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Mendigo, MendigarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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com as riquezas espirituais que se podia obter por meio de Cristo Jesus.
Embora Jesus e seus apóstolos mostrassem bondade para com os mendigos, não incentivaram a mendicidade; embora aceitassem com gratidão a hospitalidade, não mendigaram. Jesus disse aos que o seguiam simplesmente para obterem pão que a preocupação deles devia ser, não com o “alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna”. (João 6:26, 27) Pedro disse a um mendigo coxo no templo: “Não possuo prata nem ouro, mas o que tenho é o que te dou”, utilizando seus dons espirituais para curar tal homem. (Atos 3:6) Embora os apóstolos às vezes sofressem fome, carecessem de roupa e de abrigo, eles labutavam, ‘trabalhando com suas próprias mãos, noite e dia, de modo a não serem um fardo para outros’. (1 Cor. 4:11, 12; 1 Tes. 2:9) A norma entre os cristãos era: “Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.” — 2 Tes. 3:10-12.
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MeneAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MENE
A palavra inicial duma mensagem críptica que foi miraculosamente inscrita na parede de reboco do salão de banquetes do Rei Belsazar em Babilônia, na noite de 5-6 de outubro de 539 AEC (calendário gregoriano), pouco antes de a cidade cair diante dos medos e dos persas. Segundo Daniel, que foi capacitado por Jeová para ler a inscrição e fornecer sua interpretação, a escrita rezava: “MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.” (Dan. 5:25) A inscrição evidentemente consistia apenas em consoantes, e era preciso suprir-lhe uma vocalização inteligente e apropriada, bem como uma interpretação correta. As próprias palavras significam literalmente: “Uma mina, uma mina, um siclo e meios-siclos.”
Ao suprir a interpretação exata, Daniel primeiramente disse: “Esta é a interpretação da palavra: MENE: Deus contou os dias do teu reino e acabou com ele.” (Dan. 5:26) Até mesmo esta parte da mensagem devia bastar para tornar claras as coisas para o Rei Belsazar. Jeová havia destronado o poderoso Nabucodonosor, que era mais poderoso do que Belsazar. Assim, Ele devia poder reduzir o número de dias da realeza de Belsazar, e os de seu co-regente e pai, Nabonido. Jeová podia pôr fim a essa dinastia. A palavra “MENE” apareceu duas vezes na inscrição, talvez porque a mensagem se aplicava a ambos os governantes do reino de Babilônia naquela época, Nabonido e Belsazar. No entanto, Daniel, ao fornecer a interpretação, empregou “MENE” apenas uma vez, possivelmente porque só Belsazar se achava presente nesta ocasião.
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MênfisAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MÊNFIS
Uma das capitais do antigo Egito, identificada com as ruínas próximas de Mit Raína, c. 23 km ao S do Cairo, do lado O do rio Nilo. Mênfis era, por muito tempo, a cidade mais importante do “Baixo Egito” (isto é, a região do delta e uma pequena seção ao S deste).
Em Oséias 9:6, a cidade é chamada de Moph no texto hebraico (sendo traduzida “Mênfis” na maioria das versões em português). Em outras partes, é mencionada pelo hebraico Noph (Nofe). (Isa. 19:13; Jer. 2:16; 44:1; 46:14, 19; Eze. 30:13, 16) Este nome hebraico, segundo se crê, provém do egípcio Mn-nfr (as vogais não sendo escritas), o nome aplicado à pirâmide de Pepi I (da chamada “Sexta Dinastia”), situada perto de Mênfis. O hebraico Noph talvez provenha da parte final deste nome (nfr). Em egípcio posterior, Mn-nfr tornou-se Menfi ou Membi, que em grego se tornou Mênfis.
A cidade era um grande centro comercial no decorrer de toda a sua história, só declinando depois da conquista grega, quando Alexandria, na costa N, tornou-se o mais movimentado porto do país. Segundo alguns historiadores, Mênfis granjeou alta reputação pela sua indústria de vidros, Roma sendo um dos principais importadores de suas mercadorias. Nessa área também eram cultivadas acácias, para se ter a madeira necessária à fabricação de móveis, de navios para a armada, e das armas militares do Egito.
Politicamente, também, Mênfis gozava de grande destaque, especialmente durante o período que os egiptólogos chamam de “Antigo Reino”, chegando até o “Médio Reino”. A maioria dos historiadores crê que a sede do governo das dinastias iniciais era Mênfis, embora talvez se mudasse por algum tempo para Tebas (a bíblica Nô-Amom, c. 483 km mais para o S). Parece provável que a capital ainda se achasse em Mênfis quando Abraão visitou o Egito, e teve sua experiência com o Faraó que então regia. (Gên. 12:1-20) A Encyclopcedia Britannica (Ed. 1959, Vol. 15, p. 235) declara que “Mênfis permaneceu sendo o centro do governo e a maior cidade do Egito até o Novo Império (da XVIII à XX Dinastias), quando a adoração de Amen substituiu a de Ptah, e Tebas assumiu a liderança”. Outros sustentam que mesmo durante esse período, Mênfis “compartilhava a supremacia com Tebas”. — The International Standard Bible Encyclopoedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional), Vol. III, p. 2031.
De qualquer modo, a evidência bíblica parece indicar que, durante a permanência dos israelitas no Egito, a capital egípcia se achava no Baixo (Setentrional) Egito, tendo-se um acesso razoavelmente fácil a ela da terra de Gósen, onde os israelitas moravam. (Gên. 47:1, 2) O encontro de Moisés com Faraó ‘junto ao rio Nilo’ pareceria favorecer a localização da capital em Mênfis, ao invés de mais abaixo na região do delta (como alguns sugerem), pois o Nilo se dividia em vários canais ao atingir o delta. — Êxo. 7:15.
Graças à sua proeminência, Mênfis figura em várias profecias que envolvem o Egito. Em Jeremias 2:16, o profeta falou de Nofe (Mênfis) e de Tafnes (cidade na região do delta) como ‘se alimentando de [Israel], no alto da cabeça’, isto é, despojando Israel e tornando-o como que careca. Isto significava uma humilhação para o povo professo de Deus, acompanhada de lamento. (Compare com 2 Reis 2:23; Isaías 22:12.) No caso tanto do reino setentrional como do meridional (Israel e Judá), o Egito, conforme aqui representado por Mênfis e Tafnes, provou ser uma fonte inútil da ajuda e do apoio esperados, ao passo que, ao mesmo tempo, mostrava-se pronto a explorar o povo pactuado de Deus para tirar vantagem egoísta. — Osé. 7:11; Isa. 30:1-3; 2 Reis 23:31-35.
Mênfis era um centro de religião e de erudição no Egito, mas, lá atrás, no século VIII AEC, Isaías predisse que falharia a alardeada sabedoria dos príncipes (talvez os príncipes sacerdotais) de Nofe (Mênfis) e que o Egito seria desencaminhado. (Isa. 19:13) Tais conselheiros evidentemente promoviam um falso senso de segurança no Egito quanto ao agressivo poderio da Assíria.
Foram encontrados em Mênfis marcos comemorativos do reinado do rei etíope, Tiraca, sobre o Egito. Embora Tiraca conseguisse sobreviver ao entrevero com o rei assírio, Senaqueribe, em Canaã (732 AEC; 2 Reis 19:9), Esar-Hadom, filho de Senaqueribe, mais tarde destroçou o exército egípcio, obrigando-o a recuar até Mênfis. O registro do próprio Esar-Hadom sobre o conflito subsequente reza: “Mênfis, a cidade real [de Tiraca], em meio dia, com galerias subterrâneas, túneis, investidas, eu cerquei, eu capturei, eu destruí, eu devastei, eu incendiei.” Pelo que parece, alguns anos depois, as forças do Egito retomaram Mênfis, massacrando a guarnição assíria. Mas Assurbanipal, filho de Esar-Hadom, marchou sobre o Egito e expulsou os governantes para fora de Mênfis e Nilo acima (em direção S).
Quando a Assíria entrou em declínio, na parte final do século VII, Mênfis voltou a ficar sob pleno controle egípcio. Depois da desolação de Judá em 607 AEC, por parte do rei babilônio, Nabucodonosor, refugiados judeus fugiram para o Egito, fixando residência em Mênfis e em outras cidades. (Jer. 44:1) Por meio de seus profetas Jeremias e Ezequiel, Jeová os condenou ao desastre, e predisse que Nabucodonosor daria um devastador golpe no Egito e em seu faraó Hofra (Apriés), Mênfis (Nofe) sentindo a plena força desse ataque. (Jer. 44:11-14, 29, 30; 46:13, 14, 19; Eze. 30:10-13) Os atacantes babilônios de Mênfis atacariam confiantemente a cidade em plena luz do dia. — Eze. 30:16.
Mênfis foi de novo submetida a grave derrota às mãos do rei persa, Cambises, em 525 AEC, depois disso se tornando sede duma satrapia persa. A cidade jamais se recuperou plenamente dos efeitos desta conquista. Com a ascensão de Alexandria, sob os Ptolomeus, Mênfis declinou continuamente e, por volta do século VII da EC, já era só ruínas.
A evidência da importância passada de Mênfis pode ser vista nos amplos locais de sepultamento próximos do antigo sítio, tais áreas contendo cerca de vinte pirâmides ou monumentais túmulos régios. A proeminência de Mênfis como local régio de sepultamento é, sem dúvida, refletida na profecia de Oséias contra o infiel Israel, no século VIII AEC, no sentido de que “o próprio Egito os reunirá; Mênfis, da sua parte, os sepultará”. (Osé. 9:6) Entre as pirâmides encontradas em Sacara, logo ao NO de Mênfis, acha-se a Pirâmide dos Degraus, construída pelo Rei Zoser (“Terceira Dinastia”), considerada como sendo a mais antiga estrutura livre, de pedra, que se conhece. Mais para o O-NO de Mênfis acham-se as bem mais impressionantes pirâmides de Giza e a Grande Esfinge. Atualmente, estes túmulos e outras estruturas similares de pedra são tudo o que resta para indicar a glória religiosa passada de Mênfis. Conforme predito, a cidade se tornou “mero assombro”. — Jer. 46:19.
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Menina (Do Olho)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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MENINA (DO OLHO)
Orifício na íris colorida do olho. Parece preta porque, por trás da pupila, acha-se o interior escuro do olho. A menina do olho ou pupila muda de tamanho à medida que a íris se ajusta às existentes condições de luz. A luz entra pela córnea clara, passa pela pupila e chega ao cristalino do olho.
A palavra portuguesa “pupila” provém do latim pupa, que significa “menina” ou “boneca”, referindo-se, como é evidente, à diminuta imagem da pessoa que se pode ver refletida naquela parte do olho de outra pessoa. O hebraico possui expressões bem similares. Empregada junto com a palavra ‘áyin (“olho”), o termo ’ishóhn (Deut. 32:10; Pro. 7:2) significa literalmente “homenzinho do olho”; similarmente, bath (“filha”) é usada em Lamentações 2:18 com a idéia de “filha do olho”, ambas as expressões se referindo à pupila. As duas palavras são combinadas, para ênfase, no Salmo 17:8 (’ishóhn bath ‘áyin), literalmente, “homenzinho, filha do olho” (“menina do olho”, NM).
O olho é extremamente tenro e sensível; até mesmo pequeno cílio ou partícula de pó entre a pálpebra e o globo ocular é logo notado. A parte transparente do olho (a córnea) que cobre a pupila tem de ser bem guardada e cuidada, porque, caso esta parte seja danificada, ou se torne enuviada por motivo de doença, o resultado pode ser a visão distorcida ou a cegueira. Com vigor, e, ainda assim, com uma expressão delicada, a Bíblia emprega a “menina do olho” (“pupila”, CBC;
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