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GogueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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tal nome é mencionado em outras partes da Bíblia. Meseque e Tubal, como Magogue, são nomes dados aos filhos de Jafé (Gên. 10:2), e as três terras que trazem estes nomes situam-se ao N de Israel. Outros membros setentrionais das forças atacantes, também jaféticos, eram: Gômer e Togarma (que se imagina serem os progenitores dos antigos cimerianos e armênios, respectivamente). A Pérsia jafética achava-se a NE. Mas a conspiração abrangia também membros camíticos meridionais: Etiópia e Pute, lá na África. — Eze. 38:4-6, 15.
O papel de Gogue, portanto, é o de comandante duma força atacante maciça que aplica tremendas pressões para esmagar como que num torno o povo de Jeová, descrito como “morando no meio da terra”. (Eze. 38:12) O antigo Israel não só estava situado num ponto central, no que dizia respeito aos continentes da Eurásia e da África, mas era também o centro da adoração pura do verdadeiro Deus, e era considerado por Ele como a “menina do seu olho”. — Deut. 32:9, 10; Zac. 2:8.
Jeová declara que porá ‘ganchos nas maxilas de Gogue’, e o levará a este ataque. (Eze. 38:4; compare com 2 Reis 19:20, 21, 28.) À profecia mostra claramente, contudo, que este já é o desejo de Gogue, o ardil sendo produto do próprio coração de Gogue. (Vv. 10, 11) Jeová atrai a Gogue, sem embargo, por restaurar e fazer prosperar o povo que leva Seu próprio nome. Isto incita Gogue a manifestar sua malignidade para com o povo de Deus e ele voluntariamente trilha um curso que traz pronta destruição sobre si mesmo e todos os seus associados. Pela derrota e aniquilamento de Gogue e suas forças, Jeová magnifica e santifica seu próprio nome perante todos os observadores. — 38:12-23; 39:5-13, 21, 22; compare com Joel 3:9-17.
IDENTIFICAÇÃO DE GOGUE
As terras e os povos mencionados na profecia relacionada com Gogue são conhecidos na Bíblia e, até certo ponto, na história secular. Mas os esforços de identificar Gogue com algum regente historicamente conhecido não têm obtido êxito. A própria profecia situa o ataque de Gogue na “parte final dos anos”, “na parte final dos dias”. (Eze. 38:8, 16; compare com Isaías 2:2; Jeremias 30:24; 2 Tim. 3:1.) Por estes motivos, o nome Gogue é evidentemente críptico ou simbólico, não sendo de qualquer rei ou líder humano conhecido.
O livro de Revelação (Apocalipse) nos fornece ajuda para fazermos uma identificação correta. As visões proféticas ali constantes predizem grande aumento da perseguição à congregação cristã por parte do dragão simbólico, Satanás, o Diabo. Isto se daria depois de ele ser expulso, junto com seus demônios, dos céus para a região da terra, medida tomada pelo reino de Deus, mediante Cristo, na ocasião em que Jesus começasse a exercer autoridade régia. (Rev. 12:5-10, 13-17) O ajuntamento das nações terrestres contra Deus, seu Filho e seus fiéis servos na terra, figura de forma destacada nestas visões, como o faz também a derrota e a desolação totais de tais forças inimigas. (Rev. 16:13-16; 17:12-14; 19:11-21) Regalarem-se as aves com os cadáveres de tais inimigos do governo do reino de Cristo encontra, semelhantemente, uma correspondência aqui. — Compare Ezequiel 39:4, 17-20 com Revelação 19:21.
A figura central ou o líder do ataque global contra o reino messiânico e seus súditos, segundo Revelação, é Satanás, o Diabo. Ele é a única pessoa no registro bíblico que se pode dizer que preenche adequadamente a descrição e o papel designados a ‘Gogue de Magogue’ na profecia dada a Ezequiel. A profecia em Ezequiel a respeito de Gogue, por conseguinte, aponta para um ataque pernicioso e global contra o povo de Deus, um ataque maquinado e conduzido pelo degradado Satanás, o Diabo. A profecia também revela que este ataque é o que aciona a completa extirpação de tais forças satânicas por meio do assombroso poder de Deus. — Eze. 38:18-22.
2. Revelação 20:8 também fala de “Gogue e Magogue”. Aqui, contudo, não se faz referência a um comandante ou governante singular. Mostra-se que ambos os nomes aplicam-se ‘àquelas nações nos quatro cantos da terra’ que se deixam desencaminhar por Satanás depois que ele é liberto do simbólico “abismo”. Visto que outros textos mostram que a regência milenar de Cristo põe fim aos governos e às divisões nacionais (Dan. 2:44; 7:13, 14), parecería que tais “nações” são o produto da rebelião contra o domínio global de Cristo. Elas avançam “sobre a largura da terra” a fim de cercar “o acampamento dos santos e a cidade amada”. Isto acontece depois que a regência milenar de Cristo Jesus sobre a terra chega a seu término. — Rev. 20:2, 3, 7-9.
A utilização dos nomes “Gogue e Magogue” evidentemente serve para sublinhar certas similaridades desta situação pós-milenar com a do anterior ataque (antes de Satanás ser lançado no abismo). Entre tais similaridades há a de que, tanto em Ezequiel como em Revelação, os opositores são numerosos (os em Revelação sendo dum número indefinido, “como a areia do mar”), o ataque sendo resultado de ampla conspiração, e sendo dirigido contra os servos de Deus numa condição de grande prosperidade. Assim, o uso de “Gogue e Magogue” para descrever aqueles que são levados a uma rebelião pós-milenar é mui apropriado. O fim deles é a total destruição. — Rev. 20:9, 10, 14.
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GolãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GOLÃ
Uma cidade de Basã, no território de Manassés, escolhida qual cidade de refúgio. (Deut. 4:41-43; Jos. 20:2, 8) Os levitas gersonitas receberam tal cidade para ser sua moradia. (Jos. 21:27; 1 Crô. 6:71) A maioria dos geógrafos considera que sua provável localização moderna é Jaulan, um pouco mais de 27 km a E do mar da Galiléia. Um distrito com o mesmo nome acha-se um pouco mais próximo do mar da Galiléia.
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GólgotaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GÓLGOTA
[caveira]. O local, fora da cidade de Jerusalém, embora perto, em que Jesus Cristo foi pregado na estaca. (Mat. 27:33; João 19:17-22; Heb. 13:12) Uma estrada e um túmulo ajardinado situavam-se ali perto. (Mat. 27:39; João 19: 41) “Gólgota” ou “Lugar da Caveira” é também chamado “Calvário” (Luc. 23:33, ALA; So), proveniente do latim calvaria (“crânio”).
A “Igreja do Santo Sepulcro”, situada dentro dos atuais muros de Jerusalém, acha-se no local tradicional do Gólgota e do túmulo de Jesus. Mas tal identificação é muitíssimo questionável. Há dúvida se este local realmente estava fora dos muros de Jerusalém nos dias do ministério terrestre de Jesus. Não foi senão no quarto século E.C. que se fez qualquer tentativa para determinar o local onde Jesus foi pregado na estaca e onde estava seu túmulo. O imperador Constantino designou esta tarefa ao bispo Macário, que decidiu que o templo de Afrodite (Vênus), de Adriano, fora erigido no local. Por conseguinte, Constantino ordenou a demolição desse templo. Um túmulo escavado na rocha, que se diz ter sido encontrado abaixo do templo, foi aclamado como sendo o túmulo de Jesus, e a c. 85 m de distância dali foram supostamente descobertas três “cruzes”. Foram atribuídos poderes curativos a uma destas, e ela, dessa forma, foi declarada como sendo a “cruz” de Jesus.
Outro local que tem sido sugerido é o “Calvário de Gordon”, situado num penhasco a c. 230 m a NE da Porta de Damasco. O penhasco se assemelha um tanto a uma caveira ou crânio. A c. 91 m a O do “Calvário de Gordon” localiza-se um jardim bem grande, a parte N do qual é limitada por uma colina. Um túmulo, que contém apenas um sepulcro terminado, foi escavado numa enorme pedra que se projeta do lado desta colina. Embora este sítio se ajuste ao registro bíblico, não se pode declarar dogmaticamente que seja o local exato.
[Foto na página 681]
Gólgota (Lugar da Caveira), o local onde Jesus foi pregado na estaca, estaria localizado no alto desta colina segundo se afirma. Dois grandes buracos que aparecem juntos na rocha assemelham-se às órbitas dos olhos duma caveira.
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GoliasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GOLIAS
[possivelmente, conspícuo]. O gigante da cidade de Gate, campeão do exército filisteu, que foi morto por Davi. Golias atingiu a estatura extraordinária de seis côvados e um palmo (c. 2,90 m). Sua cota de malha de cobre pesava 5.000 siclos (c. 57 kg), e a lâmina de ferro de sua espada pesava 600 siclos (c. 6,8 kg). (1 Sam. 17:4, 5, 7) Golias era um dos refains; pode ter sido um mercenário que servia no exército filisteu. — 1 Crô. 20:5, 8.
Não muito tempo depois de Samuel ter ungido Davi, e depois de o espírito de Jeová ter deixado o Rei Saul (1 Sam. 16:13, 14), os filisteus se juntaram para a guerra contra Israel em Socó, e então acamparam em Efes-Damim. Enquanto as linhas de frente dos exércitos dos filisteus e de Saul encaravam uma à outra, através do vale, Golias, o gigantesco guerreiro, saiu do acampamento filisteu e desafiou em voz alta a Israel para que fornecesse um homem que lutasse com ele num combate individual, o resultado dele determinando que exército devia tornar-se servo do outro. Por quarenta dias, de manhã e de tarde, o exército de Israel, com muito medo, foi submetido a estes insultos. Nenhum soldado israelita teve a coragem de aceitar tal desafio. — 1 Sam. 17:1-11, 16.
Ao insultar os exércitos do Deus vivo, Jeová, Golias selou sua própria destruição. O jovem pastor, Davi, sobre o qual pousava o espírito de Deus, aceitou o desafio de Golias. Precedido por seu escudeiro, que portava enorme escudo, Golias avançou, invocando o mal sobre Davi, por seus deuses. Quando Davi atirou uma pedra com sua funda, Golias caiu por terra, com a pedra fincada em sua testa. Davi em seguida ficou em pé sobre Golias, e o decapitou com a própria espada do gigante. Isto foi prontamente acompanhado por significativa debandada dos filisteus, que sofreram grande matança. — 1 Sam. 17:26, 41-53.
“Davi tomou então a cabeça do filisteu e a levou a Jerusalém, e as armas dele pôs na sua tenda.” (1 Sam. 17:54) Sem dúvida, Davi deixou o acampamento e voltou para sua casa, em
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