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  • Gibraltar — mais do que um símbolo de solidez
    Despertai! — 1972 | 8 de abril
    • A população de Gibraltar foi assim drasticamente reduzida.

      Com o tempo foi preenchido o vácuo humano, principalmente por meio de colonos espanhóis e italianos. Mas também judeus, marroquinos, indianos e outros fixaram residência ali. Por fim, todos estes se fundiram num povo distinto — gibraltarinos. Atualmente, a colônia tem cerca de 25.000 habitantes. A maioria deles fala tanto o espanhol como o inglês.

      Lar Distinto

      O lar dos gibraltarinos é uma península rochosa, tendo menos de cinco quilômetros de comprimento e um quilômetro e meio de largura, que se lança do continente espanhol. Tem cerca de um décimo do tamanho da Ilha de Manhattan, de Nova Iorque, e também seria uma ilha não fora o istmo baixo e arenoso que forma uma “zona neutra” pesadamente guardada entre a Espanha e Gibraltar.

      O Rochedo maciço, naturalmente, é a caraterística predominante da colônia. Ergue-se uns 420 metros acima do nível do mar e, do cume, pode-se, ver a Europa, a África, o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. A única cidade da colônia situa-se no lado ocidental do Rochedo, onde boa parte do solo foi retirada do mar. O inteiro distrito comercial se acha ao nível do solo; no entanto, a área residencial adere espetacularmente às encostas socalcadas.

      Aqui há vielas sombreadas e jardins suspensos e o ar fica carregado com o perfume das flores. Segundo a contagem real, há mais de quinhentas espécies de plantas. Estas incluem a tamareira, o pinheiro, o cipreste, o eucalipto, a alfarrobeira, a figueira, a pimenteira, a oliveira brava, as laranjeiras e limoeiros e uma variedade de cactos. Quase toda esta vegetação rica cresce do lado ocidental. As faces orientais e setentrionais do Rochedo são nuas e íngremes.

      Os gibraltarinos são abençoados com um clima tépido, porém não extremamente quente, que favorece as atividades ao ar livre. No verão, quase todo o mundo gosta de passar tempo nas praias. Muitas famílias preparam suas refeições na noite anterior de modo que possam estar na praia bem animados e cedinho. Alguns jovens apreciam a pesca submarina, não raro voltando com filhotes de polvo e outras deliciosas iguarias do mar.

      Por outro lado, muitos apreciam ir ao cume do Rochedo em um dos novos carros do telesférico. Estes percorrem o caminho aéreo em questão de minutos. Dali pode-se ver as Montanhas Rif do Marrocos e, olhando-se para o outro lado, a Costa del Sol da Espanha. Quão espetacular!

      Dentro do Rochedo

      Algumas das mais notáveis atrações de Gibraltar se acham dentro do próprio Rochedo, onde se encontram muitas cavernas naturais. A caverna de S. Miguel é às vezes usada como auditório em que até seiscentos espectadores têm comparecido a espetáculos musicais. É emocionante observar as estalactites e estalagmites ao assumirem várias tonalidades das luzes projetadas sobre elas.

      Mas, além de cavernas naturais, o Rochedo está literalmente cheio de túneis feitos pelo homem e de enormes escavações que servem como reservatórios. Na Segunda Guerra Mundial, os ingleses escavaram quarenta e oito quilômetros de passagens subterrâneas. Ali estabeleceram hospitais, alojamentos, depósitos de munição, oficinas — uma cidade regular! Recentemente, eu e minha família fizemos uma excursão dentro do Rochedo.

      Nosso guia nos mostrou diversos reservatórios, explicando: “Cada um tem seis metros e meio de profundidade e seu fundo se acha a 103 metros acima do nível do mar. Todos foram escavados em rocha maciça.” Tudo junto, há treze reservatórios, fomos informados, com a capacidade total de sessenta milhões de litros de água. Para dar melhor idéia do seu tamanho, o guia esclareceu que um deles fora usado como alojamento de três andares capaz de acomodar quatrocentos soldados durante a guerra!

      Quando fizemos a excursão, já não havia chovido por vários meses, de modo que vários reservatórios estavam vazios, prontos para receber as chuvas aguardadas. “Vinte e cinco milímetros de chuva”, explicou o guia, “produzem 2.850 mil litros, que duram apenas três dias”. Assim, para suplementar a reserva de água potável da colônia foram escavados poços, e também foram construídas algumas usinas de dessalinização a fim de produzir água potável da água do mar.

      Por último, saímos do túnel no lado oriental, bem na extremidade da enorme área de captação de água. Aqui, 72.000 folhas de metal corrugado cobrem uma área de quase quatorze hectares, captando a chuva e a canalizando para os reservatórios. Assim, até mesmo a superfície nua da encosta oriental é utilizada proveitosamente.

      Ao voltarmos pelo túnel, torna-se óbvio que Gibraltar não é realmente tão sólida como se poderia pensar. Não é de granito, mas de pedra calcária. E certamente não é compacta, pontilhada como está de cavernas, reservatórios e túneis. Mas, daí, Gibraltar é muito mais do que um símbolo — é o lar de milhares de pessoas.

  • ‘Felizes os perseguidos por minha causa’
    Despertai! — 1972 | 8 de abril
    • “A Tua Palavra É a Verdade”

      ‘Felizes os perseguidos por minha causa’

      OS ENSINOS e princípios que Jesus deu, em seu Sermão do Monte, têm sido criticados por muitos como sendo irreais e impraticáveis. Tais críticos, porém, despercebem que este sermão não foi dirigido aos pagãos ou a outros descrentes, mas aos discípulos de Jesus, embora houvesse outros judeus, também crentes em Deus, que o escutavam. Isto se torna bem evidente pelo modo em que reza a última felicitação ou ‘beatitude’ que ele declarou naquela ocasião:

      “Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus; pois assim perseguiram os profetas antes de vós.” — Mat. 5:11, 12.

      Apenas os verdadeiros seguidores de Jesus poderiam ser mencionados como sendo perseguidos por sua causa. E realmente foram perseguidos. É por isso que se disse aos cristãos primitivos: “Temos de entrar no reino de Deus através de muitas tribulações.” E, de novo: “Todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos.” — Atos 14:22; 2 Tim. 3:12.

      Que o mundo persiga os cristãos não deve constituir a mínima surpresa para eles. Por que não? Por causa do que Jesus disse a seus apóstolos: “Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia.” “Farão todas estas coisas contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” — João 15:19, 21.

      O que tem o mundo contra os seguidores de Jesus? Uma das coisas principais que tem contra eles é o seguirem o exemplo de Jesus e obedecerem suas ordens: “Ide, portanto, e fazei discípulos

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