do comentário que vale a pena repetir: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31) Assim, depois dos eventos sociais, a consciência não os perturba, mas eles têm a satisfação de se ter distraído agradàvelmente e ao mesmo tempo ter sido edificados espiritualmente.

[Nota(s) de rodapé]

a Nesta consideração, os termos “recepção” e “festa de casamento” são usados como sinônimos, embora reconheçamos que em alguns lugares, tais como a Dinamarca, se apliquem a dois eventos diferentes.

b Veja A Sentinela de 15 de junho de 1965, páginas 381 e 382.

c Sugestões adicionais sobre diversões foram publicadas nas páginas 21-24 da Despertai! de 22 de agosto de 1966.

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