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GetsêmaniAjuda ao Entendimento da Bíblia
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[Foto na página 671]
Local tradicional do jardim de Getsâmani, com a Porta de Ouro e uma parte do Domo do Rochedo (Zimbório da Rocha) ficando visível, do outro lado do vale do Cédron.
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GezerAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GEZER
[porção].
Uma cidade régia no lado interior da planície costeira da Palestina. Gezer é primeiramente mencionada quando seu rei tentou, sem êxito, salvar Laquis do exército israelita sob Josué. (Jos. 10:33; 12:7, 8, 12) Gezer foi designada como local fronteiriço para os efraimitas (Jos. 16:3; 1 Crô. 7:28), mas eles não desalojaram por completo os habitantes cananeus dali. (Jos. 16:10; Juí. 1:29) Gezer também foi concedida aos coatitas como cidade levítica. — Jos. 21:20, 21; 1 Crô. 6:66, 67.
No tempo de Davi, esta cidade estava ligada aos filisteus, como no caso em que Davi desfez o poder deles, “desde Geba até Gezer”. (2 Sam. 5:25; 1 Crô. 14:16) Também, Sibecai, o husatita, distinguiu-se durante a derrota dos filisteus em Gezer por abater Sipai, um descendente dos refains. (1 Crô. 20:4) O Faraó do Egito mais tarde subiu contra Gezer, por algum motivo não-declarado. Depois de incendiar a cidade e matar sua população cananéia, ele a deu como dote à esposa de Salomão. Salomão reconstruiu a cidade, e possivelmente a fortificou. — 1 Reis 9:15-17.
Os geógrafos consideram a antiga Gezer como sendo a moderna Tel Jezar, situada a meio caminho na rota entre Jerusalém e Jafa (Jope). Ficava, assim, perto de outra grande estrada que, durante milênios, ligava o Egito à Mesopotâmia, para fins comerciais e militares. A posição elevada de Tel Jezar numa crista da Sefelá lhe permitia controlar o uso de ambas estas estradas.
Iniciou-se a escavação arqueológica neste aterro artificial no começo do século XX. Desde então, tornou-se um dos sítios mais cabalmente escavados e explorados da Palestina. Entre as descobertas feitas ali há a “porta salomônica e a parede da casamata” (sexto estrato), construída sobre uma camada de detritos duma destruição que alguns conjecturam que foi o resultado de Faraó ter incendiado Gezer. Considera-se que sua arquitetura é tão similar à encontrada em estruturas em Hazor e Megido a ponto de indicar que todas as três foram edificadas à base dos mesmos projetos. As camadas anteriores revelam uma abundância de cerâmica filistéia. Talvez a mais famosa descoberta feita em Tel Jezar, contudo, seja o “calendário” de Gezer, uma placa que contém o que parecem ser os exercícios de memorização dum jovem escolar. Tem-se provado valioso por informar aos pesquisadores modernos sobre as antigas estações agrícolas de Israel, e em prover uma noção da escrita e da linguagem hebraicas dos dias de Salomão.
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GibeáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GIBEÁ
[colina].
Uma cidade no território de Benjamim (Jos. 18:28), também chamada “Gibeá de Benjamim” (1 Sam. 13:2), “Gibeá dos filhos de Benjamim” (2 Sam. 23:29) e “Gibeá de Saul”. (2 Sam. 21:6) Situava-se, pelo que parece, perto da estrada principal entre Jebus (Jerusalém) e Ramá. (Juí. 19:11-15) Graças à sua posição em uma das elevações da cordilheira central da Palestina, Gibeá servia bem como posto de observação no tempo de guerra. (1 Sam. 14:16) Os geógrafos, em geral, identificam esta cidade com Tel el-Ful, situada a c. 5 km ao N de Jerusalém.
A grafia hebraica de Geba (forma masculina da palavra que significa “colina”) e de Gibeá (forma feminina do vocábulo que significa “colina”) são quase que idênticas. Muitos acreditam que isto tenha resultado em erros de cópia no Texto Massorético e, por conseguinte, recomendam que se mudem certos textos para que rezem “Geba”, ao invés de “Gibeá”, e vice-versa. A respeito disso, certo comentário com referência a Primeiro Samuel, capítulos 13 e 14, observa: “Os comentaristas, porém, discordam muito com respeito a onde tais substituições devem ser feitas (e.g., Smith lê Geba em lugar de Gibeá em todas as vezes; Kennedy lê Geba em lugar de Gibeá no [capítulo treze] versículo 2, Gibeá, em lugar de Geba, no versículo 3, e Geba, em lugar de Gibeá, no xiv. 2); e não é impossível entender o progresso da campanha sem tais alterações.” [Soncino Books of the Bible, Samuel (Livros da Bíblia, de Soncino, Samuel), de S. Goldman, p. 69] No entanto, em Juízes 20:10, 33, o contexto definitivamente sugere que se tenciona “Gibeá”, e, por conseguinte, muitos tradutores abandonam aqui a leitura do Texto Massorético e empregam “Gibeá”, ao invés de “Geba”.
No período dos juízes, a cidade de Gibeá figurou num incidente que quase levou ao extermínio de toda a tribo de Benjamim. Um homem idoso convidou um levita de Efraim e sua concubina a pernoitarem com ele. Logo depois, homens imprestáveis de Gibeá cercaram a casa, exigindo que o levita lhes fosse entregue, de modo a terem relações sexuais com ele. Depois de o levita ter entregue sua concubina nas mãos deles, tais homens cometeram tamanhos abusos contra ela a noite toda que ela morreu na manhã seguinte. (É a este pecado chocante que talvez se faça alusão em Oséias 9:9 e 10:9.) Visto que a tribo de Benjamim protegeu os culpados de Gibeá, as outras tribos travaram guerra contra Benjamim. Elas, por duas vezes, sofreram pesadas perdas antes de, por fim, derrotarem os benjamitas e consignarem Gibeá ao fogo. — Juí. 19:15 a 20:48.
Gibeá era o lar de Saul, o primeiro rei de Israel (1 Sam. 10:26; 15:34), e, aparentemente, também de Itai, um dos homens poderosos de Davi (2 Sam. 23:8, 29; 1 Crô. 11:26, 31), bem como de Aiezer e Joás, dois guerreiros que se juntaram a Davi em Ziclague. (1 Crô. 12:1-3) Evidentemente Gibeá também serviu como a primeira capital do reino israelita, sob Saul. Em Gibeá, mensageiros de Jabes (Jabes-Gileade) solicitaram ajuda quando confrontados com um sítio pelos amonitas, e dali o Rei Saul imediatamente convocou Israel para a guerra, a fim de enfrentar tal ameaça. (1 Sam. 11:1-7) Mais tarde, as operações bélicas de Saul contra os filisteus foram lançadas na vizinhança de Gibeá. (1 Sam. 13:2-4, 15; 14:2, 16) Também, em duas ocasiões, homens de Zife relataram a Saul, em Gibeá, sobre o esconderijo do proscrito Davi. — 1 Sam. 23:19; 26:1.
Durante o reinado de Davi, sete dos filhos e netos de Saul foram mortos em Gibeá (“Gibeão”, segundo os manuscritos de Áquila, de Símaco, o Vaticano N.° 1209 e o Alexandrino), devido à culpa de sangue que sobreviera à casa de Saul por este ter matado a muitos gibeonitas. E a concubina enviuvada de Saul ficou vigiando os homens mortos, de modo que as aves e os animais necrófagos não se alimentassem dos corpos deles. — 2 Sam. 21:1-10.
Na oitava centúria A.E.C., mediante o profeta Isaías, Jeová falou profeticamente sobre Gibeá como tendo fugido do exército assírio que avançava rumo a Jerusalém. (Isa. 10:24, 29-32) E, por meio de Oséias, Deus representa de forma profética uma situação que faz parecer como se o reino setentrional de dez tribos já tivesse sido conquistado, com o inimigo ameaçando Gibeá e Ramá, em Benjamim (no reino meridional de Judá). — Osé. 5:8-10.
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GibeãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GIBEÃO
[duma palavra que significa “colina”],
GIBEONITAS. A cidade de Gibeão é atualmente ligada a el-Jib, c. 10 km a N-NO de Jerusalém. Foram encontrados ali numerosos cabos de jarros de barro, trazendo o nome “Gibeão” em antigos caracteres hebraicos. Situada numa colina que ascende uns 60 m acima da planície circunvizinha, o antigo sítio abrange uma área de c. 6,5 hectares.
Nos anos recentes, tal sítio tem sido cenário de escavações arqueológicas. Os escavadores limparam um túnel de 51 m, que fora cortado na rocha maciça. Este túnel era antigamente iluminado por meio de lâmpadas colocadas em nichos a intervalos regulares, ao longo de suas paredes. Tal túnel, com sua escadaria de noventa e três degraus talhados na rocha, conduzia logo da entrada de Gibeão a uma caverna-reservatório escavada pelo homem, alimentada por uma fonte situada a c. 25 m abaixo do muro da cidade. Isto garantia aos gibeonitas uma reserva segura de água, mesmo numa época de sítio. Os escavadores também descobriram um poço ou reservatório escavado na rocha com um diâmetro de mais de 11 m. Uma escadaria circular, com degraus que medem c. 1,5 m de largura, leva ao fundo, no sentido dos ponteiros do relógio, girando junto às beiradas do poço. Do fundo do poço, a uma profundidade um pouco inferior a 11 m, os degraus continuam por cerca de 14 m, através duma escadaria em forma de galeria, até a câmara da água.
ENTENDIMENTOS COM JOSUÉ
No tempo de Josué, Gibeão era habitada pelos heveus, uma das sete nações cananéias
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