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Filipenses, Carta AosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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(2 Cor. 8:1-6) Eram também ativíssimos e estavam ocupadíssimos em pregar as boas novas, de modo que, pelo que parece, não haviam tido muito contato com Paulo por certo tempo. Mas agora, quando ele passava necessidade, estando em cadeias, não só lhe enviaram dádivas materiais, de modo que Paulo tinha uma abundância, mas também mandaram seu enviado especial, Epafrodito, um homem que lhes era valioso. Este zeloso irmão corajosamente prestou ajuda a Paulo, mesmo colocando em perigo a sua própria vida. Por conseguinte, Paulo o elogia grandemente perante a congregação. — Fil. 2:25-30; 4:18.
Paulo expressa confiança de que, em harmonia com as orações deles, será liberto da prisão e poderá visitá-los novamente. (Fil. 1:19; 2:24) Sabe que, se continuar vivo, será útil para eles, embora anseie ardentemente o tempo em que Cristo o receberá junto de si. (Fil. 1:21-25; compare com João 14:3.) No ínterim, ele enviará Timóteo, que, mais do que qualquer outro disponível a ele, genuinamente zelará pelos interesses deles. — Fil. 2:19-23.
Esta carta transpira amor. Paulo jamais negou-se a elogiar, quando isso era devido, nem se restringiu de dar a repreensão necessária, mas, neste caso, o que era preciso era encorajamento. A congregação tinha seus oponentes, “obreiros do dano”, que desejavam jactar-se das ligações carnais e da circuncisão da carne, mas parece que os irmãos não foram gravemente afetados, nem ficaram transtornados com isso. Assim, Paulo não precisou expender fortes argumentos nem repreensões como, por exemplo, em suas cartas às congregações na Galácia e em Corinto. A única leve sugestão de correção foi a sua exortação à união por parte de Evódia e Síntique. Em toda a carta, incentiva a congregação filipense a continuar em seu excelente proceder, procurando maior discernimento e apegando-se firmemente à palavra da vida e a uma fé e uma esperança mais fortes no prêmio vindouro.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Gratidão a Deus pelo amor e fidelidade da congregação (1:1-11)
A. Confiança de que possam continuar até boa obra neles ser levada a cabo (1:1-7)
B Oração para que aumentem em conhecimento e discernimento (1:8-11)
II. Resultados dos esforços de Paulo na prisão (1:12-20)
A. Tornar ele pública a razão por que está em cadeias incentiva irmãos a falar destemidamente (1:12-14)
B. Propalado Cristo, quer em sinceridade quer por briga (1:15-20)
III. Desejo de Paulo em favor dos filipenses, e conselho sobre conduta (1:21 a 2:18)
A. Poderá morrer, mas se permanecer, poderá beneficiá-los (1:21-26)
B. Devem permanecer firmes, sem medo, estar dispostos a sofrer (1:27-30)
C. Amem-se uns aos outros, mantenham humildade, como Cristo fez (2:1-11)
D. Mantenham-se inculpes, sejam iluminadores, mantenham firme apego à palavra da vida (2:12-18)
IV. Timóteo e Epafrodito serão enviados a Filipos (2:19-30)
A. Timóteo cuidará genuinamente dos interesses deles em Cristo (2:19-24)
B. Fidelidade de Epafrodito, sua doença; exortação para que continuem a estimá-lo (2:25-30)
V. Aviso sobre os “que mutilam a carne” (3:1-21)
A. Os que têm a verdadeira “circuncisão” servem pelo espirito de Deus e não se jactam na carne (3:1-4a)
B. Justiça pela fé em Cristo é o importante (3:4b-11)
1. Paulo podia jactar-se de ser hebreu e guardar a lei, segundo conceito farisaico (3:4b-6)
2. Mas considera tais coisas carnais como refugo, contempla alcançar a ressurreição mediante Cristo (3:7-11)
C. Embora não tenha ainda obtido o prêmio, Paulo se esquece de todas as outras coisas para empenhar-se por ele (3:12-21)
1. Incentiva filipenses a imitar seu exemplo (3:17)
2. Inimigos da estaca de tortura fixam mente nas coisas terrestres, mas cidadania dos verdadeiros cristãos está nos céus (3:18-21)
VI. Exortação à unidade, ao regozijo, ao modo correto de pensar e de agir (4:1-9)
A. Exortadas Evódia e Síntique a terem mesma mentalidade no Senhor (4:1-3)
B. Regozije-se, seja razoável, não fique ansioso, confie em Deus (4:4-7)
C. Considere as coisas justas, verdadeiras, amáveis (4:8, 9)
VII. Relatório sobre assuntos de Paulo na prisão (4:10-23)
A. Pela força de Deus, Paulo era auto-suficiente (4:10-13)
B. Filipenses sempre compartilharam as coisas; agora eram abundantes as provisões da parte deles, mediante Epafrodito, como sacrifício aceitável a Deus (4:14-18)
C. Assegurados da bênção de Deus, cumprimentos e oração pelo bem-estar deles (4:19-23)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 214-216.
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FiliposAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FILIPOS
Na época da segunda viagem missionária do apóstolo Paulo, esta cidade era “a cidade principal [ou, primeira] do distrito da Macedônia”, embora, pelo que parece, não fosse sua capital. Localizava-se na parte E do distrito, na ponta N do mar Egeu, não muito longe do distrito da Trácia. Paulo, chegando de barco, de Trôade, desceu em Neápolis, cidade portuária de Filipos, e viajou c. 16 km para o NO, ao longo da Via Egnácia, a grande estrada comercial e militar que ia da Ásia até Roma, que atravessava um desfiladeiro montanhoso de uns 490 m acima do nível do mar, e descia para a planície filipense. — Atos 16:11, 12.
HISTÓRIA
Em 146 A.E.C. toda a Macedônia passou a ser uma única província romana. A batalha em que Otávio e Marco Antônio derrotaram os exércitos de Bruto e Cássio, assassinos de Júlio César, foi travada na planície de Filipos (em 42 A.E.C.). Depois disso, como marco comemorativo de sua grande vitória, Augusto transformou Filipos em “colônia” romana. (Atos 16:12) Alguns anos depois, quando o Senado romano fez de Otávio o César Augusto, este chamou a cidade de Colonia Augusta Julia Philippensis.
Sua elevação a colônia romana concedeu à cidade a isenção de impostos, e outros privilégios, entre eles, possivelmente, uma forma secundária de cidadania romana. Assim sendo, os cidadãos sentiam maior apego e afeição para com Roma do que teria normalmente acontecido. Isto talvez explique por que os amos da moça de quem o apóstolo Paulo exorcismou um demônio de adivinhação sublinharam o ponto diante dos magistrados: ‘Somos romanos’, em suas acusações a Paulo e Silas. (Atos 16:16-24) Isto também tornava muito compreensível, para os cristãos filipenses, o que Paulo mais tarde lhes escreveu, exortando-os a se ‘comportarem como cidadãos’ dignos das boas novas do Cristo, lembrando-lhes que “nossa cidadania existe nos céus”, pois a cidadania romana, mundana, seria altamente prezada em Filipos, sendo mesmo algo de que se jactar. — Fil. 1:27; 3:20, Int.
VISITA DE PAULO
Filipos teve o privilégio de ser a primeira cidade da Europa a ouvir a pregação das boas novas feita por Paulo, por volta de 50 E.C., durante sua segunda viagem missionária. Ele foi até lá em obediência a uma visão noturna em Trôade, na Ásia Menor, na qual um macedônio instara com ele: “Passa à Macedônia e ajuda-nos.” (Atos 16:8-19) Paulo e seus companheiros, que evidentemente incluíam seu cronista, Lucas, permaneceram ali por vários dias, e, no sábado, foram “para fora do portão, para junto dum rio”, onde, como narra Lucas, “pensávamos haver um lugar de oração”. Alguns imaginam que não havia nenhuma sinagoga em Filipos, devido ao caráter militarista da cidade; que os judeus ali talvez estivessem proibidos de se reunir para adoração dentro da cidade. De qualquer modo, Paulo falou às mulheres ali reunidas, e encontrou uma, chamada Lídia, adoradora de Deus, que ‘abriu amplamente o coração para prestar atenção às coisas faladas por Paulo’. Ela e os da sua casa foram batizados, e o apreço e a hospitalidade dela eram tão grandes que ‘ela simplesmente fez [que Paulo e seus companheiros] fossem’ pousar na casa dela. — Atos 16:11-15.
Já então, depois de responder à convocação de ir à Macedônia, Paulo viu-se confrontado com a perseguição nesta primeira cidade em que esteve, desta feita, não por parte de fontes judaicas, como tinha acontecido na Galácia. Os magistrados da cidade agiram com base nas acusações falsas feitas pelos amos da moça endemoninhada que perderam sua renda por ela não mais poder realizar predições, mediante as quais obtinham grandes lucros. Paulo e Silas foram espancados com varas, foram lançados na prisão e seus pés foram presos no tronco. — Atos 16:16-24.
No meio da noite, contudo, ao orarem e louvarem a Deus com cântico, enquanto os outros presos escutavam, ocorreu um milagre. Um terremoto rompeu os grilhões dos presos e fez com que as portas se abrissem inteiramente. O carcereiro, sabendo que teria de confrontar a pena de morte pela fuga dos presos que lhe foram confiados, estava prestes a matar-se, quando Paulo bradou: “Não te faças dano, pois estamos todos aqui!” O carcereiro e sua casa então escutaram a Paulo e Silas, cuidaram de seus vergões, e se tomaram crentes batizados. — Atos 16:25-34.
Na manhã seguinte, talvez ouvindo falar da ocorrência milagrosa, os magistrados da cidade ordenaram que o carcereiro soltasse Paulo. Mas Paulo estava mais interessado em vindicar, defender e confirmar a legalidade das boas novas do que em obter seu livramento imediato. Não estava disposto a submeter-se a nenhum livramento secreto, “pelas portas do fundo”, a fim de salvar as aparências dos magistrados. Trouxe a lume sua própria cidadania romana, e o fato de terem espancado publicamente tanto a ele como a Silas, sem terem sido condenados. Não, eles tinham de reconhecer abertamente que eles, e não os cristãos, é que tinham agido ilicitamente! Ao ficar sabendo que Paulo e Silas eram romanos, os magistrados ficaram tomados de medo e, tendo vindo pessoalmente, “suplicaram-lhes”, levaram-nos para fora e solicitaram que partissem da cidade. — Atos 16:35-40.
Entretanto, Paulo havia iniciado uma ótima congregação em Filipos, uma congregação que sempre lhe foi caríssima. O amor que sentiam para com ele se manifestava em suas preocupações e nas provisões que faziam em benefício dele, mesmo quando ele estava em outro lugar. (Fil. 4:16) Paulo visitou Filipos novamente em sua terceira viagem missionária, e, possivelmente, uma terceira vez após ser liberto de seu primeiro encarceramento em Roma. — Atos 20:1, 2, 6; Fil. 1:19; 2:24.
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Filístia, FilisteusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FILÍSTIA, FILISTEUS
Em grande parte do período das Escrituras Hebraicas, os filisteus ocupavam a planície costeira de Canaã, e achavam-se entre os inimigos juramentados de Israel. (Isa. 9:12; 11:14) Os filisteus eram um povo incircunciso (2 Sam. 1:20), politeísta
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