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CevadaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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que ainda tem nos tempos modernos. Era moída em forma de farinha, sendo usada na fabricação de pão, amiúde em forma de “disco” (2 Reis 4:42; Eze. 4:12; João 6:9, 13), e, às vezes, era misturada com outros cereais. — Eze. 4:9.
A cevada era também usada para medir, a quantidade exigida para se semear um campo sendo o meio legal de se determinar o valor desse campo. (Lev. 27:16) Escritos rabínicos mostram que era usada entre os hebreus, em épocas posteriores, como medida linear; assim, sete grãos de cevada colocados lado a lado igualavam a “largura dum dedo”. — Veja DEDO (subtópico LARGURA DUM DEDO).
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ChacalAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CHACAL
Uma espécie de cão selvagem que possui focinho comprido e pontudo, e basta cauda, assemelhando-se muito à raposa. Este animal ainda é encontrado na Palestina. Embora o chacal possa atacar e matar aves, e até cordeiros, e, efetivamente, alimente-se quase de tudo, inclusive de frutas, é basicamente um necrófago que se alimenta de carniça. Assim, este animal presta um serviço útil, visto que a carniça, de outro modo, poderia ser um foco de germes causadores de doenças. Os chacais geralmente caçam à noite, sozinhos, em pares, ou em pequenas matilhas. Durante o dia, geralmente dormem em lugares desolados, em buracos no solo, em cavernas e em prédios abandonados, ou em ruínas.
Visto que os chacais têm por habitat as áreas ermas, solitárias e até mesmo desérticas, as Escrituras usam os domínios do chacal, de modo figurado, para representar um estado de completa desolação, sem habitantes humanos. Diversas profecias usam esta figura para predizer a desolação de Jerusalém, das cidades de Judá, de Hazor, de Babilônia e de Edom. (Jer. 9:11; 10:22; 49:33; 51:37; Isa. 34:5, 13; Mal. 1:3) A Bíblia também se refere ao regougo ou uivo lamuriante do chacal. (Isa. 13:22; Miq. 1:8) O regougar do chacal começa ao pôr-do-sol e é um latido prolongado, sendo repetido três ou quatro vezes, cada repetição sendo num diapasão um pouco mais alto do que o anterior. Por fim, o regougo termina numa série de latidos curtos, altos e agudos.
Na Escritura, o chacal figura repetidas vezes num cenário ilustrativo. Jó, ao descrever seu próprio estado lamentável, exclama que se tornara “irmão de chacais”. (Jó 30:29) Com respeito à derrota humilhante do povo de Deus, o salmista, talvez se referindo ao campo de batalha em que os chacais se congregavam para se alimentar dos mortos (compare com o Salmo 68:23), lamentou: “Tu nos quebrantaste no lugar dos chacais.” (Sal. 44:19) O sítio de Jerusalém por Babilônia, em 607 A.E.C., trouxe consigo o estresse da fome, resultando em as mães tratarem cruelmente seus próprios filhos. Assim, Jeremias contrastou apropriadamente a crueldade “do meu povo” com os cuidados maternais dos chacais. — Lam. 4:3, 10.
Devido às intensas secas na terra de Judá, quando não tinha a bênção de Jeová, as zebras são representadas como que fungando o vento, isto é, respirando ofegantes em busca de ar, como os chacais. (Jer. 14:1, 2, 6) Por outro lado, referindo-se à restauração de seu povo, Jeová prometeu que o lugar de permanência dos chacais teria grama, canas e papiros. E prover Jeová água para seu povo no deserto faria com que os animais, tais como o chacal, o glorificassem. — Isa. 35:7; 43:20, 21.
[Foto na página 307]
A Bíblia se refere ao regougo lamuriante do chacal.
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CHAVE
Como instrumento usado para trancar ou destrancar portas e portões, o termo “chave” é usado tanto em sentido literal como figurado, na Bíblia.
A chave dos tempos bíblicos era, não raro, um pedaço achatado de madeira que tinha pinos que correspondiam aos buracos dum belho situado dentro da porta duma casa. Tal chave servia para empurrar a barra ou belho que estava dentro da porta, ao invés de girar na fechadura, como faz a chave moderna. A chave era amiúde carregada no cinto, ou era presa a algum outro objeto, e levada ao ombro. — Isa. 22:22.
Encontraram-se chaves egípcias de bronze ou de ferro que consistiam em uma haste reta de aproximadamente 13 cm, tendo três ou mais dentes salientes na ponta. Os romanos também usavam chaves metálicas, inclusive algumas do tipo feito para girar nas fechaduras. Já foram descobertas chaves de bronze na Palestina.
O rei moabita Eglom usou uma fechadura e uma chave para a porta de seu quarto de terraço. (Juí. 3:15-17, 20-25) A certos levitas, depois do exílio, foi confiada a guarda do templo, sendo colocados como “encarregados da chave, sim, para abrir de manhã em manhã”. — 1 Crô. 9:26, 27.
USO FIGURADO
Em sentido figurado, a Bíblia usa o termo “chave” para simbolizar autoridade, governo e poder. Eliaquim, elevado a uma posição de confiança e de honra, tinha “a chave da casa de Davi” sobre o seu ombro. (Isa. 22:20-22) No Oriente Médio, em tempos mais recentes, uma chave grande sobre o ombro dum homem o identificava como pessoa de relevo ou importância. Antigamente, o conselheiro dum rei, a quem se confiara o poder das chaves, talvez tivesse a supervisão geral das câmaras reais e talvez também decidisse a respeito de quaisquer candidatos para servir ao rei. Na mensagem angélica proferida à congregação de Filadélfia, o exaltado Jesus Cristo disse possuir a “chave de Davi”, e ele é aquele “que abre de modo que ninguém feche, e fecha de modo que ninguém abra”. (Rev. 3:7, 8) Como Herdeiro do pacto feito com Davi para o reino, foi confiado a Jesus Cristo o governo da família da fé e ser o cabeça do Israel espiritual. (Luc. 1:32, 33) Com sua autoridade, simbolizada pela “chave de Davi”, ele pode abrir ou fechar, de modo figurado, “portas” figurativas ou oportunidades e privilégios. — Compare com 1 Coríntios 16:9; 2 Coríntios 2:12, 13.
“Chaves do reino”
Jesus disse a Pedro: “Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que amarrares na terra, será a coisa amarrada nos céus, e tudo o que soltares na terra, será a coisa solta nos céus.” (Mat. 16:19) A identificação destas chaves precisa logicamente basear-se em outras informações bíblicas. Jesus fez outra referência ao assunto de chaves ao falar sobre os líderes religiosos, versados na Lei, que “tirastes a chave do conhecimento; vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando!” (Luc. 11:52) Uma comparação desse texto com Mateus 23:13 indica que o ‘entrar’ mencionado relaciona-se à entrada no “reino dos céus”. Assim, temos aqui um uso simbólico da palavra “chave”, numa relação comparável à que se encontra na declaração de Jesus a Pedro. Diferente dos líderes religiosos hipócritas daquele tempo, sem dúvida Pedro usou o conhecimento divinamente provido para ajudar pessoas a ‘entrar no reino’. — Atos 2:1-41; 8:14-25; 10:1-48.
Mateus 16:19 pode ser traduzido de forma gramaticalmente correta: “Tudo o que amarrares na terra, será a coisa [ou, terá sido] amarrada [o] nos céus, e tudo o que soltares na terra, será a coisa [ou, terá sido] solta[o] nos céus.” A tradução The New Testament (Novo Testamento), de C. B. Williams, reza aqui: “Seja o que for que proibirdes na terra tem de ser o que já é proibido no céu, e seja o que for que permitirdes na terra, tem de ser o que já é permitido no céu.” A tradução literal do perito em grego, Robert Young, reza: “Seja o que for que possais ligar na terra, já terá sido ligado nos céus, e seja o que for que possais soltar na terra, já terá sido solto nos céus.” Visto que outros textos tornam claro que o ressuscitado Jesus permaneceu sendo o único Cabeça verdadeiro da congregação cristã, torna-se óbvio que a sua promessa feita a Pedro não queria dizer que Pedro ditasse ao céu o que deveria ou não ser solto, mas, ao invés, que Pedro seria usado como instrumento do céu para destrancar ou soltar determinadas coisas especificas. — 1 Cor. 11:3; Efé. 4:15, 16; 5:23; Col. 2:8-10.
“Chave do abismo”
Em Revelação 9:1-11, apresenta-se a visão duma “estrela” caída do céu, a quem é dada a “chave da cova do abismo”, e que abre tal cova e libera uma nuvem de gafanhotos, o rei deles sendo o “anjo do abismo”. Visto que o abismo, em Romanos 10:6, 7, evidentemente corresponde ao Hades, parece que a “chave da cova do abismo” está incluída nas, ou é comparável às, “chaves da morte e do Hades”, possuídas pelo ressuscitado Jesus Cristo, conforme declarado em Revelação 1:18. Tais “chaves”, sem dúvida, simbolizam a autoridade de Jesus de ressuscitar pessoas de modo literal livrando-as das restrições da sepultura, bem como de libertar pessoas duma condição de morte figurativa. (João 5:24-29; compare com Revelação 11:3-12.) O último uso registrado da “chave do abismo” acha-se em Revelação 20:1-7, onde a visão descreve um anjo, que possui esta chave, lançando Satanás no abismo fechando-o e selando-o sobre ele por mil anos No fim desse período, Satanás é liberto de sua “prisão”, evidentemente pelo uso da “chave” de autoridade.
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ChibatearAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CHIBATEAR
Veja BATER (Espancar).
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ChiboleteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CHIBOLETE
[uma espiga de cereal; ou, um riacho]. Os efraimitas que fugiam, durante seu conflito com Jefté, traíram-se diante das sentinelas gileaditas nos vaus do Jordão por pronunciarem errado o som inicial “ch” desta senha. (Juí. 12:4-6) Assim, é evidente que existia uma variação da pronúncia entre as tribos, assim como, em épocas posteriores, os galileus tinham um modo de falar diferente do modo dos judeus. — Compare com Mateus 26:73; Lucas 22:59.
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ChicoteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CHICOTE
Este instrumento, geralmente sendo uma corda flexível ou uma tira de couro com um cabo, tem sido usado desde os tempos antigos para chicotear humanos (2 Crô. 10:11, 14) e para enxotar e dirigir animais. — Pro 26:3; Naum 3:2.
O Rei Roboão jactou-se de que, ao passo que Salomão, seu pai, tinha castigado os israelitas com “chicotes”, ele o faria com “azorragues” Embora a expressão de Roboão fosse figurada os azorragues a que aludiu podem ter sido tiras com pontas afiadas, visto que a palavras hebraica (‘aqrabbím) para “azorragues” significa literalmente “escorpiões”.
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