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Cadeia (Laço; Vínculo)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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chamou Simão, que tentava comprar a dádiva de espírito santo, de um “laço de Injustiça”. — Atos 8:23.
As mãos duma mulher imoral são comparadas a grilhões, e o homem que a procura é justamente como aquele que é “agrilhoado para a disciplina do tolo”. — Ecl. 7:26; Pro. 7:22.
Em sentido favorável, Ezequiel fala do “compromisso [vínculo, Al, IBB] do pacto”, graças à força vinculadora do pacto. (Eze. 20:37) Os partícipes do pacto matrimonial são considerados como “amarrados” por ele. (Rom. 7:2; 1 Cor. 7:27, 39) Menciona-se o amor como um “perfeito vínculo de união”. — Col. 3:14.
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Cadeira De Juiz (Tribunal)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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CADEIRA DE JUIZ (TRIBUNAL)
Usualmente uma plataforma elevada, ao ar livre, acessível por meio de degraus, da qual as autoridades, sentadas, podiam falar às multidões e anunciar suas decisões. (Mat. 27:19; João 19:13; Atos 12:21; 25:6, 10, 17) O que alguns acham ter sido a cadeira de juiz ou tribunal (chamado “Bema”) de Corinto, onde Paulo compareceu perante Gálio, era feita de mármore branco e azul. (Atos 18:1, 12, 16, 17) Ao lado dela havia duas salas de espera, com piso de mosaico e bancos de mármore.
Jeová Deus confiou todo o julgamento ao seu Filho (João 5:22, 27), por conseguinte, todos teremos de comparecer perante a “cadeira de juiz do Cristo”. (2 Cor. 5:10) Esta é também chamada corretamente de “cadeira de juiz de Deus”, no sentido de que Jeová é o Originador desse arranjo, e julga por meio de seu Filho. — Rom. 14:10.
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CadesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CADES
[santa, santificada], CADES-BARNÉIA
Um acampamento israelita no deserto, situado na extremidade do território edomita, próximo do “caminho de Sur”, talvez a moderna Darb el-Shur, que se estende desde Hébron até o Egito. (Gên. 16:7, 14; Núm. 20:14-16 [Em heb. ‘ir (cidade) em Números 20:16 pode simplesmente significar acampamento; compare com Números 13:19.]) Pelo que parece, um percurso de onze dias de viagem através do monte Seir separava Cades-Barnéia de Horebe. — Deut. 1:2.
Menciona-se Cades como situado tanto no deserto de Parã como no de Zim. É possível que Zim e Parã fossem desertos adjacentes que se uniam em Cades e, por conseguinte, o local podia ser mencionado como se situando em qualquer dos dois desertos. Ou, o deserto de Zim pode ter sido parte do deserto maior de Parã. (Núm. 13:26; 20:1) No tempo de Abraão, o lugar era conhecido quer como En-Mispate quer como Cades. (Gên. 14:7; 20:1) É, talvez, o mesmo lugar que Quedes. — Jos. 15:21, 23.
‘Ain Qedeis, cerca de 80 km a S-SE de Berseba, tem sido sugerida como possível identificação para Cades. No meio dum deserto desolado (compare com Deuteronômio 1:19), a água pura e doce da fonte de Qedeis sustenta um oásis de grama, arbustos e árvores. Há também duas outras fontes na vizinhança, ‘Ain el-Qudeirat e ‘Ain Qoseimeh. Atualmente, a maior das três fontes é ‘Ain el-Qudeirat, e, por este motivo, alguns são a favor de identificá-la com Cades-Barnéia. No entanto, ‘Ain Qedeis é a fonte mais oriental. Assim, a identificação de ‘Ain Qedeis com Cades-Barnéia parece harmonizar-se mais com a descrição do curso E-O da fronteira sul de Canaã: Cades-Barnéia (‘Ain Qedeis?), Hazar-Adar (‘Ain el-Qudeirat?) e Azmom (‘Ain Qoseimeh?). Se os israelitas deveras acamparam nesta área, sem dúvida usaram todas as três fontes. — Núm. 34:3-5.
No segundo ano depois de seu êxodo do Egito, os israelitas partiram de Hazerote e acamparam em Cades-Barnéia. (Compare com Números 10:11, 12, 33, 34; 12:16; 13:26.) Moisés enviou então doze homens para espiar a Terra Prometida. Dez desses espias trouxeram um relatório ruim, resultando em murmúrios rebeldes entre os israelitas. Jeová, portanto, sentenciou a nação a peregrinar no deserto. Resultou em humilhante derrota a tentativa subseqüente de Israel de tomar Canaã sem a aprovação e a orientação divinas. (Núm. 13:1-16, 25-29; 14:1-9, 26-34, 44, 45; 32:7-13; Deut. 1:41-45) Por certo tempo, depois disso, os israelitas permaneceram em Cades-Barnéia. (Deut. 1:46) Mas não era o propósito de Jeová que ali permanecessem. Anteriormente, ele lhes dissera: “Sendo que os amalequitas e os cananeus moram na baixada, virai-vos amanhã [um idiomatismo hebraico que significa “mais tarde”, como em Êxodo 13:14] e parti, a fim de marchar para o ermo pelo caminho do Mar Vermelho.” — Núm. 14:25.
Assim sendo, os israelitas partiram de Cades-Barnéia e perambularam pelo deserto por 38 anos. (Deut. 2:1, 14) Parece que, durante esses anos, passaram algum tempo em cerca de 18 lugares diferentes, sendo este o número das paradas para acampar alistadas depois que os israelitas partiram de Hazerote. (Compare com Números 12:16 a 13:3, 25, 26; 33:16-36.) Embora Israel acampasse em Cades, depois de partir de Hazerote, Números 33:18 não menciona Cades depois de Hazerote. Esta pode ter sido uma omissão intencional ou, talvez, como alguns sugeriram no passado, Cades pode ser o mesmo que Ritmá.
Por fim, os israelitas parecem ter retornado a Cades no primeiro mês do 40.° ano, depois do Êxodo. (Núm. 20:1; 33:36-39) Miriã, irmã de Moisés, morreu ali. Mais tarde, Moisés e Arão perderam o privilégio de entrar na Terra Prometida, por deixarem de santificar a Jeová com relação à provisão miraculosa de água para os israelitas acampados em Cades. Dali, subsequentemente, Moisés pediu permissão a Edom para atravessar seu território. (Núm. 20:1-17) Esta solicitação foi negada, e, pelo que parece, os israelitas ficaram um pouco mais de tempo em Cades (Núm. 20:18; Juí. 11:16, 17) antes de prosseguirem para a Terra Prometida via monte Hor. (Núm. 20:22; 33:37) Quando alcançaram as planícies de Moabe, a E do Jordão, Jeová designou Cades-Barnéia como parte da fronteira S da Terra Prometida. (Núm. 33:50; 34:4) Mais tarde, os israelitas, sob Josué, conquistaram a área que se estendia de Cades-Barnéia até Gaza (Jos. 10:41), e Cades-Barnéia veio a situar-se nos limites S de Judá. — Jos. 15:1-4.
O Salmo 29:8 fala da voz de Jeová como fazendo ‘contorcer-se’ o deserto de Cades. Tal alusão pode referir-se a uma tempestade violenta que varre desde as montanhas do N até a região de Cades, ao S, e ali sopra as areias de tal modo, de uma parte para outra, que elas se parecem a um deserto se contorcendo.
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CafarnaumAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CAFARNAUM
[aldeia de Naum, ou, cidade do consolo]. Uma cidade de importância capital no ministério de Jesus, situada na margem NO do mar da Galiléia. Possuía uma coletoria, de onde Jesus convocou Mateus para ser seu discípulo (Mat. 9:9), e talvez um posto militar, pois ali residia um centurião. (Mat. 8:5) Tais indícios, além do fato de que morava ali um assistente do rei, bastante rico para ter escravos (João 4:46-53), parecem tornar provável que Cafarnaum tivesse certas dimensões e importância, sendo por isso digna de ser chamada de “cidade da Galiléia”. — Luc. 4:31.
Têm-se sugerido dois sítios principais como o local original de Cafarnaum. As ruínas de Khan Minyeh, situada junto ao mar da Galiléia, no canto NE da planície de Genesaré, foram consideradas por muitos como o provável local de Cafarnaum, mas as escavações feitas ali indicam que as ruínas são de origem arábica. Isto deixa Tel Hum, extensiva ruína a um pouco menos de 4, 8 km mais adiante na margem, a NE de Khan Minyeh, e cerca da mesma distância a SO do ponto em que o rio Jordão deságua no mar da Galiléia. A planície costeira aqui é bem estreita, mas, nos tempos antigos, uma estrada saía do Jordão, descia e passava por Cafarnaum e atravessava a planície de Genesaré, ligando-se à grande Estrada Tronco, a principal estrada que partia da Mesopotâmia e de Damasco, atravessava a Palestina e chegava ao Egito. Várias fontes fluem pela planície de Genesaré, desaguando nas águas azuis do mar da Galiléia, e a grande quantidade de matéria vegetal que tais fontes transportam atrai grande número de peixes, tornando essa área um excelente local para os pescadores.
O lar dos pescadores Pedro e André localizava-se em Cafarnaum, e foi aqui que Jesus curou a sogra de Pedro, e, depois disso, a casa foi cercada por alguns que traziam pessoas enfermas e possessas de demônios para que ele as curasse. — Mar. 1:29-34; Luc. 4:38-41.
Cafarnaum foi incluída por Jesus junto com as cidades próximas, de Corazim e Betsaida, como um dos lugares em que realizara a maioria de suas obras poderosas. (Mat. 11:20-24; Luc. 10:13-15) Cafarnaum fora exaltada até os céus, em sentido espiritual, pela presença, pela pregação e pelos milagres de Jesus, mas seria então rebaixada, por assim dizer, até o Hades, que aqui representava a profundeza de seu rebaixamento. A antiga Sodoma certamente teria produzido dez pessoas justas, caso tivesse sido tão altamente favorecida como o fora Cafarnaum. Atualmente Cafarnaum, como Sodoma, não mais existe como cidade, as suas ruínas em Tel Hum estendendo-se por cerca de 1, 6 km ao longo das margens do mar.
Uma das mais excelentes ruínas de sinagogas já descobertas foi achada nas escavações feitas em Tel Hum, o prédio tendo originalmente dois pavimentos e medindo cerca de 20 m de comprimento. Embora fosse do segundo ou terceiro século E.C., sugere-se que pode ter sido construída no local duma anterior sinagoga que datava do tempo do ministério terrestre de Jesus.
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