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DalmáciaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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dos dois distritos que compunham a província romana de Ilírico, embora aparentemente o termo Dalmácia fosse muitas vezes usado alternadamente com Ilírico como o nome da província. O companheiro de Paulo, Tito, partiu para a Dalmácia algum tempo antes da execução do apóstolo, que se presume ter ocorrido por volta de 65 E.C. ( 2 Tim. 4:6-10) No mesmo versículo em que se diz que Demas “abandonou” a Paulo, fala-se de Tito como indo para lá. Contudo, embora não existam declarações definitivas a respeito da finalidade da missão de Tito na Dalmácia, parece que partiu com a aprovação de Paulo. Visto que Paulo, quando estava para completar sua terceira viagem missionária, uns nove anos antes, dissera que seu circuito ia até Ilírico, bem ao N (Rom. 15:19), alguns peritos arrazoam que desta vez Tito estava sendo enviado àquela região para regularizar os assuntos congregacionais e empenhar-se em atividades missionárias. Se for assim, estaria atuando numa capacidade similar à que exercera em Creta. (Tito 1:5) Em sua carta a Tito, Paulo pediu-lhe que deixasse Creta (Tito 3:12) e parece provável que ficou com o apóstolo até ser designado para ir à Dalmácia.
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DamascoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DAMASCO
Antiga e importante cidade da Síria. Damasco localiza-se na base da cordilheira do Antilibano, tendo defronte de si o vizinho deserto da Arábia e da Síria, que se estende a E. (Cân. 7:4) Ao SO da cidade ergue-se por 2.814 m o monte Hermom, coberto de neve, assinalando o extremo S da cadeia do Antilibano.
A planície na qual Damasco está localizada é um planalto a cerca de 700 m acima do nível do mar. e a cidade tem um clima agradável, com temperatura média que varia de 7°C no inverno a 29°C no verão. A terra, muito fértil, apresenta excelentes pomares de oliveiras, figos e damascos, bem como ricos campos de cereais. A prosperidade da cidade, contudo, deu-se principalmente devido ao tráfego comercial e porque era um centro natural de comércio para tribos nômades, rivalizando-se com Petra neste respeito. Damasco é chamada de um ‘mercador de Tiro’, pelo profeta Ezequiel, comercializando evidentemente vinho da vizinha cidade de Helbom e lã de cor cinzento- avermelhada em troca das exportações de produtos manufaturados de Tiro. (Eze. 27:18) As “ruas” oferecidas por Ben-Hadade para que o Rei Acabe as designasse a Israel em Damasco, provavelmente se referem a certos tipos de direitos comerciais envolvendo o comércio internacional.— 1 Reis20:34.
HISTÓRIA
Josefo (.Antiguidades Judaicas, Livro 1, cap. VI, par. 4, em inglês) apresenta o conceito judaico tradicional de que Damasco foi fundada por Uz, filho de Arã e neto de Sem, embora existam indicações de uma localização mais ao S para os descendentes de Uz. (Gên. 10:21-23; veja Uz.) Abraão provavelmente passou perto ou cruzou pela cidade de Damasco, a caminho da Terra Prometida. Eliézer, o servo de Abraão, que não tinha filhos, era um “homem de Damasco”. (Gên. 15:2) Abraão perseguiu os reis invasores, para recuperar seu sobrinho cativo Ló, até um lugar ao N de Damasco, chamado Hobá. — Gên.14:1-16.
Opõe-se a Israel
Depois disso, Damasco desaparece do relato bíblico por quase mil anos e, quando reaparece, geralmente é na qualidade de opositora da nação de Israel. Já então era o centro de um dos muitos reinos arameus da Síria. Quando Davi lutou contra o rei de Zobá e o derrotou, a “Síria de Damasco” veio ajudar os vencidos. Davi também a derrotou, estabeleceu guarnições no reino damasceno e fez de Damasco um tributário de Israel. ( 2 Sam. 8:3-6; 1 Crô. 18:5, 6) No reinado de Salomão, contudo, um fugitivo chamado Rezom, do reino arameu de Zobá, obteve o controle sobre Damasco, fazendo-se rei. Deu vazão ao seu ódio a Israel por meio de atos de agressão. — 1 Reis 11:23-25.
O Rei Ben-Hadade I, de Damasco, depois de primeiro ter feito um pacto com Baasa, do reino setentrional de Israel, vendeu-se a Asa, de Judá (977-937 A.E.C.) e invadiu o território de seu anterior aliado. ( 1 Reis 15:18-20; 2 Crô. 16:2-4) À frente duma coalizão de 32 reis aliados, Ben-Hadade II, seu sucessor, promoveu duas invasões ao reino setentrional de Israel, sofrendo derrota ambas as vezes. ( 1 Reis 20:1, 16-22; 26-34) Embora capturado na segunda tentativa, foi solto pelo Rei Acabe (c. 940-919E.C.) e, mais tarde, na batalha de Ramote-Gileade, dirigiu seus carros de guerra contra as forças combinadas de Judá e Israel, derrotando-as e causando a morte de Acabe. ( 1 Reis 22:29-37) No reinado de Jeorão, de Israel (c. 917-905), Ben-Hadade II fez uma tentativa final de capturar Samaria, mas foi posto miraculosamente em debandada. — 2 Reis 6:24; 7:6, 7.
Cumprindo a comissão dada a seu antecessor Elias, o profeta Eliseu foi a Damasco e disse a Hazael que este substituiría Ben-Hadade II qual rei da Síria. ( 1 Reis 19:15; 2 Reis 8:7-13) Antes da morte de Ben-Hadade, Damasco fora o ponto focal da resistência síria à expansão do Império Assírio, determinado a dominar as terras que margeavam o Mediterrâneo. Como entroncamento vital na rota principal da Mesopotâmia para o Mediterrâneo, Damasco era um alvo primário. À frente duma coalizão de reinos vizinhos, Damasco resistiu com algum êxito a uma série de ataques desfechados por Salmaneser III, da Assíria. Uma das inscrições de Salmaneser registra a tomada do trono sírio por Hazael. Depois duma grande batalha, Salmaneser encurralou Hazael em Damasco, sitiando a cidade, mas não conseguiu capturá-la.
Como rei de Damasco, Hazael continuou seguindo uma política de agressão contra Israel. ( 2 Reis 10:32) Estendendo o poder damasceno até a cidade filistéia de Gate, até mesmo invadiu Judá, intimidando o Rei Jeoás (898-858 A.E.C.), de modo que o rei de Judá pagou um elevado tributo para poupar Jerusalém dum ataque sírio. ( 2 Reis 12:17, 18; 13:3, 22; 2 Crô. 24:23, 24) Sob o sucessor de Hazael, Ben-Hadade III, a opressão de Damasco foi aliviada sobre o território de Israel, porquanto Jeoás, de Israel (c. 859-844 A.E.C.), infligiu três derrotas à Síria. ( 2 Reis 13:24, 25) Daí Jeroboão II, de Israel (c. 844-803 A.E.C.), penetrou bem fundo na Síria, até a “entrada de Hamate” e “restaurou Damasco e Hamate a Judá, em Israel”. ( 2 Reis 14:23-28) Entende-se em geral que isto significa que transformou tais reinos em tributários, semelhante à condição deles sob Davi e Salomão. — 1 Reis 4:21.
JULGAMENTOS DE JEOVÁ CONTRA DAMASCO
Um século mais tarde, contudo, Damasco aparece novamente em sua condição de “a cabeça da Síria”. (Isa. 7:8) Durante o reinado do Rei Acaz, de Judá (761-745 A.E.C.), Rezim, de Damasco, em coligação com Peca, de Israel, irrompeu através de Judá até Elate, no golfo de Acaba. Isto amedrontou tanto o Rei Acaz que este chegou a mandar um suborno a Tiglate-Pileser III, da Assíria, pedindo-lhe que desviasse de Judá a pressão síria. Com muita disposição, os assírios atacaram Damasco, capturaram-na, mataram Rezim e exilaram muitos damascenos. ( 2 Reis 16:5-9; 2 Crô. 28:5, 16) Deste modo, cumpriram-se as profecias de Jeová por meio de Isaías e Amós (Isa. 8:4; 10:5, 8, 9; Amós 1:3-5), contudo, Acaz, ao ir a Damasco para se encontrar com Tiglate-Pileser (e provavelmente prestar-lhe homenagem), insensatamente mandou fazer uma cópia do altar damasceno para a falsa adoração que viu ali e mais tarde ofereceu sacrifícios sobre ele aos “deuses de Damasco”. — 2 Reis 16:10-13; 2 Crô. 28:23.
Depois disso, Damasco nunca mais constituiu ameaça para Israel. Embora fraca militarmente, a cidade evidentemente reconquistou a pujança comercial, conforme indicado pela profecia de Ezequiel. (Eze. 27:18) Mas Damasco, outrora tão altamente louvada, estava também destinada a sofrer aflição, conforme predito por Jeremias, em resultado da notícia má vinda de Hamate e Arpade, no norte da Síria, uma notícia provavelmente relacionada com a conquista cruel dos reinos arameus pelos exércitos babilônios de Nabucodonosor, em seu avanço. (Jer. 49:23-27) Damasco, a jóia do deserto, não escaparia aos efeitos de tal conquista. Ainda mais tarde, Damasco é incluída numa pronunciação adversa por meio do profeta de Jeová, Zacarias, cuja profecia foi escrita em 518 A.E.C. A profecia provavelmente cumpriu- se na época de Alexandre Magno, que ocupou a Síria e a Fenícia depois de sua vitória na Batalha de Isso, em 333 A.E.C. — Zac. 9:1-4.
NO PRIMEIRO SÉCULO DA E.C.
Quando Saulo de Tarso rumou para Damasco em sua campanha de perseguir cristãos, a cidade tinha várias sinagogas judaicas. (Atos 9:1, 2) Ela fazia então parte do domínio do rei nabateu Aretas IV e era administrada por um governador designado. ( 2 Cor.11:32, 33) Saulo, cego após sua conversão, foi levado a uma casa numa rua chamada Direita. Esta rua cruza a inteira cidade de Damasco quase que pelo centro e, naquela época, era aparentemente marginada por colunas, sendo muito imponente. Paulo (Saulo) pregou por algum tempo nas sinagogas de Damasco, mas uma trama assassina o obrigou a fugir de noite através duma abertura na muralha da cidade. — Atos 9:11, 17-25; 26:20; Gál. 1:16, 17.
[Foto na página 407]
Vista atual de Damasco.
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DançaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DANÇA
A execução rítmica de movimentos do corpo, em geral acompanhada de música, que varia desde um ritmo lento até um violento delírio. A dança é uma expressão exterior das emoções e das atitudes da pessoa, muitas vezes de alegria e êxtase, raras vezes de ódio e vingança (conforme exibido nas danças de guerra). As emoções e os sentimentos expressos na dança são realçados por trajes apropriadamente coloridos ou acessórios simbólicos.
A arte da dança é de origem muito remota e desde os tempos mais primitivos tem sido usada por quase todas as raças como meio de expressão emocional, particularmente na adoração. Nas Escrituras Hebraicas ocorrem várias expressões que são traduzidas “dança”, “danças de roda”, “dançar em roda” e “saltitar”.
Os dançarinos expressaram seu sincero louvor e agradecimento a Jeová depois que Israel testemunhou a demonstração inspiradora de fé do poder de Jeová ao destruir os egípcios. Assim, enquanto os homens juntavam-se a Moisés em cantar um hino de vitória, Miriã comandava as mulheres em danças com acompanhamento de pandeiros. (Êxo. 15:1, 20, 21) Outra dança de vitória motivada por profundos sentimentos religiosos foi a da filha de Jefté, que saiu para juntar-se ao pai em louvar a Jeová por ter entregue os amonitas em suas mãos. (Juí. 11:34) As mulheres de Israel, dançando ao som de alaúdes e de pandeiros, aclamaram a volta de Saul e Davi após a vitória de Jeová sobre os filisteus. ( 1 Sam. 18:6, 7; 21:11; 29:5) A dança também fazia parte de certas festividades anuais em conexão com a adoração de Jeová. (Juí. 21:19-21, 23) Os Salmos também endossam a dança como meio de honrar e de louvar a Jeová. — Sal. 149:1, 3; 150:4.
Em Israel, a dança era realizada geralmente em grupos, especialmente pelas mulheres. Quando os homens participavam na dança, faziam-no em grupos separados; aparentemente, não havia mistura de sexos em suas danças. As danças tanto eram realizadas num cortejo como em roda (Jui. 21:21; 2 Sam. 6:14-16), mas tais estilos não faziam com que fossem semelhantes às danças pagãs de cortejo ou de roda. Os motivos e os objetivos por trás da própria dança, o anunciado propósito das danças, os movimentos do corpo dos dançarinos e os pensamentos que tais movimentos transmitem aos observadores são as coisas importantes a considerar e a comparar ao determinar semelhanças ; nos estilos de dança.
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DanielAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DANIEL
[Deus é (meu) juiz]. Destacado profeta de Jeová, da tribo de Judá. Escritor do livro que leva seu nome. Muito pouco é conhecido sobre os primeiros anos de sua vida, mas ele mesmo menciona ter sido levado para Babilônia, provavelmente como jovem príncipe, junto com outros da descendência real e da nobreza. — Dan. 1:3-6.
SOB DOMÍNIO BABILÔNICO
Ao passo que muitos dos exilados foram instalados junto ao rio Quebar, fora da cidade de Babilônia, Daniel e seus três companheiros foram selecionados para um aprendizado especial de três anos sobre cultura babilônica, a fim de prepará-los para serviço governamental. Segundo o costume, receberam nomes babilônicos, sendo que Daniel foi chamado de Beltessazar (ou Baltazar), que significa “Protege sua vida”. Não querendo se contaminar com os alimentos consignados, que talvez incluíssem alguns proibidos pela Lei mosaica ou profanados por rituais pagãos, Daniel pediu que a dieta deles se limitasse a hortaliças e água. Ensinou-se-lhes toda a sabedoria babilônica, mas foi Jeová Deus quem lhes deu “conhecimento e perspicácia em toda a escrita e sabedoria; e o próprio Daniel tinha entendimento de toda sorte de visões e sonhos”. (Dan. 1:17) Examinados pelo rei ao fim de três anos, constatou-se que eram “dez vezes melhores do que todos os sacerdotes-magos e os conjuradores que havia em todo o seu domínio real”. — Dan. 1:20.
OS SONHOS DE NABUCODONOSOR
No segundo ano de Nabucodonosor (provavelmente contado desde a derrocada de Jerusalém em 607 A.E.C.), este tem um sonho que ‘agita seu espírito’. Todos os sábios sendo incapazes de revelá-lo, Daniel comparece à presença do rei e não apenas relata-lhe o sonho, por meio de revelação divina, mas interpreta-o, deste modo salvando da execução a si mesmo e aos outros sábios. Isto leva Nabucodonosor a constituir Daniel “governante de todo o distrito jurisdicional de Babilônia e prefeito supremo sobre todos os sábios”. (Dan. 2:48) Seus três companheiros recebem altos cargos fora da corte, ao passo que Daniel serve na corte do rei.
Não se sabe ao certo por que Daniel não estava também envolvido na questão de integridade confrontada por seus companheiros, Sadraque, Mesaque e Abednego, quando ordenados a adorar a imagem de ouro erguida na planície de Dura. (Dan., cap. 3) A conduta anterior de Daniel, bem como sua posterior lealdade a Deus, mesmo sob risco de vida, conforme relatada no capítulo 6, dá plena certeza de que, se estava presente, e quaisquer que tenham sido as circunstâncias, Daniel não transigiu por curvar-se diante da imagem. Também, a Palavra de Jeová expressa Sua aprovação de Daniel como plenamente devotado, alistando-o junto
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