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Como se pode saber o futuro?A Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
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tais profetas falsos em Israel: “Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada ter visto! Tiveram visões falsas e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR os não enviou, e esperam o cumprimento da palavra.” (Eze. 13:3, 6, Al, nova revisão de 1958) Jeremias proferiu uma condenação similar contra os falsos profetas que diziam que Jerusalém não iria cair. Êle disse: “Não escuteis os vossos prophetas, nem os vossos adivinhadores, nem os vossos sonhos, nem os vossos agoureiros, nem os vossos encantadores, que vos dizem: Não servireis o rei de Babylonia. Porque elles vos prophetizam a mentira.” — Jer. 27:9, 10.
Assim como havia falsos profetas naqueles tempos, os há também hoje. Não hesitam em enganar o povo a crer que eles conhecem o futuro. Não se pode obter de tais pessoas um conhecimento acurado do futuro.
JANELAS QUE PERMITEM VER O FUTURO
As profecias registradas na Bíblia são fiéis e fidedignas. São janelas que permitem ver o futuro. O fato de que muitas das profecias bíblicas já se cumpriram fornece-nos uma base para termos fé naquelas que ainda hão de se cumprir.
Que prognosticador atual poderia prever acuradamente que uma cidade assolada pela fome teria alimento em abundância no dia seguinte, ou que alguém que zombava desta profecia chegaria a ver tal abundância, mas não poderia comer nem um pouco dela? O profeta Eliseu pôde fazer isso porque Deus lhe deu conhecimento do que ainda não se realizou. Isto aconteceu no nono século antes de Cristo, quando os exércitos da Síria sitiavam Samaria. “Disse Eliseu: Ouvi a palavra de Jehovah; assim diz Jehovah: Amanhã mais ou menos a estas horas dar-se-á uma medida de flor de farinha por um siclo, e por um siclo duas medidas de cevada, na porta de Samaria. O capitão, a cuja mão estava o rei encostado, respondeu ao homem de Deus: Ainda quando Jehovah fizesse janellas no céo, poderia isso succeder? Eliseu disse: Eis que tu verás com os teus olhos, porém não comerás.” — 2 Reis 7:1, 2.
Durante a noite, Deus fez que os sírios atacantes ouvissem o som de carros de guerra. Imaginaram que o rei de Israel tivesse assalariado os egípcios e os heteus para lhe ajudarem. Fugiram em grande temor para a sua própria fronteira, deixando atrás de si todos os seus bens. O povo de Samaria tinha então mais que o suficiente para as suas necessidades. “Tendo o povo sahido, saqueou o arraial dos syros. Assim uma medida de flor de farinha foi vendida por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, conforme a palavra de Jehovah. O rei deu a guarda da porta ao capitão, a cuja mão se encostava; o povo o atropellou na porta, e morreu como dissera o homem de Deus.” — 2 Reis 7:16, 17.
Eliseu não examinou o fígado dum animal; não lançou setas ao chão; não procurou sinais nos astros nem no vôo das aves, nem consultou ele os mortos. Sua capacidade de predizer eventos futuros veio de Deus, não de augúrio.
Um exemplo de alguém saber o futuro com centenas de anos de antecedência encontra-se naquilo que Josué disse por ocasião da destruição da cidade de Jericó. Deus fez que proferisse a seguinte profecia: “Maldito seja deante de Jehovah o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogenito porá os alicerces delia, e com a perda de seu filho mais moço lhe collocará as portas.” (Jos. 6:26) Esta profecia cumpriu-se cerca de quinhentos anos depois, nos dias do Rei Acab. “Foi em seus dias que Hiel bethelita edificou a Jericó: quando lançou os seus alicerces, morreu-lhe Abiram, seu primogenito; e quando collocou as suas portas, morreu-lhe Segub, seu filho mais moço; conforme a palavra que Jehovah falou por intermedio de Josué, filho de Nun.” (1 Reis 16:34) Nenhum homem, pelo seu, próprio poder ou por augúrio, poderia ter predito isso.
Nos dias de Acab, o profeta Elias disse ao iníquo rei de Israel: “No logar em que os cães lamberam o sangue de Naboth, lamberão os cães o teu proprio sangue. Tambem de Jezebel falou Jehovah: Os cães comerão a Jezebel junto à muralha de Jezreel.” (1 Reis 21:19, 23) O que Elias disse provou ser tão veraz como se ele estivesse relatando algo que já aconteceu. Foi história antecipada.
Acab foi morto num carro de guerra, e “lavaram o carro junto ao tanque de Samaria, e os cães lamberam-lhe o sangue”. (1 Reis 22:38) A profecia de Elias tornou-se história. A Rainha Jezabel teve morte horrível por ser lançada da janela dum andar superior e depois ser pisada sob os cascos dos cavalos do carro de Jeú. “Tendo Jehu entrado, comeu e bebeu; e elle disse: Ide ver aquella mulher maldita, e sepultae-a; porque é filha de rei. Foram para a sepultar; porém não acharam della senão a caveira, e os pés e as palmas das mãos.” (2 Reis 9:34, 35) Ela tinha sido devorada pelos cães, conforme Elias predissera.
Outro exemplo que prova a exatidão da profecia bíblica encontra-se na profecia de Daniel a respeito do tempo da vinda do Ungido, Jesus Cristo. “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas.” (Dan. 9:25, Al) Estas sessenta e nove semanas de anos correspondiam a 483 anos. Contados a partir de 455 A. C., quando se deu a ordem de reedificar Jerusalém, os 483 anos nos levam a 29 E. C. Foi neste tempo que Jesus foi batizado no rio Jordão e foi ungido pelo espírito de Deus. Foi então que ele se tornou o Messias, ou o Ungido. Assim havia vindo o Ungido, o Príncipe. Três anos e meio depois, ou no meio da setuagésima semana de anos, ele foi exterminado da vida humana, assim como Daniel predisse: “Depois de sessenta e duas semanas será exterminado o ungido, . . . na metade da semana fará cessar o sacrificio e a oblação.” (Dan. 9:26, 27) Sua morte sacrificial no meio da setuagésima semana de anos deu por terminada a Lei Mosaica com as suas oblações e ofertas. Deste modo, aquilo que Daniel dissera foi conhecimento acurado do que ia acontecer mais de 500 anos depois.
Estas são apenas algumas das muitas profecias bíblicas que poderiam ser mencionadas como tendo sido cumpridas. Por meio das que ainda hão de se cumprir podemos saber o que será escrito em algumas das páginas em branco da história quanto ao futuro. Devemos lembrar-nos de que Deus não concede uma visão do futuro para que alguém possa satisfazer desejos egoístas. Ele não dá informação tal como as pessoas imaginam que podem obter dos adivinhos. O que a Bíblia nos dá a conhecer sobre o futuro está sempre ligado ao propósito de Deus.
O QUE O FUTURO TRARÁ
A Bíblia revela claramente o futuro deste mundo. Com a palavra “mundo” não nos referimos à terra, mas às nações sobre ele, sob os sistemas que as controlam. Qual é seu futuro? A resposta profética não fala de prosperidade e glória, mas de destruição. Quando o apóstolo Pedro foi inspirado para falar sobre isso, ele se referiu ao atual sistema de coisas como os “céus e a terra que agora existem”. Ele disse: “O mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado com água. Mas, pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem se guardam para o fogo e estão sendo reservados para o dia do juízo e da destruição dos homens ímpios.” (2 Ped. 3:6, 7, NM) Em outro lugar, a Bíblia diz que Deus congregará as nações para derramar sobre elas a sua indignação. — Sof. 3:8.
O perverso governante invisível deste mundo será impedido de intervir nos
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“Coleta sem bingo”A Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
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“Coleta sem bingo”
Há tempos, o Times de Nova Iorque falou sobre a paróquia católica romana de Rockaway Beach, no bairro de Queens, que distribuiu entre seus paroquianos envelopes para uma “Coleta sem Bingo”. Nestes envelopes achavam-se impressos em cores brilhantes os quadrados dum cartão de jogo de vispora (bingo). “Lamentamos que isto se torne necessário porque os políticos fecharam nosso jogo de bingo”, disse um anúncio. “Visto que 80 por cento da despesa anual com o funcionamento da escola paroquial eram pagos com as receitas do jogo de bingo semanal, pedimos a todos que sejam generosos, para que possamos pagar as contas da manutenção da escola.” Pessoas pensantes não podem deixar de pôr em dúvida o costume de financiar quer escolas, quer igrejas, por meio da jogatina. Duas perguntas lógicas são: Que devemos pensar duma instituição que se funda no alicerce podre da jogatina? O que ensina isto aos jovens?
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