Observando o Mundo
Juramento de Lealdade — Por Quê?
● “Milhões de professores lideram dezenas de milhões de crianças a cada dia [nos EUA] no proferimento do Juramento de Lealdade. Por quê?” — pergunta Ray B. Knapp, professor de ciências políticas da Universidade do Norte do Colorado, EUA. O prof. Knapp acha que nas escolas não há lugar para o Juramento de Lealdade, muito embora a junta escolar de Greeley, Colorado, decidisse que era uma questão voluntária. Ele recorda que um dos estudantes foi espancado por outros estudantes quando se recusou a ficar em pé para o Juramento. Daí, Knapp pergunta: “Por que deveria uma junta escolar obrigar as pessoas a fazer o Juramento de Lealdade? Nosso Supremo Tribunal já decidiu esta questão há 40 anos, no processo da Junta de Educação da Virgínia Ocidental V. Barnette.”
O Universo Infindável
● Alguns cientistas especulam que o universo entrará em colapso algum dia. No entanto, o jornal Daily Telegraph, de Londres, veicula: “Uma equipe de astrônomos apresentou nova evidência de que o Universo continuará expandindo-se para sempre, de modo que a vida poderia prosseguir existindo quase que pela eternidade.” Esta equipe de astrônomos constituída de ingleses, australianos e chineses, prosseguiu mostrando que o “universo não pode, afinal de contas, entrar em colapso por causa de seu próprio peso, como muitos cientistas têm predito”. Em harmonia com tal conclusão, a Bíblia mostra, em Isaías 40:26, que Jeová Deus é a Fonte de energia dinâmica, e o Salmo 90:2 mostra que ele é eterno.
O Lado Pitoresco do Crime
● Para os policiais lotados no 9.º Distrito Policial de São Paulo, capital, o crime apresentava seu lado pitoresco, segundo veiculado pela revista Veja, de março. Abel Palmerim, com 74 anos, e seu comparsa, Stanislaw Lopes, de 73 anos, lembrando os “bons tempos”, decidiram tentar de novo arrombar uma casa. Ambos tinham ficha na polícia, na década de 30. Agora, armados com a melhor arma que conheciam, um pé-de-cabra, conseguiram penetrar numa casa dum bairro chique de São Paulo. Stanislaw ficou de vigia enquanto Abel vasculhava os quartos. Mas, demorou demais e Stanislaw foi surpreendido pelo proprietário, que chamou a polícia. Stanislaw tentou fugir, mas foi logo apanhado, e foi tirada a sua pistola de brinquedo. “O Palmeirinha é burro”, queixou-se, “ficou quase 1 hora lá dentro e ainda acendeu as luzes. Além disso, é surdo. Cansei de gritar para que se apressasse, mas ele não me ouvia.” Quando lhe foi perguntado quem mais estava lá dentro, respondeu: “Vá ver você mesmo. Ele é ainda mais velho do que eu.” O proprietário entrou e encontrou Abel, carregado dos bens roubados. Mas, não havia necessidade de preocupar-se: ele teve de ser ajudado a descer as escadas! Foram enquadrados n, Artigo 155 do Código Penal. Objetaram: “Sempre fomos enquadrados no 330.” Mas esse era o artigo da lei da Primeira República, que já tinha sido revogada em 1942! Não, o crime não compensa!
Disseminação da AIDS no Brasil
● Desde a descoberta do primeiro caso da AIDS no Brasil, “os índices estão crescendo rapidamente”, segundo O Estado de S. Paulo. Desde 1.º de janeiro a meados de março deste ano, a Secretaria de Saúde de São Paulo constatou 12 novos casos, elevando o total para 39, com 9 outros suspeitos da doença. De especial preocupação para esta divisão da Secretaria de Saúde, segundo seu diretor, Paulo R. Teixeira, é que “são casos originários aqui mesmo”, e não são pacientes que contraíram a doença por visitar os Estados Unidos, como foi a situação dos casos anteriores. Vinte pessoas já morreram de AIDS somente no estado de São Paulo. A faixa etária mais atingida pela doença é a de 20 a 49 anos, pessoas com vida sexual bem ativa. No entanto, em janeiro, o primeiro caso entre hemofílicos foi comunicado no Rio de Janeiro, o de um menino de 13 anos. O médico do garoto, Augusto L. Gonzaga, supõe que o menino “tenha contraído a doença por causa das freqüentes transfusões de sangue” que recebe como hemofílico. “Não há condições de fazer exames completos em cada doador de sangue”, disse à revista ISTO É, “mas podemos selecioná-los melhor, evitando os que pertençam a grupos de risco, como homossexuais e viciados em drogas”.
Mais Tempo Vendo TV
● Ver televisão ocupa cerca de um terço do ano da família americana média, de acordo com a última pesquisa realiza da por A. C. Nielsen, nos EUA. A família mediana, em 1983, sentou se por sete horas e dois minutos, cada dia, em frente da TV. Trata se de um aumento de 14 minutos em comparação com o recorde do ano anterior. A televisão por cabo e os aparelhos de videocassete são identificados como os principais fatores que contribuíram para tal aumento. Lá no início da década de 50, a família mediana via TV durante quatro horas e meia por dia.
Hábitos de Leitura dos Nipônicos
● Os empregados nipônicos gastam, em média, cerca de uma hora por dia lendo, e esse tempo é dividido quase que igualmente entre livros e revistas, revela uma pesquisa feita por um sindicato japonês. Os trabalhadores varões lêem 3,4 revistas e 2,2 livros por mês, enquanto que as trabalhadoras lêem 2,6 revistas e 2,1 livros. E os empregados gastam, em média, uns 2.500 Ienes (cerca de uns Cr$ 15 mil) por mês em material de leitura, veicula The Daily Yomiuri. Os nipônicos acham-se entre os leitores mais ávidos do mundo atual.
Sobre Jogos de Azar
● De acordo com o relatório dum grupo de trabalho da Igreja Anglicana, “o jogo de azar pode ser bom para sua saúde”, veicula o jornal The Guardian, de Londres. “As festinhas, os bailes e as festividades sociais anuais dos clubes do povoado seriam todos muito mais enfadonhos se não fosse pela esporádica rifa e tômbola”, afirma Um observador comentou os efeitos deste surto de jogos de azar que tomou conta da Grã-Bretanha e os descreve como suicídio, depressão, divórcio, desemprego e crime. The Guardian declarou que 94 por cento da população afirmam que participam em jogos de azar.
Há Esperança Para os 42 Milhões de Cegos?
● De acordo com a estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) há mais de 42 milhões de cegos no mundo, atualmente, incluindo 28 milhões de pessoas que gozam de certa visão, mas que não conseguem contar os dedos da mão de uma distância de três metros. O mesmo informe calcula que, por volta do ano 2000, este número duplicará. Por que há tal pessimismo? É porque a cegueira nos países em desenvolvimento “está relacionada com a pobreza, a falta de higiene, a desnutrição e as doenças infecciosas”. Na maioria de tais casos, diz se que a cegueira se inicia no primeiro ano de vida das crianças desnutridas. No entanto, segundo a OMS, 75% dos casos de cegueira poderiam ser evitados “com medidas apropriadas de saúde pública”. Certos países da África e da Ásia, assim como o Brasil, possuem o maior número de cegos no mundo, de acordo com o oftalmologista brasileiro José Castellani. De cada mil cegos, 36 são brasileiros. Este total é alarmante quando comparado com o de outros países, tais como a Inglaterra, onde a proporção é de um cego para cada grupo de mil. Embora estejam sendo tomadas medidas para minorar esta situação, a crescente pobreza e desnutrição nestes países não fornece muitos motivos de otimismo.
Uso Obrigatório do Cinto de Segurança
● Depois de quinze anos da instalação obrigatória de cintos de segurança em todos os carros, finalmente o Conselho Nacional de Trânsito do Brasil promulgou uma Resolução que exigia que fossem usados mesmo por todos os ocupantes dos veículos. A reação a tal resolução foi variada. “Eu lá sou bicho para andar amarrado?”, foi uma delas. Milhares de pessoas julgaram perigoso o uso dos cintos, impedindo que os usuários se livrassem deles num caso de acidente, ou até mesmo os estrangulando. No entanto, a maioria das pessoas começou a habituar-se a usar o cinto, ainda que fosse apenas para escapar da multa. Muitos discernem suas vantagens. Como o jornal Daily Post (de língua inglesa) declarou em editorial: “Mesmo que apenas uma pequena parte da população leve a peito a campanha para obrigá-los a usar os cintos, muita gente será poupada de graves ferimentos ou da mor te.” Segundo veiculado por Veja, na Inglaterra, quando os cintos de segurança se tornaram obrigatórios, houve uma redução de 6% das mortes, e de 11% nos ferimentos graves. Mas a multa na Inglaterra era equivalente a cerca de Cr$ 80.000,00, ao passo que no Brasil ela é de apenas Cr$ 1.500,00.
Defesa Pessoal Brasileira
● “Uma jóia de defesa” — foi assim que destacada cadeia de joalheiras do Brasil anunciou, em dezembro de 1983, uma linha de pistolas tendo na mira um diamante, para as mulheres. Outros anúncios ofereciam pistolas no valor de Cr$ 85.000 a Cr$ 139.000 com a promessa: ‘Sinta-se mais segura.’ Em São Paulo, nos primeiros nove meses de 1983 foram vendidos legalmente 40.000 revólveres, segundo a Secretaria de Segurança do estado, e confiscaram-se 7.000 armas ilegais, veicula The New York Times. O movimentado negócio de armas, junto com a crescente venda de trancas, alarmas, cães-de-guarda e a contratação de seguranças, são todos resultado duma onda de crimes e de violência que instila o medo no coração dos brasileiros. Uma pesquisa Gallup comprovou que, em São Paulo, quatro de cada dez pessoas já foram vítimas de criminosos pelo menos uma vez. As autoridades atribuem a crescente onda de crimes“ à situação financeira do povo, à falta de trabalho, e à dificuldade de sobreviver, em geral”.
Moral Clerical
● Um estudo, de dois anos, realizado pela Associação de Igrejas do estado de Washington, EUA, conclui que “as organizações eclesiásticas fazem parte duma ‘conspiração do silêncio’ sobre os ministros e conselheiros pastorais que fazem sexo com suas paroquianas ou clientes”, e que o problema é”mais amplo do que se crê comumente”, afirma o jornal The Seattle Times. Ao passo que a maioria da equipe clerical não utiliza erroneamente sua influência deste modo, “alguns deles crêem genuinamente que se trata do melhor para sua cliente ou paroquiana”, disse Marie Fortune, membro da comissão que fez o relatório. O estudo lança a culpa na falta de treinamento e de normas apropriadas. “No seminário, jamais conversamos sobre isso”, declarou Fortune. “Não fomos treinados para lidar com isso como profissionais, não nos foi transmitido o sentido de que havia uma norma de conduta para nós, como ministros, que excluía a conduta sexual com nossos paroquianos.” Em alguns casos onde se descobriu tal conduta, o ministro foi simplesmente transferido para outra posição, observou Fortune, mas o assunto “jamais foi considerado, nem reconhecido, e as pessoas do lugar para onde ele foi transferido jamais souberam algo a respeito”.
Custos da Chuva Ácida
● “Uns dois e meio centímetros de pedra Portland erodidos da Catedral de São Paulo, 4.000 lagos suecos biologicamente mortos, e mais de 100 milhões de libras esterlinas de danos causados aos arquivos históricos holandeses.” Estes são apenas alguns dos resultados devastadores da chuva ácida, mencionados num informe da Comissão do Meio Ambiente do Parlamento Europeu, segundo The Guardian. Anteriormente, a comissão tinha calculado o custo anual dos danos causados pela chuva ácida à Comunidade Européia como sendo de 33 a 44 bilhões de libras esterlinas. O novo relatório conclui que tais estimativas “foram subestimadas”, uma vez que a chuva ácida é “responsável por danos causados à natureza” e por “um tributo igualmente alto em termos socioeconômicos, que não podem ser quantificados com exatidão”. Chamando a chuva ácida de “um dos maiores problemas ambientais de nossos tempos”, o relatório aponta para as usinas de geração de energia e para os automóveis como a principal fonte de poluentes, e “a massa de diferentes leis e normas” como o principal obstáculo ao controle bem sucedido dela.
Gosto Musical do Feto
● Quando se colocaram fones de ouvido sobre a barriga duma senhora grávida, observou-se que o feto respondeu imediatamente à saltitante valsa “como se desejasse levantar-se e dançar”, disse Clifford Olds, um pesquisador inglês. Mas não se observou tal efeito quando se puseram os fones nos ouvidos da mãe. Investigações adicionais revelaram que “diferentes tipos de músicas evocavam diferentes padrões de batimentos cardíacos”, veicula Science Digest (Sumário de Ciência), “e a mesma música acelera os batimentos do coração em alguns fetos, os reduz em outros”. Olds descobriu tal efeito em determinados gêmeos, e predisse que um deles, ao crescer, seria extrovertido e o outro introvertido. “Dois anos depois, a mãe dos gêmeos afirmou que ele estava certo.” A música também fez com que o coração do feto batesse mais regularmente, e o pesquisador prevê que tal método será utilizado “como tratamento da angústia fetal”.