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Viver juntos ou casar-se?Despertai! — 1986 | 8 de julho
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com a mamãe, e o próximo com o papai.” Numa pesquisa feita entre 5.500 crianças de 10 anos, na Suécia, o professor-assistente Claes Sundelin verificou que um rapaz de cada dez tinha graves problemas psicológicos. Concluiu que as crianças são “atingidas pelo aumento das separações”, e que “investem a si mesmos, emocionalmente, nos adultos mais próximos, e um rompimento lhes traz grande desapontamento”. Uma jovem de 12 anos, cujos pais se separaram, expressou o que muitos filhos nessa mesma situação pensam, ao dizer: “Quando eu crescer, quero viver bem. Vou me casar e jamais me divorciarei.”
Na Suécia, o termo “separação” é empregado tanto em relação a pessoas não-casadas como a ex-casadas. Visto que a coabitação sem casamento é um relacionamento mais instável do que o matrimônio, isto significa que os filhos nascidos de pais não-casados correm maior risco de acabarem num lar de um só genitor. Em qualquer dos casos, os filhos sofrem com tal separação, e, com freqüência, como aquela jovem de 12 anos, afirmam que, quando crescerem, querem ter um relacionamento forte e duradouro — no casamento.
Há outros efeitos de longo alcance quando os pares vivem juntos sem se casar. Visto que tais relacionamentos não são registrados, as autoridades não podem sequer levá-los em efetiva conta, e aplicar-lhes as leis. Alguns pares decidem não se casar para evitarem impostos desfavoráveis e a perda de certas pensões e outros benefícios sociais. Isto traz efeitos sobre como a carga tributária recai sobre o povo em geral. As leis que envolvem a herança, testamentos, partilhas, e a custódia dos filhos, tampouco podem ser aplicadas plenamente. Como declarou um advogado dinamarquês: “Além da questão moral, de um ponto de vista estritamente legal, os casamentos sem papel passado são indesejáveis. É preciso muito mais papel, isto é, mais documentos e procedimentos legais, para se resolver questões de bens e de custódia do que no caso dos casamentos devidamente registrados.”
Além das implicações morais ou sociais, existe ainda outro aspecto muito mais importante.
O Conceito Bíblico
O conceito bíblico sobre este assunto pode ter muito pouca ou nenhuma importância para muitos dos que vivem juntos sem os benefícios do casamento. Mas ele é vital, para os que desejam aplicar os mandamentos de Deus.
Segundo a Bíblia, o casamento legal é a única forma autorizada pelo Criador do homem para a coabitação dum homem com uma mulher. A Bíblia mostra que Jeová Deus uniu em matrimônio o primeiro casal humano. Por quê? Um propósito era o companheirismo. Como reza o relato histórico de Gênesis: “Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento dele.” (Gê 2:18) Outro objetivo era a reprodução. “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra”, foi dito ao casal. (Gê 1:27, 28) Que este não devia ser um arranjo experimental é evidente de Gênesis 2:24, que diz: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.”
Embora, hoje em dia, todo homem, bem como toda mulher, seja imperfeito, e muitos matrimônios terminem em divórcio, o casamento legalizado ainda constitui a forma mais segura e mais firmemente estabelecida de coabitação de um homem com uma mulher na sociedade hodierna. Nenhuma outra forma de coabitação oferece o mesmo grau de proteção e de segurança a todas as partes envolvidas, incluindo os filhos, como faz o casamento legalizado.
Essa foi a conclusão a que chegaram Jan e Anna. Depois de ter vivido com Jan vários anos, Anna começou a estudar a Bíblia e a comparecer às reuniões das Testemunhas de Jeová. Logo ela quis ajustar-se aos requisitos da Bíblia referentes ao matrimônio. Assim, certo dia, pediu a Jan que se casasse com ela. Ele tinha notado quão feliz e satisfeita ela ficava toda vez que voltava duma reunião. Compreendeu quanto isso significaria para ela, de modo que se casou com ela.
‘Essa religião talvez exerça também algum efeito benéfico sobre mim’, refletiu Jan. Decidiu examinar por si mesmo o assunto. Não demorou muito para ele, também, concluir que o conceito bíblico sobre o casamento é o melhor. Jan e Anna são agora dedicadas Testemunhas de Jeová, ambos servindo como ministros de tempo integral. Como é que o casamento se compara com o viver juntos? Ambos respondem: “Antes de nos casarmos, simplesmente vivíamos juntos. Mas, depois de nos casarmos, começamos a criar um relacionamento muito mais íntimo, mais amoroso e mais responsável, um que inclui uma terceira parte — nosso Criador, Jeová Deus. Já por mais de uma década temos usufruído um casamento feliz, e ainda o estamos usufruindo!”
No entanto, outros podem adotar ainda outro enfoque. Acham que o casamento pode ser um bom arranjo, mas que não é preciso haver fidelidade marital. Afirmam que um caso extraconjugal pode até ter um efeito positivo e fortalecedor sobre o casamento. Acontece realmente isto?
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Um caso extraconjugal — por que não?Despertai! — 1986 | 8 de julho
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Um caso extraconjugal — por que não?
“SÓ VOCÊ e mais ninguém.” Estas palavras, parte da letra duma música popular, bem expressam o sentimento que a maioria dos homens e das mulheres nutrem pela pessoa com quem se casam. Mas quanto tempo dura tal fidelidade?
Casos extraconjugais tornaram-se tão comuns na sociedade moderna que não ter um caso é considerado quase anormal. Há aqueles que fecham os olhos a tal infidelidade, defendem-na, e até a recomendam. Alguns afirmam que contribui para um casamento melhor. Como declararam o psicólogo Tony Lake e a jornalista Ann Hills em seu livro Affairs: The Anatomy of ExtraMarital Relationships (Casos: Anatomia dos Relacionamentos Extraconjugais): “Não resta dúvida de que a vida de grande parte dos homens e das mulheres casados está sendo enriquecida e tornada mais significativa por relacionamentos sexuais secretos.”
As revistas femininas populares perguntam abertamente: “Será que um caso preservará seu casamento?” Em resposta, argumenta-se muitas vezes que um caso pode fazer com que aprecie mais seu cônjuge, ou compensar as falhas de sua vida sexual. Tornará a pessoa mais experiente, mais apta a lidar com seu cônjuge e seus filhos,
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