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A batalha pela mente dos homensA Sentinela — 1970 | 15 de junho
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ajuda do seu espírito que descansa sobre os seus adoradores organizados e ativos, são vulneráveis aos ataques que Satanás lança contra a sua mente. — Efé. 6:13.
Alguns se refreiam de serem testemunhas ativas da verdade de Deus. Por quê? Por causa de medo — medo dos vizinhos, dos parentes, do patrão. Este espírito do medo os torna alvos fáceis para o Diabo. Mas o amor a Deus pode desfazer este medo. (1 João 4:18) E quantas razões há de o amarmos, visto que é ele quem torna disponível a dádiva da vida eterna e é ele quem nos oferece libertação através do fim de todo o sistema de coisas de Satanás! Os temerosos e os covardes se destinam a partilhar da sorte de Satanás e dos seus demônios. (Rev. 21:8) O que derrotará as tentativas diabólicas de escravizar a sua mente é pensar sabiamente, pensar dum modo que o induz a sujeitar a sua vida aos requisitos de Deus.
Trabalhe arduamente para frustrar as tentativas dele contra a sua pessoa. Quando desejos errados encherem a sua mente, pergunte-se: Vou conceder a Satanás vitória sobre a minha mente? Quando se sente atacado pela ansiedade ou pela cobiça, por causa de coisas materiais, pergunte-se: Quem vai controlar a minha mente? Quando sente a ira surgir, pergunte-se: Quem vai controlar agora a minha mente?
Aproveite-se de todas as provisões de Jeová para a sua proteção contra as artimanhas de Satanás. Siga o bom exemplo do apóstolo Paulo e aceite o seu conselho: “Irmãos, não me considero ainda como o tendo obtido [o prêmio da vida dado por Deus]; mas há uma coisa a respeito disso: Esquecendo-me das coisas atrás e esticando-me para alcançar as coisas na frente, empenho-me para alcançar o alvo do prêmio da chamada para cima, da parte de Deus, por meio de Cristo Jesus. Tenhamos então esta atitude mental, tantos quantos formos maduros; e, se estivermos mentalmente inclinados em outro sentido, Deus vos revelará a atitude indicada. E a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” (Fil. 3:13-15; 4:7) Proteja a sua mente, recuse-se a capitular diante de Satanás, e Jeová o recompensará com ricas bênçãos.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1970 | 15 de junho
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Perguntas dos Leitores
● Em virtude de conceitos amplamente divulgados por fontes do mundo, temos recebido um número bastante grande de indagações de pessoas casadas a respeito de questões sexuais. Tais perguntas se referiam ao ato conjugal, ao controle da natalidade, à esterilização e ao aborto. Apresentamos aqui comentários sobre tais assuntos ao ponto que nos sentimos autorizados a fazê-los.
O casamento tem origem divina, Jeová Deus. Ele foi o Criador do homem, que proveu a Adão uma esposa como complemento. Havia de tratar-se apenas dum companheirismo platônico, sem quaisquer atos sexuais entre marido e mulher? Não segundo a Bíblia. Ela diz que Deus deu instruções ao primeiro casal: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” — Gên. 1:28.
Isto nos ajuda a compreender como o próprio Jeová considera o casamento. Tem por objetivo primário a reprodução ou a procriação. (Gên. 1:28; 2:18) Isto não se havia de dar por meio da partenogênese, pelo desenvolvimento do óvulo sem fecundação. Antes, a obediência às instruções de Deus exigia relações sexuais ou atos conjugais entre o homem e sua mulher. Portanto, tal intimidade casta e agradável não deve ser considerada como errada ou ignóbil. É honrosa e sagrada, e é o meio de se transmitir vida humana. A Bíblia mostra claramente, porém, que entre os cristãos as relações devem ser restritas a marido e mulher. O Criador condena as relações sexuais fora deste vínculo: “Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” — Heb. 13:4.
No entanto, sabendo que as relações maritais servem também para satisfazer os desejos da paixão, alguns tem perguntado sobre certas práticas sexuais. Vimo-nos obrigados a responder que não cabe a estranhos ditar ao casal o que deve fazer neste aspecto íntimo de seu matrimônio.
Os órgãos sexuais masculinos e femininos foram providos por Deus para cumprir a finalidade da designação nobre de ‘ser fecundos e tornar-se muitos’. Não precisamos descrever como estes órgãos cooperam neste sentido. Sua função é bastante evidente. Os casados reconhecem a maneira óbvia em que o órgão sexual do marido se ajusta ao órgão genital da esposa, com o objetivo sério da reprodução.
Alguns sustentaram, porém, que entre marido e mulher é permissível absolutamente tudo. No entanto, tal conceito não é apoiado pela Bíblia. Em Romanos 1:24-32, onde se fala tanto de homens como de mulheres que praticavam atos sexuais imorais, inclusive atos lésbicos e sodômicos, a Bíblia menciona “o uso natural da fêmea”. Assim se mostra que entregar-se a tal uso pervertido dos órgãos de procriação, para satisfazer algum desejo cobiçoso de excitação sexual, não é aprovado por Deus. Isto se aplica também aos casados; não devem perverter este “uso natural da fêmea”. Isto é apoiado até mesmo pela lei do país em muitos lugares, tornando ilegais certos atos entre marido e mulher. Por exemplo, falando a respeito dos Estados Unidos, a revista Time de 8 de agosto de 1969 observava: “A sodomia é ilegal em quase todo estado, mesmo entre cônjuges.” (Os que não aprenderam como se praticam tais perversões deviam ser gratos por isso, pois Jeová Deus exorta os cristãos a serem “pequeninos quanto à maldade”. — 1 Cor. 14:20.)
Em vista das suas necessidades mútuas, as relações conjugais são um modo em que o marido e a mulher podem expressar terno amor e profundo afeto um pelo outro. Seria coerente com isso pedir ao cônjuge egoistamente que participe numa degradação dos órgãos genitais, agindo dum modo que o cônjuge acha repulsivo, só para satisfazer os próprios sentidos? Seria isso um proceder terno e amoroso? Nenhuma pessoa sã abusaria assim de seu próprio corpo humano, nem lhe imporia uma prática revoltante. As Escrituras falam do marido e da mulher como sendo uma só carne. (Efé. 5:28-31) Portanto, pediria o marido ajuizado e amoroso, ou a esposa, que o outro cônjuge participasse em atos sexuais que este corretamente considera como desnaturais e repugnantes? É evidente que a autoridade sobre o corpo do cônjuge não é ilimitada, sem estar sujeita aos princípios bíblicos — 1 Cor. 7:1-5; Pro. 5:15-19.
Às vezes há pessoas que pensam que o autodomínio, no que se refere ao sexo, é necessário da parte dos solteiros, mas que não é preciso uma vez que a pessoa se casou. Este conceito, porém, não é correto. O autodomínio é fruto do espírito e deve manifestar-se em todos os tratos da pessoa. (Gál. 5:22, 23) O fato de que usualmente o homem tem maior desejo sexual sugere que deve demonstrar maior grau de autodomínio, mesmo que sua esposa deseje amorosamente satisfazê-lo. Deve atribuir-lhe “honra como a um vaso mais fraco, o feminino”. (1 Ped. 3:7) E ele pode fazer isto, em parte, por reconhecer que a natureza sexual dela é diferente da dele. Ao morar com ela “segundo o conhecimento”, não deve pensar apenas numa rápida satisfação de si mesmo, sempre que a desejar, mas deve mostrar ter consideração para com ela, tanto em sentido físico como em sentido emocional.
No entanto, não podemos ir além das observações que acabamos de fazer a respeito dos atos conjugais. Os próprios cônjuges, com amor, respeito e altruísmo, precisam decidir o que fazer. Podem lembrar-se da importância do autodomínio e de que “há mais felicidade em dar do que há em receber”. — Atos 20:35.
Com este assunto se relaciona a questão do controle da natalidade. Conforme mencionamos logo de início, a procriação é o objetivo primário do casamento, segundo a Bíblia. Cremos firmemente que os filhos são uma bênção, ou conforme o expressa o Salmo 127:3: “O fruto do ventre é uma recompensa.” Significa isto, porém, que todos os cristãos são obrigados a se casar e ter filhos? Tem os servos de Deus, atualmente, a responsabilidade de aplicarem pessoalmente as instruções dadas por Deus a Noé e aos filhos deste: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra”? — Gên. 9:1.
Não, a Bíblia não diz que esta seja uma obrigação vigente agora. O próprio Jesus indicou que certos discípulos evitariam casar-se “por causa do reino dos céus”. (Mat. 19:10-12) E o apóstolo Paulo, sob inspiração, explicou especificamente que o celibato oferece maior liberdade para se servir ao Senhor. (1 Cor. 7:32-34, 38) Também há alguns cristãos casados que, para terem maior liberdade a fim de servir a Deus, ou por motivos de saúde ou economia, decidiram limitar o tamanho de sua família por praticarem o controle da natalidade. A Bíblia não considera diretamente o controle da natalidade, e por isso, cada casal pode considerar os pontos mencionados e chegar à sua própria conclusão. Os que procuram evitar ter filhos agora não estão violando nenhuma ordem de Deus aos cristãos, mas
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