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  • A comunicação na família — por que entrou em colapso?
    Despertai! — 1985 | 22 de maio
    • O Colapso da Comunicação: As Suas Causas

      São muitos os fatores que operam contra a qualidade da vida familiar. Antes da industrialização, o “trabalho” era, mais ou menos, um assunto familiar, mas agora as coisas mudaram. Na maior parte do mundo, o homem ganha a vida labutando por longas horas longe de casa. Declinante economia mundial obriga muitas mulheres a fazer o mesmo. Assim, os filhos ficam sob os cuidados de pessoas pagas, ou ficam entregues a si mesmos. As escolas assumiram a inteira tarefa de educar os filhos — tarefa esta que, nos tempos antigos, era da responsabilidade primária dos pais. A tecnologia — o mesmo instrumento que tanto aprimorou as comunicações — às vezes funcionou no sentido de debilitar a vida familiar.

      Antes dos dias do rádio, da TV, dos conjuntos estereofônicos, dos videocassetes, e dos videogames, os membros da família amiúde gastavam tempo conversando entre si. Mas, a atual superabundância de tais aparelhagens quase que acabou com a arte da conversação em algumas famílias. O informe do Instituto Nacional de Saúde Mental (dos EUA), intitulado Television and Behavior (Televisão e Comportamento), declara: “As reuniões familiares junto à lareira ou ao jantar parecem agora dar lugar às reuniões em frente ao televisor.” Especialmente perturbador foi o que se constatou nos Estados Unidos, “famílias gastando cerca da metade das horas em que estão acordadas, em casa, vendo televisão”. E o fato trágico é que, em muitas famílias, quando se liga a TV, a família se desliga; a conversa se reduz ao nível mínimo.

      Com que resultado? A vida familiar se torna vazia. O companheirismo reflui, e os membros da família inevitavelmente se afastam. Mas, para que a família seja unida, ligada pelos vínculos do entendimento e do amor, é mister que haja comunhão de mentes e de corações. Os membros da família que gozam de tal comunicação podem edificar-se mutuamente para suportarem as corrosões duma sociedade tensa e atribulada. Como, então, pode uma família cultivar tal achego? Há abundante conselho, de muitas fontes. Mas, a melhor fonte de conselhos é o livro mais antigo que existe — a Bíblia! Examinemos como podem ser efetivamente aplicados alguns dos seus princípios.

  • A comunicação na família — como pode melhorar?
    Despertai! — 1985 | 22 de maio
    • A comunicação na família — como pode melhorar?

      ‘MEU marido nunca conversa comigo.’ ‘Minha esposa nunca ouve o que tenho a dizer.’ Estas queixas são comuns entre os casais. Os jovens com freqüência se sentem como Max, de 12 anos: “Não tenho receio de falar [com meus pais], mas tenho receio da possível reação deles.” Barricadas de silêncio separam assim os membros da família.

      Alguns talvez arguam que, em muitos casos, o marido e a esposa simplesmente não formam um par ideal; que são irreparavelmente incompatíveis e jamais deveriam, realmente, ter-se casado! Por certo, muitos casais deveras encararam o namoro de forma leviana e deixaram de lançar uma base sólida para a comunicação antes do casamento. (Veja o destaque na página 9.) Todavia, o êxito do casamento não depende unicamente da chamada compatibilidade. Muito mais crucial é se o casal se dispõe a aceitar as normas de Deus para o matrimônio e a aplicar ou não os princípios bíblicos. Considere apenas algumas das coisas que a Bíblia diz sobre os papéis e as responsabilidades do marido e da esposa:

      ● “As esposas estejam sujeitas aos seus maridos como ao Senhor.” — Efésios 5:22, 23.

      ● “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela. . . . Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos.” — Efésios 5:25, 28.

      ● “Não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e na regulação mental de Jeová.” — Efésios 6:4.

      A aplicação de tais princípios lança sólida base para a comunicação marital. Por quê? Porque o marido que encara o ‘amar sua esposa’ como responsabilidade dada por Deus ficará mais inclinado a conversar com ela e a escutá-la. A esposa que crê que a obediência ao marido é um requisito divino terá similar motivação. Mas, como é que se lida com os stresses e as tensões que surgem num casamento? Podem os conselhos da Bíblia realmente ajudá-lo a enfrentar isso?

      Quando Surgem Problemas

      O casamento é o mais íntimo dos relacionamentos humanos. Com o tempo, um casal pode usufruir um relacionamento tão íntimo que um simples toque, um olhar, ou um gesto transmite muito. Poucos, contudo, atingem esta condição feliz.

      Recorda uma jovem-esposa: “Passamos maus momentos em sentido financeiro, depois de nos casarmos. Vivíamos de semana em semana, ao deus-dará. Não estava acostumada a tal insegurança.”

      Este casal jovem, contudo, abrandou suas tensões conjugais por aplicar as Escrituras. Confessa o marido: “Acho que era completamente indiferente aos sentimentos dela. Julgava que tudo ia às mil maravilhas. Mas realmente não me dava conta que ela estava à beira dum colapso nervoso.” Que fizeram para sanar esta lacuna de comunicação? Relembra a esposa: “Tínhamos longas conversas. Às vezes, eram diálogos incomodativos, mas sempre ajudavam.”

      Disse um marido chamado Ricardo: “Tive dificuldades em me ajustar à rotina do casamento. Ambos trabalhávamos todo o tempo e minha esposa queria que eu me ocupasse com as tarefas domésticas. No entanto, minha idéia era que minha esposa devia cuidar de tudo. Além disso, depois de um dia de trabalho, não tinha disposição de fazer nada, mas só de me descontrair e ver alguns esportes. De modo que, se de repente ela me dissesse: ‘Poderia levar as roupas para o tintureiro?’, eu lhe dizia: ‘Leve-as você mesma!’”

      Ricardo e esposa, porém, começaram a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Ao aprender que Deus exigia dele que ‘amasse sua esposa como ao seu próprio corpo’, sentiu-se motivado a assumir uma parte das responsabilidades domésticas. Mesmo as pressões do trabalho pareciam diferentes, à luz da Palavra de Deus. Relembra ele: “Uma vez que passei a ter um motivo para viver e vim a entender os propósitos de Deus, pude livrar-me de pensamentos negativos adquiridos no trabalho.”

      A Bíblia, contudo, indica outra possível fonte de problemas: “Pois, todos nós tropeçamos muitas vezes. Se alguém não tropeçar em palavra, este é homem perfeito, capaz de refrear também todo o seu corpo.” (Tiago 3:2) Sim, todos somos ocasionalmente culpados de observações sem tato ou até mesmo rudes. E, quando duas personalidades imperfeitas se defrontam, açulam-se os temperamentos.

      Mas, o que acontece se um casal permitir que tais problemas dominem seu casamento? Afirma a Bíblia: “Um irmão contra quem se transgride é mais do que uma vila fortificada; e há contendas que são como a tranca duma torre de habitação.” (Provérbios 18:19) Pode-se cortar a comunicação, com graves conseqüências tanto para o casal como para os filhos. Deveras, os peritos afirmam que a “persistente discordância parental” é uma das influências mais destrutivas para um filho.

      Tais conflitos, porém, podem ser minimizados pela aplicação dos conselhos da Bíblia. Ordena-se ao marido que não ‘se ire amargamente com’ a esposa. (Colossenses 3:19) E, quando um não quer, dois não brigam. Se seu cônjuge está aborrecido e irado, por que não tenta manter-se calmo e usar tato? Se possível, concorde e lhe demonstre compreensão. Como diz a Bíblia: “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor.” (Provérbios 15:1) Respostas cortantes somente podem agravar a situação. É melhor perguntar de modo bondoso: “Será que o(a) aborreci? Que há de errado, querido(a)?” Chegar assim, amorosa e jeitosamente à raiz do problema não raro ajudará a resolvê-lo. Por outro lado, talvez seja uma questão de dizer de modo franco, porém bondoso, a seu cônjuge que está aborrecido(a) ou contrariado(a) pelo modo de agir dela ou dele. A Bíblia diz: “Não se ponha o sol enquanto estais encolerizados. Mas, tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros.” — Efésios 4:26, 32.

      Um jovem marido aprendeu a aplicar tal conselho. Ele nos conta: “Minha esposa é muito emotiva. Assim, às vezes torna-se difícil conversar calmamente com ela, sem que ela fique muito nervosa. Mas, tentei ajustar-me à personalidade dela, e ser mais sensível para com os sentimentos dela.” Tal esforço consciente não só ajuda a manter a paz, mas também o torna mais querido pelo seu cônjuge!

      Comunicação com os Filhos

      A chegada do primeiro rebento do casal representa um verdadeiro desafio para eles. Afinal de contas, um recém-nascido precisa de muito mais do que as regulares mamadas e trocas de fralda. Os pesquisadores dizem que os bebezinhos sentem forte necessidade de comunicar-se. Na verdade, o bebê não sabe falar. Mas os olhos, o toque, e o contato físico do genitor muito contribuem para abrir as linhas de comunicação. Este é um dos motivos pelos quais muitos hospitais não mais separam as mães de seus filhinhos recém-nascidos. E, afirmam os pesquisadores suecos Winberg e de Chateau: “Ao passo que o íntimo contato [entre mãe e bebê] durante este período talvez influencie diretamente o desenvolvimento do bebê, é possível que seja de ainda maior importância para a mãe, fortalecendo seu vínculo com o recém-nascido. . . . Este contato parece influenciar as atitudes e a sensibilidade dela para com as necessidades do bebê.”

      Que mais podem fazer os pais para dar bom início as comunicações com seus filhos? A Bíblia mostra que os pais devem conversar com os filhos “desde a infância”. (2 Timóteo 3:15) É isto realístico? Os pesquisadores Winberg e de Château afirmam que cantar para o bebê e falar com ele podem ser “importantes em suprir as necessidades psicológicas [dele]”. O pesquisador soviético M. I. Lisina cita similarmente um experimento em que se conversou, sorriu e afagou os bebês de modo carinhoso. Com que resultado? Depois de dois meses, tais bebês atingiram “um nível significativamente mais elevado de desenvolvimento” do que outras crianças que não receberam tal atenção. Esta comunicação amorosa dá dividendos para um filho, e, como observou o dr. Lisina: “Cremos que a interação com outras pessoas

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