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Avisos que deviam ser acatadosA Sentinela — 1981 | 1.° de julho
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dias”, estão agora em vias de cumprimento? Mais de dois milhões de Testemunhas de Jeová crêem que sim, e é por isso que as Testemunhas de Jeová, em toda a parte, dão o aviso de que o Armagedom está próximo. Convidam as pessoas a examinarem a evidência, para determinarem por si mesmas se estes avisos têm algum fundamento real.
DEVIAM SER ACATADOS?
Obviamente, alguns avisos não têm base nenhuma, e seria tolice acatá-los. Mas o fato de que muitos — inclusive membros destacados da comunidade — zombam ou escarnecem dos avisos não é motivo suficiente para não fazer caso deles. Lembre-se da situação com o monte Pelée. Em 5 de maio, três dias antes de sua maior erupção, o vulcão expeliu matéria escaldante que matou dezenas de pessoas no seu caminho. Muitos consideraram isso aviso suficiente para fugir, conforme escreve Peter Francis, no seu recente livro Volcanoes (Vulcões):
“Muitos tentaram abandonar Saint-Pierre dirigindo-se a Fort-de-France, segunda cidade de Martinica. As autoridades locais, porém, não acolheram bem a perspectiva duma evacuação em grande escala. Além do problema de ter de lidar com um grande número de refugiados amedrontados, havia também a vindoura eleição em 10 de maio, e as facções políticas da cidade estavam ansiosas de que nada interferisse nela, de modo que se fez um empenho conjugado para minimizar o possível risco. Formou-se uma ‘comissão científica’, constituída por algumas das pessoas mais entendidas da ilha, e esta apresentou um relatório destinado a diminuir o medo.”
Conseguiram isso até certo ponto. O povo ficou — e todos pereceram, com uma única exceção!
Atualmente, cumprem-se as profecias bíblicas a respeito dos “últimos dias”. Podem ser vistas todas as particularidades do “sinal” composto fornecido por Jesus. Sim, aquilo que Cristo e seus apóstolos predisseram como ocorrendo pouco antes da “grande tribulação” está agora acontecendo. A evidência é sobrepujante. Conforme Jesus predisse, há “na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer”. Também, “os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada” — Luc. 21:25, 26.
Os comentários do editor do jornal Herald de Miami, E.U.A., Jim Hampton, ilustram o cumprimento dessas coisas. Embora não encarasse o Armagedom inteiramente do ponto de vista bíblico, ele escreveu em 4 de maio de 1980:
“Sente às vezes, aumentando fundo nas suas entranhas, a mesma espécie de nó que sinto nas minhas? Aquele horrível nó, que deixa a gente acordada toda a noite, indicando que algo está horrivelmente errado com o seu pais, com o mundo inteiro? Aquele nó que faz você às vezes tiritar, porque lhe ocorreu que esse Armagedom não é apenas alguma alegoria sobre a qual leu na Bíblia, mas é real? E que, pela primeira vez na sua vida, o fósforo chegou tão perto do estopim, que o Armagedom é realmente possível?
“Eu sinto esse nó. E não me envergonho de admiti-lo, porque perguntei a uma dúzia de meus amigos se eles o sentem também, e não há nenhum deles que não o sinta.”
Há os que zombam da idéia de Deus acabar com a iniqüidade. Outros menosprezam a evidência de que as profecias bíblicas estão em vias de cumprimento. Mas a Bíblia predisse esta mesmíssima situação, dizendo: “Nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa prometida presença dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação.’” — 2 Ped. 3:3, 4.
Mas, tais ridicularizadores estão enganados. O fato é que as coisas mudaram. As profecias bíblicas estão sendo cumpridas. A evidência de que o Armagedom está próximo é tão clara como era claro, no ano passado, que o monte Sta. Helena estava prestes a entrar em erupção. Ainda assim, muitos se negaram a acatar os avisos e ficarem fora da zona de perigo. Eles pagaram com a vida. Uma senhora entrevistada na TV expressou sua desaprovação com a restrição de viagens impostas para manter as pessoas fora da região. Depois da erupção, ela compareceu novamente à TV para humildemente agradecer as restrições, as quais, segundo disse, salvaram-lhe a vida.
ONDE SE PODE ENCONTRAR SEGURANÇA
Quando confrontado com uma erupção vulcânica, é bastante óbvio onde se pode encontrar segurança — longe do vulcão. Espantosamente, porém, a “zona de matança” da erupção do monte Sta. Helena foi noticiada como abrangendo 380 quilômetros quadrados. As árvores foram derrubadas até a distância de 23 quilômetros, em três direções, e tudo foi cauterizado num raio de vários quilômetros além disso! Mas, onde se pode encontrar segurança durante a iminente “grande tribulação”?
Não é num lugar físico. Assim como foi no Dilúvio, Jeová Deus terá os meios para destruir os iníquos onde quer que se escondam. No mesmo sentido, poderá preservar a todos os que quiser, não importa onde vivam. A chave da segurança é fornecida pelo apóstolo João, quando diz: “O mundo [da humanidade desobediente] está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:17.
O único lugar de segurança consiste na relação correta da pessoa com Jeová, relação que só pode ser usufruída fazendo-se a vontade dele. Mas, antes de podermos fazer a vontade de Jeová, temos de saber o que ele requer de nós. Isto envolve o estudo de sua Palavra, a Bíblia, e, depois, a aplicação dela na nossa vida. Está disposto a fazer isso? As Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudar-lhe. Acima de tudo, não rejeite os avisos baseados na Bíblia, que estão dando sobre a aproximação do Armagedom. Estes são avisos que merecem cuidadoso exame — e deviam ser acatados.
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Quando não se acata o conselho de DeusA Sentinela — 1981 | 1.° de julho
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Quando não se acata o conselho de Deus
Uma jovem Testemunha, de uns vinte e poucos anos, fala sobre o resultado de ela não ter acatado o conselho de Deus. Ela escreve:
“Um par de anos atrás, cometi um terrível erro. Cometi fornicação com um jovem não-batizado, que estava estudando a Bíblia naquela época. Eu era batizada. Queria que ele me amasse. Em vez disso, ambos violamos a lei de Jeová. . . .
“Agora, minha vida é uma série de ‘se tão-somente’. Se tão-somente, como jovem que amava a Jeová, tivesse sido mais forte. Se tão-somente tivesse prestado mais atenção aos requisitos de Deus. Se tão-somente tivesse pensado na seriedade das minhas ações quando procedi de modo errado. Agora tenho de ceifar o que semeei. . . . As noites passadas em claro, os períodos de choro desesperado, são parte do preço que tenho de pagar por ter desobedecido a Jeová. . . .
“Eu apenas gostaria de que os jovens se dessem conta de que os anciãos e Jeová os amam, e não querem vê-los magoados. Os requisitos de Deus são apenas para a nossa felicidade. Uma vez que se comete um erro não há maneira de desfazê-lo. Temos de confiar sempre em Jeová e estar decididos a nos apegar aos seus princípios justos e amorosos. Está envolvida nossa própria felicidade como jovens. Sempre temos de considerar o futuro, e nossa relação com Jeová. Para fazermos isso, temos de escolher agora o proceder sábio, segundo os princípios bíblicos. Esta é a lição que aprendi, infelizmente, do modo difícil. Espero que outros evitem todas as transgressões, confiando em Jeová.
“Amo realmente a Jeová. Magoa-me que eu lhe tenha desobedecido. Mas estou decidida a prosseguir, a trabalhar arduamente, a desenvolver uma relação forte e duradoura com Jeová. Aguardo ansiosamente o tempo em que a dádiva de Jeová para os seus súditos leais, um novo sistema de brilho moral, seja realidade e usufruída por todos. Só então poderei esquecer a mágoa e a dor que meu pecado causou.”
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