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Como as mulheres podem mesmo ser libertasA Sentinela — 1975 | 1.° de janeiro
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sobre isso: “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela.” Pensei para mim mesma: Se os maridos realmente fizessem isso, se amassem a sua esposa tanto que estariam dispostos a morrer por ela, nunca teria havido um movimento de libertação das mulheres!
Mostrou-se-me também que a Bíblia ordena aos maridos a atribuírem honra à sua esposa. (1 Ped. 3:7) Esta idéia da chefia começou então a ser um pouco mais aceitável para mim.
Mas, ainda me perguntava: Se era assim que Deus, o inventor do casamento, queria que os maridos fossem, como veio tudo a ser tão confuso? Aprendi no meu estudo que, quando o homem pecou no jardim do Éden, ele causou para si uma série de problemas, inclusive a doença e a morte. Mas, ao ler a narrativa bíblica, fiquei espantada com a punição que Eva recebeu: “Terás desejo ardente de teu esposo, e ele te dominará.” — Gên. 3:16.
Que idéia repugnante! Significava isso que, para aceitar a Bíblia, eu teria de aceitar tal domínio como sorte das mulheres? Não, ao passo que eu estudava mais profundamente, aprendi que Deus pensa em começar muito em breve o restabelecimento do homem e da mulher no seu perfeito estado original. O pecado, a doença e a morte serão eliminados para sempre. (Rev. 21:3, 4) Significava isso, então, que tal domínio por parte de homens pecadores também acabaria?
Sim. Alegremente aprendi que, embora permaneça o princípio da chefia amorosa, cessará a tirania egoísta dos homens. Considerado neste contexto, não seria agradável ter tal cabeça marital tão amorosa como Cristo?
Não só isso, aprendi que eu não precisava esperar até Jeová Deus transformar a terra num Paraíso. Os homens cristãos, os verdadeiros cristãos, devem esforçar-se a viver desde já segundo as normas justas de Deus. Fazem isso?
APENAS UMA TEORIA?
Fui exortada a freqüentar regularmente as reuniões das testemunhas de Jeová e a associar-me com elas e suas famílias, para ver isso por mim mesma. Fiquei espantada. Realmente praticam o que a Bíblia ensina. Depois comecei a ver por quê.
Cada uma delas crê que a Bíblia diz a verdade — que o Criador do universo realmente inspirou homens a escrevê-la. Portanto, as Testemunhas procuram sinceramente, no melhor possível, viver segundo a Palavra de Deus. Em resultado, tratam-se bondosamente uns aos outros e isso com compaixão, e os maridos se empenham em amar e honrar sua esposa.
Além disso, vi que, quando oram a Deus: ‘Nosso Pai no céu, venha o teu reino’, realmente acreditam que o governo de Deus regerá a terra. Crêem mesmo na Bíblia, quando ela diz: “O Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. . . . Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” — Dan. 2:44.
UMA LIBERTAÇÃO PELA QUAL VALE LUTAR
Eu podia ver que as testemunhas de Jeová crêem que está próximo o esmagamento deste sistema por Deus e que, dentro em breve, a humanidade merecedora será preservada para a nova ordem justa. Pensando nisso, também me pareceu razoável. Pois, o Criador certamente deve estar estarrecido diante do crasso egoísmo e da imoralidade que permeiam cada parte deste mundo! E eu estava convencida de que os homens, por si mesmos, nunca poderiam corrigir isso.
Ao continuar a estudar a Bíblia, fiquei mais convencida de que aquilo que Deus realizará será muito além do que nós, no movimento feminista, esperávamos alcançar. Pois, sob o reino de Deus, não só se solucionarão os problemas das mulheres, mas o Criador cuidará de que toda a humanidade seja liberta de toda forma de opressão, inclusive da doença e da morte. Isto é o que ele prometeu na sua Palavra, e há todo motivo para crer que ele cumprirá a sua promessa.
De modo que ainda luto pela libertação, tanto das mulheres como dos homens, mas de modo diferente. Em vez de passar muitas horas cada semana em “sessões de colóquio” ou lutar legalmente para melhorar os direitos das mulheres, uso meu tempo para mostrar às pessoas sua única esperança real duma vida feliz, por aplicarem na sua vida os bons princípios da Palavra de Deus. Este é o único modo que levará à verdadeira libertação na “nova terra” paradísica, sob o governo justo do Reino de Deus. (2 Ped. 3:13) — Contribuído.
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Por dentro das notíciasA Sentinela — 1975 | 1.° de janeiro
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Por dentro das notícias
Quiché? Cakchiquel? Kekchí?
● Sabe o que significa quiché? Talvez conheça cakchiquel? Ou que dizer de kekchí, tzutuhil, mam, kanhobal ou pokomam? Todas estas são línguas ou dialetos derivados do antigo idioma maia e são falados hoje pelo povo da Guatemala. Uma recente notícia procedente de lá disse que se espera que cerca de 60 por cento das vinte e quatro línguas nativas faladas na Guatemala sejam em breve abrangidas por traduções da Bíblia.
Muitas pessoas hoje não se apercebem de que a Bíblia — inteira ou em partes — já foi traduzida em 1.526 línguas e dialetos. De fato, o número dos que falam as línguas ainda não servidas por traduções da Bíblia ascende agora apenas a cerca de 3 por cento dos habitantes da terra. Nenhum outro livro na história chegou nem mesmo perto de tal disponibilidade ampla. Mas, por outro lado, nenhum outro livro é a fonte duma mensagem tão vital como a que a Bíblia tem para toda a humanidade.
Continuar Vivo — a Qualquer Custo?
● Em geral se pensa que o canibalismo seja coisa do passado incivilizado. Em outubro de 1972, porém, depois da queda dum avião, alto nos Andes do Chile, alguns dos sobreviventes mantiveram-se vivos durante as próximas dez semanas por comerem partes dos corpos de companheiros falecidos. Agora se publicaram livros com narrativas vívidas sobre sua provação. Embora diversos preferissem morrer do que comer carne humana, dezesseis escolheram isso como modo aceitável de se manter vivos. Segundo que raciocínio?
Um argumento era que, recusar comer os mortos significaria morte certa e que, visto que ‘o suicídio é proibido pela igreja’, era permissível comer carne humana no seu caso. Outros afirmavam ver um paralelo entre comer a carne de queridos amigos e a ‘santa comunhão’, afirmando que ‘Deus proveu-nos alimento’.
Os sobreviventes não estavam sozinhos no seu raciocínio. Uma crítica de um destes livros recentes, pelo “National Catholic Reporter” dizia: “Autoridades eclesiásticas, mais tarde defenderam as ações dos sobreviventes à base de que tinham direito de sobreviver e que seu tratamento dos mortos foi respeitoso, considerando-se as circunstâncias.” O crítico prosseguia: “É bom saber, pelo menos, que uma igreja, que no passado tantas vezes justificou as guerras que criavam cadáveres também pode justificar o consumo dos restos dos mortos como questão de sobrevivência.”
A Bíblia mostra que Deus concedeu aos homens o direito de comer carne animal — não a de outros humanos. (Gên. 9:3; veja Levítico 26:27-29.) Não há dúvida de que os sobreviventes passaram por uma provação angustiante e penosa. Mas a idéia de que ‘o fim justifica os meios’ não se harmoniza com a Bíblia. Segundo este raciocínio, homens em países ditatoriais cumpriram ordens que os fizeram cometer atrocidades. Raciocinaram que desobedecer teria sido “suicídio”. Mas Cristo Jesus mostrou que as tentativas de salvar a própria vida dum modo fora da harmonia com a vontade de Deus só pode levar à perda do favor de Deus. A morte em integridade, porém, assegura a ressurreição à vida numa nova ordem justa. — Mar. 8:35; João 6:39, 40.
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