-
Livramento da humanidade para a nova ordem de DeusA Sentinela — 1972 | 15 de outubro
-
-
‘isto foi dito e escrito há uns vinte e sete séculos atrás e já é agora fora da época e não se aplica mais hoje’. Mas escute agora uma revelação que Deus deu ao apóstolo cristão João mais de oitocentos anos depois. Anotando-a, João diz: “E eu vi um grande trono branco e o que estava sentado nele. De diante dele fugiam a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. . . . E eu vi um novo céu e uma nova terra; pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não é.” (Rev. 20:11 a 21:1) Assim, mais de oito séculos depois, o mesmo Deus não havia mudado de idéia. Também, João escreveu adicionalmente:
16 “E o que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’” — Rev. 21:5
17. Portanto, agora, depois de dezenove séculos, quais são as boas novas neste respeito?
17 Portanto, este Deus no seu trono celestial não seria fiel a si mesmo se mudasse de idéia quanto ao seu propósito declarado de criar uma nova ordem de novos céus e uma nova terra em que não haveria mais mar da humanidade alienada de Deus devido ao pecado herdado de nossos primeiros pais humanos. Portanto, embora Deus não deva nada à humanidade, ele está inclinado a introduzir uma nova ordem desejável, e ele não mudou de idéia, nem mesmo depois de dezenove séculos. Não são estas boas novas?
O QUE IMPEDE OS ESFORÇOS DOS HOMENS?
18. Antes de poder haver uma “nova terra”, o que precisa haver primeiro?
18 Observemos que Deus não só promete criar uma “nova terra”, mas também “novos céus”. Quão bem isto demonstra que Deus sabe o que é o mais essencial a fim de que a humanidade morredoura tenha uma nova ordem. Não pode haver uma “nova terra” sem primeiro haver “novos céus”! Trata-se de sol, lua, estrelas, planetas e galáxias novos por cima de nós, fora do alcance da visão do homem? Não! Estes corpos celestes materiais e ininteligentes no céu não têm e não podem ter nenhum efeito na ordem de coisas do homem do modo como os astrólogos têm ensinado desde os dias da antiga Babilônia. Mas, com a expressão “novos céus”, Jeová Deus se refere a novas inteligências espirituais invisíveis exercendo controle sobre-humano, celestial, sobre a humanidade.
19. Como foi indicado este sentido da expressão “novos céus” pelo profeta Daniel e também por Jesus Cristo?
19 Esta foi a idéia quando o profeta Daniel usou a palavra “céus” ao interpretar o sonho do rei da antiga Babilônia, a respeito de uma grande árvore, dizendo: “Passarão mesmo sete tempos sobre ti, até saberes que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser. E por terem dito que se deixasse o toco da árvore, teu reino te estará assegurado depois de saberes que são os céus que governam.” (Dan. 4:25, 26) Esta idéia de regência e domínio invisível, inteligente e celestial sobre a humanidade também está contida nas palavras de Jesus Cristo, quando proclamou: “O reino dos céus se tem aproximado.” — Mat. 4:17.
20, 21. (a) O que indica a expressão “novos céus” e como explica isso a incapacidade do homem de mudar as coisas para melhor? (b) Como se enganam nesta questão os sábios nas coisas do mundo?
20 A promessa de Deus de “novos céus” indica que há velhos “céus” que controlam a humanidade e que manejam invisivelmente a atual ordem de coisas. Estes simbólicos velhos céus se erguem como barreira sobre-humana no caminho de todos os esforços sinceros de homens e mulheres para mudarem a atual ordem para melhor e realizarem reformas duradouras na esperança de salvar a humanidade da autodestruição. Estes velhos “céus” são para a humanidade um inimigo invisível capaz de lograr homens e mulheres autoconfiantes em cada oportunidade, conforme tem demonstrado a história humana até agora.
21 Os sábios do mundo desta científica era do cérebro descrêem da existência de tal inimigo espiritual inteligente, invisível e sobre-humano, e zombam disso. Mas este mesmo inimigo sabe que não há tolos maiores do que os que se enganam a si mesmos. Mas nós não somos tolos quando perguntamos: Quem é este inimigo representado pelos velhos “céus”?
22, 23. O que disse aos homens alguém que desceu do céu e voltou para lá, sobre quem é este inimigo?
22 Alguém que desceu do céu e viveu como homem na terra por mais de trinta e três anos antes de voltar aos céus espirituais invisíveis nos diz quem é este inimigo. Em certa ocasião, na terra, setenta homens, os quais enviara como evangelizadores para proclamarem o reino de Deus, voltaram e relataram: “Senhor, até mesmo os demônios nos ficam sujeitos pelo uso do teu nome.” O que disse Jesus Cristo em resposta àqueles evangelizadores jubilantes? O seguinte: “Comecei a observar Satanás já caído como relâmpago do céu.” (Luc. 10:1-18) Numa ilustração representativa que ele deu no fim de sua profecia sobre a terminação deste sistema de coisas ele predisse o tempo quando diria as seguintes palavras a pessoas caprinas: “Afastai-vos de mim, vós os que tendes sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos.” (Mat. 24:3; 25:31-33, 41) Três noites depois, quando falou aos seus apóstolos fiéis a respeito da sua vindoura traição e morte violenta numa estaca de execução, Jesus Cristo disse:
23 “Agora há um julgamento deste mundo; agora será lançado fora o governante deste mundo.” “O governante do mundo está chegando. E ele não tem nenhum poder sobre mim.” (João 12:31; 14:30) “Eis que Satanás reclamou que fosseis peneirados como trigo.” — Luc. 22:31.
24. O que mostrou Jesus assim sobre os “céus” que agora controlam a humanidade, e, segundo Paulo, a quem adora o mundo da humanidade?
24 Temos ali a palavra do próprio Jesus Cristo como autoridade sobre o assunto: Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos são os que constituem os velhos céus simbólicos, os atuais “céus” sobre-humanos, que governam e controlam a humanidade durante esta velha ordem atual. Em vez de a vasta maioria da humanidade adorar o verdadeiro Deus, que promete “novos céus e uma nova terra”, ela adora o Diabo e seus demônios. O Diabo é sutil e esperto em ocultar suas operações e seus enganos do povo, pois o apóstolo cristão Paulo escreve: “O deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus.” (2 Cor. 4:4) Por meio desta descrição, o apóstolo Paulo se referia ao deus falso, Satanás.
25. Quem induziu Adão e Eva a procurar planos contrários à vontade de Deus?
25 Outrossim, Jesus Cristo identificou a Satanás, o Diabo, como sendo o invisível que induziu o reto Adão e Eva a procurar planos contrários à vontade de Deus. De modo que foi Satanás quem nos causou esta condição moribunda e imperfeita.
26. Como se tornou Satanás “homicida”, conforme o chamou Jesus?
26 Em certa ocasião, Jesus dirigiu-se a certos de seus ouvintes que queriam matá-lo e disse-lhes: “Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai. Este foi homicida quando começou, e não permaneceu firme na verdade, porque não há nele verdade. Quando fala a mentira, fala segundo a sua própria disposição, porque é mentiroso e o pai da mentira.” (João 8:44) No lar original do homem, o Jardim do Éden, Satanás, o Diabo, chamou a Jeová Deus de mentiroso; e a primeira mulher, Eva, acreditou no Diabo, e depois disso, seu marido, Adão, tomou o partido dela e juntou-se a ela em desobedecer a Deus. Portanto, Jeová proferiu a sentença de morte sobre os nossos primeiros pais; e visto que foi Satanás, o Diabo, quem induziu este resultado, ele se tornou aquilo de que Jesus o chamou: “Homicida.” Ele matou também a nós, pois herdamos dos pecadores Adão e Eva a nossa condição moribunda. — Gên. 2:7-5:5.
27, 28. (a) Que incapacidade não podem tirar de nós os homens capazes do mundo ou o que não podem tirar de cima de nós os exércitos e os revolucionários? (b) Como deu Paulo algumas idéias aos efésios quanto a que enfrentamos?
27 Apesar de tudo o que regentes governamentais, legisladores, juízes, médicos e cientistas possam fazer, não podem livrar-nos da condenação à morte sob a qual ainda estamos todos nós por causa do pecado e da imperfeição herdados. Não nos podem levar de volta ao Jardim do Éden do qual nossos primeiros pais foram expulsos por causa da rebelião contra Deus, o Criador. Apesar de tudo o que as forças militares do mundo e os revolucionários sociais possam tentar fazer, não nos podem livrar dos velhos “céus” demoníacos que se impuseram à humanidade. Neste caso, os exércitos e os revolucionários do mundo não estão lutando com outras criaturas humanas, mas com forças sobre-humanas, invisíveis. O apóstolo Paulo nos dá uma idéia do que a humanidade tem de enfrentar, ao escrever à congregação cristã em Éfeso na Ásia:
28 “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo; porque temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” — Efé. 6:11, 12.
29. Apesar de expulsarem demônios, o que não procuraram fazer Jesus e seus apóstolos, e com que resultado hoje em dia?
29 O apóstolo Paulo, bem como o próprio Jesus Cristo e seus outros apóstolos, expulsaram demônios de pessoas possessas por eles, libertando assim as pobres vítimas humanas. Entretanto, Jesus Cristo, quando na terra, bem como seus apóstolos, nunca tentaram derrubar esses velhos “céus” invisíveis, compostos de governos demoníacos, autoridades, governantes mundiais desta escuridão e espíritos iníquos em lugares celestiais. Há dezenove séculos atrás, não era o tempo para tal libertação da humanidade. Por conseguinte, aqueles “céus” demoníacos iníquos têm continuado a dominar a humanidade e os assuntos humanos até agora. A família humana sente agora os efeitos terríveis desta regência invisível e é absolutamente impotente contra ela.
30. A quem nos vemos obrigados a recorrer para prover um Libertador, e para quem não podemos olhar a fim de não sermos ‘amaldiçoados’?
30 A humanidade necessita desesperadamente de um Libertador que a livre destes céus demoníacos ruinosos. Jeová Deus suscitou o necessário Libertador! O tempo marcado por Jeová para a desejada libertação já está perto! Não podemos olhar para os “nobres” humanos, nem para o homem terreno em busca do Libertador. Ficaríamos ‘amaldiçoados’ se fizéssemos isso! A força das circunstâncias nos obriga a olhar para Jeová por ele. Quem é ele?
31. O que será capaz de fazer o escolhido de Jeová, e por que é isto um requisito básico para uma nova ordem?
31 É o escolhido por Jeová Deus, aquele que pode eliminar da existência estes velhos “céus” demoníacos. Não pode haver nenhuma nova ordem para a humanidade sem a eliminação destes “céus” iníquos que têm dominado esta velha ordem. Não pode haver nenhuma nova ordem para a humanidade sem haver “novos céus”. Este é um requisito básico. É o primeiro requisito. Jeová Deus prometeu criar tais “novos céus”.
32. Como serão contrabalançados aqueles nos ‘céus que agora existem’ com os dos “novos céus”, e quem é o essencial e vital nos “novos céus”?
32 Visto que os iníquos ‘céus que agora existem’ se compõem de criaturas espirituais sobre-humanas e invisíveis, também os novos céus devem compor-se de criaturas espirituais sobre-humanas e invisíveis. O apóstolo Pedro animou seus concristãos a continuarem a esperar por Deus e ter confiança em Deus, ao escrever: “Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Ped. 3:13) Deus já suscitou o principal, o vital e essencial destes “novos céus”, e este é seu Filho fiel, Jesus Cristo, o Senhor. Aclame-se este Libertador!
-
-
Lançamento dos alicerces da nova ordem de DeusA Sentinela — 1972 | 15 de outubro
-
-
Lançamento dos alicerces da nova ordem de Deus
1. O que esperavam tornar-se aqueles a quem se dirigia 2 Pedro 3:13, mas, por que surge uma grande questão por causa disso?
QUANDO o apóstolo Pedro escreveu aos concristãos dos seus dias: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa”, eles mesmos esperavam tornar-se parte daqueles “novos céus” na terminação deste sistema de coisas. (2 Ped. 3:13; Mat. 24:3; 28:20) Esperavam estar associados com seu Líder e Cabeça dado por Deus, Jesus Cristo, naqueles “novos céus” sobre a humanidade. Regozijavam-se na esperança de substituir os iníquos “céus” demoníacos que agora lançam o manto da morte e da destruição sobre toda a humanidade. Mas como podem eles e outros condiscípulos de Jesus Cristo, todos meros humanos, tornar-se parte dos “novos céus”?
2. Como chave para se desvendar este mistério, o que escreveu Pedro no início de sua primeira carta?
2 O apóstolo Pedro indica a chave que desvenda este mistério ao escrever a concrentes no sacrifício resgatador de Jesus Cristo: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois, segundo a sua grande misericórdia, ele nos deu um novo nascimento para uma esperança viva por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorrutível, e imaculada, e imarcescível. Ela está reservada nos céus para vós, os que estais sendo resguardados pelo poder de Deus, por intermédio da fé, para uma salvação pronta para ser revelada no último período de tempo.” — 1 Ped. 1:3-5.
3. Destinava-se a humanidade a ir para o céu, e o que precisam ter os cristãos fiéis que morreram, a fim de irem para o céu?
3 Note a expressão ‘novo nascimento para uma herança reservada nos céus para vós’. Também as palavras: “Por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” A humanidade não foi criada e não nasceu para ir para o céu onde reside Deus. Ir algum humano para o céu exigiria um novo nascimento, um nascimento espiritual, que nenhum pai humano pode conceder, mas apenas Deus, o Pai celestial. Além disso, notamos que todos os discípulos fiéis de Jesus Cristo morreram até agora como humanos. Certamente, pois, para tais cristãos mortos irem para o céu terão de ter uma ressurreição.
4. A fim de que o homem Jesus Cristo pudesse ir para o céu, o que era necessário que acontecesse, conforme explicado por Pedro?
4 Até mesmo Jesus Cristo, a fim de voltar para o céu do qual viera, precisava morrer e ser ressuscitado dentre os mortos pelo poder onipotente de seu Deus e Pai, Jeová. O apóstolo Pedro fez a seguinte declaração a respeito desta morte como humano e a ressurreição como pessoa espiritual: “Até mesmo Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-vos a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado no espírito. Neste estado, também, ele foi e pregou aos espíritos em prisão, . . . pela ressurreição de Jesus Cristo. Ele está à direita de Deus, pois foi para o céu; e foram-lhe sujeitos anjos, e autoridades, e poderes.” — 1 Ped. 3:18, 19, 21, 22; veja também Almeida, atualizada.
5. O que disse Pedro sobre o motivo de Cristo morrer?
5 Sua morte como humano perfeito e sua ressurreição como pessoa espiritual perfeita foi um modo de ele conseguir novamente entrar no céu. Notemos o que o apóstolo Pedro diz quanto ao motivo porque Jesus Cristo morreu. Pedro diz: “Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-nos a Deus.” — 1 Ped. 3:18.
6. (a) Quem são os “injustos” mencionados, em contraste com o “justo”? (b) Por causa de que pecados podia morrer este “justo”, como e com que efeito?
6 Jesus Cristo é o “justo” mencionado aqui. Quem, porém, são os “injustos”? Todos nós os que obtivemos a vida do pecador Adão somos estes “injustos”. Ao morrer “uma vez para sempre quanto aos pecados”, Jesus Cristo não morreu pelos seus próprios pecados; se tivesse feito isso, então a sua morte não teria sido de proveito para nós humanos moribundos. Os pecados pelos quais “morreu uma vez para sempre” são os nossos pecados, os pecados de toda a humanidade que herdou o pecado, a imperfeição e a morte de Adão, que havia sido sentenciado à morte por Jeová Deus. Visto que Jesus havia nascido perfeito na terra e permanecido “justo” até ‘ser morto’, sua morte possuía valor sacrificial. Podia conseguir alguma coisa a favor daqueles pelos quais sacrificou sua vida.
7, 8. (a) Que mais, além dos “novos céus”, requer-se para haver uma nova ordem justa? (b) O que tem sofrido merecidamente a humanidade, e como podia Jesus tomar sobre si aquilo que outros mereciam plenamente?
7 Isto, então, revela para nós outro segredo, e esta é outra coisa necessária para uma nova ordem fundada por Jesus Cristo. Não só se precisa para ela “novos céus”, mas também uma “nova terra”, na qual não há pecado nem imperfeição, e por isso não há condenação à morte. Mas como se pôde fundar tal “nova terra” justa?
8 Os “injustos”, toda a humanidade que descende do injusto Adão, têm morrido e morrem segundo o seu merecimento. A lei de Deus é: “O salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rom. 6:23) Mas Jesus, que nasceu perfeito, permaneceu “justo” todo o tempo, apesar de estar no meio dum mundo pecador. O apóstolo Pedro diz a seu respeito na mesma carta aos cristãos: “Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Ele mesmo levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro, a fim de que acabássemos com os pecados’ (1 Ped. 2:22, 24) Portanto, por ser perfeitamente “justo”, Jesus não merecia morrer. Morreu a fim de tomar sobre si o que outros mereciam plenamente.
9. Por que eram de benefício limitado os sacrifícios feitos por humanos altruístas a favor dos pelos quais sacrificaram sua vida?
9 No decorrer da história humana, muitas pessoas altruístas sacrificaram sua vida a favor de outros, mas aqueles outros pelos quais se fizeram tais sacrifícios morreram depois e ainda estão mortos. Estes outros não ganharam a vida eterna de tais sacrifícios humanos. Os que morreram por eles eram homens imperfeitos e morredouros, e eles mesmos eram imperfeitos e pecadores, permanecendo sob a condenação à morte. Sua vida humana só foi prolongada mais um pouco, e a morte sacrificial a seu favor não lhes garantiu uma ressurreição da morte novamente para a vida na terra. Além disso, quem daqueles que se sacrificavam podia morrer por todo o mundo da humanidade, passado e presente, para manter vivo todo o mundo? Nem todos os soldados dos exércitos do mundo morrendo no campo de batalha poderiam fazer isso.
10. Por que não pode ninguém de nós dar um resgate a favor de outro, para que ele viva para sempre?
10 Criaturas humanas pecadoras condenadas à morte eterna pelos seus próprios pecados não podem obter a vida eterna na terra de outras criaturas humanas pecadoras. É assim como diz o Salmo 49:7, 9: “Nenhum deles pode de modo algum remir até mesmo um irmão, nem dar a Deus um resgate por ele, que ele ainda assim viva para sempre e não veja a cova.”
11, 12. (a) A favor de quantos podia o homem Cristo Jesus entregar-se como resgate? (b) Como podia ser isso, conforme explica Paulo em Romanos 5:12, 18, 19?
11 Ao contrário, está escrito a respeito de Jesus Cristo: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos.” (1 Tim. 2:5, 6) Como pôde ser isso? Deu-se porque, quando Adão pecou e foi sentenciado à morte pelo seu pecado deliberado, toda a sua descendência futura morreu nele. Foi assim como escreveu o apóstolo Paulo:
12 “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, . . . por intermédio de uma só falha resultou a condenação para homens de toda sorte, . . . pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores.” — Rom. 5:12, 18, 19.
13. (a) Quando Adão violou a sua própria inocência no Éden, o que trouxe sobre os seus futuros descendentes, e sobre quantos deles? (b) A fim de que todos nós fossemos resgatados, o que precisava ser pago?
13 Visto que a atuação de Deus é perfeita, Adão era perfeito quando foi criado. Sua esposa Eva, quando foi tirada dele por ser desenvolvida de uma costela dele, era igualmente perfeita. Ela era, como disse Adão, “osso dos meus ossos e carne da minha carne”. (Gên. 2:21-23) Quando Adão pecou, perdeu a sua perfeição humana e foi sentenciado à morte. Foi dele, de um só homem, que toda a humanidade depois herdou o pecado e a morte. Concordemente, para toda a humanidade morredoura ser resgatada, requeria alguém correspondente a Adão na sua perfeição humana. Requeria outro homem perfeito que passasse a sofrer a morte de modo inocente, a fim de anular a morte que Adão causou a toda a sua descendência por causa de sua própria desobediência. Expresso de outro modo, exigia um “resgate correspondente”. Mas, como se proveu tal “resgate correspondente”? Não podia ser provido por nenhum descendente pecador, imperfeito e condenado de Adão.
14. Por que não estava Deus obrigado a prover tal resgate, mas, ao provê-lo, que mais podia realizar também?
14 É evidente que apenas o Deus Todo-Poderoso, Jeová, podia prover isso de modo milagroso. Não estava obrigado a isso. Não podia ser obrigado a isso por nenhuma regra de justiça. Mas estava ele disposto a isso? Estava realmente disposto, porque “Deus é amor”. (1 João 4:8, 16) Seu amor podia encontrar um meio para agir em perfeita harmonia com a justiça e ainda assim prover o meio pelo qual se pudesse remir sua criação humana mediante um resgate correspondente. Deste modo, também, podia desfazer as obras iníquas de Satanás, o Diabo, e vindicar-se como Criador e Governante teocrático. — 1 João 3:8.
15. A quem ofereceu Jeová a oportunidade de ser o Descendente da mulher, de Gêneses 3:15, e o que acarretava isso para este?
15 Lá no Jardim do Éden, na ocasião em que Deus proferiu sentença contra os diversos envolvidos na rebelião do homem, Deus disse à Serpente que instigou esta rebelião: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gên. 3:15) Deus ofereceu ao seu Filho unigênito no céu a oportunidade de se tornar este Descendente da mulher, e seu Filho aceitou a oferta. Fez isso voluntariamente, embora significasse que tinha de ter o calcanhar machucado pela Serpente.
16. No tempo devido, como tornou Deus possível que seu Filho unigênito se tornasse o equivalente exato de Adão na sua inocência edênica?
16 No tempo devido, por meio de seu espírito santo, Jeová Deus transferiu a vida de seu Filho celestial para o ventre da virgem Maria, em Nazaré, na Galiléia. Deste modo, o Filho unigênito de Deus ficou aparentado com Adão e com a descendência de Adão por meio de sua mãe humana Maria, mas a sua vida não procedia de Adão, senão de Deus. Apesar de seu nascimento humano, permanecia Filho de Deus, e segundo as instruções de seu Pai celestial dadas a Maria, seria chamado Jesus, nome que significa “Jeová É Salvação’. Visto que a sua vida perfeita se originava de Deus e foi transferida do céu para o óvulo no ventre de Maria, Jesus nasceu como Filho perfeito e sem pecado, livre da condenação à morte por Deus. (Luc. 1:31-35; 3:23-38) Daí em diante, por resistir ao pecado e às tentações de Satanás, a grande Serpente, Jesus podia desenvolver-se para ser homem perfeito com a faculdade de reprodução, sendo assim o equivalente exato de Adão quando este era inocente no Jardim do Éden.
17. Como veio este Filho Jesus a tornar-se o Cristo?
17 A fim de simbolizar sua apresentação de si mesmo para agir como o Descendente da “mulher” de Deus, Jesus foi batizado em água. Deus ungiu-o então com espírito santo, e Jesus se tornou assim o Cristo ou ungido. Por isso foi chamado Jesus Cristo. — Luc. 3:21-23.
O RESGATADOR, O PRINCIPAL NOS NOVOS CÉUS
18. Por que era necessário que o homem Cristo Jesus morresse, fazendo-o em que condição pessoal?
18 Jesus sabia que tinha de morrer como homem. Senão, não se poderia tornar sacrifício resgatador para toda a humanidade. Ele disse aos seus doze apóstolos: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” (Mat. 20:28) Para este fim tinha de morrer inocente, o justo pelos injustos. Tinha de sacrificar sua vida humana para sempre e ceder o valor dela a favor de toda a humanidade. Morreu sem filhos, e ninguém na terra pode reivindicar ser Descendente natural de Jesus Cristo. Sacrificou a sua vida humana perfeita e sua paternidade como resgate correspondente a favor de toda a humanidade.
19. A fim de ser o Descendente da mulher, de Gênesis 3:15, o que se tinha de fazer a ele, e por causa de que morreu Jesus aparentemente, mas qual era a causa real?
19 Além disso, como Descendente da “mulher” de Deus, tinha de ter o calcanhar machucado por Satanás, a Grande Serpente, e isto significava uma morte violenta para Jesus Cristo. Por isso, Jesus Cristo entregou-se aos seus inimigos e acusadores falsos para ser morto numa estaca de execução como se fosse criminoso blasfemo. Isto ocorreu no dia da Páscoa, em Jerusalém, no ano 33 E. C. Entretanto, Jesus morreu realmente por ter pregado o reino de Deus, o reino messiânico que servirá como “novos céus” na nova ordem de Deus para a humanidade. — João 18:36.
20. Como ficou envolvida neste arranjo a questão do resgate, e com que recompensa?
20 Jesus Cristo fez tudo isso de livre e espontânea vontade. Jeová Deus, seu Pai celestial, não o obrigou a fazer isso; apenas apresentou ao seu Filho fiel o privilégio de fazer isso em apoio da soberania universal de seu Pai e em vindicação do nome de seu Pai. Mas o Pai não podia providenciar que seu Filho fizesse todo este serviço e passasse por todos estes sofrimentos injustos sem dar ao Filho uma recompensa. E por isso Deus apresentou ao seu Filho uma recompensa gloriosa, a de ser o Rei messiânico nos “novos céus”. Como tal, machucaria a cabeça da Serpente, Satanás, o Diabo, e também eliminaria toda a descendência da Serpente, os anjos demoníacos, destruindo assim os velhos céus desta atual ordem de coisas.
21. O que exigia isso, que Deus fizesse com respeito ao falecido Jesus Cristo, com vistas à apresentação de que valor a Deus?
21 Tudo isso exigia primeiro que o Deus Todo-poderoso ressuscitasse seu Filho justo e inocente dentre os mortos, não mais como criatura humana, mas como pessoa espiritual. Deus fez isso no terceiro dia da morte de seu Filho. Em prova disso, o ressuscitado Jesus Cristo apareceu aos seus discípulos no dia de sua ressurreição e depois. No quadragésimo dia, ele ascendeu novamente ao céu para apresentar a Deus o valor de seu sacrifício humano.
22. Depois disso, quando e como começaram os discípulos fiéis de Cristo a ter um “novo nascimento”?
22 Dez dias depois, na festa judaica de Pentecostes no ano 33 E. C., Deus começou a derramar seu espírito santo sobre os discípulos fiéis de seu Filho Jesus. Os verdadeiros discípulos dedicados e batizados de Cristo passaram assim por um “novo nascimento” para uma herança celestial incorruptível. (Atos 1:1 a 2:36) Daquele dia em diante, Deus tem dado o “novo nascimento” àqueles discípulos fiéis que Ele escolhe para comporem os “novos céus” junto com seu Filho Jesus Cristo.
23. Em vista de 1 Coríntios 15:50, o que sabiam estes discípulos que tinha de acontecer com eles?
23 Eles sabem o que o apóstolo Paulo escreveu: “Digo isso, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem pode a corrução herdar a incorrução.” (1 Cor. 15:50) Por isso sabem que têm de morrer e deixar atrás, para sempre, a carne corrutível. Precisam mostrar-se ‘fiéis até a morte’, para receberem a “coroa da vida” nos “novos céus”. Na ressurreição, após o estabelecimento do reino de Deus, são ressuscitados como criaturas espirituais imortais. No caso deles cumpre-se o que foi escrito: “Semeia-se corpo físico, é levantado corpo espiritual.” — Rev. 2:10; 1 Cor. 15:44.
A “NOVA TERRA”
24. (a) O que mostram estas coisas quanto a que tinha de vir primeiro com respeito a nova ordem? (b) O que exige o estabelecimento dos “novos céus” e depois da “nova terra” com respeito aos velhos?
24 “À base destas coisas maravilhosas podemos discernir quão necessário era que Deus provesse primeiro os “novos céus” para a nova ordem que prometeu. Mas qual é esta “nova terra” que ele cria? Ora, assim como os “novos céus” não significam novos planetas e novas estrelas no céu acima de nós, tampouco a “nova terra” significa um novo planeta terrestre diferente debaixo de nossos pés. O estabelecimento dos “novos céus” exige a remoção de Satanás e de seus anjos demoníacos da sua posição celestial de poder sobre a humanidade. O estabelecimento duma “nova terra” exige a remoção da atual sociedade humana iníqua que se opõe ao reino de Deus, e que, portanto, serve a Satanás, o Diabo, como governante invisível deste mundo, o “deus deste sistema de coisas”. Em seu lugar, Deus produzirá uma nova sociedade humana justa nesta mesma terra, sob os Seus “novos céus”, a saber, Jesus Cristo e seus discípulos que recebem a ressurreição espiritual.
25. De que modo está em andamento a fundação da “nova terra”, e o que deve acontecer à velha “terra”?
25 A formação da “nova terra” já está em andamento! Os que compõem este grupo formativo de cristãos dedicados e batizados separam-se daqueles que preferem permanecer como parte da sociedade humana iníqua, alienada de Deus, um ‘mundo ímpio’ da humanidade. A remoção desta velha “terra” figurativa significará a sua destruição na “grande tribulação” iminente, tribulação que Jesus Cristo predisse e disse que seria uma catástrofe global sem igual na história do mundo.
26. Por meio de que atos drásticos de Deus haverá um livramento da humanidade para a Sua nova ordem?
26 Esta tribulação será tão ampla e tão devastadora, que, a menos que Deus abreviasse os dias dela, não se salvaria nenhuma carne humana. (Mat. 24:21, 22; Mar. 13:19, 20) Aquela tribulação significará a destruição completa deste atual sistema de coisas, mas não a destruição de nossa terra, nem dos céus estrelados acima de nós. Depois disso, remover-se-ão os velhos “céus” demoníacos, e Satanás e seus demônios serão restritos, encarcerados como que num abismo. (Rev. 19:11 a 20:3) Apenas por tal ação drástica da parte de Deus haverá livramento das pessoas na terra para a nova ordem de Deus.
27. Se realmente desejarmos a nova ordem, entre quem desejaremos ser encontrados, conforme previsto em Revelação?
27 Queremos este livramento para a nova ordem de Deus de “novos céus e um nova terra” em que “há de morar a justiça”? Preparamo-nos e empenhamo-nos a nos mostrar dignos de tal livramento glorioso? Se ansiarmos levar uma vida justa em perfeita saúde e felicidade, numa bela terra ajardinada, sob céus governamentais justos, então desejaremos estar entre os sobreviventes daquela vindoura “grande tribulação”. O último livro da Bíblia, com a sua revelação de coisas que “têm de ocorrer em breve”, indica-nos que uma “grande multidão” de pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas sobreviverá àquela “grande tribulação global”, saindo dela sob a proteção e o favor de Deus.
-