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JairoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JAIRO
[Forma grega de Jair; ele iluminará ou despertará]. Oficial-presidente da sinagoga (provavelmente de Cafarnaum), cuja única filha Jesus ressuscitou. — Mat. 9:18; Mar. 5:22; Luc. 8:41, 42.
Quando, em fins de 31 ou princípio de 32 EC, a filha de Jairo, com doze anos, ficou tão enferma que se esperava que morresse, o pai dela procurou Jesus, caiu aos seus pés e implorou-lhe que viesse e a curasse antes que fosse tarde demais. Enquanto conduzia Jesus à sua casa, Jairo certamente deve ter sido muitíssimo encorajado por testemunhar a cura, feita por Jesus, de uma mulher sujeita, por doze anos, a um fluxo sanguíneo. Mas, quão desanimador foi receber a notícia, trazida por mensageiros, de que sua própria filhinha já havia morrido! Sem embargo, Jesus instou com Jairo a que não temesse, mas exercesse fé. Passando pelo meio de ruidosos lamuriadores que zombaram e escarneceram da observação de Jesus, de que a menina estava apenas dormindo, Jairo, sua esposa, e três apóstolos, acompanharam Jesus até dentro da casa, onde Jesus restaurou a vida da menina. Como seria de esperar, Jairo e sua esposa ficaram ‘fora de si com grande êxtase’. — Mar. 5:21-43; Mat. 9:18-26; Luc. 8:41-56.
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JambresAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JAMBRES
[possivelmente, aquele que se opõe ou se rebela]. Oponente de Moisés, presumivelmente um dos mágicos egípcios da corte de Faraó. — 2 Tim. 3:8; Êxo. 7:11; veja JANES.
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JanesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JANES
[possivelmente, aquele que desencaminha ou seduz]. Oponente de Moisés, a quem Paulo compara os apóstatas que resistem à verdade. (2 Tim. 3:8, 9) Janes e Jambres, cuja ‘insensatez ficou bem clara a todos’, não são identificados nas Escrituras Hebraicas, mas concorda-se, em geral, que eram dois dos homens de destaque da corte de Faraó, talvez os sacerdotes-magos que se opuseram a Moisés e Arão em seus numerosos comparecimentos ali. (Êxo. 7:11, 12, 22; 8:17-19; 9:11) A dose de tradição que concorda com isto ultrapassa, em muito, o pouco que haja em contrário. Fontes não-cristãs, tais como Numênio, Plínio, o Velho, Lúcio Apuleio, um escrito de Qumran, o Targum de Jônatas, e vários escritos apócrifos, mencionam todos a um destes homens, ou a ambos.
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JardimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JARDIM
Os jardins dos tempos bíblicos eram geralmente áreas fechadas por uma sebe de plantas espinhosas ou por um muro de pedra ou de terra, talvez com plantas espinhosas pelo topo. — Cân. 4:12; veja Éden; Getsêmani.
Falando-se em geral, os jardins mencionados na Bíblia diferem muitíssimo dos jardins comuns do Ocidente. Muitos deles apresentavam mais o aspecto dum parque, com várias espécies de árvores, incluindo árvores frutíferas e nogueiras (Ecl. 2:5; Amós 9:14; Cân. 6:11), plantas produtoras de especiarias e flores (Cân. 6:2), com trilhas serpenteantes, e eram bem regados por correntes ou por meio de irrigação. (Isa. 1:30) Jardins menores podem ter sido cultivados por famílias de per si. Tais jardins tipo parques localizavam-se, em geral, fora da cidade, exceto alguns possuídos por reis ou por homens muito ricos. O Jardim do Rei, perto do local em que Zedequias e seus homens tentaram fugir de Jerusalém durante o sítio por parte dos caldeus, situava-se, provavelmente, adjunto ao muro SE daquela cidade. — 2 Reis 25:4; Nee. 3:15.
NO EGITO
Enquanto estavam no Egito, os israelitas tinham cultivado o que parece ter sido pequenas hortas. Deuteronômio 11:10 diz que irrigavam-nas com o pé, possivelmente utilizando, quer moinhos movidos pelos pés, quer conduzindo a água de irrigação por meio de canais, abrindo e vedando com os pés as barragens de terra dos canais, para aguar as várias partes da horta.
SEPULCROS
Os jardins às vezes eram usados como sepulcros. Manassés e seu filho, Amom, foram sepultados no jardim de Uza. (2 Reis 21:18, 25, 26) Foi num jardim, ou horto, num túmulo memorial novo, que Jesus foi sepultado. (João 19:41, 42) Os israelitas incidiram na prática malévola de oferecer, nos jardins, sacrifícios aos deuses pagãos, sentando-se entre os sepulcros e comendo coisas repulsivas em sua observância da religião falsa, tendo Jeová declarado que os julgaria por isso. — Isa. 65:2-5; 66:16, 17.
USOS FIGURADOS
Num aviso dado a Judá por meio de Joel, Jeová prediz a vinda dum povo “numeroso e poderoso” que devastaria a terra, convertendo-a de uma condição “como o jardim do Éden” em um deserto. (Joel 2:2, 3) Em contraste, os que fazem a vontade de Jeová e gozam de seu beneplácito são assemelhados a um jardim bem-regado. (Isa. 58:8-11) Esta seria a situação do povo pactuado de Jeová, ao ser restaurado do exílio babilônico. (Isa. 51:3, 11; Jer. 31:10-12) Em Ezequiel 28:12-14, o “rei de Tiro” é mencionado como tendo estado no jardim do Éden e no “monte santo de Deus”. Junto às encostas do monte Líbano, com seus famosos cedros, o rei, adornado de suntuosos mantos e de esplendor real, estivera como que no jardim do Éden e num monte de Deus. O namorado pastor de O Cântico de Salomão assemelha sua jovem companheira sulamita a um jardim, com toda a sua agradabilidade, toda a sua beleza, com todo o seu deleite e todos os seus frutos excelentes. — Cân. 4:12-16.
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JarreteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JARRETE
Nos quadrúpedes, os jarretes são os tendões acima do curvejão das patas traseiras. Jarretar, o ato de cortar estes tendões, deixa aleijado o animal, tornando-o inapto para o trabalho ou a guerra. (Gên. 49:6) Ao realizarem operações de guerra, os israelitas jarretavam os cavalos de seus inimigos, Jeová mandando especificamente, em uma ocasião, que Josué fizesse isso. (Jos. 11:6, 9; 2 Sam. 8:3, 4; 1 Crô. 18:3, 4) Este era o método mais simples de pôr os cavalos fora de combate, e, depois de assim aleijados, os cavalos sem dúvida eram mortos, sendo destruídos junto com os carros de guerra. Por não se apropriarem, para seu próprio uso, dos cavalos de seus inimigos, empregando-os então na guerra, os israelitas ficariam salvaguardados do laço de confiarem em cavalos, em vez de em Jeová, como fonte de proteção. — Compare com Deuteronômio 17:16; Isaías 31:1, 3.
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Jarro (Bilha, Cântaro, Pote, Talha)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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JARRO (BILHA, CÂNTARO, POTE, TALHA)
Veja VASOS.
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JasãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JASÃO
[Uma das formas gregas de Josué, “Jeová é salvação”]. Destacado cristão de Tessalônica que ‘recebera Paulo e Silas hospitaleiramente’ em sua primeira viagem à Macedônia. Uma turba de judeus invejosos tentou retirar Paulo e Silas da casa de Jasão, mas, não os encontrando ali, levaram em lugar deles a Jasão, e fizeram dele o principal réu das acusações de sedição contra César. Jasão e os outros junto com ele foram libertos depois de prestarem “suficiente fiança”. — Atos 17:5-10; 1 Tes. 2:18.
Na carta de Paulo aos Romanos, escrita de Corinto, em sua seguinte viagem pela Macedônia e pela Grécia, Jasão é uma das pessoas cujos cumprimentos são incluídos. (Rom. 16:21) Caso se trate da mesma pessoa que o Jasão de Tessalônica, ele, pelo que parece, viera até Corinto, possivelmente junto com Paulo. Ele é chamado de ‘parente’ de Paulo, que pode significar que era um “concidadão”, embora o significado primário da palavra grega seja “parente consanguíneo da mesma geração”. Caso tenha sido um parente próximo, carnal, de Paulo, ele seria, naturalmente, aquele com quem Paulo ficaria hospedado em Tessalônica. O nome Jasão, um dos equivalentes gregos de Josué, foi adotado por muitos judeus que viviam sob a influência da cultura grega.
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Jasar, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JASAR, LIVRO DE
Veja LIVRO.
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JaspeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JASPE
Na última posição da segunda fileira de pedras do “peitoral de julgamento” de Arão foi colocada uma pedra de jaspe, representando uma das doze tribos de Israel. (Êxo. 28:2, 15, 18, 21; 39:11) A “cobertura” de joias, usada pelo rei de Tiro, estava adornada de jaspe. (Eze. 28:12, 13) Na visão do celeste trono de esplendor de Jeová, João observou que “o sentado é, em aparência, semelhante à pedra de jaspe e a uma pedra preciosa de cor vermelha”. (Rev. 4:1-3, 10, 11) “A cidade santa, a Nova Jerusalém”, é descrita como tendo um resplendor “semelhante a uma pedra mui preciosa, como pedra de jaspe, brilhando como cristal”. A estrutura da muralha da cidade santa era de jaspe, como era a sua primeira pedra de alicerce. — Rev. 21:2, 10, 11, 18, 19.
O jaspe moderno é uma variedade opaca de quartzo que contém uma mistura de óxido de ferro. Suas cores, amiúde dispostas em camadas, são o branco, o vermelho, o amarelo, o castanho ou o negro. O jaspe é mais duro que o vidro e é encontrado em rochas metamórficas, em massa ou como cristais distintos. Os jaspes de melhor qualidade são utilizados para pedras preciosas e podem receber grande polimento. Alguns peritos, contudo, crêem que o jaspe mencionado nas Escrituras Gregas Cristas não seja o jaspe moderno. Visto que o jaspe em Revelação 21:11 é chamado de “pedra mui preciosa . . . brilhando como cristal”, a pedra antiga pode ter sido mais rara e valiosa do que o jaspe moderno, comparativamente barato, e brilhantemente translúcido, em vez de opaco. Alguns peritos sugerem que o termo grego se refere, em realidade, ao diamante.
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JavãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JAVÃ
O quarto filho alistado de Jafé, e o pai de Elisá, Társis, Quitim e Dodanim (ou Rodanim). Como descendentes pós-diluvianos de Noé, são incluídos entre os que povoaram “as ilhas das nações”, frase que pode também referir-se às terras costeiras e não simplesmente às ilhas cercadas de água. (Gên. 10:2, 4, 5; 1 Crô. 1:5, 7) A evidência histórica aponta que os descendentes de Javã e de seus quatro filhos se fixaram nas ilhas e nas terras costeiras do mar Mediterrâneo, desde Chipre (Quitim) até, talvez, tão a O quanto a Espanha.
Javã (Heb., Yawán) é identificado como o progenitor dos antigos jônios, que alguns chamam de “tribo paternal dos gregos”. [The Pentateuch (O Pentateuco), Vol. 1, p. 163, de Keil-Delitzsch] O nome láones é usado pelo poeta Homero (pelo menos do século VII AEC) como se referindo aos gregos primitivos, e, a partir de Sargão II (século VII AEC), o nome Iavanu começa a surgir em inscrições assírias. O imperador persa, Dario, também os menciona (como Iauna), e tal nome pode ser encontrado numa forma similar em antigos registros egípcios que se referem aos jônios.
No decorrer do tempo, o nome Jônia veio a restringir-se à Ática (a região em torno de Atenas), à costa ocidental da Ásia Menor (correspondendo às costas das posteriores províncias da Lídia e da Cária), e às ilhas vizinhas do mar Egeu. O mar que se situa entre o S da Grécia e o S da Itália ainda retém o nome de “Jônio”, e reconhece-se que tal nome possui uma origem antiquíssima, apoiando o conceito de que esta forma do nome de Javã certa vez se aplicava à área continental da Grécia, bem como à área menor, posterior, designada como Jônia.
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