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  • Casar-se “somente no Senhor” — quão importante é?
    Despertai! — 1979 | 8 de setembro
    • O Conceito da Bíblia

      Casar-se “somente no Senhor” — quão importante é?

      “CONSTITUI violação duma ordem de Jeová casar-se com alguém que não é verdadeiro cristão?” Em 1.º de outubro de 1978, uma moça solteira escreveu, fazendo esta pergunta em que muitos já pensaram.

      Um motivo pelo qual ficara intrigada era que conhecia alguns cristãos que se casaram com alguém que não era crente. Mas, ela conhecia também o que o apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 7:39. Ele comentou ali a esposa cristã (embora isso também se aplique ao homem), cujo cônjuge havia falecido. A morte termina o contrato marital. (Rom. 7:2) Assim, Paulo disse que o sobrevivente podia então casar-se de novo. Este versículo conclui, dizendo: “Ela está livre para se casar com quem quiser, somente no Senhor.” (1 Cor. 7:39) Concordemente, pois, ela não está “livre” para se casar fora do Senhor.

      Deve-se encarar esta declaração, “somente no Senhor”, como apenas sendo conselho humano e pessoal, dum cristão maduro, Paulo? Ou trata-se duma orientação inspirada de Deus para os seus servos? De fato, alguns se perguntaram: ‘Será que contrariar deliberadamente este conselho é motivo de alguém ser expulso da congregação, assim como a Bíblia diz que se dá com impenitentes adúlteros, idólatras ou homossexuais?’ — 1 Cor. 5:11-13; 6:9, 10.

      Tenha o Conceito Correto

      Outras partes da Palavra de Deus nos ajudam a ter o conceito correto sobre a limitação estabelecida em 1 Coríntios 7:39. Por exemplo, lembre-se do proceder adotado por Abraão na escolha duma esposa para Isaque. Abraão e sua família moravam em Canaã, cercados por gente que adorava deuses falsos. Onde podia encontrar uma esposa para seu filho? O mais conveniente talvez fosse escolher uma moça cananéia elegível, com boas qualidades, e que, liberalmente, concordasse que seus filhos fossem criados na adoração de Jeová. Mas, Abraão rejeitou este proceder, porque teria sido desleal para com Jeová. Antes, apesar de todo o esforço extra envolvido, procurou-se para Isaque uma esposa dentre os próprios parentes de Abraão, numa terra distante. Por quê? Porque aqueles parentes reconheciam o verdadeiro Deus. — Gên. 24:1-67; veja 26:34, 35; 28:6-9.

      Num período posterior, quando Deus deu a sua lei a Israel, seus servos foram advertidos: “Não deves formar com elas [as nações de Canaã] nenhuma aliança matrimonial. Não deves dar tua filha ao seu filho e não deves tomar sua filha para teu filho.” Por que não? “Pois, ele desviará teu filho de seguir-me e certamente servirão a outros deuses.” — Deu. 7:2-4; Êxo. 34:14-16.

      Mas, o que acontecia num casamento com alguém da adoração falsa? A Lei não ordenou que tal israelita fosse decepado. Não era como com a lei sobre o adultério: “Caso um homem seja encontrado deitado com uma mulher que tenha dono, então ambos têm de morrer juntos . . . Assim tens de eliminar o mal de Israel.” (Deu. 22:22) De maneira similar, os praticantes de idolatria e homossexualismo deviam ser executados. (Êxo. 22:20; Lev. 20:13) Significa a falta de tal penalidade para o casamento com alguém incrédulo que isso realmente não importa? Não! O aviso de Deus era firme e tinha bons motivos, para que o crente não fosse desviado de Jeová.

      O que sublinha o fato de que este aviso divino não era indevidamente duro é o relato da Bíblia sobre o que aconteceu com Salomão. Embora Salomão tivesse recebido sabedoria de Deus, ele tomou tolamente esposas estrangeiras. No decorrer dos anos, elas lhe desviaram o coração de Jeová para deuses estrangeiros. Salomão talvez pensasse: ‘Ora, eu sei o que estou fazendo. Nunca abandonarei a Jeová.’ Mas ele realmente o abandonou. — 1 Reis 11:1-6.

      Quando os judeus que retornaram do cativeiro em Babilônia tomaram esposas estrangeiras, tanto Esdras como Neemias condenaram-nos vigorosamente. Esdras disse que os que fizeram isso ‘agiram de modo infiel’ e causaram “culpa”; mandou que afastassem as esposas pagãs. E Neemias, citando o péssimo exemplo de Salomão, disse que os judeus que se casaram com tais incrédulas ‘cometeram toda esta grande maldade ao agirem infielmente contra o nosso Deus’. — Esd. 10:10-14; Nee. 13:23-27.

      Esta base das Escrituras Hebraicas devia ajudar-nos a entender como a congregação cristã e nós mesmos devemos encarar o assunto.

      As Escrituras Cristãs mencionam vários pecados graves pelos quais o transgressor impenitente podia ser decepado da congregação. Não, não por apedrejamento, como no antigo Israel, mas pela desassociação. Entre estes pecados estão a fornicação, a idolatria, o adultério, o furto, a embriaguez e a extorsão. O casamento dum cristão com uma incrédula, ou vice-versa, não é dado como base para a desassociação, assim como tampouco o antigo israelita era decepado por isso. Mas, conforme já vimos claramente, tal proceder era definitivamente errado em Israel. Constituía infidelidade, deslealdade ao Deus de Israel. Portanto, as palavras de Paulo, de casar-se “somente no Senhor”, não podem ser relegadas como mera opinião humana. São realmente a continuação do conselho geral da Palavra de Deus sobre o assunto. E fazem agora parte das inspiradas Escrituras que são proveitosas “para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça”. — 2 Tim. 3:16.

      Visto que todos nós somos imperfeitos, falhamos diariamente em aderir de perto, assim como gostaríamos, ao sábio e amoroso conselho de Deus. Assim, talvez por contatos não planejados no emprego ou na escola, alguns cristãos tenham deixado que se desenvolvesse um apego romântico a incrédulos. Este é um perigo, especialmente quando não parece haver companheiros ou companheiras cristãos habilitados disponíveis. Mas, quando tais sentimentos para com alguém que não crê se tornam fortes, a pessoa talvez se deixe desencaminhar pelo coração enganoso a pensar que é impossível desfazer a vinculação. (Jer. 17:9; Pro. 28:26) Talvez pense: ‘Alguns dos que se tornaram cristãos, no primeiro século, tinham cônjuge incrédulo. Pelo visto, aqueles cristãos permaneceram fiéis, até mesmo esperando que seu cônjuge se tornasse crente. Portanto, se nós nos casarmos, pode ser que meu cônjuge também se torne crente’. -1 Cor. 7:12-16.

      No entanto, mesmo que alguns cônjuges incrédulos aceitem o cristianismo, acreditamos sinceramente que o conselho de Deus está errado? Sabemos mais do que Jeová? Há inúmeros exemplos, desde o tempo de Salomão até o nosso, que confirmem a sabedoria da advertência de Deus — o incrédulo consegue desviar o cônjuge de Jeová. E mesmo que não seja para servir a um deus falso, mas apenas venha a resultar em contínuos conflitos e mágoas, por causa da interferência na adoração verdadeira seguida de todo o coração pelo cristão ou pela cristã, não é melhor evitar tais apuros?

      Todos os cristãos maduros esperam que os que se casaram com incrédulos possam ser ajudados a não abandonar a Jeová. (Gál. 6:1, 2) No entanto, para os que pretendem casar-se, quanto melhor e mais propenso a dar felicidade, e obter a bênção de Deus, é reconhecer que o conselho de Deus, de casar-se “somente no Senhor”, e muito importante. Cada cristão devoto, que realmente aceita este conselho, cogitaria como possível cônjuge apenas alguém que já mostrou ser servo ou serva devota de Jeová.

  • Observando o Mundo
    Despertai! — 1979 | 8 de setembro
    • Observando o Mundo

      Relampejo em Vênus?

      ◆ Quando o aparelho de pouso da nave espacial soviética Venera 12 pousou suavemente em Vênus, em 21 de dezembro de 1978, afirma-se que se fez o que alguns cientistas dos Estados Unidos chamaram uma descoberta “empolgante” e “fantástica”. “A descida se realizou em ‘tempo tempestuoso’”, dizia a agência de notícias Tass. “O instrumento groza [meteorógrafo] registrou descargas elétricas bastante freqüentes na atmosfera durante a descida. Uma forte descarga fez os arredores ressoar por 15 minutos depois de ter pousado o aparelho.” Após relampejar na terra, pode ocorrer trovoada por alguns segundos, mas os cientistas ficaram pasmados com a idéia de trovoada por tanto tempo quanto 15 minutos.

      Notícias Sobre um Filhote de Mamute

      ◆ Cientistas soviéticos ficaram eufóricos quando um filhote de mamute, congelado e bem conservado, foi descoberto na Sibéria no verão de 1977. Agora a agência de notícias Tass relata oficialmente que os cientistas acreditam que a causa da morte do filhote de mamute foi envenenamento de sangue resultante de infecção na perna. Todavia, notaram também que havia sido soterrado numa inundação de água e lodo pouco depois de morrer. “Tal inundação na Sibéria setentrional foi uma grande surpresa para os geólogos”, dizia Tass. É, também, tão intrigante a razão por que, depois da inundação, houve súbito congelamento que conservou tão bem o animalzinho.

      Imperícia no Uso do Sangue

      ◆ O periódico estadunidense Trial Lawyers Quarterly observa que, contrário à crença popular, poucas pessoas recebem indenização por negligência médica no seu tratamento. Para se evitar tal injustiça, o artigo sugere que os tribunais aceitem uma “lista de chamados casos indenizáveis” na cirurgia e em outros campos da medicina, sem que se tenha de provar a questão todas as vezes. É interessante que a lista proposta para cirurgia, preparada pelo Professor Clark Havighurst, da Universidade de Duke, contêm 29 “casos indenizáveis”, dos quais cerca de 10 por cento envolvem erros de transfusão de sangue. Estes incluem “reações resultantes de erros na combinação dos tipos sangüíneos durante uma transfusão”, “infecção bacteriana após uma transfusão de sangue” e “hepatite do soro após uma transfusão de sangue”.

      Trânsito mais Seguro no Japão

      ◆ Já por oito anos seguidos, tem havido decréscimo no número de mortes no trânsito do Japão, de 16.765 em 1970 para cerca de 8.670 em 1978. Isto é quase a meta do governo que é diminuir para a metade o número de mortes que atingiu o máximo em 1970.

      Por Trás da Perseguição

      ◆ O periódico canadense Spectator de Hamilton, Ontário, considera a perseguição das minorias religiosas na Argentina. O jornalista James Neilson noticia: “O principal alvo de ataque do governo são claramente as Testemunhas de Jeová, cuja recusa de prestar homenagem aos emblemas mundanos como bandeiras e hinos nacionais

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