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DebulhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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vezes durante tal processo, o cereal era joeirado. — Veja JOEIRAR.
OUTRAS REFERÊNCIAS
Visto que ofereciam um espaço aberto e plano, muitas vezes as eiras eram usadas para outras finalidades. Os ritos de pranto por Jacó foram realizados na eira de Atade, perto do Jordão. (Gên. 50:10, 11) Sob a direção de Jeová, Davi comprou a eira de Araúna (Ornã), construiu ali um altar e ofereceu um sacrifício a Jeová. (2 Sam. 24:16-25; 1 Crô. 21:15-28) Mais tarde esta eira tornou-se o local do templo de Salomão. (2 Crô. 3:1) Quando Jeosafá e Acabe conferenciaram a respeito de guerrear contra a Síria, seus tronos foram colocados numa eira à entrada da porta de Samaria. — 1 Reis 22:10.
USO FIGURADO
Em sentido figurativo, o tratamento que as hastes de cereais recebem na eira é um símbolo bem apropriado de como os inimigos de Jeová serão golpeados e despedaçados. (Isa. 41:15; Jer. 51:33; Miq. 4:12, 13; Hab. 3:12) A debulha ilustra também o tratamento esmagador que os homens às vezes impingem aos outros. (Juí. 8:6, 7, 15, 16; 2 Reis 13:7) Ou, a separação do trigo da palha pode retratar a separação dos justos dos iníquos, por meio do julgamento de Jeová. (Mat. 3:12) Em ainda outro sentido, uma debulha longa e abundante denota prosperidade e a bênção de Jeová. — Lev. 26:5; Joel 2:24.
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DecálogoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DECÁLOGO
Veja DEZ PALAVRAS.
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DecápolisAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DECÁPOLIS
Coalizão ou confederação de dez cidades (do grego déka, que significa “dez”, e pólis, “cidade”). O nome aplicava-se também à região na qual concentrava-se a maioria dessas cidades. — Mat. 4:25.
Provavelmente em alguma época entre a conquista feita por Pompeu e a morte de Herodes, o Grande (1 A.E.C. ou 1 E.C.), dez cidades helenísticas juntaram-se, formando a federação livre conhecida como Decápolis. O objetivo por trás dessa união parece ter sido o interesse mútuo em estreitas relações comerciais e também a proteção contra forças anti-helenísticas na Palestina ou contra as agressivas tribos nômades nas regiões desérticas a E. O termo “Decápolis” aparece pela primeira vez nas Escrituras Gregas Cristãs e nos escritos de Josefo e de Plínio, o Velho (ambos do primeiro século da E.C.). Plínio, embora admitindo que algumas diferenças de opinião já existiam, alistou as seguintes cidades como figurando entre as dez originais: Damasco, Filadélfia, Rafana, Citópolis, Gadara, Hipos, Diom, Pela, Gerasa e Canata. Dessas, apenas Citópolis (Bete-Seã) localizava-se a O do Jordão. Devido à posição estratégica do vale de Esdrelom, servia como ligação importante entre a costa e os portos marítimos do Mediterrâneo. Damasco, bem ao N, na Síria, evidentemente foi incluída por causa de sua importância qual centro comercial. Filadélfia (antiga Rabá, moderna Amã) era a mais meridional das dez cidades, localizada a apenas c. 40 km a NE da extremidade N do mar Morto. As demais cidades localizavam-se na região fértil de Gileade ou na vizinha Basã. Crê-se que a maioria delas localizava-se ao longo das principais estradas daquela região, ou perto delas. Canata é, provavelmente, a Quenate de Números 32:42.
No segundo século da E.C., Ptolomeu mencionou 18 cidades como fazendo parte da “Decápolis”, o que pode indicar que o nome passou a ser usado em sentido geral e que o número de cidades variava. Alguns peritos prefeririam incluir Abila, alistada por Ptolomeu, em lugar de Rafana, entre as dez originais. Parece evidente, de qualquer modo, que a região da Decápolis não tinha limites precisos e definidos e que a autoridade das cidades da Decápolis não se estendia a todo o território abrangido, mas limitava-se apenas ao distrito de cada cidade individual.
O MINISTÉRIO DE JESUS E A DECÁPOLIS
Embora pessoas da Decápolis estivessem entre as multidões que afluíram para ouvir o ensino de Jesus na Galiléia (Mat. 4:25), não existe menção específica de que tenha devotado tempo a qualquer uma de suas cidades helenísticas. Jesus realmente entrou na região da Decápolis durante seu ministério na Galiléia quando cruzou o mar da Galiléia e entrou no país dos gerasenos (ou gadarenos, segundo Mateus 8:28). (Mar. 5:1) Ali, porém, após ter expulsado demônios e permitido que entrassem numa manada de porcos, resultando na destruição da manada, as pessoas da cidade e da zona rural próximas suplicaram a Jesus que “saísse dos seus distritos”. Ele aquiesceu, mas certo homem a quem livrara da possessão demoníaca obedeceu à instrução de Jesus de ir dar testemunho a seus parentes e proclamou na Decápolis as obras curativas de Jesus. — Mar. 7:32–8:9.
[Mapa na página 425]
DECÁPOLIS
Estradas
GRANDE MAR
Damasco
Rafana(?)
Canata
Hipos
Mar de Galiléia
Diom
Abila(?)
Gadara
Pela
Citópolis (Bete-Seã)
Gerasa
Filadélfia (Rabá, Amã)
Rio Jordão
Mar Morto
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Decepamento (Da Vida)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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DECEPAMENTO (DA VIDA)
[do heb., karáth]. Em Israel, quando usado em relação a uma punição pela violação da Lei, este termo significava um decepamento fatal. Alguns peritos rabínicos crêem que se tratava apenas da expulsão da congregação de Israel, embora divirjam muito de opinião. The Pentateuch and Haftorahs (O Pentateuco e as Haftorás), editado por J. H. Hertz (Soncino Press), diz, na página 493: “Na maioria dos delitos mencionados, a pena prescrita é a morte. No caso dos demais, os réus eram expulsos da comunidade e presumivelmente do país, visto que sua presença pervertia a nação.” O Chumash, de Soncino, do Dr. A. Cohen, comenta sobre Levítico 23:29, 30, que diz: “Toda alma que não se atribular neste mesmo dia terá de ser decepada do seu povo. Quanto a qualquer alma que fizer qualquer sorte de obra neste mesmo dia, terei de destruir esta alma dentre o seu povo.” Fornece a opinião do rabino Abraham Ibn Ezra: “Existe uma diferença entre esta [última] punição e o ‘decepamento’, mas, sou incapaz de explicá-la.” A opinião do rabino Rashi é também fornecida: “Subentende-se que por ‘decepamento’ se queira dizer ‘estar perdido’ (mas, de modo recuperável).”
Por examinar os textos nas Escrituras que alistam os delitos para os quais esta pena é cominada, pode-se determinar que se relaciona com a pena de morte, executada quer pelas autoridades em Israel, quer pelo próprio Deus. Os crimes para os quais é prescrito o decepamento são os de natureza mais séria. (Êxo. 31:14; Lev. 7:27; 18:6, 22, 23, 29; 20:3-6; 22:3, 4, 9; 23:28-30; Núm. 4:15, 18, 20; 15:30, 31; veja também Êxodo 30:31-33, 38.) O escritor da carta aos Hebreus evidentemente tinha em mente a declaração em Números 15:30: “A alma que fizer algo deliberadamente . . . essa alma terá de ser decepada dentre seu povo”, quando disse: “Qualquer homem que tiver desconsiderado a lei de Moisés morre sem compaixão, pelo testemunho de dois ou três.” (Heb. 10:28) Jesus usou esta expressão ao definir a punição para os “cabritos” simbólicos: “Estes partirão para o decepamento [Gr., kólasin] eterno, mas os justos, para a vida eterna.” (Mat. 25:46) O contraste aqui é entre a vida e a morte. Se Mateus escreveu o seu Evangelho originalmente no hebraico, conforme se crê, neste caso provavelmente usou uma forma da palavra hebraica karáth nesta passagem.
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Décima ParteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DÉCIMA PARTE
Veja DÍZIMO.
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Decisões JudiciaisAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DECISÕES JUDICIAIS
Julgamento feito por uma (ou mais) autoridade(s). (2 Sam. 8:15; 1 Reis 3:16-28; 10:9; 2 Reis 25:6; 2 Crô. 19:8-10) Jeová Deus, qual Juiz, Legislador e Rei (Isa. 33:22), deu à nação de Israel um extensivo código de leis. Suas decisões em assuntos jurídicos forneceram diretrizes para decidir os assuntos que envolviam os indivíduos, bem como as questões internas e externas do país. — Veja TRIBUNAL DE JUSTIÇA; LEI; CAUSA JURÍDICA (PROCESSO LEGAL).
Muitas dessas decisões judiciais foram fornecidas à nação de Israel no monte Sinai. (Nee. 9:13) Às vezes, porém, certas situações exigiam uma decisão judicial especial. Por exemplo, no caso do manassita Zelofeade, que ao morrer deixou apenas filhas, surgiu a questão de se elas deveriam receber uma herança. Jeová então tomou uma decisão que resolveu o caso e depois disso serviu qual estatuto para lidar com situações semelhantes. (Núm. 27:1-11; 36:1-12; veja também Levítico 24:10-16.) Similarmente, uma decisão judicial feita por Davi a respeito da distribuição de despojos de guerra estabeleceu um precedente legal. — 1 Sam. 30:23-25.
Por classificar como delitos capitais certos atos comuns, porém extremamente prejudiciais, as decisões judiciais divinamente fornecidas destacavam-se como ímpares entre as leis das nações contemporâneas. Os povos vizinhos praticavam a bestialidade, a sodomia, o incesto e outras práticas degradantes que eram prejudiciais ao bem-estar mental, físico e espiritual. (Lev. 18:6-30; 20:10-23) Portanto, as decisões judiciais de Jeová, se obedecidas, teriam dignificado a nação de Israel. Com a bênção de Jeová, a estrita fidelidade de Israel aos seus mandamentos teria resultado em benefícios tangíveis, fazendo com que outras nações exclamassem:
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