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    A Sentinela — 1984 | 15 de outubro
    • Casamentos cristãos que dão alegria

      1, 2. Qual a reação da maioria das pessoas diante da palavra “casamento”, e por quê? (Mateus 19:4-6)

      O APÓSTOLO João, testemunha ocular, diz: “Houve um casamento em Caná da Galiléia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus foi convidado para as bodas e os seus discípulos também.” (O grifo é nosso.) — João 2:1, 2, A Bíblia de Jerusalém.

      2 Qual é a sua reação diante dessas palavras em João 2:1, 2? Não seria surpresa se reagisse com entusiasmo, pois a palavra “casamento” tem conotação alegre. As pessoas gostam de casamentos. Como lemos em Gênesis 2:18-24, o primeiro casamento deu-se no Paraíso, quando os humanos eram sem pecado. Esse casamento de um homem e uma mulher perfeitos foi providenciado e aprovado pelo nosso Criador. Teve um caráter sublime, e estabeleceu um precedente feliz para futuros casamentos.

      3. Que espírito associam as Escrituras a casamentos mas que problema tem surgido? (Jeremias 7:34)

      3 O fato de você gostar de casamentos ajusta-se ao que lemos na Palavra de Deus. Descrevendo os participantes num casamento régio, o Salmo 45:15 diz: “Serão levadas com alegria e júbilo; entrarão no palácio do rei.” O júbilo também se reflete nas referências ilustrativas ao casamento, na Bíblia. (Mateus 22:2-4; 25:1-10; Revelação 19:6-9) Sim, embora se trate de um passo sério — a entrada do casal no sagrado arranjo marital — o dia de casamento deve ser lembrado como acontecimento jubiloso, dignificante. Contudo, relatórios de todo o mundo indicam que muitos casamentos não atingem esse objetivo, com conseqüentes problemas e tristeza para o casal e desgosto para os convidados. Tem sido assim mesmo com alguns casamentos envolvendo servos de Jeová. Por quê?

      4. (a) Por que é a maioria dos casamentos um acontecimento público? (b) Quanto a casar-se, que disse Jesus sobre os nossos dias?

      4 Na maioria dos países, os noivos podem casar-se numa cerimônia privada que cumpra requisitos legais. Se os noivos optarem por tal ato, outros não os devem criticar, ou achar que devem estar envergonhados de alguma coisa. Pode ser simplesmente a preferência deles, e até mesmo ter vantagens bem reais, por exemplo, economicamente, no sentido de se equiparem para uma participação mais plena no serviço de Jeová. (Lucas 12:29-31) Contudo, a maioria dos casamentos são realizados de modo mais público, com a presença de muitos amigos e parentes. Assim, o novo estado civil do casal torna-se amplamente reconhecido na comunidade. Se houver uma cerimônia religiosa, ou discurso bíblico, introduz-se com isso um aspecto espiritual. E outros podem partilhar a alegria do casal. Estes são valores positivos. Ainda assim, grandes recepções realmente apresentam perigos, especialmente hoje, quando as pessoas do mundo estão tão envolvidas em ‘casar-se e ser dadas em casamento’ que ‘não fazem caso’ de que o iníquo sistema de coisas está prestes a findar. — Mateus 24:37-39.

      5. Quem deve estar interessado nos conselhos de Deus sobre casamento?

      5 Se você visualiza para seu próprio futuro um jubiloso casamento cristão, há assuntos que merecem sua consideração. Mas, todos nós, quer como convidados, quer como acompanhantes em casamentos cristãos, também podemos beneficiar-nos da consideração de conselhos bíblicos sobre esse assunto.

      O PROBLEMA DO EXCESSO

      6. Casamentos suntuosos podem apresentar que tipo de problemas?

      6 Para muitas pessoas do mundo, um casamento suntuoso pode ser um símbolo de status, uma prova visível de superioridade financeira ou social. Infelizmente, até mesmo cristãos podem ser culpados de tentar impressionar outros com vestimenta dispendiosa ou arranjos excessivamente primorosos. (Gálatas 5:26) Alguns anciãos cristãos na África Ocidental condenaram recentemente a “forte tendência de copiar o mundo em questões de costumes, ostentação e divertimento desenfreado” nas festas de casamento. Isto detrai da dignidade e alegria, apropriadas na vida dos que não mais ‘se comportam em harmonia com a carne, fazendo as coisas da vontade da carne’. (Efésios 2:3) Em vez de alegria e boas recordações, tais casamentos amiúde produzem ‘conduta desenfreada, inimizades, ciúme, contendas, invejas, festanças’ — as obras da carne. — Gálatas 5:19-21.

      7. O que pode motivar alguns a querer casamentos dispendiosos?

      7 A História nos conta que quando Ptolomeu VI, Filométor, deu sua filha em casamento a Alexandre Balas, da Síria, eles “celebraram o casamento dela em Ptolemais com grande pompa, à moda de reis”. (1 Macabeus 10:58, The Oxford Annotated Bible) Hoje, muitas pessoas de recursos limitados acham que elas (ou seus filhos) também devem casar-se “com grande pompa, à moda de reis”. Talvez criaram essa fantasia manipuladas pela propaganda comercial. Empresários interessados em grandes casamentos de gala, por interesses econômicos, promovem a fantasia da noiva “rainha por um dia”, como se certos tipos de convites, fotografias, flores e alianças lhe assegurassem um casamento perfeito. Eles querem que você pense: ‘Pelo menos uma vez eu mereço o melhor’ — quer tenha condições para isso, quer não. Essa “ostentação dos meios de vida da pessoa” é própria do mundo que está passando. (1 João 2:15-17) Alguns anciãos comentaram: “Temos observado um espírito de competição. [Por exemplo,] influenciados por costumes mundanos, a noiva e o noivo talvez mudem de roupa, dispendiosa, quatro ou cinco vezes.”

      8. (a) Sobre trajes de casamento, o que podemos aprender de certos versículos bíblicos? (b) No caso de alguns cristãos, o que influiu na sua escolha de roupa de casamento?

      8 A Bíblia não sugere que casamentos devem ser acontecimentos espartanos, austeros. Por exemplo, lemos do ‘noivo que, à maneira sacerdotal, põe uma cobertura para a cabeça, e . . . a noiva que se atavia com os seus adornos’. (Isaías 61:10; Salmo 45:13, 14; Isaías 49:18; Jeremias 2:32; Ezequiel 16:9-13; Revelação 21:2) A noiva figurativa de Cristo é descrita como ‘vestida de linho fino, resplandecente e puro’. Assim, é apropriado que a noiva e o noivo (e seus acompanhantes) usem roupas limpas, atraentes, mas não há necessidade de trajes que causem aperto econômico. Alguns casais deliberadamente escolheram trajes bem menos custosos do que poderiam comprar. Por quê? Para evitar roupa que talvez fosse impressionante, mas que poderia embaraçar os convidados ou detrair da dignidade, alegria e espiritualidade simples do casamento. — Revelação 19:8; Provérbios 11:2; 1 Timóteo 2:9.

      9. Qual deve ser nosso conceito sobre costumes ou tradições nupciais?

      9 Outra causa de excessos em casamentos é a indevida ênfase no cerimonial — os numerosos rituais que os “entendidos” em etiqueta dizem que precisam ser cumpridos. Isto não significa que os servos de Deus deliberadamente rejeitam tudo o que for costume local quanto a casamentos.a A Bíblia relata que, relacionado com seu casamento, ‘Sansão passou a realizar um banquete, pois era assim que os jovens costumavam fazer’. (Juízes 14:10) Contudo, sujeitar-se servilmente a formalidades sociais pode enlear o casamento, eclipsando o verdadeiro significado da celebração e roubando de todos a alegria que se deve sentir.

      CASAR-SE LEGALMENTE — NOS TEMPOS BÍBLICOS E HOJE

      10. Como eram os casamentos nos tempos bíblicos?

      10 Podemos beneficiar-nos do que a Bíblia diz sobre casamentos, mesmo se os costumes forem diferentes em nosso tempo e em nossa localidade. Nos tempos bíblicos, não era necessária nenhuma cerimônia legal ou religiosa especial. O noivo ia à casa da noiva e publicamente a acompanhava até a casa dele. Isso era feito com alegria por parte do casal, dos seus parentes achegados e dos observadores, que mostravam animado interesse no feliz acontecimento. Em geral a noiva e o noivo usavam roupas boas, e na casa deste faziam uma festa de casamento junto com os convidados. — Gênesis 24:65-67; Mateus 1:24; 25:1-10; compare isso com 1 Macabeus 9:37, 39.

      11. Quanto à necessidade de documentos de casamento nos tempos antigos, o que se sabe a respeito?

      11 Nações em volta dos hebreus tinham leis que exigiam contratos de casamento escritos. Embora a Bíblia não mencione tais documentos, ela fala do casamento em termos de um “pacto”. (Malaquias 2:14) As detalhadas genealogias da Bíblia sugerem que os casamentos eram de algum modo registrados, e é digno de nota que José e Maria aquiesceram a um tipo de registro legal. (Lucas 2:1-5; 3:23-38) Papiros do quinto século AEC, de uma colônia judaica em Elefantina (Egito), incluem contratos de casamento, um deles nos seguintes termos:

      ‘. . . Vim à tua casa para que me desses a tua filha Miftaías em casamento. Ela é minha esposa e eu sou seu marido, de hoje em diante e para sempre. Eu entreguei a ti, como dote de tua filha Miftaías (a quantia de) 5 siclos. . . .’

      12. (a) Como encaram as Testemunhas de Jeová o casamento civil? (b) O que é aconselhável, caso haja uma cerimônia civil e outra religiosa?

      12 As Testemunhas de Jeová entendem que o casamento deve sujeitar-se à lei local, destarte ‘pagando de volta a César as coisas de César’. (Marcos 12:17; Romanos 13:1, 7) A lei talvez exija que o casal faça um teste sangüíneo, obtenha uma autorização e faça um voto diante de um celebrante de casamento autorizado. Em alguns países, apenas autoridades civis, tais como um prefeito ou um juiz, podem realizar casamentos. Membros da cristandade, contudo, muitas vezes acham que realmente não estão casados se não se casaram no religioso. Cristãos verdadeiros reconhecem que o casamento civil é válido, mas alguns ainda preferem (ou a opinião local talvez recomende) que a cerimônia civil seja seguida de um discurso bíblico. Quando este for o caso, é melhor que o discurso se realize logo após o casamento civil.b

      13. Se a celebração for confiada a um ancião cristão, o que provavelmente haverá antes do casamento?

      13 Alguns países autorizam ministros das Testemunhas de Jeová a celebrar casamentos. Em geral são realizados por anciãos congregacionais, homens de experiência, perspicácia, madureza e conhecimento da Palavra de Deus. O ancião a quem se solicita celebrar provavelmente se reunirá de antemão com os noivos. Estes, naturalmente, desejarão assegurar ao ancião de que nada os impede, moral ou legalmente, de se casarem. Ele talvez ofereça conselhos bíblicos sadios e recomendações paternais. Também, provavelmente desejará considerar com eles os arranjos para a cerimônia, ou para alguma reunião social posterior, visto que desejará ter uma consciência limpa quanto a esse acontecimento em que é solicitado a cumprir um papel importante. — Provérbios 1:1-4; 2:1; 3:1; 5:15-21; Hebreus 13:17, 18.

      14. Que tipo de discursos de casamento são apropriados?

      14 Quer precedido de uma cerimônia civil, quer não, um discurso de casamento por um ministro das Testemunhas de Jeová pode ajudar a enfatizar que, desde o início, o casamento deve ter um aspecto espiritual. Tais discursos não são longos, como que abrangendo tudo o que a Bíblia diz sobre casamento, tampouco devem ser fortemente carregados de humor ou de louvor excessivo ao casal. O conteúdo equilibrado, alegre e bíblico desses discursos pode beneficiar os nubentes, bem como todos os outros presentes.c — 2 Timóteo 3:16.

      15. Em que sentido diferem os votos usados pelas Testemunhas de Jeová de outros votos usados hoje?

      15 Votos fazem parte da maioria das cerimônias de casamento. Os que se usam em alguns casamentos mundanos “modernos” são uma mixórdia de poesias esquisitas, ou expressam conceitos idiossincráticos da vida. Um ensaio na revista Time sobre “Os Perigos dos Votos Simplistas” fala de um clérigo que perguntou: “Gina, você concorda em gostar mais de Pedro do que de chocolate?” Daí a Pedro: “Você concorda em gostar mais de Gina do que de ler o jornal?” O artigo acentuou, porém, que “o casamento é um assunto de interesse público” e deve dignificar o importante passo social dado. Nos casamentos de Testemunhas de Jeová, os votos se ajustarão às exigências da lei local. Onde é permitido, usam-se os seguintes votos, que honram a Deus, o Originador do casamento:

      “Eu,——, aceito a ti,——, como minha esposa legítima, para amar e prezar em harmonia com a lei divina, conforme especificada nas Escrituras Sagradas para os maridos cristãos, pelo tempo que ambos vivermos juntos, na terra, segundo o arranjo marital de Deus.”

      “Eu,——, aceito a ti,——, como meu marido legítimo, para amar e prezar, e respeitar profundamente, em harmonia com a lei divina, conforme especificada nas Escrituras Sagradas para as esposas cristãs, pelo tempo que ambos vivermos juntos, na terra, segundo o arranjo marital de Deus.”

      Estes votos não devem ser alterados ou substituídos para satisfazer algum capricho do casal.d

      CASAMENTOS NO SALÃO DO REINO

      16, 17. (a) Qual o envolvimento dos anciãos nos casamentos realizados no Salão do Reino? (Tiago 3:17) (b) Por que é aconselhável tal envolvimento?

      16 Ordena-se aos cristãos que se casem “somente no Senhor”. (1 Coríntios 7:39) Quando dois cristãos de condição aprovada na congregação desejam realizar seu casamento (ou, ter um discurso de casamento) no Salão do Reino, devem obter permissão do corpo de anciãos.e Esses homens não imporão seu gosto pessoal quanto a arranjos de casamento, mas, indagarão sobre os planos do casal para que nada seja feito no Salão que provavelmente perturbaria a congregação. — Veja 1 Coríntios 14:26-33.

      17 Por exemplo, relataram-se coisas constrangedoras sobre casamentos não realizados no Salão do Reino. Antes de um destes, tocou-se música num volume bem alto, e a noiva, o noivo, e seus acompanhantes, entraram dançando no salão alugado. Os convidados aderiram à dança, até que o presidente os interrompeu para que, após uma oração, pudesse começar o discurso de casamento. É evidente que este não era o clima correto para um casamento cristão. Isto ilustra, contudo, por que os anciãos se acautelam quanto a casamentos no Salão do Reino. Ali, usa-se apenas música edificante, como a do cancioneiro das Testemunhas de Jeová. Qualquer arranjo floral ou decoração similar deve ser modesto e razoável, como também o modo de os noivos e seus acompanhantes entrarem no Salão e o modo de tirar fotografias. — Filipenses 4:5.

      18. Quem, talvez, acompanhe o noivo e a noiva na cerimônia de casamento? (1 Coríntios 5:13; Tiago 2:14)

      18 Nos tempos bíblicos, havia em geral o “amigo do noivo” e as acompanhantes da noiva. (João 3:29; Salmo 45:14) Muitas vezes dá-se o mesmo nos casamentos no Salão do Reino. É necessário razoabilidade, porém, quanto ao número desses participantes, bem como quanto a como se vestem e como atuam. Seria inadequado ter entre os acompanhantes pessoas desassociadas ou cujo estilo de vida escandaloso crassamente se conflitasse com os princípios bíblicos. (2 Coríntios 6:14-16) Em vez de selecionar pessoas proeminentes, ou que possam dar um presente caro, muitos noivos cristãos (e oradores) preferem que os acompanhantes sejam pessoas que lhes são achegadas no serviço de Jeová.

      19. Dar atenção a que outros aspectos contribuirá para tornar o casamento no Salão do Reino uma ocasião alegre?

      19 Se for usado o Salão do Reino, pode-se dar um breve anúncio quanto ao horário do casamento. Assim, a congregação saberá que o casamento será no Salão e poderá assistir a ele, se desejar. Visto que o Salão do Reino destina-se primariamente às reuniões cristãs, o casamento será num horário que não interfira nelas. Qualquer que seja o horário, a pontualidade de todos refletirá amor e consideração. Numa parábola de Jesus sobre um casamento, ‘o noivo demorava’, o que resultou em grandes problemas para alguns. — Mateus 25:1-12.

      20. Que outra característica relacionada com casamentos merece nossa atenção?

      20 O profeta Isaías usou a expressão “exultação de um noivo sobre a noiva”. (Isaías 62:5) A noiva também se alegra no dia de seu casamento. Muitos simpatizantes do casal, também, ‘têm muita alegria’ relacionada com casamentos cristãos. (João 3:29) Muitas vezes essa alegria é expressa e acentuada por meio duma reunião social, uma recepção, ou festa de casamento, após o ato de casamento. Que conselhos, que contribuirão para a felicidade e evitarão problemas nessas reuniões sociais, provê Jeová em sua Palavra? Vejamos.

  • Divirta-se de modo equilibrado nas festas de casamento
    A Sentinela — 1984 | 15 de outubro
    • Divirta-se de modo equilibrado nas festas de casamento

      1, 2. (a) Por que devemos hoje em dia dar atenção às recepções de casamento? (b) São indispensáveis as recepções?

      PROVAVELMENTE você tem visto ampla prova do cumprimento da profecia de que nos “últimos dias” as pessoas seriam “mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”. (2 Timóteo 3:1-4) Evidência disso vê-se facilmente na maneira em que muitos encaram as festas ou recepções de casamento, e em como se comportam nelas.a Qual deve ser o nosso conceito sobre essas recepções? Devem os cristãos evitar dar festas de casamento ou assistir a elas? Ou será que a questão é que, para sermos “amantes de Deus”, temos de evitar certas armadilhas?

      2 Não importa quão comum seja localmente realizar um evento social após a cerimônia de casamento, os cristãos certamente não são biblicamente obrigados a fazer isso. Alguns casais preferem reunir-se apenas com a sua família imediata e alguns amigos bem achegados, talvez por participar com eles num almoço ou jantar privativo. Mas, dar uma festa de casamento ou comparecer a uma não pode em si mesmo equiparar-se a ser ‘amante de prazeres’, pois Jesus e seus discípulos assistiram a uma celebração de casamento em Caná.

      3. Quão comuns eram as festas de casamento nos tempos bíblicos?

      3 O casamento é uma ocasião alegre para os recém-casados, seus parentes e amigos. Alegres festas de casamento há muito são comuns. (Gênesis 29:21, 22; Juízes 14:3, 10, 17) Visto que os judeus estavam acostumados a festas de casamento, Jesus pôde usá-las em três ilustrações. (Mateus 22:2-14; 25:1-13; Lucas 14:7-11) Até mesmo o último livro da Bíblia diz: “Felizes os convidados à refeição noturna do casamento do Cordeiro.” — Revelação 19:9.

      4. Como têm sido muitas festas de casamento?

      4 Os servos de Deus no passado — incluindo Jesus e seus discípulos — derivavam prazer equilibrado das festas de casamento. O mesmo se dá hoje com milhares de cristãos. Certo parente descrente que compareceu a uma delas, na África do Sul, disse: “Eu não sabia que as Testemunhas de Jeová realizavam festas de casamento tão agradáveis. Estamos cansados de toda a bebedeira e música barulhenta nos casamentos de hoje.” Incontáveis recepções cristãs mereceriam elogios similares.

      5. Que problemas tem surgido?

      5 Contudo, a pressão do mundo para que as pessoas se tornem “amantes de prazeres” é forte. Assim, certos anciãos cristãos informaram:

      “Alguns aproveitam as [festas de casamento] para se ‘soltar’. Raciocinam que oportunidades assim são poucas, de modo que querem aproveitá-las ao máximo para dar vazão à pressão, para dar rédea solta a desejos reprimidos no resto do tempo. Não é de admirar que o clima da festa fique turbulento.” — Europa.

      “Parece que a celebração de casamento consiste em um discurso, comer um pouco e daí dançar até clarear o dia. Alguns acham que nas recepções podem beber mais do que de costume, e amiúde bebem demais.” — América Latina.

      “A festa de casamento pode incluir ‘dançar até o dia amanhecer’. Algumas dessas festas são realmente mundanas — turbulentas, com muita bebida e danças mundanas. Muitos apelam para a ostentação, com roupas caras e muitas caixas de cerveja.” — África.

      NECESSIDADE DE MODERAÇÃO

      6. O que podemos aprender sobre festas judaicas, com base numa declaração feita em Caná?

      6 A maioria das pessoas sabe que na festa de casamento em Caná Jesus transformou água em vinho. Lembre-se, porém, do seguinte: “Ora, quando o diretor da festa provou a água que tinha sido transformada em vinho, . . . [ele] chamou o noivo e disse-lhe: ‘Todo outro homem apresenta primeiro o vinho excelente, e, quando as pessoas ficam inebriadas, o inferior.’” (João 2:9, 10) Ele não disse que nessa festa específica os convidados se ‘inebriaram’.b De fato, é inconcebível que Jesus aprovasse a bebedeira e contribuísse para ela por fazer mais vinho. Mas, aquele homem sabia que beber demais era comum nas festas de casamento judaicas.

      7. O que deve o cristão levar em conta quanto a servir bebidas alcoólicas?

      7 Em algumas recepções os anfitriões não têm servido bebida alcoólica de espécie alguma, visto ser muito comum beber demais naquela região, e para evitar que algum convidado que tivesse tido problema com bebida fosse tentado. Alguns irmãos africanos até mesmo disseram que não servir bebidas alcoólicas contribui para uma “festa de casamento cristã pura”. E é correto que não servir bebidas alcoólicas pode ser aconselhável onde é forte o sentimento comunitário contra o consumo delas por parte de cristãos. (Romanos 14:20, 21) Ainda assim, é necessária uma avaliação equilibrada. Pergunte-se: Será que a festa a que Jesus compareceu era ‘impura’ porque se serviu vinho? A Bíblia condena a bebedeira, não o consumo moderado de bebidas alcoólicas. — Provérbios 23:20, 21; 1 Pedro 4:3.

      8, 9. (a) Se forem servidas bebidas alcoólicas, como se pode manter a moderação? (b) Que disse certo ancião sobre o problema?

      8 Se o casal desejar servir bebidas alcoólicas na sua recepção, será sábio e mostrará consideração da parte deles dar a devida atenção à moderação. (1 Timóteo 3:2; Mateus 23:25) Por exemplo, na festa em Caná, como eram servidos os convidados? Evidentemente pelos “ministrantes”. (João 2:5, 9) Assim, o casal pode designar pessoas para servirem a bebida (e talvez limitarem a quantidade dela). Naturalmente, em qualquer recepção cristã deve haver bebidas não-alcoólicas para os que talvez as prefiram ou que não devem beber bebidas alcoólicas.

      9 Um ancião da América Central comentou: “Um problema é que as recepções têm sido grandes demais, de modo que é impossível controlar a todos os convivas. Às vezes pessoas do mundo têm entrado sem serem convidadas, trazendo garrafas de bebida e causando escândalo.” Portanto quem exercerá controle ou direção? Quantos deverão estar presentes? O que será programado para essas festas?

      QUEM DIRIGE?

      10. Seguir que indicação bíblica pode contribuir para melhorar o controle nas recepções?

      10 Na festa de Caná, havia um “diretor da festa”. (João 2:9) Similarmente, nas recepções atuais um irmão capaz e responsável pode ser designado para supervisionar os detalhes. Conhecendo a vontade dos recém-casados, ele pode orientar os músicos, garções e outros, ou pode consultar o casal e daí agir concordemente. Isto pode incluir supervisionar os convivas. Juntos poderão dar atenção aos convidados e lidar com quaisquer ‘penetras’. Quanto ao controle, note na ilustração de Jesus o que aconteceu com certo convidado que mostrou clamoroso desrespeito numa festa de casamento. — Mateus 22:11-13.

      11. O que se deve considerar ao selecionar alguém para ajudar o casal na direção dos assuntos?

      11 Em muitas recepções mundanas, o administrador do salão ou o dirigente do conjunto musical atua como mestre-de-cerimônias. Ele talvez conheça a rotina normal e provavelmente tenha um discurso pronto ou algumas piadas sugestivas. Mas, se desejar uma recepção que se harmonize com os princípios cristãos, gostaria de que alguma pessoa do mundo — que não é nem seu irmão espiritual, nem membro de sua família — dirigisse a palavra aos convidados e seja o centro das atenções? Harmonizar-se-ia isso com o conselho de ‘fazer o que é bom para com todos, mas especialmente para com os que lhe são aparentados na fé’? — Gálatas 6:10.

      12. Que indicação dá a Bíblia quanto a quem, em especial, é o responsável pelo que acontece numa recepção?

      12 Às vezes os pais da noiva ou do noivo ajudam o casal por pagar as despesas da recepção. Assim, os pais talvez achem que devam ter voz influente sobre quem deve ser convidado, o tipo de alimento e de bebida que será servido, ou qual será o programa. A Bíblia não diz quem pagou as despesas da festa em Caná, mas nos diz que quando surgiu um assunto importante “o diretor da festa chamou o noivo”. (João 2:9) Numa festa de casamento, o noivo é o cabeça bíblico da recém-formada nova família. (Efésios 5:22, 23) Assim, embora deva amorosamente considerar os desejos de sua noiva nesse dia especial, e os desejos de suas famílias, primariamente cabe a ele assumir a responsabilidade pelo que será feito e pelo que não será feito.

      A QUEM CONVIDAR?

      13. Qual era o tamanho das festas de casamento nos tempos bíblicos?

      13 Não sabemos qual o tamanho das festas de casamento nos tempos bíblicos. A de Sansão incluiu seus pais, 30 conhecidos de sua noiva e provavelmente outros amigos ou parentes. (Juízes 14:5, 10, 11, 18) Os convivas nos casamentos judaicos eram co-adoradores da cidade, bem como visitantes. Jesus e seus discípulos, de algum lugar na Galiléia, foram à festa em Caná. A quantidade de vinho produzida sugere um grupo considerável. — João 2:1, 2, 6.

      14, 15. Que tipo de recepções, sem grandes formalidades, têm oferecido alguns, mas que problemas podem surgir?

      14 Hoje, os costumes e as preferências quanto ao tipo e ao tamanho das recepções diferem. Em algumas regiões é comum realizar-se uma festa sem grandes formalidades; todos os co-cristãos amigos dos recém-casados são bem-vindos. Talvez se sirva um lanche, que não visa satisfazer o apetite de todos, mas sim dar-lhes a oportunidade de cumprimentar os noivos e usufruir calorosa associação. Em outros lugares, em reuniões a que todos os amigos são convidados, muitos levam algum alimento — um prato pronto, uma bebida ou uma sobremesa. Todos os que assim se oferecem têm a alegria de contribuir, e todos podem usufruir uma refeição variada sem que a carga recaia sobre o casal ou outra pessoa qualquer. — Atos 20:35.

      15 Pelo que lemos nas ilustrações de Jesus, parece que nas festas de casamento judaicas amiúde havia muita comida. (Mateus 22:2; Lucas 14:8) Naturalmente, servir alimento para todos os convidados numa recepção requer muito planejamento. Certa mãe na América do Norte relata esta triste experiência:

      ‘Quando se espalhou a notícia de que haveria um casamento, apareceram jovens de uma ampla área, para comer e dançar de graça. Enquanto os convidados estavam no Salão do Reino, outros foram ao salão de festas e ocuparam todas as mesas disponíveis. Quando cheguei, deu-me vontade de chorar, pois não havia mais lugar. Fiquei terrivelmente magoada pela falta de amor demonstrada por penetrarem numa festa de casamento sem ser convidados e consumirem o alimento provido pelo anfitrião para os amigos íntimos e parentes.’

      16. Que podemos aprender da Bíblia quanto aos convivas nas festas de casamento?

      16 Maria, Jesus e seus discípulos não invadiram a festa de casamento em Caná; eles ‘foram convidados’. (João 2:1, 2) Jesus disse: “Quando fores convidado por alguém para uma festa de casamento . . .” (Lucas 14:8, 9, 16, 17) Na ilustração do casamento do filho do rei, Jesus também falou dos “convidados”. (Mateus 22:3, 9, 10) Ademais, quando certo convidado foi desrespeitoso, ordenou-se aos empregados que o expulsassem. Noutra parábola, cinco virgens que queriam participar numa festa de casamento foram impedidas de entrar. (Mateus 22:11-13; 25:10-12) Assim, não deve parecer estranho se uma recepção for restrita a convidados, e que estes venham adequadamente trajados. E é compreensível que a generosidade dum anfitrião não precisa estender-se a pessoas cujos interesses principais sejam a comida e o prazer. — Filipenses 3:18, 19; Eclesiastes 5:11.

      17. Que dificuldade tem surgido quanto ao tamanho das festas de casamento?

      17 Quando um casal ou seus parentes desejam servir uma refeição completa para muitos convidados, isto pode significar grande despesa. (Veja Marcos 6:35-37.) Das Ilhas do Pacífico vem o seguinte relatório:

      “Há uma tendência para recepções exageradas. Alguns se endividam para dar uma grande festa, destarte começando a vida de casado com dívidas. Amiúde parece vigorar o desejo de não querer ficar mal conceituado, de modo que dão uma festa maior do que as suas condições permitem.”

      Quão triste é quando um jovem casal inicia a vida de casado sobrecarregado de dívidas que podem dificultar seu relacionamento. Ou, como se sentiriam sabendo que seus pais enfrentam o problema de pagar as enormes despesas de uma grande recepção? Naturalmente, alguns do mundo talvez incorram numa dívida atordoante para realizar uma festa de casamento, levados pelo desejo orgulhoso de impressionar outros ou para salvar as aparências na comunidade. (Provérbios 15:25; Gálatas 6:3) Mas, deve-se dar isso no caso de cristãos, em vista do que lemos em Lucas 12:29-31?

      18, 19. (a) Por que alguns talvez tenham decidido dar uma grande recepção? (b) Como devemos reagir se não formos convidados para a recepção oferecida por um amigo? (Lucas 14:12)

      18 A motivação por trás de algumas festas bem grandes tem sido o desejo de se equiparar com outros ou de sobrepujá-los. Anciãos da África Ocidental comentaram:

      “Alguns fazem grandes despesas com comes e bebes. Aquele que oferece a mais custosa festa de casamento é o que dita as regras. Isto tem causado problemas para os não suficientemente corajosos para ser diferentes. A ostentação dos recursos da pessoa pode escandalizar outros, e é desnecessário tentar igualar-se a terceiros.” — Veja 1 João 2:15-17.

      19 Outros têm sido pressionados a oferecer recepções gigantescas por temer ofender pessoas. Imaginam que se certos conhecidos não forem convidados, estes se sentirão magoados. Assim, convida-se um número maior do que é sábio. Francamente, porém, quem de nós gostaria que nossos amigos tivessem tanto receio de não nos convidar a ponto de ficarem sobrecarregados de dívidas e talvez não poderem ingressar no ministério de tempo integral? Se não formos convidados, quanto melhor é confiar que eles maduramente pesaram todos os fatores, inclusive os financeiros. Não nos terem convidado pode até refletir a confiança deles de que somos maduros e não ficaremos logo ofendidos. (Eclesiastes 7:9; 1 Coríntios 13:4-7) Ainda assim podemos compartilhar a alegria deles por assistir ao discurso bíblico de casamento, que é a parte mais importante. Se tivermos a este em menor estima do que a recepção, poderá o motivo ser que nos tornamos ‘amantes de prazeres em vez de amantes de Deus’? — 2 Timóteo 3:4.

      20. Limitar o tamanho da recepção pode evitar que tipo de práticas?

      20 Ser razoável quanto ao tamanho e o custo da recepção também ajuda a evitar práticas indesejáveis. Por exemplo, o desejo de ganhar dinheiro tem levado uns poucos a comprar tecido especial para roupas de casamento e daí solicitar aos acompanhantes da cerimônia de casamento que comprem deles o tecido por um preço mais alto. Em alguns casamentos os convivas tiveram de “comprar” pedaços do bolo ou “pagar” para dançar com a noiva por pregar dinheiro no vestido dela. Tal ênfase no dinheiro talvez também inspire os convivas a exibir sua riqueza por lançar dinheiro sobre os músicos ou dar grandes presentes, de modo a conseguir um lugar especial perto dos recém-casados. — Lucas 14:8-11.

      CONTRIBUA PARA QUE TODOS SE DIVIRTAM

      21. Que papel desempenha a música nas festas de casamento?

      21 No período das guerras dos macabeus, certo cortejo matrimonial judaico foi ao encontro de um grupo “de pandeiros e músicos”. (1 Macabeus 9:39, The Oxford Annotated Bible; compare com Salmo 45:8.) Hoje, também, muitas vezes a música faz parte das recepções de casamento. Ela pode aumentar o prazer cristão da ocasião — ou diminuí-lo. Por que é possível esta última hipótese? Em muitos casos, a música tem sido muito alta e irrestrita. Alguns músicos gostam de música tipo discoteca, ou talvez se deliciem em exibir freneticamente as suas habilidades. Mas, uma recepção cristã não é o lugar para nenhuma dessas coisas. Podem os convidados, jovens ou idosos, usufruir companheirismo cristão se a música é tão alta que é impossível conversar com quem está do outro lado da mesa?

      22. Como se podem reduzir os problemas relacionados com a música?

      22 Obviamente, a música nas festas de casamento precisa ser cuidadosamente planejada e supervisionada, especialmente se for ao vivo. É preferível não contratar músicos mundanos. Se músicos forem contratados, o noivo, ou o irmão escolhido para supervisionar, deve explicar firmemente quais as músicas que podem ser tocadas e quais as que não podem. (Êxodo 32:6, 17, 18) Deve ser estipulado que nenhum pedido especial da parte de convidados pode ser atendido sem aprovação do noivo ou do “diretor” da recepção. Devido a problemas freqüentes quanto à natureza e ao volume da música ao vivo, muitos casais têm optado por discos ou fitas, selecionados exatamente de acordo com o que querem. Para tocá-los tem encarregado um adulto, não facilmente levado pelo que é comum entre jovens imaturos. — 1 Coríntios 13:11; Hebreus 5:14.

      23-25. Que outras medidas práticas podem tomar os recém-casados para garantir uma agradável reunião cristã?

      23 Recém-casados cristãos querem que seus convidados guardem boas recordações de sua recepção. Assim, se houver música e/ou dança, esta(s) deve(m) harmonizar-se com os princípios bíblicos. Se alguns forem convidados a proferir algumas palavras, as pessoas escolhidas e o que vão dizer devem harmonizar-se com uma reunião cristã digna.

      24 Na parábola das dez virgens a festa começou “no meio da noite”, porque os participantes se haviam atrasado. (Mateus 25:5, 6) Em outro caso, o que Jesus disse sobre o rei que, com a festa pronta para começar, mandou seus servos convidar pessoas nas ruas, indica que a festa foi durante o dia. (Mateus 22:4, 9) Hoje, algumas recepções se têm estendido até altas horas da noite, tornando-se mais incontroláveis à medida que cristãos maduros se retiram para ter uma razoável noite de sono. Para evitar isso, muitos casais equilibrados têm marcado um horário para a recepção começar e um horário para terminar. Deste modo todos podem fazer seus planos, incluindo arranjos para atividade cristã apropriada no dia após uma agradável recepção.

      25 Uma recepção de casamento pode ser uma ocasião esplêndida para entretenimento cristão correto e equilibrado. Mas, que papel desempenha esta com relação ao que se segue — a vida de casados quais cristãos verdadeiros?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Em alguns países, logo após uma cerimônia de casamento, todos os convidados podem participar numa recepção em que se servem refrigerantes ou café, e doces e salgadinhos. Mais tarde, os recém-casados, sua família e alguns amigos participam de um almoço ou jantar especial, na casa de alguém ou num restaurante. Em outros lugares, a recepção é uma reunião posterior à cerimônia do casamento — quer se sirva um lanche, quer uma lauta refeição.

      b Do grego methusko, que significa “embebedar-se, intoxicar-se”. Alguns comentaristas argumentam que a palavra pressupõe apenas beber o suficiente para entorpecer o paladar ou para produzir hilaridade. Outros textos não apóiam este conceito. — Mateus 24:49; Lucas 12:45; Atos 2:15; Efésios 5:18; 1 Tessalonicenses 5:7.

      Daquilo que se considerou, lembra-se?

      ◻ Por que devem os cristãos se preocupar quanto ao assunto de recepções?

      ◻ O que é aconselhável quanto às bebidas alcoólicas nas festas de casamento?

      ◻ Quem é o responsável pelo que se passa nas recepções?

      [Foto na página 19]

      O diretor da festa consultou o noivo a respeito do vinho.

  • Olhe além do dia do casamento
    A Sentinela — 1984 | 15 de outubro
    • Olhe além do dia do casamento

      1, 2. Que contraste instrutivo apresentam os casamentos no Japão?

      A REVISTA Time (6 de dezembro de 1982), declarou que no Japão o casamento é um ‘empreendimento de 17.000.000.000 de dólares’, custando “a espantosa soma de US$ 22.000 [c. Cr$ 48,4 milhões] por casal”. Contudo, “o aumento no índice de divórcios no Japão [é] sem precedentes; três de cada dez casais se separarão”.

      2 Em contraste, o jornal Hokuu Shimbun disse sobre o casamento de duas Testemunhas de Jeová em Noshiro: “Ambos são cristãos zelosos, e baseados nesse ensino seu conceito é: ‘O casamento pode ser simples, mas ao mesmo tempo ter a aprovação de todos.’” Comparada com os casamentos custosos e suntuosos, que são comuns, a simplicidade desse casamento valeu notícia. “Mesmo assim”, disse o jornal, “o casamento estava repleto da alegria de votos de um futuro feliz para o casal”.

      3. Que efeito pode ter sobre sua felicidade o dia de seu casamento?

      3 Como o casal encara o dia do casamento, e as demandas deste, pode influir diretamente na sua felicidade futura. Por quê? Segundo a psicóloga dra. Sally Witte, “os estudos mostram ser estressantes não só as coisas más que acontecem ao indivíduo, mas, também, as coisas boas”. Especialistas em saúde mental dizem que casar-se produz mais tensão na pessoa do que perder o emprego. Obviamente, se a celebração do casamento for monumental, em vez de modesta, suntuosa, em vez de simples, a tensão que lhe sobrevirá será mais severa.

      4. Que acontece amiúde depois de casamentos excessivamente primorosos?

      4 Ademais, muitos que hoje se casam

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